1. Spirit Fanfics >
  2. Gyaru-Oh Changes. >
  3. Ch1: Pra tudo se tem uma primeira vez

História Gyaru-Oh Changes. - Capítulo 1


Escrita por: HatSori

Notas do Autor


Rework dessa fanfic e é isso aí

Capítulo 1 - Ch1: Pra tudo se tem uma primeira vez



Após um longo tempo as nossas aulas voltaram. Os alunos já estavam mais velhos, bonitos, fortes e espertos. Alguns passaram por momentos bons e ruins, enquanto outros apenas passaram as férias em casa se masturbando de frente para um computador no quarto escuro.

Bom, eu não fui nenhuma dessas… Meu nome é Junichi, Junichi Sakurai. Tenho 16 anos, acabei de entrar no segundo ano do ensino médio e eu sou provavelmente o cara que mais quer ser atropelado hoje… o motivo? Bom, eu… eu sou um cara bem azarado. Motivo?!

Poxa, vocês são bem chatos, huh? Isso é uma entrevista ou algo assim? 

Bom, que seja. Desde o fundamental eu venho sido o alvo preferido de um certo grupo de pessoas. Desde o quarto ano eles me xingam, quebram as minhas coisas, me batem, etc, etc… bom, eles faziam isso, porque como todo ano eu não posso perder as esperanças de não ter aquelas pessoas me enchendo, e eu acho que se eles me verem não vão me reconhecer.


Eu sempre fui alguém magro, muito magro, quase raquítico, tinha cabelos lisos bagunçados e que chegavam na minha testa, cujos eu nunca penteava. E eu também sempre fui um pouco menor do que eles, menos do que um deles… bom, agora eu tô diferente, eu tinha decidido mudar tudo isso, comecei a fazer exercícios com a minha Senpai durante as férias de verão e também cortei o meu cabelo, decidindo tirar os fios negros do meu olhos e os levar para trás, mas ainda haviam alguns no meu rosto, mas segundo a Senpai isso era legal ou algo assim. Bom, eu fiquei maior e mais forte, foi basicamente isso que mudou em mim, e durante as férias de verão eu apenas fiz isso… talvez seja um desperdício de tempo...


Eu suspirei e desci as escadas usando o uniforme de minha escola, um blazer cinza, um colete laranja, uma camisa social branca de manga comprida, uma calça com um tom levemente mais escuro de cinza e sapatos pretos. 


–Bom dia, flor do dia!– A mulher mais velha falou com um sorriso que alegrava a alma de qualquer um, menos eu, que estava depressivo com a ideia de voltar para aquele lugar.


–Oi mãe, bom dia– Falei baixo, logo me sentando na cadeira e servindo a xícara com café e colocando uma colher pequena de açúcar nele. O tom de quem estava prestes a matar aula só por descaso era notável.


–Se você matar aula eu tiro o seu 3ds e jogo pela janela–Ela disse de forma ríspida–Dormiu bem, meu príncipe?–O jeito da moça sempre foi assim, ela chegava a ser bem bipolar comigo, às vezes sempre bem seca e às vezes o tratando de forma gentil.


–Corta essa… eu… não consegui dormir bem hoje, mas e a senhora?– Levei a xícara à boca enquanto minha mãe lia algo de seu trabalho no celular.


–Eu dormi como um anjo, mas você precisa dormir mais, meu lindo, senão vai ficar velho antes da hora.



–Tá, tá… vou escovar os dentes e vou pra escola… eu já disse que não precisava fazer meu bento mas… obrigado– A mulher de cachos curtos sorriu, enquanto o garoto entrava no cômodo. Aquela foi a primeira vez em muito tempo que eu não precisei acordar muito cedo para fazer o meu bento.



Quebra de tempo.


Eu passei pela porta, tentando não chamar atenção, e caminhei pelo lugar até me sentar em uma mesa vazia, colocando a minha bolsa do meu lado da minha cadeira e eu como sempre estava naquela posição, deitado sobre a mesa com meu rosto entre os braços, apertando a minha cabeça numa tentativa de não chamar atenção de ninguém, quase caindo no sono, sentindo minhas pálpebras pesarem. O espaço no meio dos meus braços era confortável o bastante para que eu esquecer dos meus problemas, mas os meus ouvidos ainda estavam atentos aos sons ao meu redor, e isso incluia os comentários. Vários deles eram de garotos falando sobre como as garotas de sua turma ficaram mais bonitas ou sobre o que eles fizeram nas férias, porém eu ouvi uma voz familiar, era feminina e carregada de raiva.


– Ah, cara eu tava de boa lá, aí um Darius feedado me veio com a ult e eu morri! NUNCA MAIS JOGO DE SONNA!– A voz feminina era de Riza, a garota mais assustadora naquela sala. Uma delinquente que já foi suspensa por agressão e intimidação várias vezes.


–Ah eu sei como é, isso é um saco– Aquela era a voz animada de Sushino, o atleta da sala, que tinha um tom de quem queria confortar ela. O garoto de cabelos raspados já foi suspenso algumas vezes também, porém apenas por desordem ou por pegar garotas nos corredores.


– Ei, Kitamura… o que aconteceu com o seu cabelo? Você devia cortar, não acha não?– De forma desajeitada e rapida eu me levantei, quase como se tivesse levado um susto, atraindo a atenção de todos na turma para mim, inclusive daqueles quatro na frente da sala: A garota de cabelos negros curtos com mechas azuis, o rapaz careca, o garoto de cabelos tingidos de magenta e a pessoa que eu mais temia ver alí, Shou Kitamura. O líder do grupinho. Kitamura sempre foi bem Atlético e animado, bronzeado com curtos cabelos negros sempre tingidos de loiro, usava um brinco na orelha esquerda, sempre sendo considerado um delinquente juvenil pelo seu jeito, mas não é como se ele não fosse um. Ele foi a pior pessoa que eu já conheci na minha vida, e os banhos de água suja que eu tomei por anos meios que comprovam isso. Só que... Aquela pessoa não me lembrava muito do antigo Kitamura-San. Seu cabelo cresceu, ficando logo pra caralho e agora amarrado num rabo de cavalo, como sempre tingidos de loiro, só que desta vez apenas cheio de falhas na raiz, mostrando que já fazia um tempo desde que ele pintou ele também usava 3 brincos na orelha direita e um piercing na mesma orelha. 


Agora ele estava parado lá, me encarando confuso, enquanto tinha o seu cabelo segurado pelo adolescente de cabelos roxos.


– H-hey! Não vá pegando no meu cabelo. E eu não tô afim de cortar, deu trabalho deixar ele crescer – Eles simplesmente me ignoraram e voltaram a conversar, junto de todos na sala, que não pareceu ligar pra mim… 


Graças á Deus!


Logo a menina de mechas azuis olhou para mim novamente– Aquele alí não é familiar pra vocês?– A pergunta me fez travar e quase amaldiçoar o desgraçado que escreveu esse acontecimento na minha história.


– Aquele alí? Sei não– O careca deu de ombros– Deve ser um novato– Engoli minhas palavras.


– Hummm… não parece o Junichi?– Kitamura perguntou, sendo recebido por confirmações dos outros de seu grupo–Tá brincando comigo! Ele 'tá até parecendo com uma pessoa normal! Fufufufufu– Kitamura sorriu enquanto se aproximava com passos curtos até a minha mesa, junto dos três adolescentes, enquanto eu mal podia responder.


Papo10 : Eu.Odeio.A.Minha.Vida.


Eu senti meu corpo deixar de funcionar aos poucos, até que Kitamura se sentou na mesa, com o sorriso mais filho da puta que eu já vi. Logo o sinal tocou antes que eles pudessem começar qualquer coisa, e os três forma embora… menos o garoto, que continuava me encarando nós olhos


– B--Bom dia, K--Kitamura-San...– Eu disse com receio.


– Eu quase não te reconheci! Caramba você mudou muito, hein!?– Kitamura sorriu dando um leve soco no meu braço– Meus parabéns, diferente de mim, eu ainda sou um dos menores alunos daqui–O sorriso de Kitamura se desfez. E olhou para trás e notou que o seu grupo já não estava prestando atenção nele.


– Muito obrigado… e o seu cabelo ficou legal...– Eu disse a última parte bem baixo, mas acho que ele ouviu.


–Bom, fico feliz que alguém não falou que o cabelo não ficou estranho– Eu sorri de nervoso. O loiro saiu de cima da carteira e me encarou mais de perto, o que foi esquisito, mas eu não pude negar que senti medo de ser empalado vivo naquele momento.


– Bom, até!– Ele disse e foi até o seu lugar suspirando.


 ele pela primeira vez não fez algo de mal comigo… 


Quebra de tempo


Todos limpavam a escola, enquanto eu era o último aluno na sala de aula, assim me dando tempo pra jogar uns jogos no meu celular e chegar em casa depois da minha mãe. Tudo ia bem, até que eu ouvi as sala ser aberta e direcionei meu olhar para ela, de onde vinha o garoto de cabos magentas, caminhando até a parede e se sentando no chão, com um olhar entediado. Eu comecei a reparar no cabelo dele, ele deixava os cabelos penteados para trás de uma forma bagunçada, mas não tão esquisita, apenas incomum e talvez até considerado estiloso.


Mas… POR QUE ELE TÁ AQU!?! Por que eu tenho que lidar com esse tipo de coisa?


Então ele olhou para mim, fixamente e de forma ameaçadora. Eu rapidamente me virei e fui até a minha bolsa, fingindo procurar algo lá.


– Opa, Junichi! – Levei um tapa nas costas e soltei um grito agudo. Olhei para trás com meu coração batendo a mil, quando vi o garoto sorrir.


– Kitamura-San! O que você faz aqui? D--Digo… tem algo que eu possa fazer?– Na hora senti meu celular vibrar, olhei para ele e era uma chamada da minha mãe.


Deus te tenha, mamãe! Mas o que aconteceu pra me chamar tão cedo?


– Ah...– Tentei disfarçar– B-bom… E--Eu preciso ir andando, minha mãe pode ficar preocupado– Falei e comecei a caminhar até a porta, o porém, Garoto de cabelos bagunçados se levantou e ficou na minha frente, impedindo minha passagem me encarando nos olhos.  


–Me diz, você não acha que é falta de educação ignorar o nosso amigo em comum? –A expressão séria no rosto dele me deu arrepios na espinha.


– U--Uhhhh… Sim, você tá certo...Eu--– Logo eu olhei para trás e vi o garoto me encarando de baixo, com um olhar sério.


– Hey, Junichi, tá afim de sair? Você não deve ter nada de útil pra fazer agora, ou tem?– Sua bochechas coraram e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele agarrou a minha gravata e me puxou por ela.


– E--Eu tenho umas coisas pra fazer hoje e--


– Ajeita essa gravata, Junichi– fiquei em choque pela proximidade, e isso fez meu coração acelerar. Ele segurava a minha gravata enquanto ajustava o nó dela, olhei pro Rosto de Kitamura-San, ele estava com um rubor nas bochecha– Você mudou muito, mas e--eu ainda assim…–Ele se interrompeu, e um silêncio constrangedor se instalou no lugar…


– Anda logo, Kitamura-Kun, a qualquer segundos eles podem aparecer!– O garoto disse atrás de mim, olhando para a porta.


– Eu acho que não temos tanto tempo… Vamos rápido com isso– Ele falou umedecendo os lábios, eu não entendi, até que ele me puxou pela gravata e selou os lábios dele com os meus de forma violentamente, logo ele foi colocando a sua língua na minha boca enquanto eu sentir meu corpo amolecer um pouco pelo choque, eu coloquei minha mãos nos ombros dele, de início tentando o empurrar por eu nunca ter feito isso antes, e com certeza eu não faria isso com um cara, muito menos com ele, mas eu lentamente perdia as forças, e conseguia notar melhor os detalhes daquilo, como o gosto agridoce da boca dele, que provavelmente veio daqueles doces que ele sempre come e logo senti a língua dele transitar pelo interior da minha boca, "rodeando" a minha língua, me deixando mais travado ainda, já que eu nem sabia como reagir a aquilo, que era muito novo… mas… eu ainda tinha as minhas mãos nos ombros dele, e comecei aos poucos a retomar as minhas forças, porém, ao invés de tentar sair do beijo eu por algum motivo copiei o gesto dele, de fechar os olhos, assim eu pensava no próximo passo. Me lembrei que nos filmes da minha mãe tem cena de beijo onde os caras pegam nas cinturas das garotas e nas coxas, talvez eu devesse tentar isso?


Bom, é tudo ou nada…


Eu então levei minhas mãos até a cintura dele, sentindo a pele dele por baixo da camisa social branca, junto de alguns músculos e logo eu também senti algo, porém foi um par de mãos nos meus ombros, me afastando do menor.


– ANDA LOGO, KITAMURA-KUN! NÃO TEMOS TEMPO!– O garoto gritou, assim o loiro ajeitou suas roupas e foi junto do maior até a porta, antes de olhar pra mim.



– Ah… descurpa, eu meio que me empolguei.–Ele sorriu coçando a nuca, mas o seu rosto está vermelho.


– K--Kitamura-San… eu não entend--


–Eu sei que foi o seu primeiro beijo, esquisito, mas não se empolga!– Ele deu um leve tapa na parte de cima da minha cabeça. Eu corei e abaixei a cabeça.– Amanhã vamos nos encontrar aqui de novo– quando Levantei minha cabeça para dizer algo Kitamura-San foi embora, sendo acompanhado pela sua aura assustadora e seu colega, virando o corredor.


–A-ah… a-a-a–Lentamente eu me dava conta do que acabará de acontecer– AAAAAAAAAH!! Eu não acredito nisso!– Eu fiquei em completo estado de choque, por vários motivos, o primeiro deles é que eu perdi o meu "BV", o segundo é que não foi com o meu par romântico e o último motivo é que… foi com Shou Kitamura… – AAAARRRRRRGGGGHHHHH!!!!!– Eu comecei a arrancar os meus cabelos.


Droga! Eu não acredito nisso! Qual o meu problema? Eu beijei ele! Beijei o cara que me bulimia a anos! Eu literalmente enfiei a minha língua nele! Qual o meu problema?! QUAL O MEU PROBLEMA?! Mas por que eu gostei? Eu até peguei na cintura dele e… eu sou gay?



Eu suspirei e me sentei no chão, tentando não pensar naquilo, mas era impossível… O gosto, os lábios molhados e… e… droga… eu olhei para baixo e vi a marca na minha calça… eu tive uma ereção por conta de um cara… eu… eu não acredito nisso!


Me levantei e com cuidado peguei a bolsa e foi até a minha casaz tentando ignorar o que me aconteceu.




Notas Finais


Um pouco diferente, mas aínda tá bem parecido.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...