História Guardião: Retomada do Reino - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Criaturas Sobrenaturais, Demonios, Guardião, Lutas, Magia, Mistério, Poderes, Romance, Tecnicas, Tecnologia
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Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shounen, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Cometi um erro de matemática básica, a idade da princesa é catorze e não doze, pois se ela tinha oito anos quando o rei viu Asura pela última vez e isso aconteceu faz seis anos, a lógica é que ela tenha catorze e o Asura vinte. Depois eu me pergunto porque minhas notas em matemática são tão medíocres 😓.
Deixando as brincadeiras de lado eu peço perdão por não ter atualizado a tão amada fanfic a Queda do Exterminador pela segunda vez, mas tive meus motivos e o capítulo ainda não estava pronto. Eu prefiro mil vezes atrasar e entregar algo bem feito e de qualidade do que algo no prazo feito de qualquer jeito e de qualidade duvidosa. Espero que entendam e que me perdoem por esses vacilos.
Não parei com ela, mas sim tive problemas e outras coisas igualmente importantes fora uma única história. Não irá se repetir e a fic a Queda do Exterminador será atualizada até seu final.

Capítulo 2 - Draven


 Um jovem com seus vinte anos acordou na manhã nublada. Estava cansado pois dormiu tarde na esperança de terminar seu trabalho como mecânico. Havia sido tirado do seu descanso por um galo, teve vontade de matar aquela maldita ave.

Se levantou contra a própria vontade e foi em direção ao banheiro tomar seu merecido banho antes de iniciar outro dia de trabalho. O banheiro da casa era simples, tinha o necessário para a vida de alguém ali, como toda a sua casa era. Tinha o vaso sanitário, a pia, o chuveiro e a banheira. Nada de luxuoso, o banheiro não tinha muito espaço, mas estava sempre limpo como toda a residência, o homem gostava de deixar tudo limpo.

Terminou de se molhar e se enxugou com a toalha, colocou o roupão de banho e foi procurar seu uniforme limpo. Colocou a roupa e pegou sua lente de contato pro seu olho esquerdo, após terminar ele foi atrás do tapa olho para colocar no seu olho direito que foi destruído com um corte que gerou uma cicatriz que ia do topo da testa até metade da bochecha direita, os aldeões insistiam em perguntar o porque da cicatriz e ele sempre respondia que foi em um acidente de trabalho. Voltou ao banheiro para arrumar o cabelo curto e olhando seu olho verde esquerdo refletido no espelho.

O homem saiu do banheiro e foi para sua sala de trabalho abrir ela e iniciar outro dia cansativo. Sentou-se na cadeira e esperou seus clientes chegarem. A vila era pequena, então não tinha muita movimentação durante o ano inteiro, seu trabalho se resumia em ajudar os viajantes que paravam ali em busca de concerto para o veículo afim de continuar sua jornada. Dias com muitos clientes era raro e devia ser valorizado. Adorava aquele lugar, pois ali ninguém do seu passado iria o procurar e tirar sua paz.

— Draven. Essa garotinha está querendo seus serviços para consertar uma nave, ela diz que tem dinheiro para pagar— Disse um velho ao lado de uma menina ruiva aparentando ter treze ou catorze anos.

— Estou indo Sr Joseph. Me diga onde está a nave e eu vou ver como posso consertar— Draven disse entediado se levantando da cadeira e caminhando em direção a sua nova cliente.

— Estão me siga Sr Draven. Obrigado senhor Joseph!— A menina sorriu e se despediu do idoso. Draven a seguiu somente pensando o quão longe estava o veículo e como daria trabalho levar ele até sua oficina. Definitivamente tinha que contratar funcionários.

Parou no meio do mato e viu algo totalmente destruído e que custaria muito para a menina. Checou tudo, vendo que a nave sofreu danos causados por canhões e pelo dano do pouso forçado. Se virou e começou a encarar a menina atônito.

— Cadê seus pais? Essa nave sofreu muitos danos e com certeza não será barato para mim e para você consertar essa coisa. Como isso foi acontecer?— Draven perguntou calmamente para a criança que recuou.

— Não posso dizer muita coisa, mas eu imploro por sua ajuda. Preciso que você conserte essa nave e me deixe ir até o império. Você terá seu pagamento em breve. Eu prometo— A garotinha chorou deixando Draven de olhos arregalados.

— Vou consertar essa coisa, mas vai demorar pois os danos são enormes. Espero receber meu pagamento ou você irá pagar por me passar a perna. Não queira saber como— Draven ficou sério e a menina sentiu uma coisa estranha no ar, quase como uma energia.

O homem terminou de analisar e contou quanto tempo aquilo iria lhe custar. O preço era alto por todas as peças terem que ser de altíssima qualidade.

— Vai demorar muito e provavelmente você não tem pais. Pode ficar na minha casa ou em hotéis da vila até eu terminar os reparos em duas semanas— Draven disse indo em direção a sua casa para buscar suas ferramentas. A princesa o seguiu— Qual o seu nome? Vou precisar saber disso se você vai ficar na minha casa ou no mínimo vamos nos ver diariamente.

— ...Meu nome é Arisu. O seu é Draven, não é mesmo— Alice perguntou já sabendo a resposta.

— Sim. Deve estar com fome, vou preparar algo para você comer de café da manhã— Draven disse sorrindo pela primeira vez no dia.

A dupla voltou e o homem levou a menina para sua casa e começou a fazer uma refeição para ela comer. Arisu se sentou e colocou sua bolsa na mesa vendo se tinha trazido algo que viesse a ser útil em sua missão além da tela holográfica com a imagem de Asura adolescente.

— O que você carrega nessa bolsa? Será que poderia tirar isso da minha mesa?— Draven perguntou entediado.

Arisu tirou sua bolsa e colocou no chão. Olhou para o homem e percebeu suas características físicas. Os cabelos negros como a noite, seu olho verde escuro brilhante como um cristal. Reparou na cicatriz mal coberta pelo tapa olho e ficou curiosa sobre a origem do ferimento.

— Como se machucou?— Perguntou inocentemente, mas só então percebeu que era pessoal demais.

—... Acidente de trabalho, um concerto mal sucedido que resultou nessa cicatriz— Draven hesitou, mas respondeu a pergunta— Quer um chocolate enquanto espera a comida ficar pronta? Se sim pode pegar— Disse entregando um pote com alguns pedaços de chocolate desde o branco até o amargo.

Arisu aceitou e pegou um chocolate comum para comer, pois era seu favorito. O homem sorriu e pegou o mesmo chocolate do pote. Terminou de preparar uma refeição simples para duas pessoas e serviu a criança.

Draven começou a comer rapidamente, pois tinha muito trabalho pela frente e não poderia perder tempo. Arisu comeu calmamente enquanto pensava no quanto o mecânico era gentil e cozinhava bem, mesmo sendo indiferente muitas vezes. Terminaram de comer e o homem disse que ela poderia ficar ali em sua casa enquanto ele dava um jeito de trazer a nave para perto da sua oficina para facilitar seu trabalho e ele não ter que fazer uma jornada sempre que precisasse de peças.

Caminhou pensando no quanto precisava de funcionários para o ajudarem, ao invés de fazer tudo sozinho. Chegou no local e olhou ao redor vendo se não tinha pessoas o observando. Respirou fundo e lembrou que na maior parte do dia a cidade ficava mais calma, principalmente no horário das refeições e sua oficina era longe da vila.

Arisu começou a andar pela casa enquanto carregava sua bolsa. Se sentou na sala e pegou a tela holográfica. Ativou e viu mais uma vez Asura, mas dessa vez a aparência dele era familiar, devia ser por causa dessa ser a terceira ou quarta vez que o vê. Percebeu coisas ao lado do holograma e tocou com seu dedo na que dizia: informações.

Leu que Asura utilizava a manipulação da energia e que todos os seus ataques eram baseados nisso. Era guloso demais e tinha preferência por doces, comendo os mesmos quando estressado ou nervoso, sempre tendo uma guloseima no bolso para os piores momentos. Arisu estranhou ele ser tão magro no holograma se ele tinha o hábito de comer muito.

 Todas eram informações bestas e que não ajudariam a encontrar ele rapidamente. Arisu escutou um barulho enorme e se assustou achando que provavelmente eram inimigos. Correu pro lado de fora e viu Draven começando a consertar a nave. Perguntou como ele trouxe aquilo e o homem respondeu que pilotou e trouxe até ali gastando todo o combustível no processo.

Draven pegou suas ferramentas e começou a desmontar para consertar a parte interna do veículo. Arisu voltou para dentro da casa e começou a ler os livros que Draven tinha e havia deixado ela ler. A maioria era de mecânica, mas tinha alguns com histórias interessantes e que conseguiram deixar ela absorta na leitura.

Draven pegou seu pirulito do bolso e começou a chupar enquanto mexia na nave, adorava doces e os aldeões sempre diziam que ele ficaria com diabetes se não parasse de comer doces, mas Draven ignorava pois sabia que não ficaria doente.

Ficou ali até o por do sol, quando decidiu deixar pro dia seguinte, caminhou até sua casa e encontrou Arisu lendo um de seus livros. Avisou que iria fazer o jantar de ambos e foi até a cozinha preparar a comida.

Resolveu preparar algo mais leve pra sua convidada. Fez uma sopa, que demorou um pouco para ficar pronta e chamou a criança para comer, colocou a comida dela no prato e começou a se servir com a sopa. Arisu agradeceu Draven por estar cuidando dela e perguntou se podia dormir alí naquela noite.

O homem disse que se ela quisesse poderia dormir alí durante o tempo que precisasse, pois ele não cobraria isso na conta pelo concerto da nave. A criança sorriu e após terminar de comer foi ler por uma hora, resolvendo quando se sentiu cansada foi dormir e Draven a levou até o quarto de hóspedes da casa, onde ela dormiu e o agradeceu por tudo o que estava fazendo. Draven sorriu e fechou a porta indo até seu quarto torcendo para não escutar o galo no dia seguinte.


Notas Finais


O que acham desse tal de Draven? Suspeito ele não é mesmo. Ele é o protagonista da história agora, era pra ser o Asura, mas os planos mudaram😁.
Finalmente revelei o nome da princesa, porque acho que todos devem saber disso, ninguém vai chamar ela de princesa durante a história inteira. A menina tem que encontrar Asura rapidamente e pedir para ele salvar seu povo das garras de Kadrak.
O próximo capítulo se chamará: "Covarde!". Quero que adivinhem o porque do capítulo ter esse nome e me digam suas teorias. Creio que vocês ficarão com raiva do Draven e das suas atitudes.

Peço que leiam a história Somebody's Watching Me para apoiar a história, não estou obrigando ninguém, só estou recomendando a história e pedindo para quem curte terror dar uma chance para o projeto do meu amigo Kalinski em que eu faço parte.


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