História Guccib0i - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, Jimin, Jin, Jungkook, Model!au, Namjin, Photographer!au, Satanism, Taehyung, Taekook, Vkook, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 15
Palavras 5.717
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heroooou!
Boa leitura!

Capítulo 3 - Língua?


Fanfic / Fanfiction Guccib0i - Capítulo 3 - Língua?

A nova geração de jovens adultos assassinou o romantismo. Alguns loucos continuavam deslumbrados pelo amor, mas a maioria não via nada demais no sentimento. Beijos apaixonados viraram mitos; relações carnais acabam sendo mais atrativas para a década do sexo. Ninguém quer casar, ter filhos e viver feliz até os últimos segundos ao lado de uma pessoa especial. Eles preferem ir numa festa e transar com três, voltar para casa e acordar sozinho. E ainda chamam isto de evolução, de progresso amoroso. Progresso em relações amorosas, mas sem amor, porque sentir é feio. A moda atual é ser frio e ignorar a própria natureza humana. Por isso, somos infelizes.

   Se recusarmos a paixão, viveremos em troco de quê? Taehyung foi privado disso pelos próprios pais. Em toda sua história, ele havia beijado apenas uma garota num jogo bobo, — nada demais. Então, o modelo não fazia ideia de como portar-se nessas interações. Entretanto, a falta de habilidade não cessava a admiração que ele tinha por pessoas que amavam. Kim era apaixonado pelo romantismo, mesmo nunca o tido antes.

   Com as mãos entrelaçadas, Georgia e Taehyung estavam sentados na grama verde e molhada do Coachella. Eles fingiam estar conversando, rindo de piadas engraçadíssimas e, simplesmente, divertindo-se com a presença um do outro; como um casal comum faz. A realidade era bem diferente porque resumia-se em Georgia ditando o que Taehyung tinha que fazer.

  ‘‘Segure minha mão.’’

  ‘‘Beije minha bochecha.’’

  ‘‘Coloque o braço ao redor dos meus ombros.’’

   O palco era longe e a música ao vivo mal podia ser escutada, mas ambos não foram ao evento para assistir celebridades amigas apresentarem. Havia várias pessoas caminhando, conversando e, vez ou outra, uma apontava em direção aos dois porque os reconheciam, mas não pediam autógrafos e fotos, pois os seguranças proibiam.

  Os fotógrafos estavam a uma distância considerável para ninguém desconfiar. Georgia e Taehyung evitavam olhar na direção deles, tentando parecer naturais e descontraídos. A expressão de ‘peixe morto’ marcou presença várias vezes neste dia, e havia tornado-se tão frequente que as pessoas pararam de mandá-lo parecer sorridente ou coisa do tipo. A nova face de Taehyung foi oficializada; sem sal e sem espírito. Ele conseguiu matar uma personalidade de anos numa só tarde. Os fãs com certeza iriam reclamar dessa mudança drástica, — que, na verdade, aconteceu durante meses, mas era notável agora porque Taehyung não dava mais conta de disfarçar.

   Quando Yoongi percebia que o amigo parecia desconfortável, juntava-se ao falso casal e tentava animá-lo, mas logo saía e ia curtir o show. Ele também posou para algumas fotos junto de Taehyung, mas foram pouquíssimas porque a estrela do dia não era Suga, — mesmo assim, cedeu milhares de autógrafos e selcas com fãs. Por incrível que pareça, Yoongi foi reconhecido diversas vezes. Era novidade para ele ser famoso fora da Coreia, então isso deixou-o com um sorriso enorme durante o dia inteiro.

   Suga estava cansado depois de horas viajando, mas não iria largar Taehyung na mão. Ele poderia dormir naquela grama com todo o barulho e, ainda assim, acordar no dia seguinte. Tinha olheiras roxas quase invisíveis devido a maquiagem pesada, porém, se um flash fosse acionado, a exaustão ficava mais nítida.

   Yoongi caminhava pelo vasto terreno sem fim segurando um copo de cerveja e balançando a cabeça ao som de The Chainsmokers, grandes amigos seus. A missão do compositor era achar Jeongguk, que ainda não havia dado as caras.

  Mas o esconde-esconde era unilateral porque o instaboy tinha encontrado Taehyung e Georgia há tempos, porém esperava o momento exato para falar com o modelo. Jeongguk estava com Jimin e Choi Seunbin, a melhor amiga de infância e também conhecida como namorada falsa.

   Os três pareciam hippies que haviam dado um passeio na praia, o estilo das roupas honrava o evento totalmente. Eles caminhavam igual um grupo de amigos normais, não havia interação entre Jeon e Choi; só existia se tirassem fotos ou fizessem uma live, o que não seria o caso no Coachella 2017.

   Jimin e Seunbin não bebiam, mas Jeongguk sim (exageradamente e fora de hora). Estava longe de ser um alcoólatra, só sabia aproveitar bem os destilados. Podia-se dizer que o rapaz já sofria os efeitos da vodka em seu copo. Cantarolava alto, balançava o corpo de acordo com a música e, claro, não desgrudava os olhos do casal sentado na grama. Park notando isso, ficou visivelmente irritado. Não pensem idiotices! A amizade deles era pura, Jimin só torcia para Jeon e Tae darem errado, — talvez ele fosse um fã assíduo do modelo, talvez.

   Ciki jogou a responsabilidade de assessor para os seguranças enquanto o evento acontecia, porque ele queria curtir ao invés de ser babá de Taehyung. Imaginou que, estando cercado de fotógrafos e uma quantidade gigantesca de pessoas, Kim não tentaria nada inovador, então a presença de Sangwoo era descartável. Se ele ao menos soubesse…

    Georgia decidiu por conta própria que ambos deveriam ver o show de pertinho, agarradinhos como um casal apaixonado. A carranca que Taehyung fez ao receber essa proposta foi indescritível, mas não podia negar, então, de mãos dadas, foram até a multidão saltitante na frente do palco.

   O sol estava ardido o suficiente para fazer Taehyung tirar a camisa azul florida e amarrar as mangas ao redor da cintura. A bandana amarela ganhou uma coloração escurecida pelo suor que encharcou-a. Georgia, por outro lado, estava deslumbrante como uma angel sempre era; usava um chapéu preto, shorts cós alto e cropped rendado da mesma coloração, os três mesclando com os acessórios pratas e cinto de couro. O casal XXI da moda, claramente.

  Blade arranjou o local que queria ficar e Taehyung a agarrou por trás, colocou as mãos em sua cintura e encaixou a cabeça no ombro dela. A diferença de alturas era mínima.

 O calor estava infernal e ele era obrigado a permanecer colado com Georgia para as fotos. Se antes sentia raiva de fazer parte desse teatro, agora explodia em ódio. Mas, o que fez ele se controlar foi a história da angel, pois não era a primeira vez que usavam-na com a intenção de esconder a sexualidade alheia, — por isso quem ditava as interações era Blade, ela sabia exatamente como agir porque estava com frequência em situações do tipo.

  Deve ser horrível, pensou Taehyung. Horrível era apelido.

  Aquela cena seria perfeita para Jeongguk tentar puxar conversa com o modelo. Deixou seu copo de destilado com Jimin e agarrou Seunbin, guiando-a até a multidão que assistia ao show. Park não gostou de ser largado sozinho e ficou resmungando, inclusive jogou a bebida de Jeon fora. Era irritante viajar milhares de quilômetros para um evento que ambos frequentam anualmente e, na primeira oportunidade, largam-lhe sobrando. Triste, o rapaz foi caminhar pelo Coachella, talvez fosse embora. Não sabia ainda.

  Taehyung tinha encharcado as costas da garota com suor. Incansavelmente, ele pedia desculpas em seu ouvido, dizendo que lavaria as roupas, se ela quisesse. Georgia ria encantada porque a maioria dos homens americanos não iria propor isto. Entretanto, a angel disse que não era necessário. E nesses risos descontraídos, Kim acabou virando o rosto e cruzando olhares com um casal ao lado. Ele nem reagiu, só voltou a encarar nervoso o palco.

   Era Jeongguk e Seunbin que estavam ali, juntos e dançantes, mas não agarrados. Se antes suava adoidado, após ver os dois ali, a função das glândulas sudoríparas foi triplicada. Um dos motivos seria porque Jeon encarava Blade e Kim e nem ao menos disfarçava.

   — Hã… Blade? — chamou Taehyung, um pouco constrangido. — Eu acho que vou ao banheiro.

  A angel concordou sorridente, mas quando olhou para o rapaz logo notou que havia algo errado. Era nítido.

 — Está tudo bem? — Blade berrou, tentando superar a altura da música. — Precisa de ar?

  — Você sabe para onde foi o Yoongi? — gritou o modelo enquanto se afastava da mulher.

  Georgia negou e liberou Taehyung da atuação, fazendo sinal com as mãos para que ele fosse logo.

  O rapaz saiu rápido da multidão. Ele precisava de ar, coragem e um banho. Agarrou o telefone na parte traseira das jeans e mandou uma mensagem para Yoongi, curta e objetivo porque não conseguia digitar textos no momento.

Tae:

Banheiro. Agora.

  Quase instantâneamente o compositor respondeu.

Suga:

Qual deles?

Tae:

Ao lado do palco.

  Era o mais próximo de Taehyung, alguns passos e chegaria até lá. Assim foi, tentando controlar o nervosismo e o ódio pelo calor Californiano. Yoongi aparentemente estava por perto também porque chegou antes do modelo entrar no banheiro. Kim agarrou Suga pelo braço, fazendo-o derrubar o copo de cerveja e arrastou-o até a construção. Tinham três homens lá dentro. Isso dificultou o surto que Taehyung queria ter. Então, fez Min expulsá-los e trancaram a porta.

  Kim, primeiramente, tirou a camiseta preta encharcada de suor, depois a bandana amarela, e Yoongi apertou as sobrancelhas, confuso.

  — Não era para mim que você tinha que estar tirando a roupa — brincou.

  Taehyung largou as vestimentas em cima da pia. O banheiro conseguia ser tão vasto quanto o quarto presidencial do modelo. Era limpo e organizado na medida certa, tinha um espelho enorme, diversas cabines e lavatórios. A decoração fazia jus ao evento; muitas flores e cores. Mas isso era o de menos nessa situação de pânico.

   — Yoon, eu não sei beijar e…

   Suga gargalhou e pediu um momento para Kim, erguendo o indicador.

   — Você só pode estar brincando comigo. Um dos caras mais bonitos da geração não sabe beijar? — riu alto. Min precisou encostar na pia porque parecia inacreditável a notícia. Ele sabia que Taehyung não tinha trocado saliva com homens, mas como conversavam pouco sobre as relações amorosas do modelo, o compositor supunha que com algumas garotas Kim deve ter dormido.

   Taehyung o encarou sério.

   — Você não está brincando? — A risada cessou. — Você realmente nunca beijou ninguém?

   — Na quinta série eu dei um selinho numa garota, mas era um desafio. — Kim desviou o olhar para o espelho e viu-se seminu; tinha um corpo bonito demais para quem recusava-se a fazer academia.

   — Selinho não conta.

   Yoongi colocou as mãos nos bolsos dianteiros da jeans surrada.

   — Precisamos fazer alguma coisa sobre isso — falou Suga chamando a atenção do rapaz que ainda encarava o próprio reflexo. — Você não pode beijar aquele cara sem saber o básico.

  — Não tenho nem laranja, ou copo de gelo por aqui.

 — Vai por mim, você vai aprender a fazer outra coisa com laranja e copo de gelo e você não precisa saber fazer isso. Sério. — Suga deu um passo em direção a Taehyung. — Treina em mim. Quer dizer, somos amigos e eu pelo menos tenho uma boca.

   Kim olhou para Yoongi como se fosse maluquice dele.

 — Mas nós somos amigos!

 — Você e o Hoseok são dois frescos com essas coisas. — Retirou as mãos dos bolsos e apoiou uma delas na pia. — Não é como se você fosse me beijar e eu fosse me apaixonar perdidamente. E, outra, eu nunca te olhei com outras intenções. Para mim você é e sempre será um irmão babão que só faz besteira.

   Taehyung respirou profundamente.

   — Me chamar de irmão não ajudou em nada.

   Suga aproximou-se ainda mais do amigo e parou.

  — Anda logo! Tenho certeza que aquele garoto está te esperando lá fora.

  Yoongi fechou os olhos e aguardou Taehyung testar as habilidades no voluntário. Foi uma cena estranha e constrangedora para ambos os lados; Kim se inclinou na direção do amigo e selou os lábios. Apenas isso. Sem toque, sem língua, sem graça.  Três segundos foram necessários para Suga empurrar o modelo com uma expressão de: ‘‘O que você pensa que está fazendo?’’.

   — Isso foi uma bosta — ele enfatizou o adjetivo. — Primeiro de tudo, Taehyung...

   Min agarrou a cintura desnuda do rapaz trazendo-o para mais perto. A aula iria começar.

   — Somos coreanos, mas não significa que temos que beijar como nas novelas. Os corpos não ficam separados, entendeu? — O rapaz assentiu, dando brecha para Yoongi continuar. — Abre a boca, sua língua não está aí com a finalidade de você sair lambendo a bochecha dos seus amigos. Aliás, para de fazer isso porque todo mundo acha bem nojento, inclusive eu. — Taehyung curvou os lábios, segurando uma risada. — Um erro de iniciante é mover a cabeça demais e babar muito. Tenta maneirar nessas duas coisas. — Yoongi agarrou os punhos do modelo, erguendo-os. — E essas duas coisinhas aqui vão fazer tudo subir, não as deixe mortas. É o segredo, vai por mim.

   O modelo estava com as sobrancelhas apertadas, talvez constrangido demais depois dessa aula teórica.

   — Eu não quero mais beijar ninguém — falou, ainda com a careta estampando seu semblante. — Eu vou voltar lá pros paparazzis.

   — Anda.

  De início, o garoto hesitou, mas cedeu à ordem com rapidez. Taehyung colocou uma mão na cintura de Yoongi e a outra levou até o rosto, inclinou-se e encostou os lábios mais uma vez nos do amigo. Ele disfarçou a tremedeira que consumia-o e a moleza do corpo. Suga acompanhou os movimentos e logo Kim descobriu como utilizar a língua, porque tentava copiar o que o compositor fazia. Estavam em sintonia o suficiente para um fogo que não deveria existir acender; corpos entrelaçados, as digitais de Yoongi passeando pelo abdômen do rapaz e um beijo lento e molhado. Suga deslizou a mão direita até a nuca de Tae e enfiou os dedos no cabelo dele. Os rapazes só perceberam que passaram dos limites quando Min mordiscou o lábio de Kim, fazendo-o soltar um gemido. No mesmo segundo, ambos se separaram.

  — Muito bem, eu quero vomitar — disse Suga, limpando o canto da boca.

   Taehyung deu um passo para trás.

  — Foi ruim demais?

  — Não, não! — Yoongi gesticulou com as mãos, negando. — Foi bom demais, por isso eu quero vomitar.

   O mais novo segurou uma risada envergonhada; seu segundo beijo teste e havia saído-se bem. Poderia dizer que estava preparado para os reais que iriam vir. Não tão confiante quanto queria porque pressentia que ficaria nervoso, mas, ao menos, ele tinha uma noção do que fazer.

  Suga observou o próprio reflexo no espelho e ajeitou o cabelo escuro. Ainda vestia as roupas que usou para vir de Seoul até Califórnia, por isso não estava de acordo com o festival; parecia mais pronto para comparecer num velório. Entretanto, continuava bonito.

O compositor mexeu os ombros, queria se livrar dessa atmosfera estranha que foi formada após beijar seu melhor amigo. Então, decidiu fugir da situação.

  — Errr, Taehyung? — chamou o modelo, que ainda estava seminu. — Eu já vou indo.

   O garoto concordou e ligou o lavatório, precisava limpar aquele rosto fedendo a suor. Talvez fosse isso que tenha deixado Yoongi com vontade de vomitar.

  — Yoon? — perguntou Taehyung com a cara enfiada na pia. — Pode não deixar ninguém entrar? Vou tentar limpar esse fedor de suor.

   Suga levantou o dedão da mão, concordando. Foi destrancar a porta do banheiro e encontrou, pelo menos, quatro homens numa fila indiana desesperados para usarem as cabines. E, quando eles quase empurraram Yoongi na intenção de entrarem, a brilhante ideia para barrá-los era dizer que estava interditado.

   — Galera, tá fora de uso! Não tem água! — O compositor fez uma expressão triste forçada. — Mas acho que o banheiro do outro lado está okay!

  Um coro de homens resmungando pôde ser escutado até por Taehyung. A mini fila deu meia volta e foi procurar o outro banheiro que havia sido mencionado. Yoongi estava fechando a porta quando cruzou olhares com Jeongguk, que aguardava ali perto. O instaboy aproximou-se do compositor. Era nítido que ele sabia de Taehyung dentro da construção.

  Ambos estudaram-se impassíveis durante alguns segundos, até Yoongi apontar para a porta atrás de si.

  — Ele está lá dentro. — Min começou a se afastar do rapaz e ir embora. — Tranca a porta por precaução.

  Jeongguk assentiu. Entrou no banheiro e fez exatamente o que Suga havia mandado; trancou a porta.

O primeiro som que escutou ao caminhar ambiente adentro foi uma torneira aberta e depois viu a origem daquilo: Taehyung sem camisa lavando o rosto, os cabelos castanhos também estavam parcialmente molhados. Jeongguk deduziu que ele tentava tomar banho numa pia, porque estava encharcando o chão, o próprio corpo e a camisa e bandana ao lado do lavatório.

   O instaboy cessou os passos e aguardou Taehyung se dar conta da sua presença. Não demorou muito, pois quando o modelo foi checar como estava no espelho, terminou vendo um vulto de soslaio e virou-se na direção de Jeongguk. Estava com a boca aberta por surpresa, ele realmente não esperava ver o rapaz por aqui.

   Os dois num ambiente fechado. Taehyung começou a entrar num pânico momentâneo.

   Jeongguk passou os dedos pelo cabelo escuro jogando-os para trás. Aquele sorrisinho confiante da casa noturna continuava puxando os lábios dele.

   — Eu não sabia que estava ocupado. — Apontou para porta. — Eu posso ir embora, se quiser.

  — Não. — O modelo tentou soar descontraído, mas era quase um pedido desesperado. — Não precisa. — Pareceu mais calmo da segunda vez.

   Taehyung foi pegar papel para enxugar o rosto. Ao fechar os olhos para secar a água, acabou mergulhando num mundo mental de significados; por que estava ali? Não era uma pergunta atrás de respostas que respondessem a função dos seres humanos, mas somente a dele. Isso não era o que Kim fazia. Ele não concordaria em ficar trancado sozinho com um rapaz desconhecido que tinha segundas intenções. Mas lá estavam ambos: Jeongguk encarando o modelo enquanto ameaçava aproximar-se e puxar conversa.

  Depois de passar quase dez segundos num mundo submerso, encontrou a resposta para os problemas que vinha carregando sob os ombros. Taehyung estava vazio e precisava tirar esse melodrama do coração, ou acabaria matando-se. Tinha que ocupar a mente com outros pensamentos além dos rotineiros: ‘‘Eu estou farto disso’’.

    Continuava mentalmente exausto, mas se focasse no instaboy mesquinho do outro lado do banheiro, poderia ignorar essa parte chata da carreira e enganar-se. Caso se iludisse e se fizesse imaginar que aquele pedaço opressivo e mentiroso não existia, a tristeza iria embora por período temporário. Era isso que estava necessitado: lavagem cerebral.

  — Se eu fosse menos ingênuo diria que você estava tentando fugir de mim lá no show. — Era a voz de Jeongguk e parecia que se aproximava de acordo com cada período dito.

  O modelo retirou o papel do rosto e jogou-o no lixo enquanto tentava bolar uma resposta. Não queria parecer um virgem que ficava nervoso facilmente. Na verdade, Taehyung desfilava na frente de milhares de pessoas, trocava de roupa com fotógrafos olhando, ele protagoniza momentos que seriam necessários total autoconfiança e segurança. Era quase ridículo vê-lo envergonhado na presença de um garoto que cursava os primeiros anos de fotografia e era famoso sem motivo aparente. O que o intimidava tanto?

  — Não tentei. — Finalmente respondeu, mas ainda mantinha a expressão surpresa de início. — Precisava de ar, só.

   Jeongguk fingiu engolir essa mentira esfarrapada. Deu outro passo em direção a Taehyung e encostou-se no mármore da pia, colocando as mãos na pedra para se apoiar de costas enquanto encarava as cabines a frente. Achou melhor não manter contato visual direto porque havia notado quão nervoso Kim ficava.

  — E você não me ligou — falou, o sorriso de sempre não saía dos seus lábios. — Você quase me fez questionar minha autoestima.

 — Fiz? — Taehyung perguntou, erguendo as sobrancelhas.

 — Fez.

  A vestimenta escura e bandana amarela encharcadas estavam ao lado de Jeongguk e, numa ação involuntária, o instaboy começou a mexer no tecido. Ele tentou ao máximo não encarar o corpo do modelo, estava fazendo qualquer coisa para evitar que Taehyung surtasse.

  — Eu não estava tendo tempo suficiente…

  — Mas, de qualquer jeito, eu fiquei esperando a ligação. — Jeongguk fitou o modelo. Não existia veracidade ali, nenhum pingo dela. — Que nunca veio.

   Taehyung apoiou o corpo no balcão também e cruzou os braços sob o peito desnudo, tentando esconder-se do olhar alheio.

  — Uma semana esperando uma ligação de alguém que você conversou por cinco minutos?

 — Uma semana esperando uma ligação de alguém que estou de olho há um tempinho. — Jeongguk tirou as mãos do balcão e copiou a postura de Tae.

 — Você não me conheceu naquele dia?

 — Lembra do Seoul Fashion Week? — Enquanto ele falava, aproximava-se do modelo lentamente. — Eu era o cara sentado ao seu lado; até tentei conversar com você, mas nunca vi alguém tão avoado num desfile.

  O rapaz seminu fez um esforço para tentar lembrar-se daquele evento, mas a única recordação que resgatou foi de uma modelo caindo. Fora isso, estava completamente aéreo, em outro mundo.

  — Eu não me lembro.

  Jeongguk inclinou o rosto para o lado, apertando os lábios e, numa reação instintiva, Taehyung desviou o olhar para seu próprio reflexo. Não conseguia fazer contato visual por tempo demais. Isso quebrava totalmente o clima que Jeon tentava construir.

  — Ah, qual é, Taehyung — reclamou baixinho, quase melancólico. Estava próximo o suficiente para envolver a cintura do garoto com as mãos. — Não podemos pular as formalidades e ir logo pra parte que você geme meu nome?

  Pela primeira vez, numa situação assim, Taehyung arriscou encarar Jeongguk. A respiração embriagada do instaboy estava rente o suficiente para o modelo sentir a fragância da vodka que ele havia ingerido minutos atrás. O mais novo deslizou os dedos até o passador da calça de Kim e o puxou para mais perto, colando os quadris. Nesse momento, Tae quis desistir, mas estava no meio do caminho, não podia fugir.

  A iniciativa partiu, obviamente, de Jeon; inclinou-se, levando a mão até o pescoço de Kim e apertando seus lábios contra os dele. O modelo estava desconfortável, rígido, mas conseguiu acompanhá-lo e entraram ambos em harmonia, com movimentos congruentes e lentos.

Quando o mais novo abriu a boca, Taehyung parecia tão nervoso que nem sabia mais ao certo o que estava executando, só deixou-se levar e entregou a responsabilidade para Jeongguk. O instaboy era bom no que fazia e Kim percebeu que ele falava sério quando disse que gemeria o nome do rapaz.

 Jeon deixou os lábios de Taehyung e virou-o de costas para pia, colocando-o sob o balcão e abrindo suas pernas. Encaixou-se ali e partiu direto em direção ao pescoço do modelo. Ora depositando beijos quentes na pele, ora chupando. Kim não tinha ideia, mas ali ficaria uma marca arroxeada bem visível.  

   O corpo dele inteiro era percorrido por um formigamento e choques que eram bons o suficiente para o rapaz esquecer seu nervosismo. Poderia ficar ali por horas inteiras com Jeongguk.

   Tentando manter a linha difícil, Kim segurou os gemidos enquanto Jeon permanecia em sua escápula, mas ao subir até o lóbulo de sua orelha, foi quase inevitável abrir a boca. Aquilo só motivou ainda mais o instaboy.

   Yoongi havia avisado para não largar as mãos paradas porque eram o segredo daquilo, e Taehyung fez exatamente isso. Aventurou-se pelo tronco do garoto e, quando percebeu, estava envolvido demais no momento para colocá-las debaixo da camiseta esbranquiçada de Jeongguk. Suga estava correto ao dizer que elas faziam tudo subir, porque nessa altura ambos já estavam excitados.

  O rapaz mais novo retornou aos lábios de Taehyung, dando-lhe mais um beijo, dessa vez rápido e preciso. Apertou a cintura contra a virilha de Kim e agora quem soltou um gemido foi Jeongguk. Ele queria muito ir até o final com aquilo. Então, separou as bocas e retirou a camiseta esbranquiçada, jogando-a no chão do banheiro.  Jeon perdeu-se novamente em Taehyung; Kim era iniciante, mas não deixava de ser gostoso.

  O modelo estava cedendo com facilidade aos desejos do Jeongguk, mas quando o garoto lhe colocou de pé de novo, ajoelhou e retirou a camisa amarrada na cintura de Taehyung, indo direto desafivelar o cinto. Kim segurou os ombros desnudos de Jeongguk e parou o que o instaboy queria fazer.

 — Eu demorei demais aqui, Jeongguk. — Retirou os dedos do rapaz da fivela. — Eu preciso ir.

  Novamente Kim encontrava um jeito de fugir das situações que ele não podia controlar. Ao ver-se entregue facilmente nas mãos de um completo estranho, Taehyung precisou pedir um passe de saída.

   Isto era maluquice, não fazia parte da sua personalidade excêntrica. Para onde havia ido todo o nojo do desprezo do amor e enaltecimento da carne que ele abomina? No que transformou-se? Iria deitar-se com alguém como Jeongguk? Logo um rapaz que seria a junção das características clichês que Kim conhecia bem e davam-lhe asco? Este não era ele.

    — Por favor, Taehyung… — Jeongguk praticamente implorou para que o modelo não o largasse ali. — Pelo menos me ajuda…

    Com o coração sendo sentido até a garganta, Taehyung agarrou a camisa azulada floral que estava derrubada e colocou-a amarrada na cintura. Agia com movimentos rápidos e desengonçados, sem olhar para o rapaz confuso, necessitado e seminu ao seu lado.

    Kim pegou a camiseta suada e bandana amarela, nem pensou direito e vestiu-as molhadas no corpo. Parecia que havia dado um mergulho rápido na piscina, mas não tinha nada similar dentro do evento. Então, isto seria motivo para desconfiança, ou zoação porque poderiam achar que ele entrou no banheiro e tentou tomar um banho na pia. Yoongi com certeza iria pensar nisso.

  O mais novo se levantou, cruzou os braços sob o peito e continuou encarando Taehyung, silenciosamente pedindo uma explicação para repentina mudança. Segundos atrás aparentava que ambos queriam a mesma coisa e, neste momento, Kim fugia como uma presa corre do leão. Isto quase fez Jeongguk questionar sua autoestima, porque era a primeira vez que o deixaram numa situação assim.

 Ele quis insistir para Taehyung parar de bobeira e voltarem ao que faziam, mas achou melhor não forçar com o modelo; Kim aparentava ser complicado de lidar, então preferiu não dificultar mais as coisas.

  Jeongguk pegou o tecido branco que jogou no chão e esperou Taehyung arrumar-se, embora parecia que estava se desajeitando inteiro, pois o cabelo castanho do modelo ficava mais bagunçado cada vez que tentava ajustá-lo. Os fios estavam parcialmente molhados, portanto a transição entre os dois planos embolou o cabelo depois de tamanha agitação. Ele precisava de uma escova, mas não encontraria nenhuma por aqui, então a única opção era sair na cara e coragem do banheiro.

  — Taehyung? — Jeon chamou-o. Não sabia exatamente o que iria dizer, só queria uma explicação para tamanho desespero. Sentia alguma coisa entre decepção e confusão.

  O modelo cessou o que fazia, encarando Jeongguk. Para sua sorte, a expressão de Taehyung não transmitia parte do que sentia.

  — Deixa quieto. — O instaboy encarou o reflexo no espelho. — Você sai primeiro e depois de alguns minutos eu vou. Para não desconfiarem.

   Taehyung concordou e caminhou até a porta, destrancando-a. Ele não havia notado, mas Jeon viu o roxo que formava-se no pescoço do modelo; aquilo podia gerar encrencas.

    O chupão consolou o instaboy após levar um fora destes, pois Kim teria que andar com uma marca feita por Jeongguk pelo evento. E eles não se despediram, a celebridade mundialmente famosa apenas deixou a construção e foi procurar algum conhecido.

   Ao ir em direção do show, Taehyung não percebeu, mas havia fotógrafos que não tinham sido contratos por Namjoon tirando fotos dele. Provavelmente capturando o momento que a suposta namorada estava sozinha dançando enquanto o modelo estampava uma marca roxa no pescoço, que nitidamente não foi feita por Georgia. Os profissionais esperaram Jeongguk sair do banheiro para jogarem a responsabilidade do chupão nele. Com certeza iriam ameaçar mandar as fotos para uma revista famosa se Namjoon não oferecesse milhões. Isso geraria uma polêmica enorme. Eles foram irresponsáveis.

   Procurou Blade na multidão, mas não encontrou, então foi atrás de algum outro rosto conhecido e terminou que Ciki o achou. O assessor estava animado e dançava de acordo com a música. Tudo parecia uma maravilha até Taehyung virar o rosto e deixar, sem querer, visível a marca no pescoço. Sangwoo transformou-se em outra pessoa, a expressão mudou no mesmo instante e ele apontou para o roxo com o dedo indicador.

   Aproximou-se do rapaz, apertando o braço dele forte. Taehyung não entendeu de imediato.

   — Taehyung, o que diabos é isso? — perguntou firme, o rosto queimava em ódio.

  — Isso o que?

    Kim parecia um cachorro indefeso, não sabia como agir. Arregalou os olhos e tentou se afastar de Ciki, mas o assessor não largou seu braço.

  — Esse hematoma maior que sua dignidade. — Ele estava se segurando para não berrar e chamar a atenção das pessoas que passavam.  — Você está maluco?

   Taehyung apertou as sobrancelhas.

  — Hematoma?

   Ciki nem respondeu, só retirou a camisa amarrada na cintura de Kim e colocou no pescoço, tentando tampar aquela mancha e fazendo o garoto parecer um super herói havaiano.

   — Eu nem quero saber quem que fez essa porra porque tenho certeza que não foi a Georgia. — Lee tremia de ódio. — Você vai encontrar essa garota agora e vocês vão simular qualquer vulgaridade que justifique essa merda no seu pescoço. — Ele passava os dedos pelo cabelo, desarrumando-os. — Você vai ter que rezar muito pra eu não contar isso para o Namjoon.

  Taehyung sentia-se horrível levando broncas. Os lábios do rapaz curvaram-se e quem olhasse de fora, jurava que ele iria chorar como uma criancinha de sete anos, mas Kim deu meia volta e foi procurar Blade. Para não perder tempo, ele ligou no telefone da angel e decidiram encontrar-se numa barraca de souvenirs.

   Quando avistou-a de longe, viu que Georgia estava feliz da vida tomando uma raspadinha de morango. Ela acenou sorridente para ele, mas Kim não correspondeu. Parecia aborrecido demais, decepcionado o suficiente consigo mesmo. Como pôde deixar levar-se tanto com um rapaz que mal conhecia? Foi irresponsável!

  O sorriso de Georgia se desfez quando ela percebeu que o rapaz estava triste.

  — Aconteceu algo, Taehyung? — perguntou.

  Ele apenas afastou a camisa amarrada no pescoço e mostrou a mancha.

  — Oh… Você já está me traindo? — brincou, arrancando um risinho de Taehyung, mas que sumiu com rapidez.

   — Eu fiz merda e preciso resolver isso. — Apontou para o chupão. — Cadê os paparazzis, Georgia?

  Ela apertou os lábios, pensativa. Tinha passado por situações parecidas e, infelizmente, sabia como fugir desse problema. Não iria precisar simular nada na frente dos fotógrafos. Blade possuía cartas na manga para qualquer problema de famoso escondendo sua homossexualidade. Foi assim com Harry Styles também… O cantor apareceu com várias marcas terríveis no pescoço e tiveram que dar um jeito de aparentar que quem causou-as foi sua namorada falsa. Tempos difíceis…

   — A maioria já foi embora… Mas, calma, eu resolvo. — Georgia entregou a raspadinha na mão de Taehyung.

  A garota retirou o celular do bolso traseiro dos shorts e desamarrou a blusa do modelo, deixando visível o hematoma. Tentou achar um ângulo bacana e bateu uma foto, adicionou alguns filtros e postou no instagram com a legenda: ‘‘Marcas de amor no meu amado.’’

  Pegou de volta sua raspadinha, sorridente, e guardou o telefone.

  — Problema resolvido.

  — Eu fico te devendo essa, — Taehyung agradeceu, mas não retornou a tentar aparentar feliz.

  Georgia depositou a mão no ombro dele.

  — Você pode voltar a se divertir! — Deu uma piscadinha, insinuando que sabia o que ele andava fazendo. — Eu vou atrás da Vanessa, okay?

   Taehyung assentiu desanimado. A angel deixou-o sozinho na lojinha de souvenirs. Ele estava cansado, exausto e envergonhado. Só queria deitar no chão e dormir por um longo período. Toda aquele melodrama que havia ido embora enquanto beijava Jeongguk voltou duas vezes pior. Ele odiava essas responsabilidades toscas.

   Mais cedo, concedeu uma entrevista totalmente falsa para rádio. As respostas eram roteirizadas, ele não podia falar de acordo com a sua vontade e Taehyung pensou que nunca se sentiria tão mal quanto naquele momento, mas viu que pensou errado porque após a bronca de Ciki. Kim achava que não tinha diferença alguma entre ele e um saco de lixo.

  Ainda continuava parado na frente da loja, não tinha dado um passo sequer. As pessoas começavam a observar o modelo estranho encarando a grama com uma expressão entristecida. Uma mão puxou o braço de Taehyung. Era Suga e ele estava com um novo copo de cerveja. Parecia sorridente demais e animado para saber como havia sido a experiência do modelo no banheiro, mas o assunto mudou totalmente ao ver aquela ‘‘cara de peixe morto’’ de Taehyung.

  — Desembucha — mandou, tentando erguer a cabeça baixa do rapaz. — Qual foi a merda que você fez dessa vez? Vomitou no garoto?

   O semblante triste que Taehyung lançou para o compositor explicou tudo; não tinha nada a ver com Jeongguk.

 — O que aconteceu? — Dessa vez pediu educadamente.

 — Me leva pra casa, Yoongi — falou baixinho.

  Suga fez uma carranca confusa.

  — Logo, logo iremos pro hotel. Se acalma aí.

   De repente, lágrimas começaram a formar-se nos olhos de Taehyung e ele contraiu os lábios. O rosto ganhava uma coloração avermelhada, a expressão era de partir o coração de qualquer desalmado. Esse era o limite. Precisou de um estopim para explodir completamente e cuspir o que andava sentindo nos últimos meses.

  — Eu não quero ir para o hotel! — soluçou baixinho, a voz dele ganhava um tom carregado. Suga tinha que fazer bastante esforço para escutá-lo com tanto barulho ao redor. — Eu quero ir para Daegu! Eu não quero mais essa merda, eu quero deitar na minha cama sem preocupação alguma. Acordar sem ter que…

   Yoongi não deixou o rapaz terminar, pois cortou-o com um abraço apertado que fez Taehyung desabar ainda mais.

  — Me leva pra Coreia — murmurou no ouvido do amigo quase como um pedido de socorro.

  — Vamos pro hotel, ok? — Deu batidinhas nas costas de Taehyung. — Lá conversamos melhor.  

  Os amigos se separaram e Kim limpou as próprias lágrimas, controlando-se para não chorar mais. Mas quem visse os olhos marejados dele, saberia no mesmo instante que ele havia tido uma crise. Suga estava em pânico, mas escondeu isso. Não conseguia compreender o que levaria o irmão mais novo a desabar num evento.

   O compositor entrelaçou as mãos de ambos e foram procurar Ciki, na tentativa de convencer o assessor a levar Taehyung de volta ao quarto de hotel. Nisso, eles passaram rentes de Jeongguk e a namorada falsa dele (Jimin ainda estava sumido). O instaboy parou o que fazia para tentar compreender o que tinha acontecido. Não desgrudou os olhos de Taehyung até ele sumir de vista. Num segundo estavam no banheiro, noutro o rapaz chorava como um bebê. As coisas não faziam sentido algum. De qualquer jeito, era a curiosidade que movia Jeongguk, nada de comoção pelo próximo.

   E de longe os paparazzis não pagos filmavam absolutamente tudo.

  Modelo da Gucci chora sem freio no Coachella 2017? Onde estava Georgia Blade? Ótimo título para o Perez Hilton postar na manhã seguinte e bagunçar a internet por completo.


Notas Finais


TWITTER: https://twitter.com/alaskens
CURIOUSCAT: https://curiouscat.me/satanism
Até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...