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História "Guns in the wind" - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Cap 8


Estacionei o carro um pouco mais na frente porquê não tinha lugar logo na frente. Toquei a campainha e segundos depois ele abriu a porta. Estava lindo, vestindo calça jeans, um tênis da Nike e uma camisa de botões branca, que me permitia levemente ver seu abdômen definido. Ele ficou parado me olhando sorrindo e eu comecei a ficar um pouco sem graça.

- Oi... -falei dando um leve sorriso

- Oi... Você está linda.

- Você também.

- Obrigado. Oh me perdoe, entre.

Eu entrei e estava um ótimo cheiro de comida.

- Preparei Nachos del Pueblo, espero que goste.

- Hum parece que alguém sabe fazer comida mexicana.

- Eu tentei queria fazer algo diferente.

- Entendi kkk.

- Quer vinho? Ou champanhe sem álcool?

- Aceito champanhe sem álcool.

Ele foi na cozinha e pouco depois voltou com uma taça de champanhe e outra de vinho, e me entregou a que eu pedi, depois saiu de volta para a cozinha. Peguei meu celular e comecei a olhar o Instagram. Quase 15 minutos se passaram e ele apareceu novamente.

- Está pronto, só vou terminar a mesa.

Ele falou e sumiu de novo. Aí depois de 5 minutos ele apareceu novamente.

- O jantar está servido senhorita.

Eu sorri e o acompanhei até a sala de jantar. Estava tudo arrumado e o cheiro maravilhoso abriu meu apetite. Nos sentamos e então começamos a comer.

- Peeta, está simplesmente maravilhoso! - falei depois de dar a primeira garfada.

- Obrigado! Na próxima você escolhe o cardápio.

- Tá...

Após o jantar, insisti em ajudar, mas ela achou melhor não, então eu fui pra sala e fiquei lá sentada no sofá. Eu estava um pouquinho nervosa. Ele apareceu minutos depois e se sentou ao meu lado.

- Espero que tenha gostado do jantar... -ele falou

- Eu amei, obrigada. -falei e sorri e ele sorriu de volta.

Ele foi se aproximando e seu rosto chegando perto do meu e então já estávamos nos beijando. Foi um beijo coloroso e cheio de desejo que achou nos levando a ter nosso primeiro momento sexual juntos. Acabamos transando na sala dele mesmo e depois fomos pro quarto e dormimos. Foi simplesmente maravilhoso. Vou expor logo que Peeta tem um pau maravilhoso e também faz sexo maravilhosamente bem, e me levou a ter um orgasmo duas vezes. Eu ainda fiquei com um gostinho de quero mais. Ele foi super cuidadoso e carinhoso também o que fez ficar ainda melhor.

Na manhã seguinte quando acordei, já estava um cheiro ótimo de comida pela casa, mas como havia virado costume, acordei colocando tudo pra fora. Peeta havia deixado uma camisa dele encima da cama pra mim e a vesti quando saí do banho. Fui pra cozinha e lá estava ele, de calça moletom, sem camisa e no preparando um café.

- Bom dia princesa. -ele disse sorrindo quando me viu.

- Bom dia fofo.

- Dormiu bem?

- Sim, apesar de ter acordado colocando o jantar pra fora.

- Oh, quer um remédio, ou chá?

- Apenas um café.

- Fiz torradas e ovos mexidos. Pode se sentar na mesa.

- Tá bom.

Tomamos café da manhã juntos e conversamos um pouco sobre coisas aleatórias. Foi bem normal, e posso dizer que íntimo também. Depois do café, troquei de roupa, me despedi dele e fui para café. Tive que trocar de roupa de novo e fui trabalhar. Cheguei no trabalho e fui para a sala de treinamento, mas não tinha ninguém, então fiquei lá sentada mexendo no celular.

Fiquei quase uma hora lá quando apareceu um cara pra me chamar.

- Você que é Katniss Everdeen?

- Sim...

- Estão te chamando na sala de reuniões.

- Ahh, ok. Já vou.

Me levantei e segui ele até a sala. Quando cheguei, senti um leve arrepio, bati na porta e entrei. Tinham umas 15 pessoas, incluindo Peeta, e todos me olharam quando entrei. Me senti um pouco envergonhada, dei bom dia e me juntei devagar ao grupo.

- Olá Katniss, sente-se. -disse um senhor que eu particularmente não lembro quem é, mas me conhece. Ok. - Como eu ia dizendo, a operação precisa de muita cautela e agilidade se vocês, tem de ser rápido, ou nosso procurado irá fugir. Senhorita Katniss, pode não estar entendendo, mas vou lhe poupar de alguns detalhes. A senhorita irá participar da operação em busca de Snow, um traficante de pessoas e armas. A senhorita irá participar da operação comandando a equipe armada, mesmo que todos estejam armados, mas um grupo específico estará na linha frente. Jeff traga a pasta para senhorita Katniss. -ele falou virando para um homem que estava no canto da sala.

O outro apareceu com uma pastinha e me entregou. Eu abri e tinha um mapa do localz a ficha de Snow, e mais algumas informações.

- Que dia vai ser? -eu perguntei

- Daqui a dois dias. -Peeta respondeu me olhando

- Ok. -eu disse, fechei a pasta e fiquei esperando alguém falar que poderíamos sair, queria ir embora dali.

- Podem se retirar. - o senhor disse.

Todos se levantaram e saíram da sala. Enquanto eu saia, Peeta me chamou e paramos no corredor para conversar.

- Ei, eu estava pensando se você nos tem alguns minutos para ir tomar um cappucino comigo.

- Ah, tenho sim.

- Ótimo.

- Agora?

- É, podemos ir no meu carro.

- Ok...

Eu segui ele até o carro dele e saímos de lá. Ele nos levou até uma cafeteria linda demais estilo rústico, e nos sentamos perto da janela que dava uma bela vista para um pequeno lago.

- Esse lugar é lindo, nunca tinha vindo aqui.

- Então, eu gosto de sempre achar um lugar diferente na cidade. E eu também nunca tinha vindo aqui, eu minha primeira vez e acho um lugar muito agradável.

- É muito bom.

Fizemos nossos pedidos e enquanto esperávamos, começamos a conversar.

- Eu não estou com vontade de participar dessa operação.- eu falei

- Eu também, mas é importante pegar Snow.

- Eu sei... Ele era ligado a Gale.

- Complicado. Ele te conhece?

- Nos vimos uma vez.

- Então, Katniss, eu... Não queria te chamar apenas para tomar um cappucino, mas também para te fazer uma pergunta.

Meu coração acelerou. Eu comecei a ficar nervosa. Senhor... Jesus Cristo, será que ele vai me pedir em namoro?? Puta que pariu! Meu cu vai sair pela boca.

Ele puxou uma caixinha de veludo do bolso e abriu. Meu coração quase parou na hora. Tinha uma correntinha fina com uma pérola se pingente, a coisa mais linda.

- Você quer namorar comigo? -ele perguntou sorrindo.

Eu fiquei sem reação. O pessoal em volta estava olhando. E eu só sabia sorrir e comecei a chorar. Eu estou muito, mas muito sensível. Porém em meio as lágrimas eu consegui responder

- Eu aceito! -falei tentando parar de chorar.

O pessoal em volta comemorou e eu ri. Ele se levantou, veio colocar o colar em mim e depois me deu um beijo. O momento mais lindo da minha vida. Nossos pedidos chegaram. Ficamos lá por mais 30 minutos e depois voltamos para a base, felizes como duas crianças. Ele foi pra sala dele e eu voltei para a sala de treinamento olhar as informações da pasta. Fiquei a manhã toda lá, e depois saí pra almoçar com Peeta.

À tarde não estava me sentindo bem, entoar não voltei para o trabalho e fui pra casa. Peeta ficou preocupado, mas garanti que não era nada demais. Os dois dias passaram se arrastando. Foi horrível, Peeta estava estressado com a operação e preocupado comigo, e isso me preocupava também. Na noite anterior à operação fiz ele ir dormir comigo, apenas para relaxar, mas não fizemos sexo. Na manhã da operação, eu acordei muito nervosa. Isso não era tão bom para o bebê e nem era de recomendação médica. Peeta fez de tudo pra que eu não participasse da operação, mas o chefe dele não quis me deixar de fora. Acordei tão enjoada mas nada saia, e mal consegui tomar café da manhã, o que deixou Peeta um pouco mais tenso.

Vesti uma camisa de mangas preta e uma calça jeans também preta com um coturno. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e coloquei meu documento na capa do celular. Apenas iria levar ele. Depois que me arrumei, eu e Peeta passamos na casa dele para ele se arrumar e depois seguimos para a base. Estava um clima tenso. Tentei não ficar nervoso perto de Peeta, mas chorei um pouco quando fui ao banheiro. Às 10:00 da manhã saímos da base e, eu e Peeta fomos em carros separados. Nós saímos da cidade, e foram quase 2 horas de estrada, até chegar em uma mata.

- Ok, deixaremos os carros aqui e seguiremos a pé por 2 km. Peguem as armas e munições.

Todos se prepararam e então fui eu, um cara e Peeta na frente. Todos estavam em silêncio, a não ser por três caras conversando no fundo. Ah, e só pra dizer, eu era a únicaa mulher na operação. Estávamos a 500 metros do ponto quando nos separamos. Peeta também se separou do meu grupo. O meu ia na frente. Rezei tudo que eu sabia e então nos aproximamos da casa. Parecia vazia, até que ouvimos o primeiro disparo. Fiz sinal para irmos mais rápido e conseguimos ficar na porta. Aguardamos para ouvir outro disparo, e então arrombamos a porta. Dividimos a equipe. Eu estava nervosa. Meu coração parecia que ia sair pela boca. Eu estava preocupada com o bebê. Ouvi dois disparos e então chegamos a sala. Vi que Snow não estava lavando, mas uns 6 a 7 caras. Foi aí que começou a troca de tiros. Foi tenso, mas conseguimos abater eles, e resolvemos ir para o andar de cima. Eu fui frente e nos dividimos novamente, haviam quatro portas. Novamente conseguimos abater dois que estavam lá e descemos. Sem sinal de Snow. A equipe de Peeta estava do lado de fora de guarda ainda. Eu fui checar a casa para ver se tinha alguém, mas estava vazia. Quando cheguei nos fundos, vi que tinha uma casinha no quintal, quase dentro da mata.

- Eu, verifiquem aquela casa lá no fundo -disse quando cheguei do lado de fora, onde estava a equipe

- Lá no fundo? -um cara perguntou

- Sim.

Cinco se separaram do grupo e foram lá atrás. Mas era tarde demais. Ouvi um barulho de motor e quando olhei para o lado um carro vinha correndo com um cara na janela aprontando uma arma. Levantei a minha para atirar, mas ele foi mais rápido no gatilho.

Senti uma dor enorme em minha barriga, logo acima do quadril. A dor me fez cair de joelhos no chão. Olhei para a frente e consegui ver que havia acertado a cabeça do cara antes que o carro sumisse. Comecei a ouvir alguna gritos, mas estava tudo muito confuso. Peeta apareceu e se ajoelhou em minha frente.

- Por favor, fique comigo, ok? Precisa ficar acordada até chegar ao hospital.

Eu não falei nada, apenas deixei minha cabeça cair sobre o ombro dele enquanto minha mão pressionava o ferimento. Eu me sentia muito fraca. Estava perdendo sangue.

- Já chamaram uma ambulância?? -Peeta gritou

- Já, estão vindo. -alguém respondeu

- Kat, não fecha os olhos, fica acordada. Vai ficar tudo bem.

- Peeta... -sussurrei sem forças.

- Oi meu amor, eu estou aqui, eu vou ficar ao seu lado.

- O bebê... eu perdi o bebê. -falei tentando achar forças. As lágrimas escorriam pesadamente por meu olhos.

- Não, vai ficar tudo bem, prometo.

- Peeta, eu sinto que perdi o bebê....- eu disse tentando suportar a dor

- Baby, por favor, fique calma. A ambulância já está chegando.

Ficamos quase 10 minutos ali no chão, até que a ambulância chegou, Peeta me pegou no colo e me colocou na maca. Eu estava lutando para ficar acordada, Peeta também ficou ao meu lado o tempo todo. Quando chegamos ao hospital fui adormecendo aos poucos e então não vi mais nada.



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