História Guerra das Aranhas - Capítulo 15


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Categorias Homem-Aranha, IKON
Tags Augusto Snicket, Heróis, Shippe
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Palavras 2.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hoje é um bom dia para Guerra das Aranhas, vou postar um combo de três capítulos!!!

Capítulo 15 - Capítulo 15: Um Disparo de Heroísmo


Fanfic / Fanfiction Guerra das Aranhas - Capítulo 15 - Capítulo 15: Um Disparo de Heroísmo

Dez aranhas foram modificadas por um misterioso meteorito, ao morder algumas pessoas lhes concederam poderes fantásticos. No entanto uma dessas pessoas foi afetada de uma forma assustadora e perigosa, Poliana Pontes estava grávida quando foi picada, alguns meses depois deu a luz a dois híbridos, juntamente de centenas de aranhas que formaram um ninho no Hospital Santa Clara. Poliana agora devorava seres humanos para nutrir os ovos que carregava.

Poliana havia se tornando uma bizarra criatura, ela devia ter uns três metros de altura, estava nua, sua barriga parecia um elefante, suas pernas estavam abertas e atrofiadas, como se todos os nutrientes fossem para a barriga, seus braços eram finos, mas poderosos, ela era capaz agarrar uma pessoa e levar até sua enorme boca e a devorar viva para nutrir as centenas de ovos que pulsavam em sua barriga.

–Que horror, ela parece uma incubadora gigante.

–Temos que dar o fim nisso, antes que mais pessoas morram e... –Renan engoliu em seco –Antes que ela dê a luz a mais monstros.

O hospital Santa Clara parecia uma dimensão paralela, um lugar bizarro digno de filmes de ficção cientifica. Os heróis respiraram fundo e partiram para o ataque.

A cidade era atacada por centenas dessas aranhas que buscavam comida para alimentar sua mãe. Elas chegaram a Universidade Moura. David Danavam estava na quadra da piscina com o clube de natação, eles ouviam assustados os barulhos animalescos dos aracnídeos se movendo do lado de fora. Mesmo naquele cenário assustador, o capitão do time sentia mais raiva que medo.

–Não acredito que ela desligou na minha cara! –Reclamou, pois tinha ligado preocupado para Roberta que desligara na sua cara –Espero que ela esteja bem –Ainda assim ele estava morto de preocupação.

Roberta estava trancada no laboratório de aracnídeos, ajudando o Renan por um comunicador lhe fornecendo informações e ideias de como vencer seus inimigos.

–Não acredito que a grávida se tornou um monstro gigante... Se não tivesse civis lá, eu sugeriria tocar fogo em tudo e explodir o hospital.

–Mas você é uma piromaníaca mesmo –Comentou Jinhwan falando com ela pelo celular.

–Como estão as coisas aí no banco?

–Estão bem, algumas pessoas estão chorando assustadas, outros estão jogando cartas esperando esse inferno acabar, o B.I. foi ao banheiro, mas antes disso ficou o tempo todo falando como o Renan, ou como ele o chamou, o aranha do sexyshop, é legal. O Renan tem um sério problema com nomes.

–A Guerreira Aranha arrumou um nome legal pra ele.

–Qual?

–Aranha Noturna, já que ele prefere agir nas sombras.

–Uau! Maneiro. Bem melhor que Terrorista Aranha ou Aranha do Sexyshop.

–Roberta! –Renan gritou pelo comunicador.

–Tenho que desligar, Jinhwan. O Aranha Noturna precisa de mim! Roberta na escuta.

Renan e Amanda tinham se jogado para batalha, achavam que conseguiram chegar em Poliana facilmente, mas todas as aranhas partiram pra cima deles.

–Vocês mataram meus gêmeos –Ela disse com uma voz assustadora –Mas tenho milhares de filhos a caminho –Os ovos em sua barriga brilhavam –Meus queridos, tragam-me mais comida!

Renan saltava de uma parede pra outra, golpeava varias aranhas, mas elas eram muitas. Amanda foi soterrada por dezenas delas.

–Guerreira Aranha!

Ela pôs as mãos no chão e girou as pernas arremessando todas pra longe, mas logo mais delas se aproximaram. Renan saltou, a pegou e saltou novamente para o alto da escadaria.

–Roberta! Preciso de alguma ideia! Não conseguimos nos aproximar da Poliana.

–Deixe-me pensar... Nenhum de vocês dois consegue atacar à distância... Já sei! Vão ter que fazer do modo tradicional, atirem nela!

–O quê? –Renan nunca usou um arma de fogo e a ideia de matar alguém era assustadora –Mas ela é uma pessoa.

–Uma pessoa monstro que esta devorando várias outras. Ela é uma ameaça, Renan. Sei que é difícil, mas as vezes é preciso sujar as mãos de sangue para salvar o dia.

–Melhor adiantarem o papo –Disse Amanda lutando com as aranhas que subiam as escadas –Falando em papo –Ela acionou o comunicador –Carol, você esta muito calada. Carol? –Nenhuma resposta.

–Socorro! –Pelas ruas da Cidade do Raio, Carol era arrastada por um aranha. Ela tinha invadido a base secreta e raptado a jornalista –Eu não quero virar comida de aranha! Alguém me ajude! –A aranha subiu por um prédio e Carol parou de se debater para não cair de mais de quinze metros de altura, mas continuou gritando por socorro. Ela avistou o hospital Santa Clara, o grande ninho das aranhas, e pirou de vez –SOCORRO!

Os policiais a viram e apontaram as armas, o capitão Carlos Castro os deteve.

–Não atirem, podem atingir a civil!

–Papai! Socorro! –Ele se virou sentindo o maior medo de sua vida.

–Carol? Carol! É a minha filha!

Bruno Benevolente, um dos três zangões da Colmeia, revirou os olhos. Ele caminhou tirando seu clipe de gravata em formato de abelha.

–Vou salva-la pra você.

Bruno correu como um raio, quando chegou no prédio correu na vertical subindo pelas paredes. Foi a vez da aranha se assustar. O clipe de grata brilhou se expandindo numa espada de esgrima. Num rápido movimento ele partiu a aranha ao meio. Carol despencou no ar aos berros. O zangão amarelo correu a segurou no ar e desceu correndo pelas paredes do prédio, prosseguiu correndo até voltar para os policiais e jogar a garota nos braços do pai. Uma mecha do seu cabelo deslizou para sua testa, ele ajeitou o cabelo com um semblante de tedio e suspirou.

–Acho que isso já foi longe de mais –Ele se virou para o hospital –Agentes, vamos entrar.

–Filha você esta bem?

–Só um segundo, papai –Carol tirou uma selfie com Bruno Benevolente a olhando intrigado –Essa vai dar uma ótima capa de matéria –Disse sorrindo, depois caiu no choro e abraçou o pai –Eu estava com tanto medo, papai!

Os agentes da Colmeia seguiram o zangão.

–Senhor, não seria melhor liberarmos alguns afetados?

–Essa cidade já esta um caos com essas aranhas, acho que já temos monstros o suficientes neste cenário –Ele cortou a teia com porta, parede e tudo que estivesse pelo caminho, fazendo uma entrada –Deixem o helicóptero preparado, acredito que sairemos daqui muito em breve.

Na sala da rainha, enquanto Amanda lutava com as aranhas que subiam pela escada, Renan encontrou um policial entre as vítimas preso na teia. Ele avistou sua arma.

–É isso!

Renan saltou até lá, a maioria das aranhas estava tentando subir pelas escadas, mas elas eram espertas e ao vê-lo ir até os reféns, se dividiram e foram ataca-lo.

–Socorro!

–Me ajude!

–Eu quero a minha mãe!

Eram muitas pessoas pedindo ajuda, mas Renan precisou ser inteligente e ir direto para o policial.

–Salve os outros primeiro!

–Eu preciso de sua ajuda pra isso! –Renan o libertou. As aranhas chegaram, Renan se virou golpeando-as, uma delas saltou por suas costas, mas então ouviu-se um disparo e ela caiu morta. Renan se vira vendo o policial realizar vários disparos contra as aranhas –Não! –Ele o agarrou e o desarmou.

–O que esta fazendo?

–Pare de gastar a munição! Precisamos atingir a rainha!

Dezenas de aranhas caíram sobre eles. Renan só via pelos e escuridão, sentiu uma mordida na cocha, outro no braço, sentia dor e calor por todo corpo, devia estar sangrando. Ouviu os gritos do policial sessarem.

–Aranha Noturna! –Gritou Amanda.

–Renan! –Gritou Roberta pelo comunicador –Por favor, não morra! –Roberta sentia a adrenalina como se estivesse no meio da batalha –Renan! Lute!

“Eu não vou morrer assim!”. Ele impulsionou as pernas e saltou vários metros no ar levando consigo dezenas das aranhas. Ainda no ar distribuiu poderosos socos e chutes, as aranhas eram arremessadas para todos os lados, algumas se chocaram contra as paredes com tanta brutalidades que estouraram.

–Raaaaaaaa! –Gritou Renan enlouquecido. Ele caiu sobre as aranhas socando e chutando –Jeb! Direto! Chute Frontal! Cruzado! Chute lateral! Morram! Morram!

–Isso! –Gritou Roberta na linha –Eu sabia que você conseguia! Você sempre consegue! Nunca desiste! É por isso que eu te- –Ela parou no meio da frase se policiando –Que eu te admiro!

–Pare de matar meu filhos! –Rugiu Poliana.

Renan viu aqueles finos, mas poderosos braços irem em sua direção. Ele saltou desviando deles e foi até onde jazia o corpo do policial, pegou a arma e apontou para Poliana, então travou. Aquela mulher tinha se transformado numa criatura bizarra, uma incubadora de monstros, mas ainda assim ele a via como uma humana. Como Renan Richard poderia matar alguém?

–Por favor, nos salve?

–Atire nela!

Renan se lembrou do dia em que conheceu Jinhwan e o levou ao laboratório de aracnídeos. “Esse é o meu projeto, minhas dez aranhas”.

–É minha culpa... Ela se tornou isso por minha culpa – O comunicador estava acionado e Roberta ouviu tudo e suspirou.

–Nada disso é sua culpa, você nunca poderia imaginar que aquela luz misteriosa ia atingir seu projeto. Podia muito bem ter atingido o meu, e estarmos enfrentando afetados de escorpiões ao invés de aranhas. Não é culpa sua e não tem como voltar atrás. Você não pode salvar todo mundo, mas essas pessoas que estão aí presas, tantas outras que estão sendo arrastadas para o hospital, você pode salvar todas elas. Você é um herói, Renan. Acabe com isso.

As palavras dela faziam todo o sentido, mas Renan ainda  tremia ao apontar a arma pra Poliana Pontes. A Guerreira Aranha abriu caminho lutando contra as aranhas e chegou até ele estendendo a mão.

–Me dê, eu atiro. Meu pai era policial, ele me ensinou a atirar. Estou disposta a fazer escolhas difíceis, eu- Aaaaaaa! –Uma mão enorme a agarrou.

–Guerreira Aranha!

–Peguei um! –Disse Poliana a segurando fortemente, Amanda tentava se libertar desesperada enquanto era conduzida para a boca gigantesca daquele monstro.

–Socorro!

Tudo desapareceu ao redor de Renan, era aquele tipo de situação que o destravava o fazendo agir: Alguém em perigo. Ele apontou a arma mais uma vez.

–Bang!

Ele não sabe se os poderes aranha também melhoraram sua mira, ou se foi a adrenalina do momento, mas o tiro atingiu Poliana na testa, ela parou de se mover, soltou Amanda que dá uma pirueta e cai de pé. As aranhas correram para junto de Poliana tentando ajuda-la, na barriga dela, os ovos pararam de brilhar, apagando sem vida, ela caiu de lado, morta.

Poliana Pontes era a causadora de tudo, com sua morte o poder que dava vida aquele cenário de filme de ficção cientifica sessou, por toda a cidade as aranhas caíram mortas, o que não foi legal para algumas pessoas que estavam sendo arrastadas no alto dos prédios, algumas conseguiram se segurar, outras não tiveram tanta sorte.

Renan ainda estava com a arma apontada, ele se lembrou de quando o Manoel Matias foi alvejado pela policia, de quando ele saltou assustado para o esgoto, e teve a alegria de encontrar Roberta e Jinhwan esperando por ele.

–Queria que vocês estivessem aqui –Disse pelo comunicador –Precisava de outro abraço como o daquele dia –Roberta sentiu um aperto no peito pela voz chorosa dele.

–Renan, mesmo que não estejamos aí, saiba que estaremos sempre do seu lado –O coração dela estava pesado, ela queria abraça-lo e consola-lo –Vai ficar tudo bem, você salvou a cidade.

–E porque eu não me sinto como um herói?

–Aranha Noturna –Chamou Amanda –Você conseguiu! Salvou a cidade, mas agora me ajude a libertar essas pessoas.

Ele engoliu o choro e abaixou a arma.

–Assim que eu te ver prometo te pagar esse abraço –Roberta disse e ele sorriu.

–Obrigado por sempre me apoiar.

A cidade estava um caos, mas ao ver as aranhas morrendo vários vivas foram berrados. No banco todos saíram comemorando, Jinhwan sorriu sabendo que aquilo devia ser graças ao Renan.

–Que dia louco –Comentou B.I. ao seu lado –Esse foi o pior primeiro encontro de todos.

–Você! –Jinhwan se virou com tanta fúria que B.I. se assustou –Me chama para um encontro, vive trocando mensagens comigo, me deixando louco por você e ainda me dá um beijo na testa? Esse pode ter sido o pior primeiro encontro de todos, mas ainda assim foi um encontro! E quero muitos outros mais e chega de beijos na testa! Estou mais que preparado para um beijão de língua!

B.I. no inicio se assustou com a súbita explosão de raiva do baixinho, mas foram muito lindas as palavras dele. Jinhwan subiu dois degraus para ficar mais alto que ele e o puxou para um beijo. B.I. o abraçou com carinho, Jinhwan estava nervoso, com raiva e cheio de amor pra dar. A raiva sessou na união dos seus lábios. Realmente aquele tinha sido um horrível primeiro encontro, mas quem os visse naquele cenário apocalíptico de cadáveres de aranhas, carros virados, focos de incêndio e ainda assim dando um beijo apaixonado, diria que era uma cena linda de se ver.

Roberta saiu correndo do laboratório de aracnídeos, queria encontrar o Renan o mais rápido possível. Quando chegou no estacionamento quase se chocou com um garoto.

–David?

–Roberta!

Eles ficaram em silêncio por um tempo, ele estava furioso pela forma que ela desligara na sua cara em meio ao fim do mundo. Ele queria ter corrido em meio as aranhas, tê-la encontrado e salvado e juntos fugirem daquele inferno. Afinal não fora  sempre assim? Os dois contra o mundo. O que tinha mudado?

–Como você pode me deixar preocupado desta maneira?

–Me desculpe, mas eu precisava fazer uma coisa.

–E essa coisa é mais importante do que nós? –Roberta simplesmente falou.

–Sim –E mais uma vez o silêncio reinou. Roberta não podia explicar que estava ajudando a salvar aa cidade, ela devia ter mentido e dito não –David? –O que ele faria? Iria berrar e terminar o namoro?

–Fico muito feliz que esteja bem, nos vemos depois –E saiu cabisbaixo.

–Espera –Ela segurou o braço dele e ele se voltou em fúria com os olhos carregados de lágrimas.

–Eu estou morrendo de raiva de você, mas não consigo encontrar nada para joga na sua cara, pois você sempre esta ao meu lado. Todos os melhores e piores momentos da minha vida passei ao seu lado. Odeio sua perfeição! Nós... Qual é? Nós somos unidos de mais para esse tipo de discussão. Nós... Você sabe dos segredos que carregamos, você... Nós matamos ele! –Todo o corpo de Roberta se arrepiou, ela tapou a boca dele com violência e olhou desesperada para os lados, não havia ninguém por perto.

–Nunca mais... Repita isso em voz alta. Podemos nos dar muito mal se alguém descobrir –Ela estava tremendo dos pés à cabeça, nem mesmo quando estava nas batalhas com Renan e Jinhwan tinha ficado daquela maneira –Esse segredo deve ficar morto e enterrado... Assim como “ele”.

Enquanto um casal se beijava nas escadas de um banco e outro compartilhava o segredo de um assassinato, os heróis aranhas salvavam as pessoas presas nas teias. Neste momento as portas foram postas abaixo e uma equipe de agentes da Colmeia entraram.

–Olha só o que temos aqui –Disse Bruno –Dois novos afetados. Prazer em conhecê-los, eu sou Bruno Benevolente, um dos três zangões da Colmeia. Uso os poderes a mim concedidos pela lei para lhes dar voz de prisão.

E lá estava Renan no meio de outra enrascada.



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