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História "Guns in the wind" - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Cap 29


Eu tive vontades de chorar mas me segurei. Peeta estava com uma cara estranha de quem não sabe o que fazer e o diretor... Então, ele me olhava sério. Ah pronto, vou ser demitida e provavelmente presa.

- Por favor falem alguma coisa. -eu disse em voz baixa e afundando um pouco na cadeira.

- Eu não sei o que dizer, na verdade, por onde começar. -Peeta falou

- Eu também não sei... É a primeira vez que isso acontece. Eles te viram?

- Não senhor.

- Ótimo, pelo menos isso.

- É.

- Mas você sabe que eles ainda podem vir atrás de você? -Peeta perguntou

- Geralmente quando o líder deles morre... Eles não vão atrás de quem matou, eles são obrigados a ir embora da cidade, era assim que funciona aqui, pelo menos pelo que Gale me contou.

- Entendi, então você está contando que eles vão embora? -Peeta falou

- Sim...

- Certo, vamos ver como a situação irá proceder. -o diretor disse e respirou fundo - Senhorita Katniss, peço que não haja dessa maneira novamente.

- Sim senhor. -falei mesmo sem saber.

- Podem se retirar.

Eu saí e Peeta saímos da sala em silêncio e paramos no corredor.

- Podemos conversar? -ele disse sério

- Aqui... Ou lá no hotel? -eu disse me sentindo horrível por ver ele me encarando sério daquele jeito

- Pode ser no hotel.

Ele me levou de volta pro hotel e subimos para o quarto. Me sentei na cama e ele sentou na minha frente. Seus olhos me observavam tão profundamente.

- Katniss...

- Eu sei, desculpa, eu sei que não devia...

- Katniss, olha, eu realmente não sei o que pensar, nem o que falar. Você foi sozinha, atrás do líder de uma máfia. Você tem noção de que poderia ter morrido?? Ou que eles poderiam ter te pegado e estarem torturando você. Katniss, eu estou aqui do seu lado, eu te amo, e preciso que coisas assim você fale comigo também. Óbvio que eu não te apoiaria, mas eu estaria lá com você, pra te proteger. Você entende?

- Eu entendo, mas eu preciso que você entenda também que eu não queria colocar sua vida em risco por conta do coisas que fiz no passado.

Ele ficou em silêncio me encarando. Respirou fundo e passou a mão pelos cabelos.

- Eu entendo, só me prometa que não vai fazer isso de novo?

- Tudo bem...

- Quando eu começar a suspeitar de algo eu vou te amarrar dentro de casa. -ele falou e eu soltei uma risada.

Ele se sentou ao meu lado e me deu um beijo na testa, depois me abraçou.

- Dorme aqui comigo. -eu disse

- Claro. Vou em casa pegar umas coisas e venho. Ou, porquê você não dorme lá em casa?

- Não... Quero ficar aqui mesmo.

- Tá.

Ele saiu de lá. Eu fiquei no quarto sozinha, me sentir na janela e olhei a vista. Eu estava me sentindo estranha. Eu não sei em que ponto da minha vida me tornei tão sentimental a ponto de querer chorar por tudo. Eu posso dizer que era uma pessoa fria. Fiquei tanto tempo lá que nem percebi. Quando a noite chegou, Peeta foi pra lá, aparentemente tudo estava tranquilo, pedimos comida, e então depois eu deitei na cama e fui assistir um filme enquanto Peeta resolvia as coisas dele no notebook.

A sensação de estar estranha me deixava cada vez mais agoniada, até que eu estava a ponto de chorar. Me levantei e fui tomar um banho. Quando voltei pra cama Peeta ficou me encarando com uma olhar de pena.

- Você tá bem? -ele perguntou

- Eu, sei lá, tô me sentindo estranha.

- Quero conversar sobre?

- Não... Eu queria um remédio pra dormir...

- Kat... Você sabe que essas coisas viciam, não é bom você ficar tomando.

- Baby, só hoje não tem problema.

- Tem certeza?

- Eu preciso...

- Tá.

Ele para comprar o remédio e 10 minutos depois voltou. Eu tomei e não demorei muito para eu estar dormindo.

{...}

Eu estava grávida de uns 3 meses, estava no cinema e o filme já tinha acabado. Quando estava saindo percebi que haviam duas crianças comigo, uma de cada lado, gêmeos, porém uma menina e um menino. Eu fui andando pelo shopping com eles até chegar perto da praça de alimentação e então o menininho saiu correndo. Eu entrei em desespero, ele sumiu e eu não conseguia achar ele.

- Moço, por favor, você viu um garotinho passando sozinho, ele saiu correndo de mim, está usando um macaquinho azul com amarelo, tem 3 anos, cabelos lisos loiros. -eu disse quase chorando a um homem que estava na passagem

- Moça eu não vi, mas posso te ajudar a encontrar. -ele se ofereceu

A gente deu uma volta na praça e então ele achou, foi correndo atrás antes que corresse e me trouxe de volta.

- Moço, muito obrigada mesmo, de coração, você é um anjo.

- Oh moça, não precisa agradecer.

Eu saí e fui para o estacionamento. Coloquei as crianças nas cadeirinhas e fui pra casa. Estava cansada. Chegando em casa, tudo quieto, e lá vai eu cuidar dessas crianças. Dar comida e dar banho, depois colocar pra dormir. Ao fim disso eu estava morta, ainda tive que limpar tudo na cozinha. Tomei um banho e me deitei na cama. Estava sentindo uma dor estranha na barriga, mas não liguei

Peeta chegou do nada me fazendo tomar um susto.

- Oi amor, como foi seu dia? -ele perguntou me dando um beijo e passando para o banheiro.

- É, então, fui levar as crianças no cinema, e quando saímos Joshua resolveu que seria uma boa ideia sair correndo e sumir. Eu fiquei uns 15 minutos procurando ele, até que um cara me ajudou e encontrou ele, depois vim direto pra casa.

- Meu deus do céu tinha que ser né.

Comecei a sentir uma pontada se intensificando. Coloquei a mão sobre a barriga. Eu espero que o bebê esteja bem. Fui passando a mão pela barriga mas não passava.

- O que foi? -Peeta disse aparecendo apenas de cueca na porta do banheiro

Eu não falei nada, apenas o fiquei encarando.

- Kat... -ele insistiu

- Eu estou sentindo uma pontada.

- Vamos pro hospital. -ele disse já pegando uma roupa que estava encima da poltrona.

- Talvez não sejam só gases. -eu disse

- Não Kat, não. Vamos.

Ele ficou ao meu lado e me deu a mão, eu segurei a mão dele e na hora de levantar senti uma pontada bem mais forte. Eu gemi de dor e me sentei de novo na cama.

- Calma, respira. Vamos, tenta de novo.

Fui me levantando devagar. Ele não aguentou esperar e me carregou no colo até o carro. Tivemos que esperar Johanna chegar para ficar com as crianças enquanto ele ia comigo.

- Baby, respira fundo tá, vai ficar tudo bem. -ele falava mais nervoso que eu. Chegando no hospital, consegui ir caminhando até a entrada, porém antes de entrarmos realmente alguém me chamou. Uma voz conhecida e que eu não queria mais ouvir na minha vida. Gale. Me virei para olhar para ele e ouvi um disparo e uma dor horrível na barriga, e então o sangue escorrendo. Ele tinha me atingido.

{..}

Acordei do pesadelo de madrugada. Peeta ainda estava acordado. Me levantei da cama e fui lá sentar no colo dele.

- Ué, está acordada? -ele disse me abraçando

- É, tive um pesadelo.

- Me conta.

- Ehh, eu estava saindo do cinema, e estava grávida e tinha um casal gêmeos que eram meus filhos também, uma menina e um menino, o menino se chamava Joshua. Aí a gente andando pelo shopping, ele saiu correndo e eu entrei em desespero, então um cara me ajudou a encontrar ele, e depois fomos pra casa. Você chegou e eu estava na cama mas sentindo dores estranhas e aí começou a piorar e você me levou pro hospital depois que Johanna chegou para olhar as crianças, e aí na porta do hospital Gale estava lá e me deu um tiro, e aí eu acordei.

- Gale estava lá?? E te deu um tiro?

- Foi.

- Que estranho. Você acredita que sonhos podem ser um aviso, ou trazer alguma previsão?

- Eu não sei, acho que não, porque?

- Adoraria ter gêmeos. -ele falou sorrindo. Não resisti e sorri também.

- É, tá bom. Vou voltar pra cama, porquê não vem também?

- Ok.

Ele foi deitar comigo, ficou fazendo carinho em mim até que eu dormi.



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