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História Guide to a Virgin Universitary - (2Yeon) - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Boa tarde, galera!

Todo mundo fazendo conteúdo na quarentena, comigo não vai ser diferente ✌😗

Capítulo 9 - Descanse militante


Hanyang University - Seoul/ 13:03h AM.


Durante o intervalo de meio tempo para o próximo turno dos alunos da universidade, Jihyo, Jeongyeon e Sana sairam para uma caminhada pelos corredores do campus.
Jeongyeon contava para Jihyo como estava sendo compartilhar o seu apartamento com Im Nayeon, enquanto a Park inflava o seu ego com palavras que só a mostravam o quanto estava certa desde o início. Já Sana resmungava sobre estar faminta novamente – sendo que todos já haviam almoçado.

— Ah, eu não aguento mais. Preciso de açúcar imediatamente — disse, decidida de ir comprar algo em uma máquina de lanches próxima.

— Compra um pacote pequeno de batatinhas para mim, por favor! — Jeongyeon disse rapidamente, ao ver a Minatozaki se afastar.

— Não vai dar, unnie! Eu só tenho dinheiro para um refrigerante agora! — berrou já distante suficiente. A Yoo assentiu triste, voltando a conversar com Jihyo.

Sana se aproximou das máquinas, pondo o dinheiro no compartimento e aguardando que o pagamento fosse processado para dar os comandos a máquina e finalmente ter a sua bebida. Mas para a sua surpresa, o seu dinheiro fora regurgitado pelo aparelho, falhando na compra. Sana então pegou de volta sua nota, arrastando a mesma contra a lateral da máquina para que ficasse em melhores condições, mas fora inútil.

— Merda de máquina! — esbravejou, sacudindo a estrutura metálica em um ato de raiva.

— Ei, ei! O que é isso? Garanto que o preço para concertar a máquina custará bem mais do que um refrigerante — Chaeyoung comentou ao chegar acompanhada por Tzuyu, a impedindo de causar algum prejuízo maior.

— Ah! Eu nem ligo mais! Tenho dinheiro para comprar umas cem dessas... — Sana cruzou seus braços, pressionando seus lábios irritada, acabando por ficar com um semelhante adorável que causou alguns risos na Chou.

— Desculpa — disse Tzuyu, após notar que a outra a encarou ainda irritada. — Eu posso tentar?

— A vontade. E boa sorte! Essa máquina deve estar com algum defeito, ou algo do tipo — Sana comentou, indo para o lado de Chaeyoung.

As duas observaram a Chou se aproximar do aparelho, pondo uma nota em perfeito estado, dando os comandos para a máquina e retirando um refrigerante sem nenhum dos problemas anteriores.

— Viu só? Problema nenhum — Tzuyu se aproximou das duas, abrindo um sorriso minimalista ao notar a expressão das duas surpresas.

— Se deus existe, ele te adora — Sana deixou escapar, causando ainda mais risos nas outras duas.

— Bom, eu não posso discordar — a maior deu de ombros. — Espero que goste de melancia — disse, entregando a bebida para Sana.

— É o meu sabor favorito — a loira aceitou sem pensar duas vezes, mantendo seu olhar vidrado na outra.

— Pensei que você detesta-... — Chaeyoung tentou questionar a fala da japonesa, mas fora calada subitamente ao ter uma das mãos de Sana contra o seu rosto.

— Quero batatinhas! — Jeongyeon dizia alto e em bom som, na esperança de que alguém fosse lhe ouvir e lhe mimar.

— Para de mendigar, garota. Você é burguesa! — Jihyo exclamou ao se aproximarem das outras três garotas.

— Na verdade todo mundo aqui é — Chaeyoung interviu na conversa das duas amigas. — O que houve, Jeong unnie? Esqueceu a carteira em casa?

— Não, não. É que eu estou temporariamente proibida de comer alimentos industrializados.

— Como assim?

— A Nayeon está tentando fazer uma reeducação alimentar da Jeongyeon unnie — Jihyo respondeu. — Disse que para uma mulher crescida é estranho que ela só se alimente de salgadinhos e fast food.

Chaeyoung e Sana caíram na risada, zombando da mais velha de todas as formas.

— A Jeongyeon unnie tem uma babá! — disse a Son. — Sempre soube que você era um bebê, unnie. Só não imaginei que contrataria uma babá para cuidar de você.

— Ei... Ela não é a minha babá! E eu não sou um bebê! — a Yoo tentava se defender, mas fora vítima até mesmo dos comentários maldosos de Sana.

— Agora só falta a Nayeon te colocar para mamar...

— Como é?! — Jihyo cessou as risadas, tomando uma expressão furiosa e rapidamente agarrando a gola da blusa da Minatozaki.

— Meu deus, Jihyo! É só brincadeira! — Sana tentava se soltar, já assustada pela repentina mudança de humor da Park.

— Escuta aqui, Minatozaki Sana. Se você souber de algo que eu não sei sobre as intenções da Nayeon com a Jeongyeon, eu vou te torturar até que você me diga do que se trata!

— Tá bom! — Sana exclamou amedrontada.

Enquanto isso Tzuyu, Chaeyoung e Jeongyeon observavam a cena sem nenhum intenção de intervir na discussão.

— É sempre assim com elas? — perguntou a taiwanesa.

— Pior que sim.

— Impressionante a forma como a Hyo se transforma quando está com raiva — Chaeyoung comentou, ainda assistindo toda a confusão de longe.

Quando o clima se tranquilizou entre as duas, um rapaz desconhecido passou entre as meninas fazendo um comentário nada apropriado, o que gerou novamente polêmica para as meninas.

— Que isso, gatinhas. Parem de se matar e se comam logo! Eu vou adorar!

— O que disse? — Jihyo largou Sana de súbito, apenas para questionar a fala do desconhecido.

— Você entendeu — ele riu, parando de caminhar.

— Sim, eu entendi. Mas ainda não sei qual foi o propósito. Por acaso você acha graça nisso? Gosta de ver duas mulheres se agarrando para que se sinta excitado? — a Park continuou, se aproximando levemente furiosa para a direção do garoto, que só sabia rir e olhar para as outras ainda mais nervoso. — Hein?!

— Eu não falei nada disso, garota. Você que é louca — ele rebateu. Péssima ideia.

— Parabéns, Teddy. Você é um babaca.

— Esse não é o meu nome-

— Shh... — Jihyo prosseguiu intimidando o garoto. — Você falou besteira, está automaticamente anulado da conversa. Agora vai lá. Segue teu rumo. Vai beber um veneno ou fazer terapia porque isso ai se chama burrice.

O garoto continuou dando passos para trás, até se afastar o suficiente para acelerar a sua caminhada, resmungando alguns xingamentos vazios para a Park. Enquanto Jihyo bufou de raiva, voltando para a sua posição anterior.

— Uau... — Chaeyoung sorriu impressionada. — Eu queria chegar no seu nível.

— Algum dia quem sabe? — ela riu convencida.

— Eu adorei a forma como você foi indelicada sem precisar ser necessariamente rude — fora a vez de Tzuyu, que rapidamente ganhou a atenção da mais velha.

— Obrigada, novata. Aliás, qual é o seu nome? — Jihyo perguntou em nome de todas as que já estavam curiosas sobre a resposta, principalmente Sana que aguardava firmemente o momento da revelação.

— Chou Tzuyu. E o seu?

— Eu sou a Park-rainha-Jihyo — sorriu de forma doce.

— Não mentiu — Chaeyoung a bajulou.

— E essas são Yoo Jeongyeon e Minatozaki Sana — a Park prosseguiu apresentando as outras meninas.

— Bem vinda, Chou — Jeongyeon respondeu acompanhado de um sorriso simpático.

— Obrigada!

— É, seja muito bem vinda, Tzuyu. Se você precisar de uma guia para conhecer o campus é só me chamar — Sana tentou investir com um sorriso charmoso, mas tudo que causou foi um olhar desconfiado nas outras meninas. — Digo. Melhor chamar a Chaeyoung, né? Ela já é sua amiga próxima pelo o que vejo — abaixou seu olhar envergonhado, mas logo se repreendeu em pensamento. Afinal, nunca havia recuado em um flerte.

— Bom, se eu precisar de qualquer coisa eu vou chamar você sim — a outra respondeu, lhe oferecendo um sorriso tímido que revigorou rapidamente o humor da japonesa.

[...]

Jeongyeon enfrentava um grande dilema durante um teste teórico de uma de suas últimas aulas do dia. Sua atenção era inteiramente da folha ainda em branco a sua frente, mas a sua mente flutuava em pensamentos longínquos e curiosos sobre a sua conversa há alguns dias com Im Nayeon. Refletia em cada palavra dita por Nayeon, até mesmo quando a Im citou o tal guia para ajudar Jeongyeon a ter um relacionamento romântico e assim, poder tirar as suas respectivas dúvidas. A duvida de Jeongyeon estava ligada a como seria o seu primeiro contato com um relacionamento além de fraternal, profissional ou amigável. Era algo totalmente desconhecido para si. Como saberia a hora certa de agir, quais palavras usar e principalmente, quem escolheria para ter essa honra?
Devido a esses mesmos pensamentos, a sua atenção fora para dois dos alunos presentes na sala de aula. Nancy McDonie, que mordia de forma involuntária a sua caneta, enquanto permanecia totalmente concentrada em seu teste. E Yoo Kihyun, que a encarava de forma nada discreta há alguns minutos e acabou por ficar envergonhado ao ver que Jeongyeon o encarou de volta.
Rapidamente balançou sua cabeça no ar, se esforçando para deixar aqueles pensamentos de lado e finalizar o seu teste. Afinal, sua vida amorosa poderia ser inexistente, mas adorava o fato de poder se gabar por ter notas impecáveis. Entretanto, o universo pareceu conspirar contra si, trazendo de volta aqueles devaneios até uma frase curta e um tanto frustante lhe trazer de volta para a realidade.

— Atenção, pessoal. Acabou o tempo! — o professor se pronunciou, exibindo o temporizador em seu aparelho celular.

Não, não! Aquilo não poderia estar acontecendo! Jeongyeon se desesperou ao perceber que havia deixado o verso completo da folha em branco. Pensando em milhares de desculpas esparramadas para dar ao professor e o convencer a não retirar pontos de sua média por conta desse descuido. Mas, chegando na hora da entrega de seu teste, travou na mentira e acabou levando uma brota amigável.

— Eu sinto muito, Jeongyeon. Imagino que não esteja com a cabeça no lugar agora e entendo isso, mas não posso deixar passar o seu erro. Se fizesse isto estaria sendo injusto com os outros alunos, entende?

— Sim, senhor.

— Então... Apenas te desejo boa sorte no próximo teste — o homem lhe deu um sorriso amigável, dando algumas batidinhas em seu ombro.

Vendo que não haveria outra escolha além de aceitar as consequências e deixar a sala, Jeongyeon reuniu as suas coisas, saindo junto com os outros alunos com um semblante triste. Ouviu alguém chamar o seu nome entre os outros alunos, mas ao levantar o seu olhar não localizou ninguém. Deu de ombros e continuou a sua caminhada. Até ouvir novamente a mesma voz a chamar e ao buscar outra vez, avistou Kihyun entre algumas pessoas mais para trás. Os dois aguardaram o movimento passar e as pessoas irem embora para conversarem.

— Oi! — ele riu.

— E ae.

— Eu... Hum. Está com pressa? — questionou, ao notar que Jeongyeon não parecia interessada em conversar no momento.

— Meio que sim.

— Ah, então é melhor eu ser breve.

— De preferência...

— Certo. É... Você está livre no sábado?

— Eu sempre estou livre aos sábados — Jeongyeon respondeu de imediato.

— Nossa — ele riu novamente. Parecia nervoso. — Se eu te chamasse para beber no sábado à noite o que você diria?

— Diria que não porque eu não bebo — Jeongyeon fora direta na resposta, sem intenção de parecer grossa ou desinteressada, mas acabando por ser.

— Oh... Mas e se eu te chamasse para ir tomar alguma coisa naquela cafeteria daqui perto?

— Ai eu pensaria no seu caso.

— Uh. E então? — Kihyun sorriu esperançoso.

— Ah. Você está falando sério? Wow...

— O que? Algum problema?

— Não, não. É só que... Tudo bem. Eu vou pensar na sua resposta até o final de semana, pode ser?

— Claro!

— Ótimo. Até mais — Jeongyeon forçou um sorriso, dando as costas para o rapaz e voltando a sua caminhada. — Que diabos de dia estranho...

[...]

Jeongyeon subia os degraus rapidamente, não poupando tempo para adentrar o seu apartamento. Retirando os seus sapatos, deixando a sua mochila na entrada e buscando por Nayeon em seu quarto.

— Im Nayeon! — chamou, abrindo a porta sem pensar duas vezes.

— Não — Nayeon respondeu de súbito, sem retirar a sua atenção do que fazia – pintava as unhas do seu pé, estando sentada na beira de sua cama. — Para você é Nayeon unnie. Faz de novo, faz direito.

— Nem ferrando.

— Então não — a Im sorriu, fechando o esmalte que tinha em mãos.

— Para de palhaçada. Eu preciso da sua ajuda.

— Um segundo — disse, levantando o seu indicador. — Você entra no meu quarto sem bater na porta, mesmo sabendo das grandes chances de me ver fazendo algo que seria perturbador para a sua cabecinha santa. Não aceita os meus termos sinceros e ainda quer a minha ajuda? Escuta aqui, mocinha. Isso aqui não é bagunça não.

Jeongyeon revirou os olhos de forma nada discreta.

— Pode pelo menos ouvir o que eu tenho para te falar?

— É claro, meu amor — Nayeon sorriu novamente, dessa vez de forma mais doce. Aguardando pacientemente o que a Yoo tinha para falar.

— Eu tenho um encontro sábado.

— O que?!

— Você entendeu... Por favor, não me faça repetir.

— Nossa... Isso é ótimo! — ela riu. — Quem é a pessoa de sorte?

— Um garoto da minha sala. Mas eu ainda não confirmei se vou ou não! Ele me fez o convite e eu disse que iria dar a resposta até o final de semana.

— Certo. Então você vai?

— Eu não sei... — Jeongyeon se sentou na cama, levando seu olhar até a sua mão. Mexendo em seus dedos.

— Não se sente confortável com a ideia ou...

— Eu quero fazer isso, sabe? Mas não sei se estou pronta — disse, levantando o seu olhar e fixando nos da Im. Que lhe devolveu em um sorriso doce, levando uma de suas mãos até o seu cabelo e retirando alguns fios que estavam fora do lugar.

— Só saberá se está pronta se tentar. Vai dar tudo certo, loirinha. Tendo uma professora como eu, ninguém reprova.

— Quantas pessoas você já ensinou?

— Ah, você é a primeira. Mas isso não significa que vou me sair mal. Só talvez não vá dormir com você como as outras garotas que eu tentei "dar algumas dicas".

— É, isso é algo definitivo.

— Com toda certeza. Nunca irá acontecer. Pfft...

Na medida em que as duas iam negando qualquer envolvimento futuro, iam se afastando fisicamente e involuntariamente.

— Enfim. Quando começamos?

— Quando você disser que sim. Está pronta?

— Não, mas isso é irrelevante.



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