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História Gunshot - one shot nct dream - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oie, cá estou eu com uma one shot contendo assassinato...

não sei o que dizer no ínicio KK

OBS: eu mudei a ordem de idade dos meninos ok!!

Boa leitura!

🌹

Capítulo 1 - .unico - gunshot.


gunshot - capítulo único

Seoul, South Korea

O8:5O PM

        Seus passos eram apressados sobre o chão húmido, poucas gotas de chuva ainda pingavam do céu escuro, atingindo diretamente os fios castanhos de Huang Renjun. A visão estava embaçada devido as lágrimas, suas pernas fraquejavam espontaneamente, entretanto isso não era o suficiente para para-lo.

Naquela noite o mundo de quatro adolescentes parecia estar desabando igualmente para todos. O que deveria ser somente um passeio no shopping, acabou tornando-se uma tarde inteira de correria, lágrimas e sangue.

Renjun parou, apoiando as mãos nos joelhos enquanto ofegava. Seu corpo jazia fraco, e suas energias estavam esgotadas demais para correr. Fechou os olhos puxando o ar, e lembranças do mesmo dia, mais cedo, lhe invadiram a mente.

 - Obrigada Sra. Lee! - Lee Donghyuck agradeceu a mãe de Jeno, no instante antes de fechar a porta do automóvel. Estavam sorridentes e animados para o evento do dia; Fazia dois anos que não se reuniam, o que resultou em meses e meses de planejamento para uma festa ou um passeio, e o dia havia chegado, finalmente.

No total, eram um grupo de quatro garotos. Mark Lee, sendo o mais velho com seus 19 anos; Lee Jeno, com 18; Huang Renjun, tendo igualmente 18 e Lee Donghyuck, o mais novo do quarteto, com seus 17 anos.

- Hey! Se comporten dentro do shopping, não quero ser expulso por causa de gritaria nem briga nenhuma! - Mark repreendia, direcionando sua bronca adiantada para Jeno e Donghyuck — que costumavam ser os mais bagunceiros.

Renjun e Mark poderiam ser considerados os mais sensatos, calmos e frios do grupo. Sempre usavam mais a razão que a emoção, diferentemente de Jeno e Donghyuck, estes que sempre usavam as emoções em excesso, ato já acarretou muitas brigas.

- Você não vem com suas broncas agora, Mark! - Haechan dissera com o tom humorado.

Adentraram o grande edifício do shopping, que se encontrava no centro da capital da Coréia do Sul, Seoul. O local estava meramente vazio, poucas pessoas perambulavam ali olhando vitrines e saindo de lojas.

Mark, Jeno, Renjun e Haechan estavam tão animados que não pensaram na hípotese de tudo dar errado no dia, aparentemente, perfeito que haviam planejado.



      Huang se culpava internamente. Como de costume, era o mais observador e inteligente dos quatro, sempre atento em tudo a sua volta; contudo, sua atenção não fora tomada por uma imagem "sombria" que perseguia a si e seus amigos pelo grande estacionamento externo do shopping. Renjun notou somente a presença inusitada ao sentir uma lâmina de faca ir de raspão em seu braço; Gritou desesperado, pedindo para que todos corressem.

Eles se separaram. Este foi o maior erro.

Não foi possível distinguir quem era a entidade que tentara cometer um atentado contra sua — e provavelmente a de seus amigos — vida, a pessoa se encontrava vestida com moletom preto e o capuz cobria a cabeça dificultando também que o rosto fosse reconhecido.

O garoto encostou-se num dos últimos carros ainda estacionados no local. Respirou fundo, sentindo seu corpo tremer por conta ao tanto que havia corrido. Olhara em volta, as luzes do prédio estavam se apagando, o céu estava escuro demais e pouco menos de dez carros eram vistos no estacionamento. Para piorar, garoava.

O típico cenário que Injun costumava ler em seus livros, ele pedia internamente que acontecesse consigo; Sentir da mesma adrenalina que personagens fictícios era um dos desejos do Chinês. Entretanto, ele imaginou que estaria pronto.

- Injun... - Um sussurro fora captado pelo Huang, que endireitou a postura rapidamente olhando ao redor atenta. Pode avistar a cabeleira azulada de Jeno, escondido por detrás de um Jeep preto.

Sem pensar duas vezes, esgueirou-se sorrateiramente se aproximando do Lee. - Jeno, está tudo bem?

- Sim, acho. - Jeno replicou baixo. Fizeram um momento de silêncio, e logo mais o último voltou a falar; - Os meninos sumiram, e aquele homem está andando aqui no estacionamento...

- Este lugar é muito grande, vai ser difícil encon... - O acastanhado parou sua fala, sinalizando com o indicador sobre os lábios para que Jeno se calasse.

Os sons de passos ficavam cada vez mais próximos de onde se achavam razoavelmente escondidos, e por mais que estes fossem lentos, chegavam mais e mais perto com velocidade. Talvez fosse pela ansiedade transbordando de Jeno e Renjun, ou somente se tratava do destino lhes avisando que o fim estaria chegando.

Renjun suava frio e o coração de Jeno batia tão forte contra sua caixa torácica que chegava a doer. Ambos prenderam a respiração involuntariamente ao mesmo tempo.

- Ainda bem que estão ai...! - Era a voz de Donghyuck. Logo não demorou, a imagem mediana do já citado juntamente da figura da mesma altura de Mark fizeram-se presente.

- Onde foram parar? - Indagou Jeno deixando o "esconderijo", sendo seguida por Renjun.

- Nós acabamos correndo pro outro lado do estacionamento. - Mark respondeu, foi então que o Huang notou o machucado rente a bochecha do mais velho dentre eles.

- Mark, que corte é esse no seu rosto?

- Ah, isso? Aquele maníaco acabou me acertando com a faca, mas estou bem.

- Trombaram com ele... - Injun falou, mais como uma frase de certeza que um questionamento. Donghyuck assentiu com a cabeça.

- Temos que sair daqui. - Com a voz trêmula, Haechan se pronunciou novamente.

- Uma pena, meninos, mas suas horas estão contadas, e seus destinos traçados. - Uma voz masculina soou alta o suficiente para que os quatro escutassem. Exasperados entreolharam-se, como se aquele ato fosse a salvação para o momento.

A voz pertencia a um homem de altura mediana, agora estava sem o capuz, deixando visível a cabeça raspada e o rosto repleto de cicatrizes. Esta figura era desconhecida pelas meninos, nunca haviam-no visto anteriormente e sequer tinham ideia do motivo deste estar fazendo isso.

- E quem é você? - Mark dera um passo a frente, sua voz era firme e a postura ereta, entretanto o medo e receio não podia tornar-se transparente para os três atrás de si.

- A pessoa que vai ceifar suas almas... - Sorriu ladino, de modo psicopata. Na destra do homem jazia uma faca, e na canhota um revólver.

- Por que está fazendo isso? - O mais novo do grupo já se encontrava com o rosto húmido por lágrimas quentes, resultado de estar temendo o que viria a seguir.

- Hum... diversão? - Cessou a caminhada. - Gosto de ver o medo estampado no rosto de crianças indefesas... Crianças impuras, sujas, de almas perdidas.

- Você é louco... - Renjun rosnou entredentes.

Um riso estridente fora arrancado do homem.

- E você engraçado baixinho! - Jogou a cabeça para o lado, encarando novamente o quarteto. - De joelhos. Os quatro, agora!

Apontou o revólver numa ameaça, e sua ordem foi atendida contragosto pelos garotos.

- Este dia fui designado pra ceifar suas almas... Garotos de almas sujas não vão para o céu. E eu; o escolhido, estou aqui para salva-los! - Agora, mais perto do grupo, andava em circulo lentamente por volta dos mesmos, sem desviar o olhar em momento algum.

- De onde tira essas ideias? O único sujo aqui é você! Nos deixe em paz seu cretino! - Donghyuck explodiu, gritando raivoso. O homem careca estreitou os olhos, caminhando apressado para detrás do Lee.

- Escute aqui, puta... - Direcionou o pé direito para a cabeça de Hyuck, empurrando-a de forma agressiva até que estivesse rente ao chão. - ...Cala a sua boca, antes que eu arranque seus dedos lentamente e faça você comê-los!

Forçou a cabeça do mesmo contra o chão, arrancando gemidos dolorosos da menino. As pedrinhas do asfalto lhe penetravam a carne do rosto, criando pequenas feridas que liberavam pouca quantidade de sangue.

Minhyung, que se achava ao lado de Haechan, franziu os lábios segurando-se para não fazer a mesma coisa que o mais novo —  gritar e espernear não faria com que o homem tivesse piedade. Jeno tentava manter-se calmo perante tal situação, se acabasse ficando ansioso ao extremo, teria uma crise de asma e morreria por isto.

Enquanto Huang Renjun, por sua vez, entrara em estado catatônico, fitando o chão molhado de asfalto como se estivesse alheio a tudo que acontecia ali. Mas não. Huang tinha total atenção em tudo que ocorria; Pensava numa maneira segura de acabar com isso, todavia parecia uma tarefa quase impossível.

- Enfim. Vamos começar logo com isso! - O escolhido recolheu o pé que se encontrava sobre a cabeça de Haechan. Andou ficando de frente para os quatro meninos, esperou até que o mais novo se recuperasse estando novamente ereto. - O jogo vai ser o seguinte: Darei esse revólver para somente dois de vocês, há somente uma bala...Irão atirar um no outro, e o que tiver a má sorte de, em tua vez levar o tiro, cair com a bala...

Fez silêncio, criando um clima tenso — por mais que a tensão já dominasse o ambiente.

- ...morre

Completou a frase, mesmo que todos soubessem o que aconteceria se caíssem com a bala.

- Lee Donghyuck vai atirar em Mark Lee - Enfiou a mão no bolso da jeans que usava, tirando da mesma uma bala. "A arma esteve descarregada este tempo todo..." Pensou Renjun. - Huang Renjun vai atirar em Lee Jeno.

Ele respirou fundo, fitando cada um lentamente como se tivesse pena; Um resto de consciência ainda lhe restava.

- Lembrando que há quatro "carregadores" e um desses vai estar preenchido. - Se aproximou de Haechan. - De pé Donghyuck e Minhyung. - Chamou-os apontando para um local no centro da pista. O casal ficou frente a frente, se olhavam fixamente e com medo.

O escolhido entregou o revólver para o Lee mais novo, se posicionando por detrás do garoto, com a faca nas costas deste.

- Nem ouse tentar atirar em mim, tem a oportunidade de acertar e levar uma facada...de errar e levar uma facada...e de o "carregador" estar vazio. De qualquer forma, você leva uma facada, Lee. - Murmurava no ouvido do ruiva, fazendo-o se contorcer desgostoso.

Haechan hesitou por muito tempo, ainda encarando os olhos intensos de Mark. O homem ergueu a destra do menor, onde a própria segurava a arma - agora Hyuck apontava a arma diretamente na cabeça de Minhyung.

- Suas, talvez, últimas palavras Mark Lee. - A voz era cínica e emanava animação. "Como pode?.." Mark pensou.

- Hyuckie...Se você atirar e eu morrer, por favor, não se culpe. - O louro falou, tentava manter a voz firme e as lágrimas presas por detrás dos olhos. Não era essas as últimas palavras que desejava dizer ao namorado, mas foi isso que lhe veio a mente, pois se morresse ali, não iria querer que Haechan se sentisse culpado por algo que foi obrigado a fazer.

- Atira. - Ordenou o homem. Sem sucesso. O garoto chorava compulsivamente, chegando a soluçar. - Atira! - Gritou, resultando num sobressalto do Lee menor; Que apertou o gatilho espontaneamente.

O som do gatilho sendo pressionado, e em seguida um vazio fez uma sensação de calma e alivio percorrer o corpo de Mark e Donghyuck. O último citado largou o revolver no chão, se jogando nos braços do namorado.

- Uh.. - O escolhido soltou um risinho. - ...Sorte hein, Minhyung, muita sorte! - Coçou a garganta, olhando para Jeno e Renjun ajoelhados no chão. - Jeno e Renjun, se levantem.. fiquem no mesmo lugar frente a frente.

Tudo fora executado de imediato por ambos os rapazes, eles se levantaram e ficaram frente a frente. O homem catou o revolver do chão, e se encaminhou para trás se Injun.

- Já sabe, Senhor Huang. - Injun sentiu a ponta da faca em suas costas, e estremeceu ao ver o revolver estendido para si. Sem hesitar, por mais que não o quisesse fazer, alcançou o objeto gélido e o apontou para Jeno. - Você é obediente.

O Chinês fitou os olhos de Nono, lágrimas pesadas escorreram pelo rosto pálido do já citado, a forçando a fechar os olhos.

- Últimas palavras. - Ditou.

- Injunnie...obrigado...obrigado por ter sido meu melhor amigo e o amor da minha vida! - A voz de Jeno era falhada pelo choro. - Se disparar e...e e-eu tiver caído com a bala, não se culpe...Eu te amo..

O de cabelos castanhos deixou uma fina e quente lágrima cair. Rezou pedindo a Deus para que Jeno não morresse, para que, quando apertasse a porra daquele gatilho, não tirasse a vida de seu amado.

- Jeno. Eu te amo... - O baixinho sussurrou mais para si que para o mundo externo.

Apertou o gatilho. O barulinho conhecido soou, seguido do estrondo ensurdecedor da bala chocando-se contra a cabeça de Lee Jeno.

Havia respingos de sangue no rosto de Renjun, e quando abriu os olhos, Mark juntamente de Donghyuck estavam ajoelhados ao lado do corpo de Jeno. A gélida faca havia sido tirada de suas costas, e o escolhido já não estava mais ali.

O garoto baixou o olhar para o corpo caído de seu namorado e melhor amigo. O amor de sua vida, seu melhor amigo.

"Eu o matei..."

O destino de ambos os quatro havia sido escrito naquele dia.

Lee Jeno chegara ao fim de sua jornada.

Mark Lee e Lee Donghyuck haviam perdido uma parte de suas almas, uma parte da identidade com a morte de um amigo querido.

E Huang Renjun? Injun havia morrido também. Por dentro.

"Eu o matei..." - Pensou mais uma vez consigo mesmo.

Ergueu o objeto até sua têmpora, e inutilmente puxou o gatilho consecutivas vezes. Sem sucesso.

Um tiro decidiu o destino dos quatro adolescentes. Somente um tiro.


Notas Finais


Obrigada por ler! Desculpe qualquer erro, e também se ficou ruim ;;3;

tchauzinhoo~


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