História Guerra das Aranhas - Capítulo 17


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Categorias Homem-Aranha, IKON
Tags Augusto Snicket, Heróis, Shippe
Visualizações 42
Palavras 2.472
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


3/3 esse capítulo é pra quem pediu algo mais quente rsrsrs

Capítulo 17 - Capítulo 17: Beijos Noturnos


Fanfic / Fanfiction Guerra das Aranhas - Capítulo 17 - Capítulo 17: Beijos Noturnos

A caravana de ônibus chegou ao Vale da Lua pela manhã, os jovens estavam animados para o acampamento. A não ser por Roberta e David que pareciam muito nervosos.

–De todos os lugares que poderíamos ir, tinha que ser logo aqui? –Lamentou-se Roberta.

–Acho que estamos dando muito na cara, temos que deixar nosso passado para trás. Vamos tentar nos divertir –Sugeriu David. Roberta tentou sorrir, afinal devia ser muito pior pro David.

Renan e Jinhwan desceram com bagagens maior que eles, B.I. surgiu e ajudou o segundo que lhe deu um enorme sorriso.

–Quantas pessoas cabem em sua barraca? –Perguntou B.I.

–Quatro.

–Ainda bem que trouxe meu tapador de ouvido para não ouvir vocês gemendo –Brincou Renan levando um olhar faiscante de Jinhwan.

A professora Togarma falava com o auxilio de um megafone, eram mais de duzentas pessoas naquele acampamento para serem vigiadas por dez professores.

–Primeiramente vamos armar as barracas, nada de casalzinho ficarem juntos, vou fazer vistorias, apenas meninos com meninos e meninas com meninas.

–Adoro essas divisões que nos favorece –Brincou B.I. cochichando no ouvido de Jinhwan que por sua vez cochicha no de Renan.

–Ouviu o que ela disse? Pode ir perdendo a esperança de convidar a Roberta pra dormir com a gente.

–Eu não ia convidá-la!

–Então você é burro, todo mundo esta vendo que ela e o David estão meio brigados, era sua chance de separa-los.

–Eu não sou assim, eu... Calado! Eles estão vindo!

–Oi, pessoal –Cumprimentou Roberta de braços dados com seu namorado –Ainda tem vaga na barraca de vocês?

–Tem uma –Respondeu Renan sorrindo, acabou esquecendo as ordens da Togarma, na esperança de poder dormir com a Roberta.

–Ótimo! O David vai ficar com vocês.

–O quê?

–Nossa barraca é de casal, ele vai ficar com vocês e eu vou ver se alguma garota quer ficar comigo. Eu vejo vocês daqui à pouco.

Os quatro ficaram em silêncio, Jinhwan queria rir da ironia daquela situação, já Renan sentia-se desconfortável com aquilo. B.I. não estava entendendo nada e nem tinha proximidade com David, que por sua vez parecia o mais aborrecido.

–Vamos armar logo essa barraca.

Uma hora depois todas as barracas estavam armadas, a do Kenny mais parecia um castelo comparado às outras, frigobar, estoque secreto de bebidas, doces, salgadinhos, um estoque enorme de marshmelos. As líderes de torcida se dividiam em barracas cor-de-rosa, Amanda na verdade queria usar a sua barraca dos Vingadores, adorava a estampa do Thor, mas teve que deixa-la em casa para ser aceita pelo grupo de patricinhas. Carol dividia com duas amigas e admiradoras do seu trabalho como jornalista. Roberta dividiu sua barraca com Susan Santos, um garota bonita de cabelos escuros, pele clara com sardas.

–Eu sei que nunca fomos próximas, Roberta, mas espero que isso mude com esse acampamento.

–Pode ser –Concordou Roberta sem ter muito o que conversar com Susan, tudo que sabia sobre ela era seu apelido: Monstro do circo. Ela cresceu num circo, mas depois de um incêndio, sua família largou a arte circense e abriu um bar, o pai dela era um mágico e de vez em quando fazia truques para agradar a clientela.

–Mais uma coisa... Eu percebi há um bom tempo que você virou amiga do Renan... Teria como você ajeitar ele pra mim? Sou caidinha por ele –Roberta ficou com muita raiva dela, teve até vontade de expulsá-la de sua barraca. E Susan não parava de falar –Olha ele lá conversando com o Jinhwan, ele é tão expressivo, tem uma voz cativante, um sorriso tão... Tão...

–Bonito –Completou Roberta observando Renan, seu coração acelerou e ficou difícil respirar.

–Roberta? Roberta?

–Oi? –Ela se virou voltando à si com David a chamando –O que foi? Não me diga que já brigou com os garotos.

–Não... Ainda. Eles vão fazer uma fogueira secreta separada da multidão de alunos. O Kenny vai levar bebidas, estão vamos curtir e esquecer nossos problemas.

–Eu posso ir também?! –Perguntou Susan animada.

–Quem é você? –Perguntou David confuso.

–Estudamos na mesma sala há dois anos.

–Esta é a Susan Santos –Tentou Roberta também indignada pelo David não lembrar dela –A garota do circo.

–Oh, sim –Pelo jeito a menina só era lembrada pelo seu passado –Pode sim, nos vemos depois do toque de recolher –Ele beijou a Roberta e saiu.

Durante todo o dia eles fizeram jogos e gincanas, se divertiram muito, ao cair da noite comeram marshmelos e contaram histórias de terror. Quando todos foram dormir, a turma escapou se afastando da área das barracas e se juntaram ao kenny que inclusive já tinha acendido a fogueira.

–Preparados para muita curtição, amigos? –Ele distribuiu bebidas pra todos, Renan, Jinhwan e B.I. riam de um lado, Roberta, David e Susan riam do outro. Kenny e Carol discutiam sobre tudo no meio.

–Olá? É aqui a festa? –Perguntou uma garota chamando a atenção de todos.

–Aquela não é a Amanda Alves? –Cochichou Susan –O que uma líder de torcida patricinha esta fazendo aqui?

–Grande Amanda! Que bom que veio! –Disse Kenny a envolvendo num abraço.

–Tudo fica mais divertido com você! –Disse Carol a abraçando pelo outro lado.

Os olhares de Amanda e Renan se cruzaram numa conversa silenciosa, ambos sabiam os segredos dos grupos de apoio do outro, mas nem Kenny e Carol sabiam que Renan era o Aranha Noturna, nem Jinhwan e Roberta sabiam que Amanda era a Guerreira Aranha.

Mas sem mais pensamentos complexos, eles queriam era diversão. Eles comeram e beberam, o álcool rolava solto ao som de muitas risadas. Roberta sentou-se entre Jinhwan e Renan e lhes deu um abraço apertado.

–É bom não ter que salvar o dia, pra variar!

–Pensei que você gostava mais de explodir as coisas que acampar –Brincou Jinhwan.

–Gosto de fazer os dois! –Ela deu um beijo da bochecha do asiático.

–Você já esta bêbada! Isso esta errado! Tenho que beber mais!

Renan ficou esperando ganhar também um beijo na bochecha, mas ficou só na vontade.

Depois de um tempo o grupo estava sentado ao redor da fogueira rindo a toa pelo efeito da bebida, Carol pegou uma garrafa e girou sem ser preciso explicar nada, o fundo parou em David e a ponta em Roberta, o casal que antes estava brigado, sorriu e deu um beijão e todos gritaram animados.

–Ei! –Berrou Carol –Não era o jogo do beijo! Era Verdade ou Desafio!

–Assim é mais divertido –Brincou David e todos riram, ele tinha recuperado seu bom humor.

–Se é assim, todos topam as regras? –As pessoas olharam confusas.

–Que tipo de regras? –Perguntou Jinhwan.

–Nada de ficarem chateados, e nada de ficar de mimimi, se a garrafa parou pra você, beija e pronto!

Renan engoliu em seco, nunca fora do tipo que jogava aqueles jogos, mas estava realmente animado.

–É a vez da Roberta! –Gritou Carol. Roberta olhou para David que dá de ombros.

Quando ela girou a garrafa o coração de Renan quase saía pela boca: “Para em mim! Para em mim! Garrafa maldita, por favor, para em mim!”. A garrafa girava apontando para todos ali presentes... Renan... Jinhwan... B.I.... Carol... Susan... David... Kenny... Amanda...

–Parou no Renan! –Exclamou Carol.

A embriaguez dele desapareceu, ele suou frio, não podia acreditar que a ponta da garrafa estava realmente apontando pra ele. Seus olhos encontraram com os de Roberta deslumbrando sentimentos estranhos. Roberta não estava entendendo porque ela mesma estava tão nervosa, lembrou-se do incidente do apocalipse aranha, do quanto se preocupou com Renan, de como quase disse que o amava. Ela engoliu em seco e se levantou, Renan fez o mesmo, e depois de três passos estavam parados diante um do outro. Renan imaginava que ela tinha lhe dado o beijo no escuro, depois descobrira que tinha sido o namorado dela, típica confusão dos adolescentes de hoje em dia, não existem mais os clássicos triângulos amorosos e sim teias amorosas, bem sugestivo para essa história repleta de aranhas.

–Isso vai ser meio estranho –Roberta disse.

–É... –Foi tudo que o pequeno conseguiu dizer.

–Beija! Beija! Beija! –Renan imaginou a professora Togarma chegando bem na hora e acabando com a festa, só de pensar em ter seu grande momento interrompido, tomou coragem e a beijou de uma vez.

Como um beijo podia ser tão gostoso? Os lábios dela eram tão macios, seu cheiro, apesar do bafo de álcool, era maravilhoso. Quando suas línguas se encontraram ondas de calor percorreram seu corpo. Renan sentiu seu “amigão” se animando dentro da cueca. Roberta cruzou as mãos ao redor dele, as pontas dos seus dedos alisando sua nuca o fazendo se arrepiar todo. Não foi um beijinho não, foi um senhor beijão. David assistia de boca aberta, nem conseguiu reclamar, na verdade ele se imaginou se juntando à eles...

–Chega! Se não vão incendiar o acampamento! –Disse Carol acabando com o beijo ao som de muitos risos. Renan foi se sentar com as pernas bambas. Seu coração ainda estava acelerado, ele tinha beijado a Roberta! Tinha mesmo!

–Que beijão da porra! –Cochichou Jinhwan.

Roberta se sentou toda desconcertada ao lado de seu namorado, falou pra si mesma que era só um jogo, mas então porque parecia que seu coração ia sair pela boca?

–Sua vez de girar a garrafa, Renan –Avisou Carol. O garoto estava tão atordoado que tinha esquecido completamente do jogo.

–Oh, sim, claro –Ele girou imaginando se seria pedir de mais desejar que a garrafa parasse novamente em Roberta. A garrafa apontou pra Susan que ficou toda animada, pelo jeito nem seria preciso a Roberta ajeitar o boy pra ela. Eles se beijaram, o beijo foi bom, pensou Renan, mas nem se comparava com o prazer de beijar a crush.

Susan girou a garrafa que apontou para Amanda, foi um alvoroço só, todos gritavam empolgados com o iminente beijo lésbico. A Guerreira Aranha ficou toda desconcertada, vermelha de vergonha.

–Pessoal, eu...

–Sem mimimi! Sem mimimi! –Gritava Carol bêbada.

Foi um beijo sem jeito com mais risos do que língua. Amanda foi girar a garrafa, ela olhou para o Kenny, desde o dia em que ele salvara sua vida, ela tinha ficado meio balançada. Assim que girou a garrafa imaginou logo beijando os lábios do negro descolado e inteligente, mas a garrafa parou diante de um garoto asiático.

–Jinhwan!

O pequeno revirou os olhos mau humorado como sempre. “Universo, você ainda não entendeu que eu sou gay?”. Eles se beijaram, mal sabia ele que estava beijando a Guerreira Aranha, suas línguas se uniram, apesar de não gostar de garotas, o beijo foi até muito bom. Muitas risadas e berros. Jinhwan girou a garrafa imaginando como seria legal beijar o B.I. na frente de todo mundo e não escondido no banheiro como tinha se tornado um costume. O melhor beijo deles tinha sido o nas escadarias do banco durante o apocalipse aranha. A garrafa parou apontando para Carol.

–Parece que o destino quer nos unir! –Brincou a jornalista que conhecia muito bem a sexualidade do pequeno. Ela o agarrou e lhe deu um baita beijo ao som de muitos gritos –Adoro beijar minorias! Minha vez! –Ela girou a garrafa sem pausa –Espero que pare no B.I. quero mais asiáticos essa noite! –Para sua surpresa a garrafa apontou para o David –Alguém me segura que hoje estou vadia!

Renan se sentiu estranho ao ver os dois se beijando, teve um flashback, lembrou-se do beijo misterioso e depois do David o beijando no seu quarto, dois beijos inesquecíveis. Como ele estava aéreo nem se deu conta de que Carol já tinha beijado o David e agora o popular girava a garrafa, Renan só voltou à si quando ouviu a gritaria, então olhou pra frente e viu que a garrafa apontava pra ele.

David estava todo nervoso, mas na verdade ansioso, ele olhou para Roberta, ela sempre tinha um olhar inteligente como se pudesse ler seus pensamentos, mas ela estava bêbada e rindo como se tudo fosse um jogo, mas para ele não era. David sentiu como se seu coração fosse sair pela boca, seu corpo reagiu ainda mais intensamente, sentiu seu pênis pulsar dentro da calça, o beijo eminente estala lhe provocando uma ereção. Ele queria lutar contra aquele sentimento, tentava ignorar o pequeno, mas sempre se via atraído ainda mais. Se levantou e caminhou lentamente na direção dele, queria correr, mas não podia dar bobeira.

Renan ficou confuso, o que devia fazer? Não podia se permitir dar um terceiro beijo no namorado da garota que ele gostava! Que raios de confusão amorosa era aquela? Ele se levantou, mas antes de dar o primeiro passo a luz de uma lanterna iluminou à todos.

–Que bonito –Disse a voz de Togarma irônica –Quebrando o toque de recolher! E ainda por cima alunos tão bons... E a Susan –A morena tentou não se sentir ofendida, e conseguiu bem, pois estava tão bêbada que só fez rir –Todos pra suas barracas, já!

David nunca sentiu tanta vontade de bater em alguém na sua vida... Só uma vez, e naquela bateu mesmo, afinal aquela pessoa acabou morta... Mas o álcool não o deixou ir para seu passado negro, sua mente estava alerta e querendo muito ter dado aquele terceiro beijo.

Todos foram para suas barracas, B.I. e Jinhwan ficaram para um lado, Renan e David pro outro. O pequeno estava aliviado por ter escapado daquele beijo e adormeceu rapidamente. David estava inquieto, girava pra um lado, virava pro outro, quando se virou novamente seu nariz encostou no do adormecido Renan. “Eu poderia beija-lo agora e ninguém nunca saberia... Um beijo noturno e secreto... Deus, eu quero tanto...”.

–Oooor! –Renan gemeu e David deu um sobressalto. O pequeno estava sonhando com a Roberta e seu corpo reagindo... Ele estava “com a barraca armada” e não a de dormir... David viu a ereção do outro, mas o que mais lhe atraía eram os lábios dele semiabertos tremendo e gemendo baixinho...

–Foda-se.

David beijou os lábios que tanto queria, Renan despertou com uma língua invadindo sua boca, ele se assustou, mas não deu um sobressalto, sua mente estava entorpecida pelo álcool e pelo sono. “O que estou fazendo? Não quero fazer isso! Mas... É tão bom”. Dessa vez ele retribuiu o beijo, quando ele beijou a Susan Santos achou que nem se comparava com o beijo da Roberta, mas com o David a sensação era muito semelhante. Aquele casal sabia o deixar louco.

Pelo jeito os beijos noturnos seriam bem mais marcantes do que todos imaginavam.

–Oooor –Gemeu Renan quando a mão do David se fechou ao redor do seu órgão.

Ele não podia fazer aquilo! Mas estava tão bom...E talvez não fosse algo gay, talvez fosse só brothagem... Só dois caras se beijando enquanto masturbavam um ao outro... Renan e David dormiram com os braços cansados, as bocas doendo e as cuecas meladas... Quais seriam as consequências daquele ato noturno? Só o futuro dirá.



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