História Gunn - Capítulo 6


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Categorias PVRIS
Tags Gay, Lgbt, Lyndsey Gunnulfsen, Lynn Gunn, Pvris, Yuri
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Palavras 2.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Jed's house


Fanfic / Fanfiction Gunn - Capítulo 6 - Jed's house

Os meus olhos passavam pela a figura um pouco pálida que estava sendo refletida no espelho a minha frente, meu olhos estavam com as bolsas arroxeadas disfarçadas por uma camada fina de corretivo, que estavam me ajudando com a minha aparência cansada, usava apenas um brilho labial e máscara de cílios, algo tão básico que me deixava com um ar mais natural, estava pronta para mais uma noite com os meus amigos, estava indo para a casa de Jed para uma “festa do pijama”, onde estaria eu, Maddie e o moreno, apenas comendo porcarias e assistindo filmes ruins.

Maddie já tinha ligado-me mais de quatro vezes perguntando se eu já estava chegando mas eu tinha que explicar que ainda estava em casa arrumando a minha bolsa para passar quase dois dias na casa do mais velho, e nas quatro vezes ela bufou e falou para eu parar de enrolar, terminando com ela desligando na minha cara. Ela não era uma pessoa paciente.

Levantei-me da cadeira branca de madeira que acabou por achatar o meu bumbum, indo até a minha cama onde estava a minha bolsa preta de escola e uma blusa que eu tinha escolhido para eu usar quando sair,  pois provavelmente estaria um pouco frio lá fora. A vesti com cuidado para não bagunçar o meu cabelo que estava preso em um rabo de cavalo alto, coloquei a minha bolsa em minhas costas a qual estava um pouco pesada, peguei o meu celular que estava em cima do criado mudo e saí de meu quarto sem antes desligar a luz do mesmo.

Em passos apressados desci as escadas conseguindo ouvir a conversa de minha mãe com alguém desconhecido pelo telefone, ouvindo o som irritante dos seus saltos finos baterem contra o chão de madeira, fazendo um som oco. Parei perto de seu corpo, esperando a sua conversa acabar para me levar até a casa de Collins que ficava alguns minutos de distância.

Ela falou mais algumas palavras que não me esforcei para entender antes de se despedir da pessoa e encerrar a ligação, arrumando a sua postura e me olhando com os seus olhos caramelo.

— vamos? —perguntei, vendo ela assentiu com a cabeça levemente, colocando o seu telefone em seu bolso e pegando as chaves do carro que estava em cima de mesinha de centro.

Saímos da casa sem trocar uma única palavra ou apenas tentar falar algo, apenas entramos no veículo escuro e seguimos o caminho até a casa de Jed em silêncio, peguei o meu celular e mandei uma mensagem para a morena, avisando que estava na metade do caminho e que logo chegaria. O rádio estava ligado em uma estação qualquer que passava uma música bem calma e melancólica, tão calma que fazia os meus olhos pesarem e a minha cabeça tombar para o lado, assim olhando para a lateral da rua onde várias casas estava hospedadas, que depois de alguns segundos foram substituídas por árvores que aos poucos eram engolidas pela escuridão da noite.

Ouvi a minha mãe murmurar algo quando olhava para as suas coxas, mas não entendi as palavras que ela tinha usado então acabei ficando um pouco confusa quando ela começou a procurar algo pelo carro. A perguntei se precisava de ajuda mas ela negou, dizendo que apenas tinha derrubado a sua corrente e não estava conseguindo achar.

O carro parou em frente a casa azul de madeira de dois andares que tinha uma van branca estacionada na garagem, as luzes acesas mostravam que tinha pessoas lá dentro e elas estavam acordadas. Me despedi da minha mãe com um beijo na bochecha, murmurar um “tchau” e me retirando do carro, assim que coloquei os meus dois pés na calçada acinzentada o carro deu a partida e foi embora com uma certa rapidez, a minha mãe tão paciente quanto Maddie.

Andei em passos lentos até a porta da frente, olhando cada detalhe da casa que tinha uma aparência antiga e assustadora, Jed tinha a comprado fazia alguns meses e estava morando nela oficialmente há apenas cinco semanas, não poderíamos dizer que ele estava totalmente independente pois era bem perto da casa de seus pais mas era um bom começo, tinha comprado apenas para não morar no campus da universidade, não iria conseguir dividir o quarto com um nerd ou drogado, ou os dois.

Tinha muitas histórias de fantasmas que eram contadas por vizinhos e moradores antigos mas isso só foi uma ajuda a mais para convencer o moreno a compra a casa, ele amava histórias de fantasmas e coisas macabras já que nenhuma delas dava realmente medo nele, então ele tinha uma pequena obsessão por sua nova casa de fantasmas.

Bati na porta de madeira algumas vezes ouvido o seu brilho oco se expandir no silêncio que estava naquele local, logo o som de passos foram ouvidos dentro da casa, sendo seguido pelo som da chave girando e destrancado a porta. O moreno estava com uma máscara verde em seu rosto junto a uma tiara de orelhas de gatinho que impedia o seu cabelo de cair sobre o seu rosto, a sua feição era seria como se já esperasse a minha reação, instantâneamente comecei a rir do estado do mais velho que apenas riu sarcasticamente quando revirava os olhos.

— pode rir mas pelo menos a minha pele vai ficar melhor que a sua —falou sério, dando espaço para eu passar.

— desculpa ae —murmurei.

Olhei para as escadas que tinha logo a frente da porta, era de uma madeira gasta e provavelmente fazia rangidos altos por conta de estar danificado, na parede onde a escada tinha sido criada tinha muitos quadros grandes e antigos com imagens em preto e branco dos velhos primeiros moradores da casa, não entendia o por quê de ninguém tinha as jogando fora antes mas como a casa agora é de Collins esses quadros devem ser a sua parte favorita da casa, tirando o porão e o sótão.

Jed segurou o meu braço delicadamente tentando não me dar um susto mas não deu muito certo já que o meu corpo inteiro tremeu ao seu toque, rimos um pouco com o pequeno susto que tinha levado pois eu acabei por regalar os meus olhos fazendo uma cara de espanto, me guiou para a sala um pouco escura por conta das suas paredes com a cor vinho, onde conseguíamos ouvir o som de alguns acordes sendo tocados de modo preguiçoso, estranho, já que Maddie não sabia tocar violão e a única pessoa que realmente sabia tocar estava ao meu lado.

Ao entrarmos totalmente no cômodo que tinha logo uma aparência um pouco macabra onde conseguimos ver quem era o tal ser que tocava o violão, era Lyndsey que estava o tocando com muita calma, com as pontas de seus dedos brincando com as cordas sem ao menos olhar para as mesmas, estava concentrada em algo que a morena a sua frente estava mostrando em seu celular, seus olhos pareciam brilhar em meio de tudo, talvez fosse apenas impressão minha.

Maddie sorriu ao me ver, se levantando e indo em nossa direção com os seus braços bem abertos, me dando um abraço forte que fez as minhas costelas estrelarem e a minha coluna doer, um sorriso sofrido apareceu em meu rosto por conta da dor, ao me soltar fez um sinal com a cabeça como se estivesse querendo dizer algo sobre a garota loira que estava logo atrás dela.

— que bom que chegou, já estava achando que não iria mais vir —falou se aproximando do moreno, depositando um beijo em seus lábios de um modo meloso.

— eu disse que precisava arrumar as minhas coisas, desculpa se eu gosto de ser organizada.

— blá blá blá, bobagem —revirou os seus olhos como se não acreditasse no que eu falava— eu vou começar a fazer as pipocas e o Jed vai pegar os filmes no quarto dele, já voltamos —Maddie falou apontando para algum lugar fazendo o moreno assentir.

— eu aluguei os filmes e eles são péssimos! —o moreno falou com um certo tom de animação, dando um pulinho no final de sua frase— vou buscá-los! —sorriu e saiu correndo de um modo engraçado quando movia os seus braços para frente e para trás.

— oh e uma coisinha —Maddie parou de andar, apontando para mim e para Lyndsey— se forem fazer algo, façam bem quietinhas e não no sofá, ele é muito bonito para isso. —deu um piscadela e só assim se retirou da sala.

Olhei um pouco sem graça para a loira que apenas balançava a sua cabeça de modo negativo, Maddie sabia muito bem como fazer passar vergonha e eu odiava isso pelo simples fato que eu fiz ela passar vergonha uma única vez e foi quando ela conheceu o Jed. Não entendi o por quê da morena ter falado aquilo mas não poderia questiona-la, não fazia menor ideia do que passava por aquela cabeçinha oca.

Sentei-me um pouco perto da outra e finalmente tirando a minha mochila das costas, a deixando no chão encostada no sofá, arrumei o meu rabo de cavalo e me acomodei no sofá, colocando os meus pés cobertos pelo all stars pretos em cima do estofamento não ligando muito para isso, ele provavelmente já tinha sido tocando por coisa pior. Meus olhos ficaram focados em um coisa aleatória e como não tinha nada melhor para fazer, acabei por ficar olhando para a estante cheia de revistas e livros sem muita importância.

Ela voltou a tocar o violão a procura da nota certa pois dava para ouvir os seus murmúrios baixos de reprovação, com o canto do a olhei um pouco, vendo que ela estava arrumada de mais para apenas um noite de filmes com o Jed, estava usando uma calça jeans preta que tinha um rasgo em um dos joelhos, uma camiseta Drácula preta e uma jaqueta jeans desbotada que tinha a gola felpuda, estava apenas com meias pretas em seus pés e o seu cabelo estava preso em um coque firme no topo de sua cabeça, deixando visível os lados de sua cabeça que eram raspados, algo que eu não tinha reparado antes e se tinha, não me recordava.

As suas sombras estava quase juntas fazendo pequenas fendas crescerem entre elas, os seus lábios finos estavam sendo prensandos um contra o outro fazendo eles ganharem uma cor um pouco mais forte, parecia pensar em algo mas parecia não muito feliz com a ideia.

Os seus dedos voltaram a moverem-se agora em um conjunto que fazia um som família ecoar pela sala silenciosa, uma de suas pernas começou a tremer fazendo o violão balançar um pouco, só quando a sua voz calma acertou os meus ouvidos consegui saber qual era a música, The Hills do The Weeknd.

Your man on the road, he doin' promo

You said: Keep our business on the low-low

I'm just tryna get you out the friend zone

'Cause you look even better than the photos

A sua voz era baixa e um pouco mais grossa do que o de costume, mantendo toda a sua concentração nos movimentos de seus dedos sobre as cordas para não erra-las, com a sua feição fechada.

I can't find your house, send me the info

Drivin' through the gated residential

Found out I was comin', sent your friends home

Keep on tryna hide it but your friends know

I only call you when it's half past five

The only time that I'll be by your side

I only love it when you touch me, not feel me

When I'm fucked up, that's the real me

When I'm fucked up, that's the real me, yeah 

I only fuck you when it's half past five

The only time I'd ever call you mine

I only love it when you touch me, not feel me

When I'm fucked up, that's the real me

When I'm fucked up, that's the real me, babe

Na parte do refrão a sua voz ficou mais rouca e mais alta, seus olhos quase se fechando, seus lábios pronunciando cada palavra com cuidado como se quisessem ser compreendidos, ao que eu consegui notar, a cada “i'm fucked up, that's the real me” ela falava com mais sentimento e talvez um pouco de raiva, como se isso fosse o que ela estava sentindo no momento.

A música acabou por ali mesmo pois ela parou de tocar, colocando uma de suas mãos em sua testa, parecia pensativa novamente mas a sua expressão estava mais suave, sem muitas marcas em sua pele. Tirou o grande objeto de madeira clara de cima de suas coxas o apoiando no lado do sofá onde estava sentada, levantando-se com um pouco de preguiça e andando até o pequeno rádio que tinha na grande estante que tinha na parede, colocando um cd qualquer que tinha pegado em meio da grande bagunça que era a casa do moreno.

A música tocava quase no mínimo mas o suficiente para conseguirmos ouvi-la e entende-la, Lyndsey se virou ficando de costas para o aparelho de som fazendo uma dancinha estranha no ritmo da música, balançando os seus braços de um modo engraçado que me fez rir um pouco, seu corpo começou a se aproximar do meu lentamente, praticamente jogando o seu corpo no sofá onde eu estava e passando um de seus braços por cima dos meus ombros, cantarolando baixinho a música que estava tocando de modo arrastado, quase encostando os seus lábios em meu ouvido, sentindo as baforadas de ar quente em minha pele, fazendo uma sensação estranha percorrer o meu corpo.

Ela não falou nada, apenas se aproximou e grudou os seus lábios nos meus.


Notas Finais


• cover de The Hills; https://youtu.be/9CklOkrMkuA

até loguinho


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