História Guerra de Corações - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Literatura Feminina, Mistério, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meus bombons, primeiro capítulo de Guerra de Corações entregue à vocês, espero que gostem. Prestem bastante atenção em cada capítulo, à cada detalhe escrito também e quem sabe vocês acabam descobrindo os triunfos um pouco antes de eu mesmo contar na fanfic, que no caso prefiro chamar de bomba.

Então é isso, tenham uma boa leitura e obrigada pela sua visita.

Capítulo 2 - Capítulo Um - O desconhecido conhecido


A faculdade de medicina não é nada fácil, porém, é o que amo e que escolhi fazer para o meu futuro. Desde pequena que sonho em ser uma médica. Meu irmão Isaac é testemunha disso, ele sempre brincava comigo, aliás até hoje brincamos, o fazia ser meu paciente quando éramos crianças. Nosso pai nos dava tudo o que queríamos, eu sempre escolhia os meus brinquedos, tudo que desse para fingir ser médica eu pedia e meu pai comprava.

Isaac já não era muito fã de comprar nenhum brinquedo, ele sempre ficava comigo em meu quarto me fazendo companhia.

Ele era o melhor irmão do mundo.

Quando eu tinha dois anos de idade minha mãe foi sequestrada enquanto andava pela rua, à estupraram e depois à mataram.

Até hoje seu corpo não foi encontrado.

Meu pai sofreu muito assim como meu irmão e eu. Bem, eu e meu irmão éramos muito pequenos na época mas ele se lembrava mais da mamãe, eu nem sequer lembrava de seu rosto. Depois de alguns meses papai trouxe uma mulher estranha para dentro de casa, Isaac dizia que ela era sua secretaria mas eu nunca acreditei. Rose ficou morando conosco e após meu crescimento e de meu irmão, começamos a não suporta-la.

Ela era uma pessoa desprezível e gananciosa.

Papai casou-se com ela alguns anos depois.

Assim que Isaac completou dezoito anos pediu algo inesperado para nosso pai, um apartamento. Acabei me mudando junto com meu irmão quando tinha dezesseis anos.

Ele cuidava de mim e eu cuidava dele.

Éramos inseparáveis.

─ Adivinha quem é? ─ Higor sussurrou, em meu ouvido quando chegou por trás de mim cobrindo meus olhos com suas duas mãos. ─ Bom dia meu amor.

─ Bom dia amor. O que está fazendo aqui tão cedo? Suas aulas só começam às nove da manhã. ─ Me virei, ficando de frente à ele.

─ Queria fazer uma surpresa e passar um tempinho com minha namorada.

Sorri.

Higor era uma pessoa admirável, não era à toa que acabei aceitando namorar com ele.

Já tínhamos completado um ano e dois meses de namoro.

─ Tudo bem, tudo bem... ─ Encarei o relógio em meu pulso. ─ Você tem exatos doze minutos para ficar comigo antes que minhas aulas comecem, quando o sinal tocar irei imediatamente para sala de aula.

Ele sorriu vitorioso e me abraçou.

Eu amava o seu perfume.

Trocamos mais uns abraços e alguns beijos, quando o sinal tocou nos despedimos e fui direto para a sala de aula me juntar com minha amiga Tayla. A conheci assim que entrei na faculdade à um ano e meio, nós duas somos apaixonadas por medicina.

─ Amiga! ─ Gritou no meio da sala quando me viu, correu até mim e quase me esmagou com um abraço bem apertado que por pouco não deixei meus livros caírem no chão.

Tayla era um amor de pessoa, extrovertida e animada assim como eu, deve ser por isso que nos damos bem desde o início.

─ Oi meu céu.

─ Oi meu chucrute. ─ Ambas começamos a rir.

─ Alguma novidade? ─ Perguntei, mesmo sabendo que a resposta já seria um sim.

Sempre tinha algo engraçado que acabou acontecendo com ela na noite anterior para me falar, ou então de algum garoto que ela estava afim ou que tinha ficado.

─ Sim! ─ Começou animada. ─ Sabe o garoto que te falei à dois dias atrás?

─ Qual dos?

─ Aquele que comentei com você no intervalo, Liz.

─ Não estou lembrada, você me fala de uns quatro garotos diferentes por dia. ─ Eu disse, caminhando para me sentar na cadeira do fundo sala.

Eu sempre tinha que sentar no fundo com a Tayla, ela não parava a boca no meio das aulas.

─ Calada! ─ Disse ofendida. ─ E também não é assim... bem... talvez seja, não importa! O Benício Moreira, o brasileiro bonitão.

Ah, o brasileiro a quem ela se referiu.

Ele era até bonito, mas estava fazendo intercâmbio aqui na faculdade e em breve iria embora. Conheço a Tayla e quando repete o nome do garoto sei que ela não quer apenas ficar com ele.

─ Sei, o que tem ele?

─ Ele me chamou para um encontro essa noite! Isso não é incrível?! ─ Exclamou eufórica, fazendo os outros alunos olharem para nós duas.

─ Sim, mas fala baixo sua louca. ─ Murmurei, olhando em volta.

─ Baixo. ─ Deu uma risadinha debochada.

─ Haha, engraçadinha. ─ Eu disse, e quando ela abriu a boca para começar a falar novamente à interrompi. ─ Shii! A aula vai começar.

O professor entrou na sala e enfim começou a aula.

Nos primeiros minutos enquanto o professor explicava o assunto que iria cair na prova Tayla permaneceu calada, depois parecia uma espécie de papagaio, ela não parava de falar um minuto. Acabei caindo numa gargalhada no meio da aula por causa dela.

O professor me encarou com uma cara feia e reclamou:

─ Algum problema senhorita Smith? Gostaria de compartilhar o que tanto acha engraçado em minha aula?

─ Não senhor, me desculpe. ─ Desculpei-me, segurando o riso. ─ Isso não vai mais se repetir.

─ Assim espero.

Olhei para Tayla que também estava me olhando, neguei com a cabeça e disse sem expressar som nenhum de minha boca "se controla, não cai na gargalhada aqui se não eu também vou rir e vamos acabar sendo expulsas da aula".

Ela se controlou e voltei a prestar atenção no professor.

Quando o sinal tocou encerrando a primeira aula peguei meus livros e minha mochila e corri com a Tayla para a próxima sala onde ocorria a segunda disciplina.

O resto da manhã foi assim, eu correndo para um lado e para o outro com Tayla à meu lado.

Na hora do intervalo fomos para o refeitório almoçar, a gente passava os dias sempre assim desde às oito da manhã às duas da tarde juntas.

Sentamos numa mesa vazia, coloquei minha mochila em cima da mesa e me levantei para comprar meu almoço.

─ Oi Liz. ─ Um moreno alto de olhos escuros disse.

─ Oi. ─ Eu disse, desconfiada. ─ Ahm, me desculpe mas te conheço?

─ Não, mas alguém já me fala bastante de você. ─ Ele disse, deu uma piscadinha e saiu.

Alguém fala bastante de mim?

Com certeza ele estava se referindo ao Higor.

Pensando no Higor... onde foi que ele se meteu que não apareceu ainda para almoçar comigo?

Paguei meu almoço a mulher que o vendia e voltei para a mesa com a Tayla.

Minha amiga sempre trás seu almoço de casa, sua mãe que cozinha, as vezes ela até trás para mim também.

─ O que foi? Está pensando em quê?

─ Nada. ─ Respondi, comendo.

─ Nada né, sei... não quer falar para mim? Tudo bem... só acho injusto por que compartilho tudo com você. ─ Tayla começou com o drama.

─ Jesus! Não é nada... ─ Parei quando vi o mesmo garoto que falou comigo antes.

─ Liz... Liz fala comigo.

Olhando bem ele não me é estranho mas também não lembro dele, talvez seja só um garoto com quem estudei quando criança.

─ Liz! ─ Gritou, me tirando de meus pensamentos batendo em meu ombro.

─ Aí! ─ Gritei de volta, massageando meu ombro que estava doendo pelo fato da Tayla ter me batido. ─ O que foi? Seu tapa doeu só pra avisar.

─ Desculpa, te chamei várias vezes mas você nem prestou atenção por quê estava no mundo da lua.

Fiquei mais uns minutos no refeitório com minha amiga até o sinal tocar, assisti as ultimas aulas, dei carona a Tayla de moto até sua casa e depois fui para a minha.

Não tinha ninguém em casa quando entrei, subi para meu quarto e guardei meus livros na estante e minha mochila no roupeiro. Tirei minhas roupas e tomei um banho, me troquei e deitei na cama para tirar um cochilo.

(...)

Acordei com meu irmão Isaac me cutucando na cama, ele sabia ser bem desagradável em certos momentos.

─ Acorda gatinha, já são quase nove horas da noite.

Nove horas da noite?

Não pode ser!

Dei um pulo da cama procurando desesperadamente por algum aparelho que mostrasse as horas, quando achei meu celular vi que ainda eram seis da tarde.

─ Isaac, acho bom você correr... eu vou te matar!

Ele saiu do quarto correndo e fui atrás dele parecendo uma louca toda despenteada e pra ajudar com a cara babada, resumindo eu estava horrível. Meu irmão se trancou em seu quarto gargalhando debochadamente de mim por não ter o alcançado.

─ Você teve sorte, baka!

Baka significa idiota em japonês, na nossa infância não assistimos desenhos animados na tv, a gente via animes pelo tablet ou notbook.

Para nós baka significava outra coisa, era como se fosse cumplicidade... bem... não sei explicar. Mas é algo bom, mesmo a tradução não sendo muito legal.

─ Sempre tenho pois suas pernas são tão pequenas que você nem consegue correr direito atrás de seu irmão lindo e incrivelmente gostoso. ─ Bati na porta com força e comecei a rir baixinho.

Ele sempre zoava minha altura.

Não tinha culpa por ter 1,54 de altura e não ter crescido como ele.

Voltei para o meu quarto, entrei no banheiro e lavei meu rosto por conta de ainda estar babado, enxuguei-o, desci as escadas e fui para a cozinha. Como eu esperava Isaac tinha preparado nada para o jantar.

─ Isaac, você é um inútil. Não preparou nada para o jantar! ─ Gritei da cozinha.

─ Por acaso tenho cara de cozinheiro? ─ Gritou de volta. ─ Pede pro seu namorado, ele nunca te nega nada mesmo!

Neguei com a cabeça e subi para o quarto em busca de meu celular.

Mandei uma mensagem para Higor:

"Amor, você poderia trazer uma pizza para nós comermos no jantar?"

Não demorou muito para me responder:

"Claro, nunca negaria nada para a namorada mais linda e perfeita do mundo"

Sorri.

"Bobo"

"Daqui a uns vinte minutos chego ai"

─ Isaac, ele trará uma pizza! ─ Gritei de novo, descendo as escada com o celular na mão.

─ De que sabor? Espero que não seja aquela com ervilha, tem um gosto horrível. ─ Começou a reclamar, aparecendo atrás de mim.

─ Você reclama demais, vai comer pizza de graça e ainda fica com frescura.

Ele revirou os olhos e comecei a rir.

Nos sentamos juntos no sofá, Isaac ligou a tv e assistimos uma série chamada Lúcifer enquanto meu namorado não chegava com a pizza. Eu estava jogada em cima de meu irmão quando a campainha tocou, dei um pulo.

─ Deve ser ele. ─ Isaac comentou, abri a porta e vi Higor sorrindo segurando a pizza.

Ele me deu um selinho e abri espaço para ele entrar, foi direto para a cozinha colocando nosso jantar em cima da mesa, abri a geladeira e tirei o refrigerante de dentro e pus perto da pizza. Depois que terminamos de ajeitar a mesa fomos comer, ri bastante com ambos garotos.

Assim que terminamos de comer avisei para meu irmão que a louça hoje seria dele e que não adiantava fugir, resmungou bastante mas acabou sendo rendido.

Sentei no sofá com meu namorado por um tempo, eu estava rindo prestando atenção no Isaac lavando a louça do jantar e Higor na tv.

─ Vamos subir? ─ Sussurrou em meu ouvido.

Sua respiração em meu pescoço me fez arrepiar por completa.

Já sabia o que ia acontecer.

Abri um sorriso malicioso.

Peguei sua mão e guiei-o para o meu quarto trancado a porta.


Notas Finais


Vocês devem estar se perguntando "Cadê o Harry na fanfic?", então gente... ele não entrará na história no começo da fic, digamos que por enquanto só aparecerá um ex integrante da 1D, se eu colocasse ele nos primeiros capítulos vocês não iriam entender a história da Liz e ficariam perdidos, preciso contar o que acontecerá antes deles dois se reencontrarem né... será algo bem divertido...

Até a próxima!

-XoxoLB


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