História Gyeoul Seuta - Capítulo 83


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Angst, Bottom! Jimin, Drama, Eventual Namjin, Eventual Yoonseok, Fluff, Jikook, Jikook Flex, Lemon, Menção À Got7, Menção À Song Joong Ki, Mpreg, Sexo, Top! Jungkook, Yaoi
Visualizações 557
Palavras 4.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou na hora! :)))

Ah, antes que eu me esqueça, a capa do capítulo anterior já foi ajeitada (vão lá dar uma olhadinha, é Namjin!!)

Capítulo 83 - Fanchat


Fanfic / Fanfiction Gyeoul Seuta - Capítulo 83 - Fanchat

 

 

Billboard Music Awards.

 

T-Mobile Arena.

Las Vegas, Nevada, Estados Unidos.


 

 

Uma adrenalina muito semelhante àquela mesma sentida ao andar numa montanha russa tomou o peito dos rapazes no momento em que a suntuosa limusine parou. E então a porta foi aberta, e a gritaria eufórica chegou aos seus ouvidos sem filtro algum.

 

O Magenta Carpet os aguardava.

 

O grupo tentou se lembrar de todas as outras centenas de vezes que participaram de grandes eventos do gênero, porque não era para ser tão diferente assim – embora a sensação parecesse, de fato, nova – , afinal não podiam passar pelo papel de amadores que não eram. 'Caminhe com confiança, sorria para as câmeras e tente não tropeçar'. A massa rugiu de volta ao passo que cada um foi descendo do veículo e atravessando o tapete, e não precisavam se esforçar muito para identificar as Army Bombs cintilando pro alto ou mesmo os cartazes de fãs no meio daquela gente toda. Havia até mesmo alguns Fansites conhecidos na primeira fileira, de credenciais e tudo, empunhando suas câmeras com eficiência. Os rapazes então se alinharam em frente ao soberbo painel da Billboard e sorriram, posando para as fotos sob as instruções dos fotógrafos.

 

E a cacofonia estava feita! Só se ouviam flashes e gritos para todo lado.

 

E foi na base do susto que os garotos aprenderam que na América as coisas eram um pouco mais... caóticas. Não que a organização do evento deixasse à desejar, mas havia um tumulto muito grande de pessoas no tapete e eles nem sabiam direito para onde olhar, e em algum momento até perderam os assessores da BigHit de vista! Namjoon logo tomou a frente e guiou-os pela extensão do Carpet ao longo do túnel, deixando-se ser abordado para pequenas entrevistas e incentivando o grupo à interagir e se soltarem em frente às câmeras – até mesmo esbarraram por coincidência e posaram para uma foto com o rapper Desiigner e um conhecido produtor da Billboard, Mike Mahan.

 

E como não podia deixar de ser, foram a sensação do momento ao adentrar o auditório, pois as fãs gritaram tão alto no primeiro vislumbre que tiveram do BTS que os demais presentes ali viraram imediatamente o pescoço, curiosos para saber quem estava entrando.

 

— Meninos, este é um produtor do evento, disse que os organizadores mandaram essas lembrancinhas para vocês. — a Assessora Han veio ao seu encontro assim que se sentaram, distribuindo sacolas de papel individuais para cada um junto de um homem caucasiano de headset na cabeça. — Tem garrafinhas d'água dentro também. Peguem.

 

— Obrigado, Noona.

 

— E me avisem se alguém precisar ir ao banheiro antes do intervalo, eu vou precisar chamar um ocupador de assento.

 

Dito isso ela retornou ao seu próprio assento, parecendo ocupada com a câmera em mãos. Enquanto isso os garotos estavam ainda um pouco deslumbrados com a recepção calorosa dos fãs, estas situados na parte superior do auditório, berrando à qualquer mínimo movimento que executassem, e repetindo um simples fanchat mas que dominou o ambiente.

 

BTS! BTS! BTS!

 

Um murmurinho se alastrou entre os convidados nas fileiras de trás, olhando curiosos para eles, parecendo impressionados. Poucos ali ouviram falar muito de seus ilustres convidados asiáticos, sequer sabiam o nome da banda. Felizmente as iniciais colavam fácil na cabeça. E assim não apenas um, mas dezenas deles, começaram à buscar na internet o que, de fato, era BTS e como eles despertavam um auditório inteiro apenas com a sua presença.

 

Daebak! Eu acho que eu vi o John Legend no saguão... Ei hyung! Hyung! Vai demorar muito para começar? — Taehyung esticou-se sobre o colo de Jimin para perguntar ao líder, sua bela face brilhando em ansiedade.

 

— Ah, Tae... acho que estão esperando o auditório todo encher primeiro. Ainda tem muita gente lá fora. — respondeu ele tentando fazer sua voz se sobrepor a cacofonia infernal ali dentro.

 

— Vai ser uma loonga noite então. — comentou Yoongi.

 

...

 

Enquanto isso no hotel:


 

Gyuri despertou não muito depois que os pais partiram, e de pronto começou à chorar e estranhamente tossir também. Si Miyeon foi imediatamente ao seu socorro, encontrando a pequena deitada ainda de dorso no meio da cama chorando inconsolável, remexendo os bracinhos e perninhas em agonia sob a mantinha. A enfermeira num primeiro momento sentou-se ao seu lado na cama e checou sua temperatura com as costas da mão.

 

— Está quente outra vez... — comentou inconformada e enfiou a mão bolso para recuperar o termômetro infantil.

 

O termômetro de girafinha foi posicionado sob um bracinho por meio minuto até apitar, exibindo a temperatura da criança no mostrador digital.

 

— 37.5 hm... não está tão alta assim. Talvez eu deva despi-la do agasalho.

 

Si Miyeon tirou o Kigurumizinho de leão, deixando-a apenas com seu pijaminha de manguinhas compridas. Quem sabe assim conseguisse controlar sua temperatura enquanto ainda não estava alta demais. Pegou então Gyuri no colo e ninou-a em seu percurso de volta até a sala da suíte, onde sentou-se no sofá e apoiou o corpo da pequena em suas pernas, tratando de avaliá-la.

 

— Deixe-me ver esses olhinhos... — sussurrou sacando agora uma lanterninha do bolso e apontando para as órbes ímpares, mas ali não havia nada fora do normal, então seguiu para a boquinha. — Será que são apenas os dentes mes... oh! A garganta está inflamada. Acho que está gripada, minha criança. Mas estranho... Jimin e Jungkook estão em perfeita saúde. Será que contraiu de outro alguém?

 

Miyeon medicou então a criança e preparou uma mamadeira de leite reservado do próprio Jimin para alimentá-la. Não havia muito à se fazer para combater a virose além do básico, mas se Gyuri piorasse não hesitaria em levá-la à um hospital pediátrico imediatamente.

 

— Bem, pelo menos seu apetite não deixa à desejar. — sorriu para Gyuri em seus braços, satisfeita em vê-la entornar a mamadeira de 400ml, apesar da careta de dor. Talvez pela gengiva estar sensível demais, ela parava vez ou outra e resmungava chorosa, como se disse "está doendo!" e então voltava à sugar o bico claramente com fome. Revezando assim o ciclo. — Mesmo dodói você faz aegyo. Aigo! O coração dessa velha Unnie não aguenta tanto! — brincou, rindo-se.

 

...

 

Um pouco mais tarde naquela mesma noite.


 

— Um Snickers pelos seus pensamentos.

 

Jimin arrepiou-se ao sentir o sussurro do marido ao pé do ouvido, lhe despertando de seus devaneios. Virou o pescoço para encontrá-lo mais perto do que o que seria considerado seguro entre eles, e arfou surpreso ao que o maknae ergueu uma barrinha de chocolate entre seus rostos.

 

— Come, vai te dar energia. — insistiu ele e, como estavam no intervalo, Jimin não viu problema em aceitar. — Apesar de que até um momento arás você parecia estar se divertindo bastante, filmando a apresentação da Nick Minaj e tudo!

 

— É, nunca vi ela tão de perto, fiquei deslumbrado. Nunca vi nenhum deles tão de perto... é estranho.

 

— Parecem surreais?

 

— Diria que parecem normais até demais. Incríveis, claro, mas ainda humanos com dois braços e duas pernas. — o recém acastanhado deu de ombros e Jungkook riu. — Não vai me perguntar o que eu imagino que veio perguntar? — inquiriu depois de um instante de silêncio, violando a embalagem em mãos.

 

Jungkook apoiou o cotovelo sobre o encosto da cadeira, mais à vontade, enquanto lhe observava daquela maneira concentrada.

 

— Ainda preocupado com a Gyul?

 

— Sim. — respondeu no mesmo segundo, esticando Snickers na direção de Jungkook. O mais novo tirou uma lasca generosa da barra e Jimin lhe lançou um olhar indignado, fazendo-o irremediavelmente rir outra vez. — Mas estou igualmente preocupado com a loira caucasiana, incrivelmente alta, da fileira de trás que não para de te secar.

 

Ao ouvir isso Jungkook imediatamente procurou tal pessoa por sobre o ombro, ficando sem graça ao descobrir que havia mesmo uma mulher analisando os músculos de seu braço flexionado sobre a cadeira, evidentes mesmo sob o paletó. Rapidamente recolheu-o juntinho ao corpo.

 

— Ela estava mesmo...? Omo!

 

E essa foi a vez de Jimin rir.

 

— Si Miyeon mandou uma mensagem, disse que a febre da Gyul está sob controle e que ela tomou o leite todinho que eu deixei. Ela passa bem, e isso me deixa mais tranquilo. — comunicou ainda humorado, mudando de assunto propositalmente enquanto devorava a barrinha de chocolate.

 

— Como sabia que ela estava olhando pra cá? — insistiu o pobrezinho sem jeito e Jimin derreteu por dentro.

 

— Ela tem feito isso há mais de uma hora, Gguk. Talvez você devesse me beijar aqui e agora para deixar as coisas claras para essa senhora. — respondeu sensualmente, lhe lançando uma piscadela. O queixo do maknae caiu. — Calma, meu amor, eu estou curtindo com a sua cara!

 

Jungkook bufou contrariado.

 

— Você tem sorte que eu te amo, hyung.

 

— Aigo...!

 

O Jeon preferiu fingir que não percebeu que o mais velho estava apenas lhe poupando de sua preocupação, distraindo-o com a brincadeira. Jimin ainda estava, claro, tenso e distante por conta do estado adoentado da filha, mas fazia um esforço para confiar na enfermeira e tentar manter sua cabeça no que acontecia ali no presente. E isso era bastante profissional de sua parte.

 

— Viu, eu disse que dava tempo!

 

— Hyung, você é inacreditável... nem vai conseguir tomar tudo isso e vai ter que jogar fora depois.

 

No instante seguinte Yoongi e Hoseok juntavam-se à eles, se bicando, ao retornar da praça de alimentação a qual atravessaram o T-Mobile Arena toda para alcançar dentro do curto período de intervalo, só para conseguir bebidas geladas. O bufê só seria servido na festa pós premiação, e Yoongi esperara já tempo demais por um copo grande de café gelado.

 

— Não vão acreditar. Eu vi o Lil Wayne e o Drake na saída do banheiro. — relatou o mais velho, parecendo empolgado.

 

— É. E é exatamente para onde você vai precisar voltar dentro de menos de dez minutos se tentar tomar mesmo isso! — Hoseok alfinetou, erguendo o copo enorme de Mocha com chantilly e tudo que tinha direito, só para enfatizar. Yoongi revirou os olhos e tomou a bebida de suas mãos, enfiando o canudinho na boca. — Não falta muito para anunciarem a nossa categoria, onde estão os outros?

 

Nesse momento, como se para responder sua pergunta, duas figuras aproximavam-se deles sorrindo e acenando. E um à um, o queixo de todos caiu um pouquinho ao reconhecê-los.

 

— Tae?

 

Era Taehyung quem resolveu aparecer sim, mas acontece que ele não estava sozinho.

 

— Hey, guys. What's up? I just met your super nice friend here, TaeTae, and thought I should come by and introduce myself as well. (E aí, gente. Tudo bem? Acabei de conhecer esse seu amigo muito legal aqui, TaeTae, e pensei em passar aqui e me apresentar também). — a figura familiar de um rapaz alto e de sorriso charmoso parou à sua frente, estendo a mão para a apertar a de cada um ali. — By the way, my name's Ansel. Ansel Elgort. (À propósito meu nome é Ansel. Ansel Elgort).

 

— Porra. Cadê o Namjoon?

 

...

 

 

De volta à suíte do hotel, a enfermeira sintonizava no canal da ABC para poder assistir a tal premiação. Ficou curiosa e esperava encontrar um vislumbre, breve que fosse, do BTS. Não foram muitas as ocasiões, infelizmente, mas toda vez que a câmera focava neles por poucos segundos o público lá dentro ia ao delírio.

 

É, eles realmente eram apreciados.

 

— Oh, como você é teimosa. Pretende mesmo ficar acordada até seus papais chegarem? — perguntou para a infante em seu colo, esta que insistia em lhe fazer companhia até tarde da noite.

 

Gyuri deitava preguiçosa em seus braços, um pouco mais calma agora, com uma mão embrenhada no cabelinho fazendo carinho e a outra torcendo a pontinha da orelha esquerda inconscientemente. A menina ainda estava um pouco quente, mas não mais febril, e Si Miyeon ajudava à combater o incômodo de seus dentinhos nascendo massageando a sua gengiva com a ponta do dedo. Ela babava horrores, mas a massagem fez efeito.

 

— Um resfriado logo agora, com os dentinhos saindo, é muita falta de sorte... — lamentou, sabendo que o desconforto seria duplicado para Gyuri. — E falta de vitamina D, arrisco dizer. Precisa de mais banhos de sol ou vai acabar doentinha com frequência.

 

Gyuri resmungou, lutando contra as pálpebras que teimavam em pesar, e a enfermeira riu consigo mesma. Mais um pouquinho e ela dormia. Miyeon trocou seu indicador direito por uma chupeta, e a bebê mal percebeu a diferença, toda sonolenta. Começou então à niná-la de leve em seu colo e não demorou para os olhinhos revirarem nas pálpebras, se fechando, e a respiração se tornar mais pesada. E um tanto chiada também, pelo nariz estar um pouquinho obstruído.

 

— Dormiu.

 

Ao realizar isso, a enfermeira esticou as pernas e fez a menção de descer do sofá, mas neste instante a transmissão do Billboard voltou de mais um das dezenas de comerciais. E a curiosidade falou mais alto. Finalmente ia sair esse prêmio?

 

— Só uns minutinhos então... — considerou, voltando à se aninhar no estofado. E, passado alguns minutos, ela não foi decepcionada quando a dupla de apresentadores subiu ao palco para finalmente apresentar a categoria à qual o BTS concorria.

 

"—... So here are the nominees for Top Social Artist of this year (Então aqui estão os indicados para o Top Social Artist desse ano)." —a apresentadora do prêmio declarou, aumentando a adrenalina do auditório enquanto segurava o envelope com o resultado. E seguiram-se então curtos clips dos nominados para a categoria, e, para a surpresa evidente de muitos dos espectadores no T-Mobile Arena aquela noite, novamente o fanchat eclodiu assim que o BTS foi mencionado.

 

— Céus, que tensão! Espero que eles ganhem... — desejou tentada à cruzar os dedos.

 

Mal sabia ela, mas a diferença de votos foi tão esmagadora que deixou uma enorme lacuna entre os vencedores da noite e os demais indicados.

 

" — And the Billboard Music Awards goes to... (E o Billboard Music Awards vai para)."

 

...

 

— ...BTS!

 

O apresentador do prêmio não chegou na última inicial antes de ter sua voz engolida pelos gritos eufóricos de fãs extremamente felizes.

 

E, mesmo que qualquer um que checasse o andamento das votações online pudesse afirmar com certeza que não haveria outro ganhador possível para aquela categoria, os meninos ainda se permitiram ficar surpresos com o desfecho. Talvez porque fosse difícil demais de acreditar que haviam ganhado mesmo. Um prêmio da Billboard. Um prêmio de popularidade, sim, mas um prêmio de reconhecimento internacional que ninguém esqueceria por tão cedo e que foi ganhado por mérito próprio. Fizeram por merecer, e ninguém poderia tirar essa certeza deles.

 

Estavam escrevendo história ali aquela noite, e aquele era o seu momento!

  

— Army, nosso fandom, muitro obrigado! — foram as primeiríssimas palavras do discurso de Namjoon, se pondo diante de tantos rostos surpresos, porque afinal era exatamente à quem sentiam que deviam sua gratidão. Aos fãs que incansavelmente votaram e acreditaram em seu potencial.

 

 O troféu que carregava em suas mãos naquele momento parecia carregar o peso de toda a ansiedade e receio em estar ali, em alcançar as expectativas, ultrapassando fronteiras e talvez criando inimizades demais no caminho. Era alentador saber que tinham todo um fandom tão compenetrado os apoiando no processo.

 

— Ainda não conseguimos acreditar que estamos de pé aqui neste palco do Billboard Music Awards. Oh meu Deus! É tão bom poder ver todos os artistas que admiramos e... nos sentimos honrados por estar nessa categoria com artistas tão grandes, sabe, bem na nossa frente. É realmente uma honra, e o mais importante, este prêmio pertence à todas as pessoas ao redor do mundo que nos iluminam com amor e luz, é por esses milhões de pessoas que tem orgulho do BTS! Por favor, Army, lembrem-se do que sempre dizemos... ame à si mesmo. — discursou o líder em inglês, tão eufórico que quase perdeu a linha de raciocínio. Então, em consideração à raiz do fandom, e também seus amigos, naturalmente, ele concluiu em coreano: — Realmente, muito obrigado. Amamos vocês. Nós nos tornaremos um BTS ainda mais legal!

 

Ao final do discurso, mais gritos irromperam do auditório, os garotos agradeceram e acenaram antes de seguir para o backstage sob as ovações e felicitações.

 

— Daebak! Isso foi incrível, eu não consigo sentir minhas pernas! — comentou Taehyung eletrizado ao passo que já alcançavam os corredores pouco iluminados lá atrás.

 

— Aigo! Eu queria poder ter dito alguma coisa também, mas não queria passar o vexame de não saber falar inglês. — se lamentou Jin. Namjoon ao lado subitamente jogou um braço sobre os seus ombros e o puxou para perto, sorrindo radiante ao depositar o prêmio em suas mãos.

 

— Deixe que eu seja o porta-voz dos seus sentimentos, hyung. Só por favor nunca saia do meu lado ou eu vou sucumbir ao nervosismo e aí assim passaremos vexame! — declarou ele, depositando um beijo estalado em sua têmpora. Jin o olhou surpreso por um instante, mas sorriu largo apertando o prêmio em mãos enquanto podia, vulgo, até Yoongi vir procurá-lo e resolver não largar dele pelo resto da viagem.

 

Eufóricos, os demais nem perceberam a interação mais íntima do mais novo casal do grupo. Mal sabiam eles que Namjoon e Seokjin estavam agora oficialmente namorando.

 

No backstage os apresentadores voltaram à parabenizá-los, a Assessora Han e os demais funcionários da BigHit também se juntaram à eles, comemorando. Até mesmo o envelope da premiação com seus nomes chamou a atenção. Nem perceberam quando sua pequena reunião e o passa-passa do prêmio de mão em mão se alongou demais, mas se surpreenderam ao serem abordados por ninguém menos que uma das maiores estrelas da noite.

 

— Hey, guys! Congratulations on your win! (Ei, pessoal! Parabéns pela sua vitória!). — a mulher de baixa estatura e jeitinho amável saiu de sua zona de conforto somente para vir felicitá-los. Percebeu antes o quão os estrangeiros estavam engessados, pouco interagindo com os demais e sentiu grande empatia por eles. Ficou também agradavelmente surpresa quando viu que eles ganharam, deviam estar tão felizes!

 

Em contrapartida, os rapazes ficaram bastante empolgados com a sua presença. Afinal não era toda dia que Camila Cabello, a própria, aparecia na sua frente.

 

...

 

Algumas horas mais tarde, após a premiação.

 

 

— Eu ainda me surpreendo com a sua capacidade de socializar, TaeTae. Como fez tantos amigos sem nem mesmo falar inglês? — inquiriu Yoongi, assim que deixavam o elevador no andar onde estavam hospedados.

 

— Sabe que eu não faço ideia?! — ele respondeu sorrindo leve, caminhando descalço à frente, carregando os sapatos italianos em suas mãos. — Não foi dessa vez que eu conheci John Legend, infelizmente... me resta torcer por uma próxima vez.

 

Os demais concordaram, seguindo pelo corredor logo atrás dele.

 

— Se bem que essa experiência já valeu por um milhão. — Hoseok comentou, ligeiramente cansado. — Vou guardar na memória para sempre!

 

— E nas fotos. — Jungkook acrescentou. — Ainda não acredito que a Halsey e até mesmo Camila Cabello viriam até nós e seriam tão simpáticas!

 

— Não esqueçam do The Chainsmokers. — Jin ressaltou. — Nam disse algo sobre uma possível parceria, sabiam?

 

— Daebak! Sério isso, hyung? — o maknae se interessou.

 

— Foi só uma ideia, algo que eles mencionaram quando conversamos no trailer hoje à tarde. — respondeu sem jeito o líder, coçando a nuca. — Deve ter sido mais uma coisa de momento. É muito cedo pra dizer se vamos conseguir parcerias aqui na América. — burlou o tópico, para não entregar demais os planos que ele e Bang PD já tinham na manga.

 

— Por que está tão quieto, Chim? — o hyung mais velho perguntou, notando o mais novo um tantinho desanimado. — Não estive sentado perto de você, mas não pude deixar de reparar que você estava estranho essa noite.

 

O Park deu de ombros.

 

— Gyuri estava com febre quando saímos, acho que só fiquei um pouco preocupado. — respondeu ele escorado no marido, apenas cansado demais.

 

— Oh! Eu não sabia.

 

— Chim, por que não disse nada? — Taehyung se manifestou, parando no caminho para buscá-lo.

 

— Não é nada demais, apenas os dentinhos nascendo. É normal, não se preocupe. — respondeu simples. — Eu só quero ir pro quarto, beijar minha filhota e cair na cama.

 

— Idem. — concordou o maknae, igualmente drenado.

 

— Ok. Isso dá a noite por encerrada então. Boa noite à todos. — Namjoon se manifestou e os demais responderam antes de se dispersarem, indo para os seus respectivos quartos.

 

Jungkook e Jimin, naturalmente, dividiam a suíte e foi para lá que se encaminharam; Yoongi e Hoseok pareciam ter tido a mesma ideia e não constrangeram-se em adentrar o quarto juntos, já Jin e Namjoon, nem perceberam quando seguiram caminho para o quarto do mais novo. Com isso Taehyung subitamente parou em frente à porta de seu quarto, e olhou curioso para a cena que se desenrolava bem diante do seu nariz.

 

— Mas que porra é essa? — se perguntou embasbacado. — Eu sou o único aqui sem par?!



 

Há uma parede de distância dali, Jimin dispensava Si Miyeon para que ele pudesse se recolher ao próprio quarto. Pelo o que ela lhe passou, Gyuri estava bem, ela se alimentou e dormiu como um anjinho. E ele constatou isso com seus próprios olhos ao entrar no cômodo adjacente do quarto e encontrar sua pequena dormindo de ladinho sob sua mantinha, com uma chupeta na boca e uma carinha serena.

 

— Está corada... — comentou consigo mesmo, sentando-se na beirada da cama e acariciando as bochechas fartas num tom róseo. — Papai sente muito por deixar você aqui, dodói. Mas eu não vou mais à lugar algum, ok? — concluiu selando o pequeno punho fechado que Gyuri alinhava ao peito.

 

O som de descarga do cômodo ao lado quebrou o silêncio ambiente, e em seguida Jungkook deixou o banheiro já vestindo apenas uma nova cueca e secando o rosto com uma toalha do hotel.

 

— Eu não entraria lá por tão cedo! — riu-se o maknae, apontando para a porta.

 

Jimin riu, chacoalhando os ombros e negou.

 

— Que nojo, Gguk! — ralhou o mais velho, sem real rancor. — Mas eu preciso me lavar para dormir, então quais são as minhas chances de sobrevivência?

 

— Quase nulas.

 

O Park desceu da cama e aproximou-se com manha do maior, escorando a cabeça em seu peito e abraçando seu tronco, embalando seus corpos numa dança lenta sem nem mesmo perceber. Jungkook correspondeu ao abraço, rodeando seus ombros estreitos e tombando um pouco a cabeça para selar sua testa. Jimin fez uma careta quando a franja molhada do banho respingou em seu rosto, mas não disse nada à respeito.

 

— Consegue acreditar no quão longe chegamos? Atendendo uma premiação americana... e levando um prêmio pra casa. — o menor sibilou, soando ainda perplexo. — Honestamente não achei que ganharíamos, já estava contente só em participar.

 

Jungkook riu soprado.

 

— Eu te entendo, meu amor. Se até há alguns meses atrás me dissessem que estaríamos recebendo um prêmio da Billboard eu não acreditaria. — respondeu ele, apertando-o em seus braços. — Isso me faz pensar... o quão longe nós realmente podemos ir? Será que vamos voltar ano que vem de novo?

 

— Bem, não custa nada sonhar.

 

— Verdade.

 

Passado alguns minutos, e com muito esforço, o casal finalmente se desgrudou. Jungkook aconchegou-se na cama, pertinho da filha, e ficou ali acariciando seus fios rebeldes enquanto a mesma dormia. Jimin pegou uma muda de roupa e partiu para o banheiro – que graças aos dutos de ventilação não cheirava à nada menos que higiene –, tomou uma ducha demorada e relaxante, só saindo de lá muito mais tarde vestindo uma samba canção e uma camisa larga.

 

E de volta à suíte, a cena que encontrou lhe aguardando na cama fez seu coração aquecer mais um pouquinho: Jungkook dormia confortavelmente de dorso, e tinha a pequena Gyuri aninhada em cima de seu tronco, dormindo com a cabecinha no peito desnudo do pai, subindo e descendo no ritmo da respiração calma deste.

 

— Aish... como vou conseguir dormir com meu coraçãozinho palpitando tanto assim? — sibilou para si mesmo parando ao lado da cama, profundamente enamorado.

 

Jimin tratou então de guardar aquela cena linda na memória, preservando a pureza daquele momento só para si mesmo. E logo se juntou à eles, se enfurnando debaixo do lençol e colando seu corpo ao de Jungkook, e assim não demorou muito à cair no sono também.

 

  ...

 

Na manhã seguinte.


 

— Ora essa, onde está o seu ritmo? Vamos! Um, dois, um, dois! — Jungkook incentivava a filha, tentando fazê-la bater palminhas.

 

Gyuri sorria em resposta, por detrás do bico.

 

O Jeon estava sentado no chão da sala da suíte vestindo nada mais que uma calça de moletom, com o rosto ainda inchado de sono e um cabelo rebelde. Ele tinha Gyuri deitada numa almofada entre suas pernas, e era hora dos exercícios matinais, quando os papais a ajudavam à fazer curtas repetições para desenvolver bem os membros. A enfermeira disse que era importante para o desenvolvimento da bebê, uma vez que logo logo ela estaria engatinhando e precisaria de força nos braços e pernas para isso.

 

Kookie, Jiminie. Vocês estão aí? — a voz abafada de Yoongi soou de repente do outro lado da porta, seguida de dois breves toques.

 

— Está sozinho, hyung? — gritou de volta o maknae, sem desviar a atenção do que estava fazendo.

 

— Estou. Posso entrar?

 

— Claro!

 

A porta então foi aberta e o mais velho entrou rapidamente, fechando-a às suas costas. Yoongi já estava atipicamente apresentável para aquela hora da manhã, o que chamou a atenção de Jungkook.

 

— Oi, coisinha gorda! — o mais velho cumprimentou com um sorriso bobo a infante, apertando suas bochechas. E então se sentou na mesa de centro ali ao lado, voltando sua atenção ao pai da criança. — Temos um compromisso não agendado para agora de manhã. Eu sei. Surpresa! — ironizou soando cansado.

 

— Bem que achei estranho você já estar usando calças, hyung. — brincou Jungkook, recebendo um peteleco sem muita força. — O que é?

 

— Uma entrevista. Uma equipe de filmagens chegou e está montando tudo num salão lá embaixo. Deve ser alguma rádio local, não sei. Mas me pediram para avisar vocês, e disseram algo sobre passar pelo menos um BB Cream na cara e fazer a barba se preciso. — informou o mais velho, bagunçando os cabelos escuros. — Onde está o Jimin?

 

— Ele e a Miyeon-ssi desceram até o bufê, foram trazer algo para o café da manhã.

 

— Ok, mas acho que vamos ter que pular o café da manhã de qualquer forma. — deu de ombros se levantando. — Eu vou indo, tenho que pentear o cabelo.

 

— Tudo bem... ei, espera, hyung!

 

— Sim?

 

— Com quem ficou o troféu? Eu queria tirar uma foto para mandar pro Junghyun, meu irmão mala já tá me atazanando pra ver ele.

 

— Com o Joon, eu acho. No quarto dele.

 

— Ok. Obrigado.

 

Yoongi assentiu antes de deixar o cômodo. Jungkook então resolveu dar por encerrado as flexões de perna de Gyuri, que no momento só faziam ela soltar pum mesmo! Ele levantou-se com a filha no colo e não viu problema em deixar o quarto do jeito que estava mesmo. Espiou o corredor do lado de fora e não viu uma alma viva, por isso deixou rapidinho o seu e seguiu para o quarto do líder há apenas alguns metros dali. Ele bateu apressado à porta, não muito à fim de ficar exposto com a filha numa área de trânsito livre onde qualquer um poderia vê-los, e ouviu alguns resmungos que tomou como resposta positiva para entrar.

 

Jungkook girou a maçaneta e empurrou a porta rapidamente, invadindo o quarto. E talvez, só talvez, tenha interpretado errado e Namjoon não estava exatamente lhe dando permissão para entrar. Pois a cena que encontrou lá dentro não parecia ser algo que ninguém gostaria de ser flagrado fazendo.

 

— O-oh, Jungkookie! — arfou surpreendido o líder, correndo para se cobrir com a roupa de cama.

 

— Ah meu Deus, Jungkook! Feche os olhos! Feche os olhos! — Jin em contrapartida berrou, tapando sua nudez com o travesseiro mais próximo.

 

De queixo caído, a primeira reação do Jeon foi tapar os olhos da filha. Embora felizmente ela não fosse madura o bastante para entender que aqueles dois ali acabaram de ser flagrados num momento muito íntimo: fazendo sexo.


Notas Finais


Infelizmente o spirit não permite que tenha um título todo em letras maiúsculas, MESMO QUE ESSE TÍTULO SEJA UM ACRÔNIMO!


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