História Gunshot - Capítulo 17


Escrita por: e maalubi


Capítulo 17 - Blind


Kim Namjoon's Point of View

 

 

 

 

Estava tudo indo bem, alguns agentes estavam recolhendo os papéis e os guardando, enquanto eu e o grupo maior seguíamos pela escada, não parecia ser velha, mas a madeira rangia demais, a de todo o piso na verdade, como se fosse proposital.

 

No final, tinha uma porta de ferro com um painel que tinha nove botões, deveriam ser números, mas não tinha nada escrito, apenas as bolinhas do braile em relevo.

 

Mandei todos voltarem, já que não conseguiríamos passar por ali, talvez os que foram checar o segundo andar tivessem encontrado alguma coisa, mas tinha dúvidas se deveríamos entrar ali hoje, não estávamos tão bem preparados para lidar com as coisas no escuro.

 

Quando já estava no meio da escada, um agente recuou, e logo veio o barulho de tiro.

 

-- O que está acontecendo? - Perguntei e na mesma hora subi na frente dos outros, tinham nos encontrado, os criminosos estavam ali, e eram muitos. Todos vestiam uma capa preta e pareciam ser bem magros, o interessante é que, mesmo sendo pequenos, eram resistentes, seus ataques eram com coisas inúteis como pedras e pedaços de madeira. Os agentes conseguiram acabar com eles rapidamente, apenas alguns ficaram feridos.

 

-- Quem não está machucado sai e vai procurar pelos outros, andem em grupos e não façam barulho - me aproximei de um cadáver e retirei o pano de seu rosto, me arrependendo na hora, era um bicho horrível que um dia já fora humano. Sua pele era alva e possuía inúmeras manchas amarelas que chegavam quase a ser fluorescentes, seus olhos estavam cortados em "x", parecia a marca de uma seita, realizada com uma cirurgia mal feita e dolorosa -. Eles são cegos pessoal, usem a luz que puderem. Levem um cadáver pra van, vamos fazer testes depois. Usem seus walkie-talkies apenas se for necessário.

 

Voltamos a abrir os barris, o melhor era coletar informações e conseguir reforço da polícia pra acabar com esse lugar de uma vez. Peguei um papel que continha a foto de uma flor com cores similares aos não-humanos que nos atacaram. Taehyun, uma flor criada em laboratório que possui propriedades anestésicas. Cresce em lugares úmidos e escuros. Suas sementes podem ser plantadas em qualquer tipo de terra, quando ingeridas, matam em poucas horas, o líquido de dentro delas pode cegar instantaneamente.  Ok, eles eram realmente loucos, a gente precisa dar o fora daqui.

 

-- Vão procurar os outros e me encontrem na saída.

 

Guardei a folha no bolso e fui abrir outro barril, foi então que ouvi o barulho de porta rangendo, era da escada. Todos ficaram em silêncio, quem estava subindo possuía uma armadura, já que estava fazendo um barulho metálico.

 

-- Agente, eu preciso da sua ajuda - Sussurrei para o homem armado ao meu lado -, você vai começar a atirar quando eu parar de falar, termine seu pente e então saia correndo, atire em qualquer encapuzado e diga para todos saírem daqui o mais rápido possível.

 

Me afastei para nenhum tiro pegar em mim, o agente me olhou e eu assenti, quando começou a atirar, parecia que não tinha nada lá embaixo, até ouvirmos o som de metal perfurado. As balas acabaram, ele chamou os outros que estavam na sala e então saíram, eu continuei ali, estava morto, tinha certeza.

 

Peguei mais uns documentos, cuidando sempre a maldita escada. Tinha mais informações sobre flores e suas sementes mágicas, tudo isso estava acontecendo aqui? Não podia ser, isso era merda maior do que a gente podia lidar.

 

O barulho metálico voltou, ele não tinha morrido. Pensei em correr, mas o agente tinha voltado, bosta, por que não me obedeceu? Agora ele vai morrer.

 

Antes que falasse alguma coisa, coloquei o indicador sobre minha boca, o mandando ficar quieto, ele obedeceu e deu um passo para trás, na mesma hora, a criatura apertou o passo, passou ao meu lado, eu até prendi a respiração para ficar mais silencioso, ele era enorme, estava em uma gigante armadura de metal, e sua arma era uma espécie de pulverizador.

 

"Veneno", pensei, a criatura foi mais devagar, até chegar na porta, o agente estava lá, imóvel. quando chegou perto dele parou, por um momento pensei que daria meia volta, mas levantou o cano e abriu, para que o veneno saísse. O agente sufocou e gritou antes de morrer, fechei meu nariz, e antes que pegasse minha arma, outra pessoa gritou, a criatura foi correndo, e então ouve um "bipe" vindo do final da escada, a porta estava aberta, mais uma leva deles estava vindo, dessa vez, provavelmente mais fortes.

 

Comecei a correr disparado a saída, gritando para todos correrem, o ambiente estava um caos, a missão tinha sido um fracasso total. Entrei na van onde um motorista esperava e os doentes estavam.

 

-- Vamos, rápido, precisamos ir até a minha casa.

 

Tinha que pegar minhas coisas antes de ir até a sede, Yoongi provavelmente pegaria Hoseok e iria pra lá também... ou não... eu esqueci Yoongi, será que ele está bem? Eu não vi ele saindo da salinha, voltar lá é pedir pra morrer, aposto que ele ficaria mais bravo se me matassem lá por tentar salvá-lo do que salvar sua família.

 

Quando meu celular voltou a pegar sinal, liguei para Hoseok, ele tinha que estar pronto quando chegasse lá, iríamos direto pra Busan, e qualquer tempo que tivéssemos seria como ouro.

 

 

 

 

~.~ 

 

 

 

 

 

 

 

-- VOCÊ ESQUECEU ELE? - Gritou Hoseok, incrédulo, entendendo que era por isso não tinha o respondido como Yoongi estava quando perguntou na ligação. Faltava pouco para ele esganar Namjoon ali mesmo.

 

-- Hoseok, você precisa se acalmar, não tinha como salvar ele...

 

-- NÃO TINHA? VOCÊ DEVERIA SABER QUE AS COISAS ESTAVAM FICANDO FEIAS E DEVERIA TER TIRADO ELE DE LÁ, EU VOU TE MATAR!

 

-- Não! Já tem muita gente querendo me matar, e se eu não levar você daqui, Yoongi vai me matar também. Você empacotou as coisas importantes como pedi?

 

-- Sim-

 

-- Ótimo, leve tudo pro carro.

 

Namjoon verificou todos os esconderijos possíveis na casa, retirou armas, munição e coletes a prova de balas, Yoongi guardava um até pro cachorro, a casa era mais segura que qualquer prédio que a MYNK já teve.

 

-- Vai levar o cachorro?

 

-- Óbvio que vou.

 

-- Ele é treinado?

 

-- Ele é da família.

 

-- Tá... coloque isso nele - falou, lhe entregando os coletes -, coloque nas crianças também, fique com isso, para caso houver uma emergência - lhe ofereceu uma arma, mas Hoseok negou, ainda estava com a que Yoongi lhe dera -. Fique com os cartuchos então. Pegou tudo mesmo?

 

-- Sim, não é como se fosse me mudar-

 

-- Hoseok, vocês nunca mais vão voltar pra essa casa.

 

Hoseok engoliu a seco, e então foi até o quarto deles, voltando com uma jaqueta, provavelmente de Yoongi.

 

-- Vamos.

 

Todos já estavam no carro, as crianças pensavam que iriam passear, então estavam animados, Yuto estava no porta-malas, o carro estava estacionado em frente à casa deles, ou melhor, ex-casa deles. Namjoon ligara as quatro bocas do fogão, era melhor os vizinhos pensarem que tinham morrido, avisariam à polícia que ignoraria, já que Yoongi não responde aos meios comuns de justiça.

 

Era horrível saber que nunca mais voltariam para ali, pior ainda era ter a incerteza se veria Yoongi novamente, se ele soubesse que acabaria assim, nunca teria brigado com ele.

 

O resto da viagem foi torturante, quase três horas em silêncio, nem as crianças falavam, Yuto estava quietinho, ainda estávamos no mesmo clima de briga e, se por um acaso Yoongi não voltasse e as coisas continuassem assim, eu com certeza acabaria enlouquecendo.

 

-- Namjoon, se o Yoongi... se você perceber que eu não estou sendo um bom pai, por favor, eu quero que cuide dos meus filhos - Pedi, e na mesma hora ele me olhou assustado.

 

-- O quê? Hoseok, não fale isso, mesmo se o pior acontecer, você não vai ser insuficiente pra eles...

 

-- Namjoon, por favor, eu só preciso ter certeza de que vai ter alguém pra cuidar da minha família.

 

Ele ficou quieto e assentiu, Soo e Jin não mereciam isso, não mereciam ter sido abandonados, não mereciam aqueles pais biológicos loucos, não mereciam não ter tido o melhor desde o seu nascimento, não mereciam ter seus pais brigados por quase um mês, muito menos a morte de um deles, mas nada isso se compara a possibilidade de eu poder os abandonar, não me preocupava com as doenças mentais que poderia ter, ou alguma denúncia, só queria que tivessem a vida digna que qualquer criança merece ter.  Eu não sei qual é o passado de Yoongi, mas sei que não quero que meus filhos tenham que apelar para isso.

 

-- Namjoon, como você e o Yoongi cresceram?

 

-- Uh?

 

-- Eu sei que é uma pergunta aleatória mas... eu estou indo para o trabalho do meu marido e sequer sei o que ele faz lá.

 

Ele ficou quieto, talvez fazer a pergunta não foi uma boa ideia.

 

-- Se for confidencial não precisa falar, está tudo bem...

 

-- Não, eu só estava pensando, não me lembro muito bem quando isso começou, nós morávamos só com a nossa mãe, em uma casa com uma peça no meio de uma comunidade pobre e, cheio de pessoas ruins. Eu queria começar a vender drogas, já que ninguém contratava garotos como eu e Yoongi para trabalhos normais, mas ele não deixou... a gente começou com pequenos assaltos, conseguimos armas, fomos evoluindo e, matamos o traficante do local, já estávamos economizando, então deixamos Daegu e viemos para Seul, eu já estava cansado de fazer as coisas erradas, mas gostava do que fazia sabe, roubar os caras maus. Eu nunca poderia ser policial por causa da minha ficha criminal, então voltamos a fazer aquilo, mas de forma mais inteligente. As pessoas nos contratavam para matar o assassino de algum ente querido, nós investigávamos, íamos lá e matávamos, alguns se juntaram a nós, e uma vez, me prenderam, eu já era de maior mesmo, mas no final, eles não me mataram, queriam que eu continuasse em silêncio, fazendo o trabalho sujo e dando o crédito a polícia, eu aceitei, já que não queria apodrecer na prisão e, eu tinha noção do quão podre era o nosso mundo, nós somos meio que os caras maus que não são da polícia mas que a polícia gosta que existam... o Yoongi deixou essa vida depois que começou a namorar você, ele estava mudado, eu pensei que tinha perdido a vontade de melhorar o mundo, nós brigamos e, só nos falamos de novo quando ele descobriu Lee, é basicamente isso, se você perguntar pra ele, provavelmente vai te contar a primeira parte melhor, já que era mais velho.

 

Era muita coisa pra assimilar, mas pelo menos agora tinha noção de que ele só estava tentando fazer as coisas certas.

 

-- Obrigado por me contar, agora eu já tenho uma história pra contar as crianças sobre o pai, quando crescerem.

 

 

 

 

~.~

 

 

 

 

Estava tudo tão escuro a ponto de Min Yoongi pensar que não tinha acordado quando o fez, demorou um pouco para lembrar do que tinha acontecido. Ele tinha sido anestesiado? Não se lembrava muito bem, mas não estava cem porcento recuperado ainda, estava tonto, como se tivesse batido a cabeça com força, mas não sentia dor alguma.

 

Depois de alguns minutos, uma porta se abriu, e finalmente viu uma luz, vinha do lampião do homem que estava entrando, era que nem os branquelos que os atacaram antes na adega, o lugar deveria estar cheio deles.

 

-- Min Yoongi, não? Rei vai ficar muito contente comigo ao saber que te capturei, sabia?

 

-- Rei? Quem é esse?

 

-- Você o conhece e, com o tempo, irá conhecer sua verdadeira identidade, você vai pagar pelo que fez com ele.

 

O homem se aproximou, haviam sementes em sua mão. Yoongi tentou se soltar, mas não conseguiu, estava amarrado à cama atrás de si.

 

-- Abra a boca, deve estar com fome, não?

 

Ele aproximou a mão da boca de Yoongi, e depoisde muito esforço, enfiou as sementes coloridas nela.

 

-- Engole tudo que logo as coisas vão ficar melhores pra você.

 

Ele riu de forma maléfica, enquanto Yoongi tentava deixar as sementes em apenas um lado da boca, fingindo que tinha engolido.

 

-- Você pode se aproximar? - Falou em tom quase inaudível.

 

-- Hum?

 

-- Eu preciso de um copo de água.

 

-- Como?

 

Quando o homem chegou perto o suficiente, Yoongi cuspiu as sementes em sua cara, mirando a maioria em seus olhos, o encapuzado gritou e cambaleou, logo saindo da sala xingando Yoongi.

 

-- O que houve? - Yoongi conseguia ouvir a conversa que vinha do lado de fora.

 

-- O desgraçado não quis comer.

 

-- Você está seguindo as ordens mesmo? Pensei que fosse se divertir com ele antes.

 

-- Não, ele é propriedade do rei... e nem ouse se aproximar, quero entregar ele inteiro, e talvez mereça sair dessa imundícia. Eu vou lavar os olhos, fique vigiando a porta.

 

Depois que os passos não eram mais audíveis, Yoongi começou a mexer as mãos para se soltar das cordas, por sorte o lampião ainda estava no local, seria bem mais fácil de escapar assim.

 

 Assim que se soltou, conferiu se não tinham deixado nada em seus bolsos, tinha apenas um papel antigo de bala e uma moeda, descuidados demais, até para cegos.

 

Pegou o lampião e analisou o cômodo, parecia um dormitório de orfanato ou clínica de reabilitação, mesmo antes deles invadirem, o local já deveria ser macabro.

 

Tentando fazer o mínimo barulho possível, Yoongi pegou o cabideiro de metal, por sorte o piso desse andar não rangia. Abriu a porta bem devagar, e quando o guarda virou em sua direção, deu uma pancada na cabeça dele. O colocou para dentro e então fechou a porta novamente. 

 

Tirou sua capa - quase se arrependendo quando viu seu corpo esquelético - e a vestiu, eram cegos, mas deveriam verificar as capas um dos outros. Amarrou o homem e rasgou um pedaço da manga de sua camisa, para amordaçar o homem, seria suficiente para distrair o outro enquanto fugia.

 

Pegou o lampião e então saiu do quarto, o corredor era mais frio que o quarto, era feito apenas de madeira, na verdade tudo que não era de pedra era feito de toras, exceto o chão, que era um pouco menos bruto.

 

Seguiu para a esquerda e acabou dando em um salão vazio, onde tinham mais corredores, se estava no andar dos quartos, tinha que torcer para não fazer nenhum barulho sequer.

 

Entrou em um corredor onde não haviam portas e acabou dando em uma sala com uma estátua e uma escada. A estátua era feita de uma pedra totalmente preta, era de dois homens encapuzados, um estava sentado em um trono, e outro ficava atrás dele, segurando um fuzil. Ótima estátua para cegos, pensou Yoongi.

 

Como já estava no porão da mansão, optou por subir as escadas, outro corredor e então, mais escadas, só que dessa vez, eram para baixo. Nas paredes estava escrito repetidas vezes a palavra "Taehyun" com sangue, Yoongi quase recuou, por pensar que era uma câmara de tortura, mas quando sentiu o mesmo cheiro que o fizera desmaiar, continuou - com a mão sobre o nariz -, a sala era similar as outras, mas maior. Quando a escada acabava, tinham dois canteiros com as flores brancas-amareladas gigantes, que expeliam fumaça amarela e pareciam se mover, a fumaça, quando entrava em contato com a pele, se transformava em um líquido similar a urina, mas frio. Yoongi fez uma cara de nojo, e seguiu pelo corredor entre os canteiros. Tinha um corredor à esquerda e outro à direita, os dois tinham uma parede de vidro ao lado, haviam pessoas lá dentro, uma delas saiu da sala mais próxima, andando como se fosse um zumbi. Seguiu pelo meio das flores e arrancou um brotinho, que imediatamente se abriu.

 

-- Hora de morrer.

 

O homem colocou a flor sobre o nariz e pegou uma semente de uma caixa de madeira ao lado da escada, e então começou a subir, enfiou a semente pontuda nas veias do braço, e com seu sangue, escreveu na parede, e então caiu. Yoongi estava tão horrorizado que nem percebeu que tinha um deles atrás de si.

 

-- Ande, irmão.

 

Yoongi se moveu devagar, mas o homem o segurou e cheirou seu pescoço.

 

-- Puro!

 

O soltou, e antes que desse com tudo em sua cabeça, Yoongi se enfiou no meio das flores e foi correndo pelo corredor da esquerda, conseguia ouvir eles gemendo e correndo atrás de si, mas não tão rápido. Foi sorte estar na ala dos quase-mortos.

 

O corredor dava em uma escadaria que dava para um corredor ainda mais estreito. Aproveitando que a escada era de madeira, Yoongi abriu o lampião e deixou o fogo tomar conta dali, funcionou, mesmo estando úmido, apenas alguns deles passaram, mas Yoongi já estava bem a frente.

 

O corredor parecia não acabar nunca, Yoongi deveria estar correndo por toda extensão da casa. Quando finalmente  chegou no final, havia uma escadaria imensa e em formato de caracol. Como não tinha outra saída, Yoongi subiu, por sorte havia corrimão para se apoiar, caso contrário, já teria caído e quebrado a coluna.

 

Quando chegou ao topo, um encapuzado já estava o esperando, o agarrou e o jogou contra um painel de controle, barras de ferro se fecharam na escada, pelo menos só seria ele por enquanto.

 

Estavam em uma torre, ao lado esquerdo da casa, por isso o corredor imenso, ao menos agora estava em um cômodo sem teto, perfeito para resgate.

 

Yoongi deu um soco no homem, o mesmo caiu e bateu a cabeça, como estava desacordado, decidiu se preocupar em parar os que estavam subindo. Como não sabia braile, foi apertando os botões aleatoriamente, primeiro um verde, que fez com que gritos altos viessem ecoando, depois um roxo que fez com que inundasse a torre, pelo menos era isso que Yoongi estava escutando. Quando apertou o roxo novamente, a água começou a escorrer, estava suficiente por agora.

 

Ao lado dos vários botões, tinha um telefone antigo, Yoongi digitou desesperado o número de Hoseok, quando o mesmo atendeu quase chorou, estava vivo, preferia morrer em meio aos encapuzados loucos do que perder sua família.

 

-- Você está vivo! - Os dois falaram em coro.



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