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História Guide to a Virgin Universitary - (2Yeon) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Ontem o Spirit tentou me derrubar, mas esqueceu que anjo voa 😗✌
Mas sério, fiquei tão abalada achando que não conseguiria mais publicar fics (porque deu erro no meu email) que chorei k

Boa leitura

Capítulo 8 - Perguntas retóricas e tombos desastrosos


Fazia alguns dias que Chaeyoung havia feito um perfil em um aplicativo de encontros. Não que fosse uma surpresa, mas em apenas alguns dias já estava chovendo convites de conversas para a Son. Porém, da mesma forma que havia entrado ali, gostaria de permanecer com o seu objetivo inicial intacto: Encontrar a menina que conversou na festa. Mais algum tempo depois e teve êxito no seu objetivo, inciando uma conversa simples e infelizmente, não sucedida com a jovem denominada Kang Hyewon. A Kang não era uma pessoa difícil de se manter uma boa conversa, era simpática e gentil, mas não demorou para que revelasse algo que frustou totalmente Chaeyoung. Hyewon estava de partida não só do aplicativo quanto também da universidade. Se fosse apenas isso ainda restaria esperanças para a Son, mas não. Hyewon estava de partida para conhecer um novo namorado de outro estado. Pobre Chaeyoung, não teve reação ao saber da notícia. Claro, não desejava nenhum mal ao casal, mas assumiu estar decepcionada com si própria por ter depositado tantas expectativas em uma pessoa fora de seu alcance. Talvez fosse hora de seguir em frente, voltar a sair com as estrangeiras, Sana e Momo para se recuperar do seu coração trincado, e assim quem sabe não conhecer uma nova garota especial?

— Esquece... — Chaeyoung estava tão desanimada que optou por excluir de uma vez por todas o seu perfil no aplicativo. Ignorando qualquer outra pessoa que estivesse interessada em sua breve auto descrição e o desenho animado em seu perfil.

Chaeyoung suspirou tristonha, largando o seu celular entre os seus lençóis bagunçados em cima da cama, se jogando entre os mesmos logo após. Observou o teto do seu quarto, fantasiando sobre como poderia ter sido o seu relacionamento com Kang Hyewon. Poderia até tentar fugir de sua natureza, mas era apenas uma adolescente perdida entre sonhos ainda não realizados e grandes responsabilidades. Sempre fora assim afinal. Seus pais acreditavam no seu potencial e inteligência desde cedo, sempre apostaram em estudos particulares e não pararam até o momento em que Chaeyoung conseguiu passar para uma das melhores universidades de Seul. Logo os seus pais decidiram que adaptariam toda a vida da família para que Chaeyoung tivesse os melhores anos de sua vida universitária. No início pareceu uma boa decisão, afinal, ela tinha potencial suficiente para fazer valer a pena os gastos e mudanças drásticas de rotina, felizmente estavam certos. Pelo menos até a cabeça da Son se tornar um turbilhão de problemas envolvendo um psicológico frágil e um emocional ferido. Chaeyoung nunca havia se envolvido de verdade com nenhuma garota, mas já colecionava uma extensa lista de nomes de pessoas que partiram o seu coração, ou apenas garotas que ela errou em gostar. E nunca parecia ser diferente. Uma atrás da outra, foram tantas decepções que desejava parar de sentir sentimentos amorosos por qualquer pessoa. Estava preste a fazer isso, se não fosse por uma bendita mensagem de um número desconhecido.

Ao sentir o seu celular vibrar por debaixo das cobertas que estava deitada, tentou apanha-lo mas sem sucesso, apenas o esforço de ter que se sentar para pegar o aparelho já fez o seu humor mudar para impaciência. Mas não demorou para que a sua expressão mudasse ao ver que alguém não identificado a chamava.


Número desconhecido:
O que será que passou na cabeça do primeiro ser humano a cruzar com alguém que não falava a língua dele?
Tipo, será que ele tentou se comunicar de alguma outra forma? Ou deu as costas e considerou o fato daquela outra pessoa não entender absolutamente nada do que ele falava?


Chaeyoung:

???


Número desconhecido:
Foi mal.
Eu não tinha ideia de como iniciar uma conversa com você.


Chaeyoung

Tudo bem Kk

Mas quem é?


Número desconhecido:
É a MyouiMi9.
Conversamos há alguns dias no aplicativo e você disse que eu poderia mandar mensagem caso as coisas não dessem certo com a garota lá.


Chaeyoung se lembrou de súbito ao ler o nome de usuário da desconhecida, nem tão desconhecida assim. Agora se lembrava da breve conversa que teve com a garota estrangeira, até mesmo dos apelidos que decidiram usar para não correrem o risco de serem sequestradas, terem as suas informações pessoais vazadas ou os seus órgãos vendidos no mercado negro. Ou seja, tanto Chaeyoung quanto MyouiMi9, eram duas garotas medrosas e solitárias em busca de alguém que achasse graça de suas perguntas sem sentido e as suas piadas sem graça.


Chaeyoung:

Pronto. Seu contato tá salvo.


Pinguim tagarela:
Como você salvou?


Chaeyoung

"Pinguim tagarela", óbvio.


Pinguim tagarela:
Ah, nossa. Quanta consideração. Vou mudar o seu também, espera só.


    Pinguim tagarela alterou o contato de "Chaeyoung" para "Tigre anão"


Tigre anão: 

Que drama Kkk

Ah, não...


Pinguim tagarela:
É o que você é
Kkkkkkkk


Tigre anão:

Quanta audácia! Vou ter que te denunciar para o consolado Japonês


Pinguim tagarela:
Nossa que medo. Vão me deportar de voltar para o Texas. Ah, não


Tigre anão:

Uê?? Você não disse que era japonesa??


Pinguim tagarela:
E eu sou, oras. Mas nasci dos Eua
Dois beijos


Tigre anão: 

NossaK

Agora eu estou surpresa

Sabia disso não


Pinguim tagarela:
Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim, senhorita "KannaDetona00"


Tigre anão: 

Sto chocada :o


Pinguim tagarela:
Palhaça KKkk


Fora do mundo virtual, Chaeyoung abria um sorriso largo a cada palavra trocada com a menina distante. Era como se a sua frustração com a Kang Hyewon já tivesse sido superada. Estava feliz por ter a companhia de MyouiMi9, mesmo que não fosse algo físico, a conversa lhe divertia e distraía, o suficiente até para que não notasse o momento em que seu pai adentrou o seu quarto, a surpreendendo ao puxar o seu pé que estava fora do colchão.


— Que susto — Chaeyoung riu, dando atenção para o mais velho.


— Estava falando com quem?


— Uma amiga distante.


— Ah, sim. Bom, se despede da sua colega e vem jantar.


— Pode deixar — Chaeyoung voltou a pegar o seu celular, apenas para se despedir da outra e seguir para o primeiro andar da casa onde a sua família já estava reunida na mesa.


Puxou uma cadeira ao lado da mais nova moradora da casa, Chou Tzuyu. Uma aluna estrangeira da sua sala que acabou por se tornar sua amiga após seus pais a acolherem como intercambista permanentemente.


— Estava falando com a tal garota da festa? — a morena questionou em um tom baixo, apenas para que Chaeyoung escutasse.


— Não deu certo com a Hyewon, infelizmente. Mas eu estou conversando com outra garota agora.


— Quem?


— Não sei o nome dela — a Son riu disfarçadamente.


— Como assim?


— Não trocamos informações pessoais por questões pessoais.


— Ah, sim. O medo de terem os órgãos vendidos no mercado negro. Meu deus, você encontrou outra doida de pedra.


— Não é loucura. É cuidado!


— Vai nessa.


[...]


Durante o horário de almoço dos alunos da universidade, Sana e Momo voltaram a ver a garota misteriosa, vulgo, paixão platônica da Minatozaki. Sana até tentava esconder mas estava se interessando cada vez mais pela intercambista de traços exóticos. Não sentia vontade de tentar algo com qualquer outra aluna, responder as mensagens de outras pessoas que também estavam interessadas em si, apenas tinha olhos para a amiga desconhecida de Son Chaeyoung. Porém, como toda boa pessoa orgulhosa não aceitou a ajuda de Momo para conseguir o contato, ou pelo menos o nome da desconhecida. Seria tão mais fácil já que a Hirai era próxima à Chaeyoung, mas não, Sana sentia que precisava fazer isso por conta própria. Afinal, foi assim com todas as outras garotas que quase namorou.


— Eu vou lá falar com ela — disse, apenas para que Momo ouvisse – de qualquer forma apenas ela ouviria, já que a outra pessoa sentada na mesa do refeitório com elas era Jeongyeon que, basicamente, evitava assuntos que não fossem do seu interesse.


— Boa sorte — Momo a encorajou, dando alguns tapinhas amigáveis em suas costas. — Se precisar de mim é só berrar.


— Eu não vou precisar — Sana sorriu confiante, caminhando em passos rápidos e os ombros eretos até chegar ao seu alvo.


Ao se aproximar o suficiente da menina que  parecia bastante perdida entre as opções do cardápio, a japonesa rapidamente deduziu que a sua expressão e indecisão era dificuldade de entender o que dizia ali. E faria sentido, já que a castanha era intercambista. Sana então, tentou ajuda-la tocando em seu ombro prestes a oferecer ajuda de uma forma bastante explicava.


— Oi. Precisa de ajuda? — disse movendo seus lábios de uma forma muito silábica e alterando o seu tom de voz, no caso da outra ter alguma deficiência auditiva.


— Não, obrigada.


Para a surpresa de Sana, a garota entendia muito bem o idioma mesmo não sendo o seu. E nesse momento tudo que a loira queria era enfiar a sua cabeça em algum buraco, mudar o seu nome e aparência, ou apenas se lançar sem paraquedas no meio do oceano.


— Ah — ela riu sem graça. — Eu pensei que...


— Que eu não fosse entender a sua língua? — a outra arqueou a sua sombrancelha, a encarando fixamente sem parecer estar brincando.


— Na verdade esse não é o meu idioma. Até porque eu sou japonesa! Então — riu novamente, dessa vez mais envergonhada. Sentia as suas bochechas esquentarem e as suas pernas falharem, mas continuou se afastando e falando coisas desconexas até tropeçar em uma mesa próxima e cair entre os bancos.


— Oh, meu deus! Você está bem?! — a castanha correu em sua direção, certificando-se de que a outra desastrada estava bem.


Sana resmungou um pouco, grunhindo de dor enquanto tentava se levantar. Ao receber a ajuda necessária, a Minatozaki tentou disfarçar a situação da forma que deu, dando uma desculpa esfarrapada e voltando para o seu lugar totalmente desorientada. Enquanto a morena tentava entender o que acabara de acontecer, finalmente voltando para o seu lugar após pagar o seu almoço.


— Você conhece aquela menina? — questionou a Chaeyoung, que já lhe aguardava.


— Não- Quero dizer, sim... É a Minatozaki Sana. Não liga para ela, Tzuyu. A Sana tem uns parafusos a menos — Chaeyoung ainda encarava a mesa onde algumas das suas amigas estavam sentadas, inclusive a desastrada antes citada.


— Eu gostei dela. Me pareceu bastante presunçosa no começo, mas a queda mudou essa imagem.


— Não dá confiança, ou ela vai querer te adicionar a lista de contatos de pessoas que nunca mais ligou de volta.


— Como assim?


— Nada não... Só vamos logo almoçar.


Notas Finais


O spirit me sabotou de novo na hora de publicar esse capítulo também. Sinceramente? *** ** *****!!!!


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