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História Guinho, o gnomo gigante - Capítulo 1



Notas do Autor


Olá💖💖 como vocês estão? Eu espero que estejam bem. E, se não, relaxem, as coisas vão melhorar, elas sempre melhoram <3 uma hora vai dar certo É minha primeira vez escrevendo pra esse projeto e eu estou muito feliz, tô adorando demais fazer parte dele Bom, meu nome é Mariana, e eu sou bem legal às vezes, mas só às vezes mesmo Espero que gostem do capítulo e boa leitura 💖💖💖 Venham boiolar por sope comigo

Capítulo 1 - Eu vou é dormir que ganho mais


Fanfic / Fanfiction Guinho, o gnomo gigante - Capítulo 1 - Eu vou é dormir que ganho mais

— Boa noite, Sra. Park! — cumprimentei a mulher, que sorriu para mim em resposta.

— Boa noite, querido! — Ela respondeu. — A que devo esta prazerosa visita?

— Nada demais, noona. — Ri. — Eu queria comprar algo. É para dar um "tcham" no meu jardim, sabe?

— Oh... Entendo. Já tem ideia do que vai levar?

— Bom, eu estive pensando em um gnomo de jardim. Você, por acaso, tem um desses no meio dessa baderna de prateleiras? — perguntei e ela deixou um tapa na minha nuca em meio a risadas. 

— Você é um rapaz muito insolente, sabia? — falou ainda rindo. — Eu devo ter, deixe-me procurar. — Ela pediu e adentrou o estabelecimento.

Já sugeri várias vezes à senhora Park de contratar um ajudante para auxiliá-la na organização da loja. Já até quis voluntariar-me para a vaga, mas tenho meu trabalho nas minas, não posso, de jeito nenhum, perder esse emprego.

Sra. Park é minha única companhia aqui na vila.

De fato, nós mineiros costumamos ser bem solitários, é difícil você encontrar um mineiro em um relacionamento, mais ainda com amigos de fora das minas, então costumamos desfrutar da companhia aldeia. Eu tinha muitos amigos no meu antigo campo, mas fui transferido para cá e, aparentemente, nenhum dos trabalhadores foi com a minha cara.

A propósito, meu nome é Jung Hoseok. É estranho, certamente, o fato de eu ter dito meu nome do nada, bem no meio de uma linha de raciocínio, mas eu nunca fui muito linear e organizado, então relevem isso, por favor.

— Aqui estão eles, hoba. — Ela disse e pôs uns sete gnomos de jardim no balcão. — São todos os que eu tenho, encomendei mais, porém, ainda não chegaram. Fique a vontade para escolher.

Confirmei com a cabeça e ela sorriu, passei a concentrar-me nos gnomos na mesa.

Eram todos muito bem esculpidos, mas um deles me chamou atenção. Era menor que os outros, seus cabelos eram verdes e não tinha barba, além de que seus olhos brilhavam de uma forma diferente.

Apanhei ele e o observei com mais cautela. Eu poderia jurar que ele estava olhando para mim. Isso me assustou. Eu não sou tão doido assim, juro. Eu apenas tenho um leve medo de bonecos, e gnomos de jardim não são muito diferentes de bonecos.

— Vou levar esse — disse.

Me julguem.

— De fato, é adorável — respondeu a mulher.

Se esse boneco for assombrado, eu ainda estou no lucro. Cansei da monotonia na minha vida, sinceramente. Vamos levá-lo, vai que ele fala e me tira dessa solidão. Risos.

Ah, qual é, até parece que tem algo demais nesse gnomo.

— Aqui está. — Ela entregou-o em minhas mãos dentro de uma caixa revestida internamente por algodão e papel. — Tome conta dele direito, ok? Esse aqui é bem frágil, veio de muito longe.

— Okay. Obrigado, Sra. Park. — Sorri para ela, que sorriu de volta. — Até mais.

— Até mais, querido.

Saí do estabelecimento com a caixa em mãos. Caminhei apreciando ao céu, às ruas, às plantas e aos vários lagos na estrada até a minha casa. A noite estava radiante, chutaria que, há muito tempo, não sentia um dia assim.

Talvez porque, pela primeira vez, depois de três anos, eu não esteja voltando para casa sozinho.

Tá, é um gnomo, mas é uma companhia! Eu não tenho muita opção de escolha não, parça.

Não demorei muito a chegar em casa. Apesar do caminho ser longo, eu estava relativamente distraído e isso me dispersou das noções de tempo. Assim que pisei os pés na fachada de minha residência, corri até o pequeno jardim que cultivava e repousei a caixa ali. Tirei o gnomo, livrei ele do aperto dos papéis e algodão e o coloquei em meio às pequenas rosas que nasciam. Sorri.

É um gnomo fofo.

— Tchau, pequeno campeão. — Ri. Eu estou falando com um gnomo de jardim. Até que ponto a solidão vai me levar? — Proteja as minhas rosas.

Saí do jardim, entrei em casa e tranquei a porta. Fui até o armário e peguei uma garrafa de vinho. Poderia vendê-lo, era bem antigo e me daria um bom dinheiro.

Mas de que adianta dinheiro se eu não tenho com quem gastar, não é?

Enchi um copo enorme e bebi tudo. Senti meu corpo amolecer. Caminhei a passos arrastados até a varanda e sentei no chão frio.

— O céu está lindo, não é, mamãe? — perguntei e sorri. — Por que demorou tanto para voltar? Como está papai?

Vi sua imagem aparecer em minha frente, com um sorriso doce e acolhedor. Caminhou lentamente em minha direção e sentou-se ao meu lado.

— Está lindo sim, querido. Você não tinha vindo me chamar antes, e até estava indo bem. Já falei como odeio ver você bebendo essas coisas.

— E-eu não aguentei, mamãe... — Sinto uma lágrima caindo de meu olho, mas pouco ligo. — Estava com muita saudade. Me sinto tão só.

— Isso vai passar, querido, eu prometo.

Ela abriu os braços e eu me aconcheguei ali. Não me lembro de muitas coisas depois disso, apenas de ter me sentido um pouco menos só.

E de ter acordado com uma baita dor de cabeça.

— Merda — reclamei assim que abri os olhos e recebi a claridade do dia.

Meu corpo inteiro doía, minha cabeça latejava. Olhei para o lado e vi duas garrafas de vinho vazias. Sentei-me. Os pássaros cantavam de forma adorável, mas eu só conseguia pensar no mal que estavam fazendo para minha cabeça, tendo em vista a dor que me maltratava. Peguei os recipientes e levantei, indo em direção à cozinha.

Assim que cheguei lá, deixei as garrafas na pia, peguei um copo limpo, enchi com água e bebi. Minha garganta se encontrava extremamente seca. Abri a despensa e peguei qualquer coisa que pudesse me servir de café da manhã. Levou pouco tempo para que tudo estivesse em minha barriga.

Após tomar um rápido banho e escovar os dentes, bati na porta da vizinha.

Precisava muito de uma sopa para ressaca, e não sabia fazer.

— Jung! O que faz aqui? — perguntou a senhora.

— Bom dia, sra. Lee. A senhora poderia me fazer uma sopa para ressaca, por favor? — Indago educadamente.

— Mas é claro. — Ela sorriu. — Vamos, entre, eu preparo para você. — A idosa abriu espaço e eu logo entrei na residência.

A casa da Sra. Lee é, de fato, muito aconchegante e receptiva. Talvez, nem seja pela casa em si, que é bem simples, mas é a energia. A Sra. Lee em si tem uma energia muito boa, e a casa dela parece que suga tudo de ruim que temos aqui dentro por alguns minutos.

— Andou viajando de novo? — perguntou. É assim que ela se refere aos "encontros" com minha mãe.

— Sim... — Informei-lhe um pouco desanimado enquanto ela cortava os ingredientes para fazer a sopa.

— Você anda tão sozinho, meu filho, isso me preocupa. — Ela começou. — Eu já estou velha, não posso mais lhe fazer companhia como antes. Mal vejo você sair para se divertir ou algo do tipo. Não tem nem uma namoradinha?

— Não. — Ri fraco. — Meu ideal de diversão não é igual ao da maioria dos jovens daqui. Nada me diverte nesse povoado, mas eu não tenho como sair daqui, não tenho para onde ir. Cansei de ficar sozinho, mas as pessoas daqui me cansaram, menos a senhora, e algumas outras senhoras daqui.

— Você já gosta de uma velha, né? — Ela falou e eu caí na risada.

Conversamos mais um pouco, até desabafei, mas sem peso. Com a Sra. Lee eu não sinto peso ao falar de coisas ruins. Ela terminou a sopa rapidamente e eu a tomei, sentindo-me um pouco melhor. Agradeci humildemente e me despedi antes de sair da residência, voltando à minha casa.

Crianças corriam pela rua como uma manada de javalis loucos, pássaros cantavam harmoniosamente e as flores exalavam seus sedutores cheiros, mais que no mês passado, anunciando a chegada da primavera. Eu sempre gostei muito da primavera.

Mamãe também amava.

Suspirei e abri o portão de casa, entrando e fechando-o em seguida. Iria direto para dentro da residência, mas resolvi passar no jardim antes.

Lembrei que ainda não havia dado um nome ao gnomo.

Não existe uma justificativa lógica e útil para dar um nome a um gnomo, eu apenas quero. E não, não vem me dizer que é a solidão, porque não é.

Mentira, é sim.

Sra. Park uma vez me disse que, quando se sente sozinha, ela conversa com as plantas, e que faz isso desde novinha. Então por que eu não posso dar um nome ao meu gnomo, não é? Não que eu vá conversar com ele, mas é bom ter um nome para se referir a ele.

Me agachei e olhei bem na face dele.

— Hm... Deixe-me ver. Louis? — Comecei a pensar em voz alta. — Não, muito pomposo. — Fiz uma pausa para raciocinar. — Jim? Guin? Hm.... Não, não combina. Que tal... Guinho! Guinho? Guinho. Soou bem. Guinho é a sua cara, camarada. — Sorri. — Vai se chamar... Espera, o que é isso?

Percebi que, ao lado do gnomo, digo, Guinho, havia uma pedra, mas ela estava arranhada, e alguns arranhões pareciam letras. Pensei em ignorar, mas acabei pegando a pedra. Vai que tem alguma coisa?

Limpei-a e a analisei com mais cuidado, era uma frase, estava escrita em espanhol.

"Eu não sou um gnomo, meu nome é Min Yoongi. Fale com a sra. Lee."

Como eu aprendi espanhol? Essa história fica pra outro dia. Mas não é muito legal, também.

Okay, eu fiquei um pouco assustado. Vamos lá:

1. Se eu acreditar no que essa pedra me diz, eu vou estar acreditando que meu gnomo é um humano. Obviamente, um humano, até porque animais não escrevem;

2. Por que a frase está em espanhol se o nome do escritor é coreano?

3. Por que diabos esse gnomo/humano conheceria a sra. Lee?

Deve ser alguma brincadeira boba das crianças, eu tenho certeza. E devem até ter pedido ajuda à bibliotecária, ela é uma das únicas quatro pessoas bilíngues nesse vilarejo. Já tem 83 anos, certamente não se ligou de que poderia ser uma brincadeira de mau gosto.

— Que loucura, não é, Guinho? — falei e ri. Guardei a pedra no bolso e saí de lá para entrar em casa.

Sim, eu disse que não falaria com o gnomo, mas acabei falando.

Qual é? Foi divertido. Aposto que, se você comprasse um gnomo, iria conversar com ele também, eles parecem ser bons ouvintes.

Eu vou é dormir que eu ganho mais.


Notas Finais


Foi isso! Espero que tenham gostado, de verdade, eu fiz com muito carinho <3 gostaria de agradecer à @Abibliofobia pela excelente betagem e à @BUSANJIMIN pela capa mais que perfeita 💖💖 elas são muito talentosas, gente, eu tô passada Um beijão na bochecha e até a próxima <3


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