História Gyeoul Seuta - Capítulo 82


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Angst, Bottom! Jimin, Drama, Eventual Namjin, Eventual Yoonseok, Fluff, Jikook, Jikook Flex, Lemon, Menção À Got7, Menção À Song Joong Ki, Mpreg, São Todos Gays, Top! Jungkook, Yaoi
Visualizações 1.267
Palavras 4.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão gente, a capa do capítulo de hoje eu vou ficar devendo :(

Mas diz aí, ninguém aqui ficou curioso para saber o que aconteceu com Namjoon e Jin em Pyeongchang??

Capítulo 82 - O Que Houve em Pyeongchang


Fanfic / Fanfiction Gyeoul Seuta - Capítulo 82 - O Que Houve em Pyeongchang

 

T-Mobile Arena.

Las Vegas, Nevada, Estados Unidos.



 

— Uau... não tinham uma foto mais desatualizada? — ironizou Yoongi, checando seus lugares marcados no auditório com cópias da foto promocional do "BTS Festa" de 2015 coladas aos assentos. — Aposto que pegaram a primeira foto em grupo que acharam no Google. Olha, ainda é aquela em que o Hobi tá com a mão na bunda do maknae... inacreditável!

 

— Hyung...! — Taehyung chamou sua atenção, apesar de rir envergonhado da foto antiga.

 

— O quê? Eles não vão entender de qualquer forma. Estamos na base do "sorria e acene" há horas!

 

De fato, nenhum dos americanos ali parecia falar seu idioma. Era domingo, véspera da premiação, e uma equipe expedida pelos organizadores estava lhes mostrando o auditório, além de fazer uma entrevista bem descontraída ainda no lobby da Arena. Serviu mais como uma pequena tour para se situarem, decorarem os procedimentos de segurança e o percurso correto até o palco.

 

— Acho que entramos definitivamente no modo "sorria e acene" desde que desembarcamos no aeroporto. — o maknae se juntou à eles, rindo soprado. — Aish...! Eu realmente devia ter estudado mais inglês.

 

Dito isso os três se voltaram para a figura do líder há alguns metros dali, imerso numa discussão de detalhes técnicos com um dos produtores americanos. Além de Namjoon, apenas um assessor da BigHit que os acompanhava falava inglês fluente, e isso tornava o Kim o porta-voz do grupo; seria ele quem traduziria e lidaria com as entrevistas no tapete vermelho. E ele não escondera o quão estava nervoso com isso, mas ninguém podia culpá-lo, claro, estavam em território novo.

 

— Sua voz soa tão sensual em inglês, Joon. — Jin, quem sentava em uma das cadeiras ali perto, brincou descontraído assim que o produtor lhe deu as costas.

 

O comentário que em qualquer outro momento o desconcertaria, o distraiu e o fez rir. Namjoon se voltou ao mais velho o encontrando muito à vontade em uma das cadeiras da fileira frontal, sorrindo confiante ao fitá-lo. Jin na verdade era confiante. Aprendeu à ser com o tempo, para lidar com a negatividade que tentava lhe derrubar. E Namjoon adorava essa característica sua.

 

— Só está dizendo isso para me deixar mais calmo. — pontuou desconfiado.

 

— E se eu estiver? Nem por isso deixa de ser verdade. Você possui uma voz bem sensual, Joon. — retrucou dando de ombros, sibilando a última parte para que apenas Namjoon, que estava mais perto, ouvir. E aquela simples sentença, carregada de significado e uma pontinha de malícia, relembrou-o do assunto que ficaram de tratar há tempos.

 

Droga! Nós realmente precisamos falar sobre aquilo. — pensou consigo mesmo, contrariado.

 

— Você gostaria... de... conversar sobre o que aconteceu em Pyeongchang mês passado, hyung? — perguntou hesitante, antes que perdesse a coragem de fazê-lo.

 

Jin umedeceu os lábios, parecendo um tanto surpreso que a iniciativa tenha partido do mais novo finalmente. Esteve esperando ansiosamente por isto.

 

— Claro. Façamos assim então: me procure no meu quarto quando voltarmos ao hotel.

 

Namjoon assentiu, de repente ficando imensamente mais nervoso, mas por outro motivo. Por semanas – desde que voltaram à estrada em turnê – esteve pisando em ovos perto desse seu hyung, sem saber ao certo como abordar o assunto ou mesmo se deveria abordar tal. Algo inesperado aconteceu entre eles em Pyeongchang naquela semana de recesso, e o mais novo ainda tentava digerir, mas felizmente Seokjin lhe deu espaço suficiente e não pressionou-o à falar – embora estivesse terrivelmente tentado à fazê-lo.

 

— Vamos, pessoal?! — o produtor da BigHit chamou, sinalizando para os rapazes dispersos pelo auditório se juntarem e segui-lo. — Onde querem almoçar?

 

...

 

Horas mais tarde.

 

Namjoon protelava, encarando a porta do quarto enquanto discutia consigo mesmo se abria ou não. Tudo que precisava fazer era sair no corredor e bater na porta vizinha à frente da sua.

 

Um. Dois.

 

Inspire.

 

Três. Quatro.

 

Expire.

 

— Tenha coragem, seu frouxo...! — xingou à si mesmo, tombando a cabeça para frente em frustração e dando com a testa sem querer na madeira. — Au... au! Eu sou um idiota! Por que eu fui fazer aquilo?!

 

Memórias do fatídico dia ainda o assombravam vividamente. O rapaz queria mesmo ser um daqueles bêbados desmemoriados que não precisavam sofrer com as lembranças das merdas que faziam quando intoxicados! Mas não! Ele lembrava da cada mísero minuto e detalhe, e para piorar... Jin lembrava também.

 

"— Está tudo bem, Nam. Vamos falar disso apenas quando estiver confortável. Até lá... fingiremos que nada aconteceu, ok?" — foram as palavras gentis que o mais velho lhe disse na manhã seguinte, quando viu o desespero e a vergonha em seu olhar.

 

Namjoon suspirou derrotado e apertou firmemente os olhos, precisava encarar aquela conversa ou nunca mais poderia olhar nos olhos do seu hyung. Decidido então, ele abriu a porta e se lançou no corredor sem olhar para trás, estendeu o punho direito e deu duas batidas firmes na porta.

 

Ouviu passos e instantes depois a porta foi aberta. Jin o recebeu com um sorriso confortante.

 

— Entre, Nam.

 

O mais novo assentiu e adentrou a suíte, tendo a porta fechada atrás de si. Jin o guiou quarto adentro e o convidou à sentar em uma das poltronas de frente para a sacada. O mais velho vestia um robe do hotel fechado por cima de uma camiseta plana preta, e os cabelos estavam úmidos denunciando que tomara banho há pouco, parecendo confortável.

 

— É quente aqui, não é? — comentou ele sacando o controle do ar condicionado da mesinha ao lado e o ligando. O ruído do aparelho ajudou um pouco em encobrir o silêncio mórbido que surgiu assim que o outro entrou. — Nam, você está mesmo pronto para falar sobre isso? É que você não me parece muito bem...

 

— Não, eu... eu preciso. Ou não conseguiria olhá-lo nos olhos nunca mais. — confessou juntando as mãos no colo e baixando o olhar. — Primeiro eu queria dizer que eu sinto muito, hyung. Me desculpa, eu agi... impensadamente. Eu estava tão fora de mim aquela noite que acreditei que estava sonhando.

 

Seokjin assentiu, mas preferiu não dizer nada por medo que ele desistisse de prosseguir.

 

— Eu tentei fazer como você disse e fingir que nada aconteceu depois daquela noite em Pyeongchang, mas não deu. É tudo no que tenho pensado todas as horas do dia, todos os dias, há um mês! E eu sinto muito por ter adiado tanto essa conversa... — prosseguiu Namjoon, batendo o pé no chão repetidamente em nervosismo. — Mas depois de tanto remoer e pensar no assunto, eu percebi algo... você não me parou em momento algum, hyung. Permitiu que eu fosse até o fim. Por quê?

 

— Porque eu também queria. — Jin respondeu simples, livre de hesitação, e chocou-o profundamente.

 

— Você queria?

 

— É claro, Nam! Eu não estava tão bêbado assim, você por outro lado estava e acredite em mim, não iria muito longe sem o meu consentimento. Foi... foi gostoso pra mim também. Mas agora não tenho certeza se foi a melhor decisão... você se arrepende? Se arrepende de ter me beijado... me tocado? — um breve resquício de hesitação correu a expressão do mais velho ao perguntar.

 

Namjoon engoliu em seco, reavendo suas memórias daquele noite. Pelo menos foi bom para seu hyung tanto quanto lembra de ter sido para si mesmo.

 

— Me arrependo que tenha sido daquela forma, encorajado à base de uma bebedeira. E agora me sinto vulnerável ao admitir... mas tudo que eu disse aquela noite, sem tirar nem por, é verdade. Hyung, você é o homem mais atraente e amável que já conheci na vida. É até injusto! Como eu poderia resistir me apaixonar por você?!

 

Jin sentiu seu coração errar feio uma batida. Pois uma coisa foi ter um Namjoon bêbado e excitado repetindo o quão ele era sexy e como ele se tocava com frequência pensando em si, e outra bem diferente era ter ele ali e naquele instante, são, confessando estar apaixonado por si.

 

— Nam, está mesmo... apaixonado por mim?

 

— Como eu poderia não estar, hyung? — retrucou com verdadeira sofreguidão, surpreendendo-o mais. — Não queria pôr o fardo dos meus sentimentos sobre você, mas agora é tarde demais para escondê-los. Conheço você há anos! Convivo com você e conheço todo os seus costumes, o seu jeitinho... é como se esse tempo todo você estivesse me condicionando à amá-lo aos pouquinhos! Você me toca e eu entro em combustão, você olha na minha direção e eu fico sem graça, você flerta comigo e eu morro mais um pouquinho por dentro, porque eu percebi que te queria mas nunca tive coragem de dizer! E... e... eu sei tanto sobre você que já não sei mais o que fazer com tanta informação acumulada dentro da minha cabeça! Sei que aprendeu cozinhar com receitas online porque se sentia na obrigação de zelar por nós, sei que passa condicionador antes e depois do shampoo e acho isso estranho e imprático, sei reconhecer e diferenciar suas risadas... a de quando está sem graça, nervoso ou feliz de verdade! E acho terrivelmente fofa sua risada engasgada. E eu também sei que quando você pisca repetidas vezes, daquela maneira charmosa, é porque na verdade esqueceu de pingar colírio nos olhos de novo e as lentes secaram... é por isso que eu sempre tenho um potinho de colírio à mão, porque eu sei que você é uma toupeira sem as lentes mas ainda assim esquece de lubrificá-las. É a única coisa que eu nunca esqueço de levar comigo... e isso é muito vindo de alguém que perdeu o próprio passaporte duas vezes...

 

Jin mordeu o lábio inferior, olhando emocionado para o mais novo. Claro que em algum momento de sua amizade lhe ocorreu que Namjoon era um pouquinho gay e tinha uma quedinha por si... não se faria de rogado, sabia o quão era atraente e o quão o outro era péssimo em camuflar seus olhares desejosos – o coitado sempre se deixava flagrar, até mesmo em frente as câmeras. E mesmo Taehyung já confessou antes ter tido sua fase de paixonite pelo hyung mais velho, então fez pouco caso. Mas agora o líder o surpreendeu, ele esteve realmente guardando isso tudo dentro do peito? Todo esse emaranhado de emoções? Isso tocou Seokjin profundamente, pensar que alguém guardava sentimentos tão intensos assim pela sua pessoa.

 

Ninguém nunca se confessou para o Kim mais velho com tamanha sinceridade, sem medo de parecer bobo ou de ser rejeitado.

 

— Isso não pode ser só amizade... eu não sinto por mais ninguém a complexidade de sentimentos que sinto por você, hyung. Gosto muito de você. — concluiu Namjoon dando de ombros, com um olhar sem graça. — Não espero com isso, claro, que você termine com a Go Ah Ra Noona por mim, também não estou pedindo por recíproca, e-eu... eu nem pretendia contar isso à você, levaria meus sentimentos para o túmulo. Mas então aquilo aconteceu... eu fiquei bêbado, te beijei à força e... cometi aquela indecência na cama. Me perdoe, por favor.


 

 Namjoon realmente não esperava que o mais velho correspondesse aos seus sentimentos ao confessá-los, só que pudesse ser perdoado e que as coisas pudessem continuar normalmente entre eles, como tanto têm se esforçado nas últimas semanas para fazer parecer.

 

Ledo engano.

 

Mal ele sabia mas alguma coisa mudou dentro de Seokjin desde Pyeongchang, e a culpa era de ninguém menos que ele próprio por plantar a sementinha.

 

"Já era a última noite de uma semana fantástica na cidade montanhosa, e neste tempo visitaram desde os parques temáticos montados para os turistas aos templos e museus locais, relaxaram e repuseram as energias. Foi divertido e decidiram encerrar a viagem com algumas rodadas de bebidas num restaurante japonês próximo à pousada onde estavam, e entre as garrafas de soju e sake, devidamente alcoolizados, foram abordados por um dos garçons que os reconheceu e pediu um autógrafo para a namorada que supostamente era uma grande fã.

 

— Claro! Por que não? — o Kim mais novo concordou sem pensar muito, apesar de ir contra as regras da empresa tirar foto ou dar autógrafos em dias de folga. Mas um Namjoon bêbado era um Namjoon com um parco senso de responsabilidade, e Seokjin não teve coração para impedi-lo, não quando ele parecia tão contente e sorridente ao fazê-lo.

 

O que poderia dar errado? – pensou levianamente ele.

 

Bem... muitas coisas poderiam dar errado. E a primeira delas foi a reação em cadeia que resultou daquele autógrafo, pois outros frequentadores presenciaram a interação, não demoraram à reconhecê-los e consequentemente os cercaram pedindo fotos e autógrafos também.

 

— Essa é a nossa deixa... boa noite à todos. Tchau! — declarou o mais velho depois de recusar os pedidos, não muito interessado em ficar para lidar com o descontentamento das pessoas. Pagou a conta e arrastou sem demora o líder para fora dali, e praticamente correram dos curiosos de volta para a pousada. Parecendo dois malucos desbravando a rua à noite sob olhares estranhos.

 

— Hyung, espera...! — pedia já sem fôlego o mais novo, estufado e bêbado demais para aquilo.

 

Jin riu-se da sua situação, puxando ele para dentro da pousada. O mais velho decidiu acompanhá-lo até o seu quarto para garantir que ele não desfalecesse no caminho, e chegando lá o derrubou na cama incerimoniosamente. Tratou de ir recolher uma garrafinha d'água do frigobar da suíte e voltar ao seu lado na cama, sentando ali e barganhando com o mais novo, tentando convencê-lo à tomá-la.

 

— Não quero! — resmungou Namjoon enfiando a cara na fronha, sua voz abafada arrancou algumas gargalhadas do mais velho que achava a situação toda muito cômica. — Vou dormir...

 

— Vamos... um golinho só. Vai me agradecer quando acordar amanhã. — insistiu Seokjin, o virando sobre o colchão com alguma dificuldade, ele praticamente já ressonava.

 

Namjoon abriu então os olhos letargicamente e encarou o teto em sonolência por alguns instantes, e por fim voltou sua atenção para seu hyung que tentava fazê-lo ingerir à pulso a água mineral. Jin estava tão perto, era possível sentir o cheiro da sua colônia, e talvez pela comida apimentada seus lábios carnudinhos estavam mais rubros que o normal, assim como suas bochechas estavam coradas e seus olhos um tantinho cansados. Céus! Ele ficava lindo daquele ângulo, com a franja escura caindo aos olhos e os lábios entreabertos. Se Namjoon se inclinasse um pouquinho para cima... poderia alcançar seus lábios. E com esse pensamento ele apoiou-se em seus cotovelos e ergueu suficientemente o tronco, sem desviar o olhar daquele rosto perfeito.

 

— Aish! Vou ter que te dar mesmo na boca? Me lembre de nunca mais beber com você! — Jin chiava no seu jeitinho melodramático, sem real rancor. Sua voz subia alguns oitavos quando ele o fazia, seus olhos dobravam ainda mais de tamanho e seus lábios formavam um beicinho. Era fofo.

 

Tão fofo quanto poderia ser para um homem do seu porte e silhueta. Jin era o que poderia ser chamado de "homão", até suas medidas eram ridículas de perfeitas!

 

— Você é tão lindo, hyung... — deixou escapar em sua voz arrastada sem perceber, efetivamente calando Seokjin, e o deixando até um pouco desconcertado.

 

Por que ele precisava dizer aquilo tão aleatoriamente?!

 

— E-eu... eu sei disso! — o mais velho tentou superar sua surpresa rebatendo com humor.

 

— Você é a pessoa mais linda que eu já vi. Como consegue viver sabendo que arruinou meu coração? Você precisa ser mesmo tão... tão perfeito? — prosseguiu Namjoon, embriagado demais para perceber o que estava fazendo. Ele de fato não parecia estar raciocinando muito bem, seu olhar estava perdido e Jin se perguntava se ele estava mesmo lhe vendo, e sua voz soava quase irreconhecível, escapando embolada e soprada. — Seu rosto, seu corpo... até o seu cheiro, tudo em você é perfeito, Jin-hyung. Quero tanto te tocar... — dito isso ele esticou a destra e acariciou seu rosto de forma carinhosa. — Espera, eu consegui... eu estou sonhando? Devo estar sonhando. Você precisa parar de aparecer nos meus sonhos toda noite, hyung. Eu não consigo mais dormir assim!

 

Jin soltou em surpresa o ar que nem sabia que estava prendendo. Do que ele estava falando? Como assim arruinou seu coração?

 

— Nam...

 

— Pelo menos aqui dentro da minha mente, nos meus sonhos, eu posso fazer o que quiser com você... — dito isso ele subitamente colou seus lábios, pressionando-os juntos por longos segundos. Sua mão direita percorreu sua bochecha e desceu para o seu pescoço, dando a volta em sua nuca e agarrando os fios ali embaixo, puxando-o para si e enfiando a língua em sua boca com vontade.

 

Jin arfou, deixando a garrafinha aberta cair e rolar no chão, molhando tudo. Mas não conseguiu afastá-lo, pelo contrário, cedeu vergonhosamente rápido ao beijo. Fechou os olhos e correspondeu a carícia em sua língua, provando pela primeiríssima vez o que era beijar a boca de Kim Namjoon. Era tão quente e delicado, cada movimento executado com o maior carinho, deixando-o bambo nas pernas. Namjoon afastou-se brevemente e selou repetidas vezes seus lábios, sorrindo ao fazê-lo.

 

— Aqui dentro você é meu. — concluiu sorrindo muito feliz consigo mesmo. Mas de repente um olhar assustado tomou suas feições. — Eu preciso aproveitar antes que acorde...

 

— Eh?

 

Namjoon de repente ficou agitado e por um momento Jin temeu que ele tenha realizado que não era um sonho e apavorou-se, mas ao invés de empurrá-lo horrorizado para longe, o mais novo enlaçou sua cintura e o puxou para mais perto. Ele não tinha lá muito controle sob seu corpo naquela situação e certamente não tinha força suficiente para dominar Jin, por isso o mais velho deu uma forcinha, colando seus corpos.

 

Já que isso estava mesmo acontecendo, Seokjin preferiu aproveitar. Os lábios de Namjoon eram viciantes demais para se negar.

 

E beijar foi o que fizeram. O castanho estava sedento, tomando os lábios alheios como se fosse um favo de mel! Jin em contrapartida derreteu-se, apoiando um braço de cada lado da cabeça do mais novo e permitindo que ele envolvesse sua cintura, apertando-o contra si enquanto o beijava. As coisas esquentaram rapidamente quando Namjoon começou à mover seus quadris, empurrando sua pélvis para cima e chocando seus membros. Jin surpreendeu-se com o gemido que deixou escapar.

 

Namjoon estava completamente duro.

 

— Nam... t-tem certeza disso? — perguntou fraquinho, rendido à euforia do momento. Estava tudo tão quente, tão gostoso.

 

Em resposta o mais novo desceu sua destra por entre seus corpos e agarrou seu membro por sobre os jeans, e desta vez Seokjin gemeu mais alto, contorcendo-se involuntariamente no aperto de sua palma. Aquilo era tudo muito novo para si, muito intenso também, nunca experimentara se deitar com outro homem antes, malmente tivera coragem para beijar de língua. Mas talvez o fato deste homem ser justamente Namjoon, seu corpo reagia tão positivamente. Algo sobre aquela situação toda o enchia de desejo, uma necessidade por mais!

 

— Jin... eu quero você. — Namjoon suspirou sôfrego contra o seu pescoço, levando agora ambas as mãos para o seu traseiro e puxando-o contra si. Seus quadris se chocavam com volúpia, e suas ereções já cresciam e se esfregavam dolorosamente dentro das calças, precisando ser libertas. — Não quero acordar de novo no meio de um sonho tão bom... deixa eu gozar em você, hyung. Deixa... preciso me tocar lembrando desse sonho quando acordar... ah! É muito bom!

 

Um arrepio tremendo tomou o corpo do vocalista ao ouvir aquilo. Namjoon se tocava pensando em si? Ele sonhava consigo?

 

Encorajado pela adrenalina do momento, Jin sentou-se abruptamente sobre seus calcanhares, sob um protesto manhoso do mais novo. O castanho ainda movia os quadris, esfregando sua ereção dentro das roupas com desejo, e aquilo só o incentivou à prosseguir, com dedos trêmulos, até a braguilha dos jeans dele. Jin desfez o fecho e puxou a calça para baixo acompanhada da cueca, deixando ambos embolados na altura do tornozelo do mais alto, então repetiu o processo consigo mesmo, se desfazendo de seus denim justos e ficando apenas com a fina camisa de mangas longas cobrindo o corpo.

 

— Oh...! — gemeu sensível ao finalmente parar para fitar a ereção alheia.

 

Já havia visto o amigo nu algumas vezes antes, mas a diferença de vê-lo inerte era grande demais. O pênis do outro estava engrossado, vermelho e pulsante, duro contra sua virilha; sua glande estava lustrosa, coberta em pré sêmen e seu escroto se contraía vez ou outra com desejo. Seokjin sentiu-se estremecer outra vez, abismado, pois nunca antes havia manuseado o cacete de outro homem, mas ainda assim estava morrendo de vontade de fazê-lo agora. Seu próprio pênis latejou teso, suspenso sob a camiseta, criando uma lombada perto da barra da mesma.

 

Jin ergueu a camiseta, exibindo sua própria ereção ao mais novo que não perdeu tempo em envolvê-la em suas mãos, acariciando sua extensão com vontade. Precisou se ajeitar com uma coxa de cada lado dos quadris alheios, permitindo que Namjoon o masturbasse com vigor, ao passo que apertava e repuxava suas bolas, parecendo gostar de brincar com as mesmas. Seokjin gemeu, segurando debilmente a camisa com ambas as mãos enquanto se assistia ser masturbado pelo amigo.

 

Céus! Aquilo era tão bom! Tão gostoso!

 

Em algum momento Namjoon pegou a própria extensão e juntou à sua, apertando ambas juntas enquanto subia e descia sua destra com vontade, espirrando pré sêmen para todo lado e arrancando um gritinho eufórico seu. Jin quase gozou ao sentir a dureza dele contra a sua própria, latejando melada. E, vergonhosamente perto de gozar, assim tão rápido, afastou suas mãos.

 

— Hyung... — Namjoon gemeu em necessidade, manhoso.

 

O mais velho subitamente deitou-se sobre si, colando seus troncos suados assim como seus caralhos, babados e ainda duros, pressionados um contra o outro. Namjoon imediatamente retornou suas mãos ao traseiro pequeno e durinho de Jin, apertando as nádegas e fazendo-o descobrir pontos erógenos que nem sabia que possuía ali. Um instante se passou em quietude, antes que entorpecido de prazer Jin começou à se mover, para cima e para baixo, esfregando seus sexos juntos. O atrito foi o suficiente para tornar à arrancar gemidos de ambas as partes.

 

As respirações, o suor e o seu prazer se misturavam enquanto roçavam um no outro com vontade. Os lábios tentaram se encontrar, mas apenas raspavam e arranhavam um ao outro enquanto gemiam tesos. Seokjin dava tudo de si em investidas potentes e Namjoon respondia erguendo os quadris em busca de mais, e assim não tinha jeito que durassem muito.

 

Não deu para dizer ao certo quem gozou primeiro, foi quase ao mesmo tempo, enquanto gemiam desbocados. Suas extensões vibram coladinhas, esguichando entre seus corpos. Levou algum tempo para os espasmos pararem, e mais ainda para as respirações descompassadas se acalmarem. Um cansaço sem tamanho tomou seus corpos, os músculos relaxaram e as pálpebras pesaram.

 

E o resto é história."

 

  

— Peça.

 

— Como? — o mais novo franziu o cenho, sem entender ao que ele se referia.

 

— Recíproca, Nam. Peça e eu serei todo seu.

 

— Oh...!

 

...

 

Domingo, 21 de Maio.

Data do Billboard Music Awards.



 

Jimin estava devastado. E, se coubesse à ele decidir, não deixaria o hotel aquela noite.

 

Gyuri adoeceu.

 

Claro, a enfermeira tentou acalmá-lo, convencê-lo de que era apenas uma febre passageira, mas seu coraçãozinho apertado teimava se tratar de outra coisa, algo muito mais sério. A bebê estava chorosa e molinha, como já esteve antes durante a viagem ao Havaí, e parecia estar com dor, puxando os cabelinho e estapeando nervosamente a própria cabeça como fazia quando estava nervosa – até mesmo repuxando as orelhinhas. E mesmo dormindo ela parecia desconfortável, movendo-se inquieta em seu sono. Mas a febre era de longe o que mais preocupava, indo e vindo o tempo todo.

 

— Calma, meu amor. Vai ficar tudo bem. — Jungkook tentava assegurá-lo. Ele mesmo estava preocupadíssimo, mas Jimin parecia ceder ao estresse muito mais rápido. — Pedi para a enfermeira checá-la.

 

— Ela não quis comer, Gguk. Rejeitou a papinha e até a maçã amassadinha. — relatou o menor, com suas belas feições profundamente crispadas como se compartilhasse da dor física da filha. Lhe partia demais o coração ver sua pequena naquela situação e não poder fazer nada. — Ela só aceitou o meu leite, mamou bem por alguns minutos até cair no sono finalmente. Mas e se ela recusar a mamadeira também enquanto eu estiver fora? Vai ficar com fome até voltarmos?

 

Jungkook não soube responder, sequer queria contestá-lo, achava válida a preocupação do esposo. E no instante seguinte Si Miyeon surgiu do cômodo adjacente da suíte, trazendo o pequeno termômetro digital de girafinha em mãos.

 

— A febre deu uma trégua. — comunicou ela, guardando o aparelho no bolso do jaleco. — Eu chequei a boquinha dela e encontrei uma pequena protuberância na gengiva inferior. Acredito que são apenas os dentinhos nascendo, isso explicaria a febre.

 

O Jeon respirou aliviado ao ouvir aquilo, e então buscou o olhar do esposo. Jimin assentiu, embora não parecesse tão convencido assim.

 

— Podem ficar tranquilos, é bastante comum. Eu vou medicá-la para dor e cuidar para que ela não se fira puxando o próprio cabelo. E não que eu acredite que será necessário, mas se a situação se agravar levamos Gyuri para o pronto-socorro.

 

— Certo. Obrigado, Noona. — Jungkook agradeceu com um maneio de cabeça e a mulher respondeu, antes de dar meia volta. — Quer dar um beijinho de tchau na nossa princesinha antes de ir? — ofereceu ao esposo, acariciando sua bochecha farta.

 

Jimin assentiu, ainda com as sobrancelhas unidas e beicinho formado numa carinha melancólica.

 

— Ei, não faça essa carinha. — Jungkook pediu, colocando um dedo na junção entre entre as ditas sobrancelhas, tentando desfazer sua careta. — Você viu nossos fansites no aeroporto, não viu? Vieram de longe nos ver, e podem ficar preocupadas se você parecer tão tristinho nas fotos.

 

— Ok. Vou fazer um esforço.

 

A sensação ruim entretanto não passou, e o Park quis muito estar equivocado.

 


Notas Finais


Ui, quase deixei passar os rascunhos que eu fui empurrando para o final da página toda vez que reescrevia o capítulo


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