1. Spirit Fanfics >
  2. Guide to a Virgin Universitary - (2Yeon) >
  3. Não há nada de errado em simplesmente amar

História Guide to a Virgin Universitary - (2Yeon) - Capítulo 28


Escrita por:


Capítulo 28 - Não há nada de errado em simplesmente amar


Momo estava feliz com o seu relacionamento, mesmo que ainda relutante por ter que manter em segredo. O fato era que ter Dahyun em sigilo era melhor do que não te-la de qualquer outra forma. Mas o casal já estava a alguns passos de se assumirem novamente, e tudo isso graças ao incentivo da Hirai e a coragem da Kim. Entretanto, essa ação necessitava de um momento e lugar mais adequado, além de total confiança e certeza, algo que no momento estava um tanto em falta.

Era manhã, o refeitório lotado e muito movimentado dificultou bastante para que as duas se encontrassem entre os demais alunos na multidão, mas bastou que uma oportunidade surgisse que ambas conseguiram promover um encontro mais privado.

— Eu vou no banheiro — disse a Hirai, deixando a mesa do café e intrigando as outras meninas.

— Unnie, você vai deixar a sua comida na mesa? Sabendo que a Chaeyoung vai comer? — perguntou Sana.

— Pode comer se quiser, eu não ligo — a morena deu de ombros, seguindo seu caminho falsamente em direção ao banheiro.

Mas a sua fala despertou a curiosidade de Sana, que do contrário do que muitos pensavam, fora esperta o suficiente para seguir a Hirai sem ser percebida.

Momo se esquivou de todos, andando apressada e ansiosa até os corredores, onde, ao invés de seguir para o banheiro, adentrou uma sala vazia. Encontrando lá, a sua atual-ex-namorada.

Dahyun aguardava sentada sobre uma das mesas, enquanto mexia em algumas mechas do seu cabelo, agora de cor esverdeada.

— Gostei do cabelo — comentou a japonesa, caminhando em sua direção.

— Sério? Pintei durante as férias. Pensei que verde combinaria comigo.

— Qualquer cor combina com você, meu amor — Momo levou uma de suas mãos até o rosto da outra, beijando a sua bochecha com certa delicadeza. — Senti sua falta.

— Mas nos vimos ontem — ela riu.

— Eu sinto a sua falta toda vez que vai embora, mesmo que só por algumas horas.

— Hm. Você parece mais carente do que o normal — disse a Kim, abraçando a cintura da outra.

— Você acha? — ela gargalhou. — Ok, talvez eu esteja tendo problemas para lidar com a carência esses dias.

— Oh... Eu possa ajudar... — Dahyun elevou o seu rosto, selando seus lábios com os da japonesa brevemente. — Minha colega de quarto vai passar a noite longe hoje. O que você acha de irmos para o meu quarto depois da aula?

— Uh, uma oferta e tanto.

— O que me diz?

— Eu aceito, óbvio — Momo abriu um sorriso contente.

— Ótimo. Agora eu preciso ir — a Kim se levantou, cortando a proximidade entre os seus corpos. — Falei para o pessoal que estava indo ao banheiro e se eu demorar mais do que cinco minutos vão desconfiar.

— Ah.

— Até mais tarde — disse em despedida, mas antes fazendo questão de selar os seus lábios delicadamente.

Momo assistiu a outra sair apressada, pensando em fazer o mesmo após se dar conta de que havia dado permissão para Chaeyoung comer a sua comida. Mas quando estava para deixar a sala, fora impedida por Sana, que tratou de fechar a porta e sorrir animada ao nível eufórica.

— Então era a Dahyun esse tempo inteiro?

— Sim — disse Momo dando de ombros.

— Nada de mulheres mais velhas e casadas?

— Nada de mulheres mais velhas e casadas! — ela riu.

— Por que não contou para a gente?

— Eu preferi deixar assim no começo, sabe? Parecia bastante divertido manter uma relação às escondidas, mas a Dahyun passou a transformar isso em um tormento.

— Ela ainda tem essa ideia de que é errado?

— Infelizmente. Mas ultimamente ela tem parecido bem menos alienada. Inclusive me chamou para ir no dormitório dela hoje. Acho que finalmente estamos voltando ao normal.

— Ah, sim. Enfim, boa sorte.

— Obrigada. Vou precisar — as duas riram.

[...]

Quando chegou a hora tão esperada, Momo não perdeu tempo para se preparar, tanto psicologicamente quanto fisicamente, para encontrar com a sua namorada. Tudo estava muito bem planejado e se ocorresse da forma esperada, a noite seria repleta de amor e pouca conversa.

Não demorou para que todo o papo mudasse e a porta fosse fechada, criando o clima perfeito.

Uma música tranquila em um tom baixo fazia companhia para o casal, que manteve a calmaria durante todo o tempo em que estiveram juntas. Dahyun estava sentada sobre as pernas da japonesa, aproveitando a sua vantagem para beijar os seus lábios sem a menor intenção de prolongar o contato e tirar alguns sorrisos da outra.

— Você não cansa de me torturar? — brincou a mais velha, vendo a de mechas verdes negar balançando a cabeça no ar. — Ok, é justo. Pelo menos posso aproveitar para te olhar de mais perto e apreciar a visão.

— Sério? Eu continuo tendo a melhor vista.

— Está se referindo a mim? Nossa, quanta bajulação para alguém que só quer me usar — comentou Momo, ganhando um tapa no ombro por tamanha audácia.

— Idiota — Dahyun riu, jogando seu cabelo para o lado e voltando a selar os seus lábios com os da Hirai.

Desta vez sem enrolações ou impedimentos, apenas mantiveram os seus lábios colados por alguns longos instantes, enquanto ambas as suas mãos aproveitavam uma parte de seus corpos seminus. O desejo de buscar por mais contato lhe subiu a cabeça, mas o momento teve de ser interrompido e da pior forma possível.

— D-dahyun...?

Quando uma terceira pessoa adentrou o cômodo, só marcando presença ao se pronunciar, a atenção do casal fora rapidamente para a garota recém chegada. A desconhecida carregava uma expressão de choque, enquanto as duas outras tentavam processar e compreender o que fariam naquele momento. Em especial Dahyun, que fora chamada pela garota em um tom baixo.

— Seohyeon... — a Kim murmurou, deixando a cama para vestir as suas roupas e ir atrás da menina que fugia assustada. — Seo, espera!

— O que foi aquilo?! Pensei que você... Pensei que você fosse normal. Não como os outros estudantes pecaminosos — a garota lançou, totalmente indignada. — O padre sabe?!

— Não! E não pode saber! Seo, você precisa me prometer que vai manter isso em segredo. Por favor!

— Não posso fazer isso, Dahyun, sabe disso. É pecado! E isso pode te levar diretamente para o inferno.

— Seo, você não entende. Eu a amo!

— Não, você não a ama. Como poderia? Ela é uma mulher, assim como você! Isso é errado, é nojento.

— Isso não pode chegar ao padre. Você precisa me prometer que vai manter isso somente entre a gente. Por favor... — Dahyun suplicou, sentindo seus olhos lacrimejarem na medida que falava. — Por favor...

— Eu não posso fazer isso. Se fizer isso vou estar acobertando o seu pecado.

— Está certo — a Kim enxugou as suas lágrimas, erguendo o seu rosto para enfim dizer; — Diga a ele, ou melhor, a todos! Espalhe por ai o monstro que eu sou! Estou cansada de todos vocês. Estou cansada de fingir ser o que não sou. Estou cansada de mentir para as pessoas que eu amo e principalmente, estou exausta de me esconder. Vá em frente, Seohyeon, conte a todos. Diga que a sua colega de quarto é uma sapatão nojenta! Eu não ligo! — esbravejou, cuspindo as verdades sem medo. — Quero que se foda! Você e todos que tentarem estragar a minha felicidade de novo.

— O que-

— Vai se foder!

Enquanto a Kim berrava para todos que pudessem escutar, Momo assistia a cena um pouco longe sem saber exatamente o que fazer. Poderia interceptar, mas o que ganharia com isso? Não era uma cena tão bonita, mas era bom ver Dahyun extravasando totalmente furiosa e exausta de ter medo.

[...]

No outro dia todos comentavam sobre o seu surto, mas ninguém de fato ligava. Quando deu o horário do intervalo e Dahyun reuniu as suas coisas e se sentou junto ao grupo mais mal falado das turmas de primeiro e último ano, ela desligou todos os seus sentidos que temiam à uma doutrina cega e carcereira que já lhe estava enchendo o saco.

— Bem vinda de volta, Dahyun — comentou Jihyo, a recebendo com um sorriso caloroso.

— Obrigada, meninas — a Kim sorriu tímida, olhando para todos os rostos já conhecidos e alguns novos mas bastante receptivos. — É muito bom estar de volta.

— Estamos felizes por ter você conosco também, acredite — Chaeyoung acrescentou. — Agora nós somos sete! Definitivamente o grupo mais causador e diferenciado desse universidade.

— Logo, logo estaremos em oito e quem sabe futuramente mais? — disse Sana, brincando. — Afinal, a Nayeon está para vir no próximo semestre e ainda temos a namorada misteriosa da Chaeyoung.

— Ah, isso é verdade.

— Com certeza, somos, e seremos, o grupo mais causador e diferenciado de todo o campos. Aguarde! — comentou Momo, fazendo todas rirem por conta do seu tom de voz alto que fez com que o comentário soasse como um anúncio.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...