História Guilty - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS), I.O.I
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim So-hye, Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Couple, Jjk, Jungkook, Kookv, Kth, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 143
Palavras 2.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oioi

Capítulo 10 - Capítulo 10.


NARRADOR.


Era um dia de tempestade na faculdade, um alerta de fortes chuvas dispensou todas as aulas e os alunos estavam dentro dos dormitórios. Tudo estava até indo muito bem, apesar do mundo estar caindo fora dos prédios. Jungkook estava na sua mesa de estudos resolvendo exercícios e estudando para a prova que havia sido adiada. Uma de suas mãos se encontrava enfaixada pelos cortes que havia feito.

Suas olheiras eram crescentes, já que não conseguia dormir bem nos últimos dias. Fazia duas semanas desde a última conversa com a sua irmã. Jeon estava preso dentro da própria bolha, ele não conseguia pensar muito, mesmo querendo organizar seus pensamentos ele não conseguia e o medo dentro de si apenas aumentava. Vinha ignorando todos e principalmente Taehyung que já estava preocupado demais com o estado do outro.

As orações já não eram algo que esquecia, era uma rotina, a briga interna era forte e tudo que ele queria era conseguir resolver, parte de si sentia imensas saudades de Taehyung e a outra falava que o melhor era se manter afastado. Era como se duas pessoas estivessem brigando e Jungkook fosse alguém sentado no chão com medo das duas pessoas. Afinal qual era o grande problema em se aproximar de Taehyung? Ah, era isso mesmo, a sua culpa imensa por estar se viciando numa pessoa que não deveria.

Três batidas foram ouvidas na porta que despertou o garoto dos próprios pensamentos. Então percebeu que Seokjin não estava lá, se levantou indo a porta abrindo vendo quem ele menos queria que estivesse parado em sua porta.

— Oi. — o som lhe atingiu num modo tímido e receoso. Taehyung estava com medo do garoto e com medo dele o mandar embora, mas o que ele podia fazer se Jungkook não saia mais da sua mente e a preocupação era crescente? Percebeu o quanto ele estava afastado e o quanto ele fazia falta.

— Oi. — Jungkook disse segurando a maçaneta da porta firmemente já que seu corpo queria tremer por inteiro. Olhou Taehyung dos pés à cabeça, vendo que ele se encontrava tremendo e molhado. Ele havia vindo do seu prédio naquela chuva torrencial apenas para o ver? Não, era impossível. — o Jin não está. — falou o encarando que sorriu balançando a cabeça.

— Eu vim por você. — Jungkook sentiu o coração acelerar e as coisas em si não trabalharem conforme era o esperado. O que estava acontecendo?

— Ah. — foi o que conseguiu dizer e o viu tremendo de novo. — entra. — abriu o espaço e Taehyung sentiu surpreso, mas ao mesmo tempo aliviado já que estava com muito frio. Adentrou o local tremendo e esfregando as mãos umas nas outras. — vai se trocar, você está molhado. — Jungkook disse sentando na cadeira e olhando o mais velho.

— Eu...

— Pega alguma das minhas roupas. — falou e Taehyung concordou indo ao guarda roupa escolhendo a mesma que no outro dia e indo ao banheiro. Jungkook segurou o crucifixo nos dedos. Não era certo. Era certo. Eram muitas questões chatas que invadiam seu interior, mas havia uma sensação familiar quando olhava Taehyung.

— Obrigado. — ele voltou e sentou na cama perto dele que estava na cadeira ao lado. Aquele silencio que machucava se instalou, Taehyung estava quase chorando, ele sentia uma angustia no peito enorme, ele sabia que tudo tinha a ver com as coisas que traumatizavam Jungkook, mas não sabia o que fazer para o ajudar a se sentir melhor. Era uma sensação horrível. — eu estou com saudades. — foi a única coisa que saiu de seus lábios.

Jungkook abaixou a cabeça. O que ele poderia fazer? Ele estava com saudades, ele estava morrendo sim de saudades de conversar com Taehyung, de o abraçar, do cheiro forte dele, dos beijos que ele lhe dava, de toda a intimidade. Mas gritava dentro de si que era um erro, que não deveria, que não podia.

— Eu também estou. — foi como se sua garganta estivesse cheia de espinhos, e sangue descesse por ela, mas não era tão doloroso quanto não dizer aquelas palavras.

Olhou Taehyung que não hesitou em o puxar para os seus braços. Jungkook arrodeou os braços no pescoço do menino e quase perderam o equilíbrio. Taehyung o apertava em si sentindo o cheiro dele que havia feito tanta falta. O segurava como se tudo dependesse daquilo. Sentiu o nariz gelado de Jungkook encostar no seu pescoço e se arrepiou o apertando mais em si.

— Não se afaste mais, por favor. — disse ofegante pelo abraço e se soltou segurando o rosto dele perto do seu. Ele queria o beijar, mas não deveria, e os olhos dele encontraram os seus. — eu não sei o que é, mas eu não quero você longe, doí. — ele sabia o que era, óbvio, mas era melhor não explanar sobre. Jin havia lhe contado sobre as crises que Jeon tinha sofrido e Taehyung ainda conseguiu conter alguns dias, mas a preocupação quase lhe queimava por inteiro.

— Eu não quero você longe, também. — Jungkook disse quase em um sussurro e subiu seus dedos frios ao rosto de Taehyung que sentia o coração quase pular para fora de si. Jungkook nunca havia feito isso, ele não o tocava ele apenas deixa o Kim fazer em si. Mas Jeon precisava, ele precisava sentir Taehyung.

Seus lábios se curvaram em um mínimo sorriso logo após seus olhos fazerem o mesmo e Taehyung nunca havia visto algo tão adorável como aquilo. Viu Jungkook se aproximar e os lábios dele beijarem o seu rosto quase perto de sua boca. E o Kim comprovou que os lábios do outro eram macios assim como imaginava quando as vezes se perdia os olhando. Taehyung sorria e beijou o rosto inteiro de Jungkook que matinha os olhos fechados sentindo tanto carinho.

— Eu sei que você não gosta de falar sobre as coisas que te prendem. — o olhou enquanto falava baixo. — mas eu quero te ajudar, eu não aguento mais e ver desse jeito. — passou as mãos nos cabelos negros de Jungkook que sentiu algo vibrar em si. Jeon segurou a mão dele e se sentaram na cama. O mais novo cruzou as pernas e Taehyung fez o mesmo enquanto o olhava. Jungkook puxou as últimas forças tinha.

— Eu tenho uma irmã, o nome dela é Sohye. — começou. — ela tem 16 anos, quando ela nasceu eu tinha dois anos, ela tem uma doença que ainda não foi descoberta, é algo no sangue que afeta todos os órgãos dela. — o olhava. — ela nasceu prematura e um pouco deformada, pode parecer brincadeira, mas eu lembro do dia em que a minha mãe trouxe ela pra casa e ela mandou meu pai me levar no quarto, eu me aproximei e ela disse "está vendo Jungkook, ela é doente e sabe o porquê? é sua culpa, você é uma criança malvada e tudo isso fez com a que sua irmã viesse assim, Deus castiga os maus."

— Não, não continua, eu não preciso... — Taehyung sentia o seu coração acelerado, era algo muito ruim para se dizer a uma criança.

— Eu preciso. — Jungkook falou sentindo os nervos pulsarem e Taehyung soltou o ar preso.

— Ok.

— Meu pai é um reverendo em uma igreja católica e a minha mãe trabalhava lá também, ela sempre foi muito dura e religiosa, desde pequeno eu lembro de ir todos os dias a igreja, rezar e ajudar o meu pai, minha vida sempre foi isso, eu não ia na escola e minha mãe nos ensinava em casa, os médicos disseram que a minha irmã não passaria de um ano, e eles erraram. — se endireitou. — minha mãe sempre foi muito dura comigo, desde de pequeno, Sohye era o metal precioso dela que eu depredava, no caso que ela dizia que eu depredava. — olhou a mão machucada. — sempre foi falado por ela que o mundo fora da nossa casa era o mal e que não deveríamos nos misturar, iriamos morrer se fizéssemos, no caso eu mataria a minha irmã.

Taehyung sentia à vontade chorar de antes muito mais forte naquele momento, Jungkook narrava secamente a história e isso lhe dava calafrios.

— Quando eu tinha seis anos, uma senhora da igreja foi na nossa casa, eu sempre gostei muito dela, ela sorria pra mim e dizia que eu era uma criança muito boa, ninguém na minha casa dizia isso pra mim então eu me sentia bem. — sua voz ficou vacilante. Jungkook lembrava tão bem daquele dia. — ela me levou uma barra de chocolate e disse que era um presente, ela me deu sem os meus pais verem e eu escondi, quando ela foi embora eu subi pro meu quarto e comi, e eu achei tão bom eu comi tudo como se fosse a última coisa que comesse na terra. — seus olhos brilharam e Taehyung sentiu a carga que as palavras dele passavam.

— Minha mãe viu, ela enlouqueceu disse que eu nunca mais deveria fazer de novo, eu mataria a minha irmã, na mesma hora Sohye começou a passar mal e a minha mãe gritava comigo dizendo que eu era o usado do próprio diabo para atormentar a vida deles. — Taehyung tinha os olhos cheios de lágrimas, conseguia sentir a dor na voz de Jungkook. — ela segurou o meu cabelo, e saiu me puxando escada abaixo para o porão que tinha na nossa casa, ele tirou a minha blusa, fez eu ajoelhar no chão cheio de areia e me deu um terço, me mandou repetir 50 vezes uma oração, quando eu estava na vigésima quinta eu senti algo arder nas minhas costas e eu gritei porque doeu tanto. — seus lábios tremeram e Taehyung sentia seu rosto molhado. — ela tinha me batido com um cinto, disse que era pra eu aprender, ela bateu mais inúmeras vezes até eu desmaiar de dor.

— Filha da puta. — Taehyung não conseguiria descrever a mulher narrada em outras palavras.

Jungkook respirou fundo sentindo as lágrimas instaladas nos olhos, doía, doía como se estivesse acontecendo naquele momento. Taehyung sentia ódio, puro ódio e dor.

— Eu acordei no outro dia e ela agiu como se nada tivesse ocorrido, e se seguiu assim por inúmeros anos, minha irmã cresceu e ficou pior de saúde, mas a Sohye, por mais que eu quisesse odiar ela, por mais que eu tivesse todo o direito de a odiar por ela ser quem faz da vida um inferno, ela o meu céu Taehyung. — piscou liberando as lágrimas. — ela é a única pessoa que me mantem aqui, eu só estou aqui por causa dela, é a única pessoa que eu amo, que me amou mesmo tendo crescido ouvindo que era doente por minha causa, ela sempre foi e vai ser a razão de eu não ter desistido da minha vida mais de uma vez. — era tão estranho falar sobre o assunto em voz alta, não era algo mais preso dentro dele.

— Você já tentou suicídio? — Taehyung falou quase sem voz, sentia o pescoço molhado.

— Quando você é o que mata uma pessoa, por que então não se matar de vez e deixar a pessoa em paz? — perguntou fungando. — eu injetei um dos remédios da minha irmã na minha veia, eu tinha 16 anos. — mostrou uma marca no braço. — eu tive uma convulsão e tive que ser internado por alguns dias, eu nunca tinha ficado tão decepcionado com algo como eu fiquei comigo mesmo por não ter conseguido. — suspirou. — voltei pra casa a minha irmã apenas chorava e a minha mãe nem olhava na minha cara, meu pai nunca falou comigo então não fazia diferença. — deu de ombros. — quando eu passei aqui eu desisti de primeira, minha mãe queria que eu desistisse e eu já estava tão cansado que eu fiz, mas a minha irmã disse que nunca mais falaria comigo se eu não viesse...

— Por que você não queria? — Taehyung limpou o rosto.

— Eu queria, mas Taehyung a minha cabeça ela é bagunçada eu realmente acredito que tudo de ruim que eu faço afeta a minha irmã, a culpa ela grita na minha cabeça, ela me deixa vulnerável, ela me machuca tanto, eu não queria viver com culpa é um sentimento que toma conta de mim e que eu não consigo fazer nada pra me controlar.

— Jungkook isso não pode ser possível, as coisas que você faz...

— Teve a festa de um menino uma vez e minha mãe não deixou eu ir, era da rua e eles sempre nos chamavam, era uma festa de 17 anos, ela ainda estava com ódio de mim por conta do que eu havia feito, Sohye me chamou e disse para eu ir, eu neguei e ele mandou eu ir e trazer um bolo pra ela, eu nunca havia feito isso antes, eu desci pela minha janela e fui, lá foi quando eu bebi álcool pela primeira vez. — riu. — eu bebi muito, e é tão boa a sensação, eu gosto de ficar bêbado porque as coisas na minha mente param de gritar. — mexeu as mãos em torno dela. — quando eu voltei pra casa não tinha ninguém lá, a minha irmã tinha tido uma parada cardíaca. — Taehyung fechou os olhos sentindo a dor imposta em cada fala de Jungkook.

— É complicado eu tentar entender que os meus atos não a machucam. — disse baixo. — tudo me leva a crer que sim, tudo. — suspirou. — mas ela não acredita nisso e ela tenta me fazer entender que ela é assim porque apenas nasceu doente, só que é muito forte é muito grito, são cenas e momentos que me deixam com medo, dela tendo convulsões, dela praticamente morrendo, da minha mãe me espancando até eu desmaiar e muita coisa junta e eu não sei mais o que fazer. — abaixou a cabeça colocando a mão à frente dos olhos. Taehyung sentia tanta dor por aquilo. — eu me afasto porque Taehyung eu sinto culpa por ficar com você, perto dos outros meninos também, mas você é algo muito acima. — o olhou.

— Culpa de mim?

— Taehyung, eu gosto de passar momentos com você, eu gosto de ouvir você falar, eu gosto de sentir o toque das suas mãos no meu rosto, dos seus lábios na minha pele, são sensações enormes que eu não poderia simplesmente descrever em simples palavras, eu só gosto de você e do que você me faz sentir, mesmo que eu não entenda o que seja, mas eu gosto. — Taehyung tinha o corpo totalmente arrepiado. — uma parte enorme grita que é errado, é muito errado e eu sinto uma culpa extrema, mas você é o meu prazer com culpa, só de ter você perto tudo em mim entrar em combustão e por mais que eu entre numa briga mental comigo mesmo sobre tais momentos, eu adoro sentir tudo em mim queimar quando eu te olho.

— E-eu... — ele estava simplesmente perdido em todas as palavras. Jungkook havia acabado de confirmar que gostava de Taehyung? Era isso mesmo que ele tinha ouvido?

Se aproximou vendo lágrimas rolarem pelo rosto de Jungkook, ele sentia um certo alivio do peso que foi tirado de suas costas. Falar as situações alto lhe davam uma visão maior sobre tudo. Taehyung limpou o rosto dele sentindo ele arrepiar. Tendo a plena visão dos olhos escuros perto do seu e encostou as suas testas sentindo a respiração pesada dele e quente bater de encontro ao seu rosto. O abraçou deitando com ele. O apertou em seu corpo enquanto o sentia tremer.

— Se te faz melhor, eu também sinto tudo em mim queimar quando eu te olho. — Taehyung falou acariciando o rosto de Jungkook. — eu sinto muito por tudo isso que você passou, mas sabe Jungkook, mesmo eu não acreditando em Deus, eu nunca vi ele como uma entidade má, as pessoas o tornam mau, porque as pessoas são más e querem algo para se apoiarem, ele nunca puniria você pelos seus atos, o livre arbítrio existe Jungkook, você pode fazer o que quiser, nada te prende, seus atos não diminuem a sua devoção e a sua fé em Deus.

Jungkook sentia uma sensação estranha e boa dentro de si. Ele olhou Taehyung dando um mínimo sorriso e se abraçou nele, como se agradecesse pelas palavras e realmente era o que fazia. Falar as coisas alto lhe mostrava o quanto aquela situação sobre si era errada. Mas primeiro precisava conserta sua mente para poder tentar mudar as coisas. E dessa vez eu ele estava decidido a apenas viver, sem cobranças.


Notas Finais


:))))))))


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