História Gun And Peace Online - Capítulo 42


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Categorias Naruto, Sword Art Online
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Inojin Yamanaka, Metal Lee, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shinki
Tags Borusara, Naruto, Sao
Visualizações 49
Palavras 2.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Preciso dizer, antes de tudo, que esse capítulo me fez chorar e AGORA EU NÃO CONSIGO PARAR DE CHORAR! Espero que gostem! E eu ainda to doente, então... Mas vamos ao que interessa!

Capítulo 42 - Você é o melhor de nós.


A mesa de madeira treme conforme eu soco. Um soco, um chute, outro soco.  Eu preciso extravasar toda a raiva que eu estava depois da reunião com TakashiMoon que deu em absolutamente nada. Ele diz que cansou de procurar por Sarada depois de um dia do desaparecimento dela e mandou com que eu parasse. A desculpa dele é que ela era covarde demais para aguentar a Peacenight e fugiu. Soco mais uma vez a mesa e, dessa vez, ela se parte no meio. Eu chuto o que restou ela, ainda furioso. 

Atrás de mim, na parede ao lado da porta, estava Shikadai, com as mãos no bolso e apoiado na parede, o pé direito encostado na parede e ele olhava para mim sem piscar. 

-Bolt-kun... - Resmunga ele -... Que saco... O que faremos? 

-Acho que matar aquele merda seria uma solução adequada. - Rosno, pegando um pedaço a mesa e jogando na parede, destruindo mais ainda. 

-Matar Takashi jamais será a solução. - Resmunga Shikadai. - Quer um saco de pancada? 

-Quero a cabeça dele. 

-Boruto. 

-Como ele ousa dizer que ela fugiu? Caralho! 

-Nós sabemos que ela não fugiu e é isso que importa no momento, Boruto. 

-Eu vou enchê-lo de porrada. 

-Boruto, esse ódio não te faz bem. - Fala ele, revirando os olhos. - Você não pode bater no seu superior que, não querendo esfregar na sua cara, mas já fazendo, é muitos níveis acima de você. Você esqueceu que ele ganhou da Sarah-chan? 

-ELE ROUBOU, DATTEBASA! - Berro, virando-me para ele com ódio no olhar. - ACONTECEU ALGUMA COISA NAQUELA LUTA E SARADA SABE! ENGRAÇADO COMO ELA, A ÚNICA QUE SABE, DESAPARECEU! 

-Acho engraçado uma coisa... - Fala ele, mais para ele mesmo do que para mim. -... Por que cortaram o cabelo dela? 

-Talvez tenha sido ela mesma, se o sequestrador tivesse pego no cabelo dela... - Falo para ele, dando de ombros, ainda pensando no meu plano de matar Takashi que, até agora, não estava dando certo. 

-Isso é estranho... E me é familiar ao mesmo tempo... 

-Bolt-Onii-Chan! - Berra Susumo, entrando com tudo na “tenda” de Shikadai, que parece mais uma casinha com porta de pano. 

Sim, eu estou quebrando a mesa de Shikadai e ele só está observando. 

Se eu tenho um problema psicológico ou algo parecido? Devo ter, mas vamos concordar que Shikadai tem mais. 

Susumo ainda estava usando os trajes de Peacenight enquanto eu havia começado a tirar a minha após a reunião com Takashi. Eu realmente sinto agora que eu não faço mais parte da Peacenight. 

-Eu já sei o que aconteceu com Sarah-Onee-Chan... - Fala Susmy. 

Shikadai e eu encaramos o menino, como se estivéssemos olhando para ele, pela primeira vez. 

-Onde ela está, Susmy? - Falo, devagar, como se, se eu falasse algo errado para ele, ele iria fugir e nunca mais voltar. Sinto-me um idiota por causa disso. 

-Mamãe. - Ele fala, simplesmente. Seus olhos verdes encarando os meus azuis. - Ela contava para gente uma história de terror. 

-Uma história de terror? Que história de terror seria essa? - Pergunta Shikadai, tanto ele quanto eu estávamos curvados para o menino. 

-Posso contá-la para vocês, se vocês quiserem! - Ele fala, sorrindo. 

-Conte agora, por favor. - Digo, rapidamente. 

Susumo parece mudar de pessoa, assuminando a postura de um narrador e para de sorrir. 

-A história começa com uma adorável mulher, como toda história de terror, que caminhava calmamente no meio da floresta, como esta que está em nossa volta, mas a diferença entre ela e nós é que ela nasceu ali. Sabia onde ficava cada galho e cada flor. Sabia cada ser vivo que ali habitava e seus esconderijos. Ela era jovem, não tendo mais que vinte anos e usava um lindo vestido bege, mostrando que ela tinha dinheiro o suficiente para ter o que comer, nada mais. Conforto? Jamais! Mas ela não se importava com isso porque acreditava que o mundo era composto por algo mais do que simples moedas de ouro e isso este pensamento era raríssimo entre as pessoas. Oras, quem não liga para aquelas brilhantes moedas de ouro? A mulher era uma. Ela acreditava fielmente que tudo tinha uma explicação para ter acontecido e que o que se planta, é obrigatoriamente colhido. Se você planta amor, você colhe amor. Se você planta ódio, colhe ódio. Se você planta algo terrível, isso irá devorá-lo... 

Ficamos um pouco em silêncio, digerindo cada palavra que o garoto disse. Quando, de repente, um berro do meu lado: 

-DESCOBRI! DESCOBRI O PORQUÊ ERA TÃO FAMILIAR! Mendokusê, não é possível. - Encaro Shikadai como se ele fosse um estranho. Do que ele estava falando? 

 

~Em um lugar ao longe~ 

 

Escuridão. É apenas isso, nada mais. Meus outros sentidos parecem ficarem aguçados. Sinto um cheio tão podre que eu estava ficando sufocada a cada segundo que se passava. Sinto dor. Uma dor intensa na cabeça e na barriga. Aos poucos, minhas lembranças começam a voltar. Sou Sarada Uchiha, herdeira de Sasuke Uchiha e Sakura Haruno. Tenho dezessete anos. Tenho um irmão caçula chamado Susumo Uchiha. Estou presa em Gun and Peace Online com meu irmão e Boruto Uzumaki, minha paixão de infância que persiste até hoje. Respiro fundo mais uma vez aquele cheiro podre e minha cabeça lateja. Céus... O que aconteceu mesmo? 

Lembro-me de estar ouvindo aquele discurso de merda e os olhos de TakashiMoon em mim, estudando-me. Lembro-me da mão quente e delicada de meu irmão caçula na minha mão. Sinto o olhar dele em mim também e só por causa disso eu ainda estava parada ali e não pulando na garganta daquele idiota. E, de repente, tudo ficou escuro. A temperatura caiu bruscamente e lembro-me de segurar firme a mão de um Susmy assustado. Seria um pane no sistema de GAPO? Foi quando eu senti aquelas garras roçando em minha barriga e eu me arrepiei toda. E, antes que eu pudesse reagir, aquelas garras se afundaram em minha carne e eu não consegui conter o gemido de dor. As garras me puxam para trás, longe de Susmy, que continua segurando a minha mão com força, chamando-me. As garras parecem rasgar as minhas entranhas e eu queria implorar para Susmy me soltar, mas eu não conseguia falar nada além de gemer de dor.  

Lembro-me da voz de Boruto, chamando-me, mas parecia tão longe... 

E tudo apagou. Eu sei que eu desmaiei. E agora estou aqui. Não consigo sentir nada além da dor agora. Eu estou morta?  

-Sarah-Chan... - Uma voz, ao longe, muito familiar... 

Onde eu estou? Quem está falando?  

Uma lembrança me domina, independente da dor e desse cheiro. A lembrança parecia tão real... Como se estivesse acontecendo agora... 

Eu devia ter uns nove anos. Eu usava qipao vermelho sem mangas, shorts claros por baixo, meias e aquecedores de braços roxas que eu gostava tanto, sandálias shinobi.  

-Tadaima! - Diz uma voz atrás de mim e eu viro os meus calcanhares, encontrando o olhar ônix de meu pai. Não consigo segurar o sorriso. Sasuke Uchiha está de volta. 

-Okaeri, papa! - Grito, pulando no pescoço dele para enchê-lo de beijos. Ele ri, uma risada que é difícil de ser feita por ele e eu me sinto completa. Há quanto tempo eu não revia meu pai? Parecia tão real, ele ali, depois de todo esse tempo em GAPO. - Senti tanto a sua falta. 

Meus olhos ardem e eu sei que meus sharingans vão à tona por conta dos meus sentimentos intensos. Encho o meu pulmão com o cheiro de meu pai. Céus, o que eu não daria para estar nos braços dele novamente? Aperto o meu abraço e um soluço estava dos meus lábios. Meu pai me abraça forte e sua cabeça encosta na minha. 

-Hey, princesa, por que está chorando? - Diz ele, em um sussurro que enche a minha alma. Ele, no final das contas, importava-se comigo. 

-Por nada, pai. É só que... - E deixo as palavras morrerem. Outro soluço escapa. 

-É só que...? - Pergunta ele. Sinto uma movimentação atrás de mim e meu pai olha em direção do que, provavelmente, é a minha mãe. - Pirralha, pare de chorar. Não sou bom com essas coisas como a sua mãe. - Ele fala, de uma forma carinhosa e eu não consigo conter um sorriso. Ele me afasta dele, com uma mão em meu ombro e eu esfrego os olhos, para limpar as lágrimas. 

-Não, pai. - Falo e deixo os meus braços caírem ao lado do corpo. Meus olhos, tão semelhantes aos dele, estudam cada detalhe daquele rosto tão parecido com o meu. - Você faz melhor.  - O ônix virou vermelho-sangue. Tanto o meu quanto o dele. E Sasuke Uchiha não conseguiu conter o sorriso. - Você cicatrizou a ferida que, por tantos anos, estava aberta. E é por isso que você sabe, melhor do que ninguém, como é essa dor que eu estou sentindo. 

Um silêncio prevaleceu por alguns minutos, sendo interrompido pelo choramingo de minha mãe, atrás de mim, mas nem meu pai e nem eu ligamos para isso. Ficamos nos encarando por um tempo. E o sorriso dele aumentou. 

-Sarada. - Ele diz, com convicção. - Já disse e sinto que preciso repetir: você, definitivamente, é o melhor de mim, baka. - E os dedos dele tocam em minha testa, naquele gesto tão simples, mas que significa tanto para o meu clã. 

E eu choro, como uma criança. A escuridão retorna, mas não consigo parar de chorar. 

-Papa... - Choramingo, chamando meu pai em vão, mas sinto que, eu preciso dizer. Meus pais disseram que estavam ligados por pensamentos. Será que eu também estou ligada ao meu pai, igual a mamãe? 

Soluços surgiram, um atrás do outro, e eu não consigo mais parar. Grito. As lágrimas parecem não ter fim. Papa, eu sinto tanto a sua falta... Por favor, pai, me tira daqui... Pai, eu não consigo mais. Não aguento mais. Choro mais toda vez que eu imploro para o meu pai e lembro-me que ele jamais poderá estender a mão para mim. O que ele pensaria de mim, nesse momento? Ele sentiria, no mínimo, vergonha da merda que eu sou. Eu preciso ficar, proteger Susmy, mas eu estou cansada... Cansada de ficar só. Cansada de ter medo. 

Minha família foi embora. Agora é só Susmy e eu em GAPO. Nunca mais... Nunca mais... 

-Merda... Tsc – choramingo. 

 

~Fora de GAPO~ 

 

O corpo de Sarada estava deitado naquela maca branca faz tanto tempo... Sakura colocou uma camisola branca nela e eu sinto ódio. Por que minha filha parecia tão morta, mesmo com aquele aparelho dizendo que o coração dela está batendo? A pele dela estava acinzentada, os cabelos sujos, esparramados no travesseiro branco, a boca estava azulada e rachada. Aquela merda de capacete ainda estava nela e, mesmo eu tendo uma vontade enorme de tirar aquele aparelho e quebrá-lo em mil pedaços, sei que não devo desligar. Seria o fim da minha menininha. O que me resta? 

Seguro a mão gelada da minha princesa e levo-a até a minha testa. Não consigo mais aguentar. As lágrimas caem.  

-Tsc... - O som escapa dos meus lábios enquanto as lágrimas não param de cair. Meus cabelos caem em volta do meu rosto, escondendo as lágrimas de qualquer um que entrasse no quarto dela.  Sei que meu caçula está na mesma situação, no quarto ao lado, mas... É tão diferente... Sarada é diferente de Susumo. 

Sarada é minha pequenina. Enquanto Susumo é meu campeão. Eu não sei explicar... Só sei dizer que sinto que Sarada precisa mais de mim do que Susumo. E agora estou aqui, sentando nessa cadeira, como todos os dias, desde o dia em que eu cheguei em casa e descobri que meus filhos estavam presos nessa merda de jogo. 

Naruto me ligou semana passada, querendo saber notícias deles, mas eu não consegui dizer nada. E ele soube que eu ainda estava abalado. Ele me contou que o garoto mais velho dele também estava nessa situação e, desde então, ele não para de me ligar, querendo saber mais e mais.  

Eu ainda não estou pronto.  

Sakura me disse, mais cedo, que estava desistindo deles. Disse que, se o jogo não matasse nossos garotos, o próprio organismo deles faria. Os órgãos estavam atrofiando, disse ela, não vão durar muito. Brigamos feio, como nunca havíamos feito depois que casamos. E, desde então, estou sentado aqui, olhando para metade do rosto da minha garotinha. 

Eu perdi o meu clã. Vi todos serem mortos. Os corpos caídos nas ruas. Vi o sangue do meu pai e da minha mãe derramado no chão. Vi a espada de Itachi ensanguentada. Lembro-me do desespero. O medo. Mas o sentimento atual parecia muito pior. 

Eu estava vendo a minha princesinha morrer?  

Um soluço escapa dos meus lábios e eu aperto mais a mão macia da minha herdeira. E, de repente, escuto um som abafado. Eu fico parado, de repente. Escutando.  

Foi quando eu escutei novamente um soluço baixo vindo de dentro do capacete. As lágrimas em meu rosto continuam escorrendo, mas não soluço mais, não faço barulho nenhum.  

Lágrimas escorrem pelo capacete e os lábios arroxeados e rachados de minha filha soltam outro soluço. Ela também estava chorando? Fico perplexo por um tempo. 

-SAKURA! - berro e minha esposa surge rapidamente dentro do quarto. -Sarada...? 

Sakura dá a volta na cama de Sarada e segura a outra mão dela. 

-Amor? Amor da mamãe? - Ela sussurra e vejo que Sakura também está chorando. - Você pode me ouvir? 

-Tsc... - Sarada estala a boca e sinto o meu coração bater mais forte. - Eu sinto... Tanto medo... - Fala a voz frágil dela. 

-Pirralhinha? - Balbucio o apelido que dei para ela desde pequena.  

-Gomen, papa. - Ela resmunga novamente, tão baixinho que não parece ser real. Sakura olha para mim, com os olhos verdes arregalados, mas eu ignoro, continuo olhando para o rosto da minha filha. - Eu falhei... 

-Ela acordou? - Pergunta Sakura, piscando os dois olhos para mim, sem acreditar no que estava acontecendo. 

Não consigo aguentar e volto a chorar, fazendo que não com a cabeça. 

-Pirralhinha, tenho certeza absoluta que você não falhou. - Sussurro, beijando de leve a mão frágil e quase sem vida dela. - Eu disse para você, você é o melhor de mim. Eu não sei o que está acontecendo com você agora, meu amor, mas eu quero que você faça o seguinte: vá lá e mostre que você é filha de Sasuke Uchiha, você consegue me entender, meu amor? 

-Não deixe ninguém vivo. - Fala Sakura, passando a mão de leve no rosto descoberto da nossa menina, limpando as lágrimas. - E saia daí, com vida. 

-Eu... Não... - Resmunga ela, debatendo-se um pouco. Sakura e eu seguramos o corpo frágil de Sarada, para impedir que ela se machucasse. -... Sinto... Tanta Falta... Família. 

-Nós sentimos a sua falta também, meu amor. - Chora Sakura, agarrando-se ao corpo dela. - Nós estamos aqui, filha. Esperando você e Susumo retornar. 

-Você é nosso orgulho, Sarada. - Passo o meu dedo indicador em sua bochecha gelada. As lágrimas caem.  

Perder um filho é pior que perder o clã inteiro, céus... Quanta dor... 

-Você é o melhor de nós. - Fala Sakura e eu, ao mesmo tempo. 


Notas Finais


Olá, olá! Eu ainda estou doente, por isso que não sei quando vou colocar o novo capítulo aqui. Peço desculpas para vocês por isso. E eu estou chorando muito aqui por causa desse capítulo, e vocês? O que vocês acharam?
Obrigada pelo carinho que vocês deixaram no capítulo anterior, vocês são uns amores! Bom, até o próximo capítulo, espero que tenham gostado desse!
Obs.: Espero que tenham gostado de dar uma olhadinha no mundo fora de GAPO!


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