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História H2O, Fases da Lua - Capítulo 18


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Notas do Autor


OOOOOOii! Confesso que segurei alguns dias a atualização pq foi aniversário da Seulgi (Já é dia 11 na CS) e não queria que vocês ficassem com raiva no momento errado kkkkkkkkkk vocês vão entender com o decorrer do capítulo.

E nossa no capítulo, teve muita gente que acertou ou chegou muito perto da resposta do "bolão". Estou adorando a interação, por favor, continuem.

Capítulo 18 - Tão estúpida


– Vou sair com algumas amigas. – Seulgi diz depois de receber um olhar confuso da mais velha.

 

– Mas e os quadros? – Irene pergunta devido a ansiedade de horas atrás que a castanha apresentou em terminar as obras.

 

– A tinta tem que secar de qualquer forma. – Seulgi dá de ombros e saí do apartamento sem dizer mais nada.

 

– Por que ela está agindo assim? – Irene questiona a si mesma em voz baixa.”

 

***

Irene acorda depois de uma boa noite de sono, faz a pequena rotina matinal e nada de Seulgi chegar. A morena estava preocupada pela falta de notícia e frustrada pois no dia anterior elas nem conversaram por sequer três míseros minutos. Hoje seria o dia perfeito para falar do tópico que Irene queria discutir há um tempo porque seu turno como salva-vidas seria pela tarde e noite.

 

Com o passar das horas a preocupação tornou-se raiva. Seulgi não ligou, não mandou mensagem, nada. Agora nem Irene sabia se queria encontrar com a surfista porque nem houve um pingo de consideração. A sereia prepara-se para ir para o trabalho e quando saí do banheiro encontra Seulgi com a maior cara lavada, como se nada estivesse acontecido.

 

– Eu bebi demais e dormi na casa de uma amiga. – Ela fala sem ter nenhuma resposta de Irene.

 

A morena termina de preparar sua pequena bolsa para ir para a praia. Seulgi disse que dormiu, mas sua aparência não é a das melhores. Ela estava tão diferente do habitual, aquela aura acolhedora e alegre agora é tão gélida e retraída. Irene não gostou disso pois mexeu com algo dentro de si, uma sensação de angústia sufocante. Talvez esse fosse o “habitual” de Seulgi depois de ter se cansado de fingir que está tudo bem.

 

– Quer que eu te leve? Também estou indo para a praia. – Irene simplesmente concorda com a cabeça.

 

A chuva mais pesada havia dado trégua, mas ainda tinha muitas nuvens carregadas no céu indicando precipitação a qualquer momento. Como Jennie falou ontem, a mudança de tempo ocorreu e a temperatura despencou. Antes de entrar no carro Seulgi posiciona sua prancha de surf no teto do mesmo.

 

– Você vai surfar? – Irene fala pela primeira vez no dia.

 

– Aham. – Seulgi responde dando partida no automóvel.

 

– Pode chover a qualquer momento, as ondas estão enormes. Acho melhor você não surfar.

 

– As ondas estão grandes por causa da chuva. Relaxa, eu sou experiente.

 

– Seulgi, não é seguro. – Irene alerta de forma séria.

 

– Obrigada pela preocupação, mas eu sempre me virei muito bem sozinha.

 

Aquela resposta magoou Irene profundamente. Por que Seulgi estava a atacando daquela forma? Elas estavam bem até acontecer o luau. O estresse de Seulgi pela exposição de artes não a deu direito de ser tão estúpida. E Irene também reparou que a palavra "sozinha" saiu com uma maior ênfase. De fato, Seulgi parecia não apreciar mais sua companhia.

 

E a viagem continuou com o carro em silêncio. Irene já planejava usar o dinheiro que ganharia como salva-vidas para arranjar um lugar para ela. Bom, se Seulgi quer distância ela vai facilitar o processo. Chegaram ao destino e Irene contornou o carro a caminho do posto de vigia, mas é impedida por Seulgi que estava fora do carro. Os olhos da sereia seguem os de Seulgi que tinha Suho como alvo da encarada.

 

Aconteceu rápido e de forma bruta quando Irene foi pressionada contra a lataria do automóvel. Logo sente os lábios de Seulgi nos seus num beijo com força e sem nenhum cuidado. Aquela foi a primeira vez que Irene não quis ser beijada pela surfista. Seulgi tenta manter o contato por mais tempo mas é empurrada.

 

– Qual é o seu problema?! – Irene interroga revoltada com a atitude da outra.

 

– Esse babaca que pensa ter chance com você.

 

– Ele é só um colega de trabalho.

 

– Para todos você é a minha namorada. Ou você não quer encenar na frente dele?

 

– Isso foi completamente desnecessário e você me machucou. – Irene rebate depois de sentir seus lábios ardidos.

 

– Quer saber de uma coisa? Eu cansei disso. – Seulgi explode. – Você pode ficar com esse cara porque o nosso teatrinho acabou. 

 

E cada uma segue sua direção no inferno pessoal de sentimentos dentro do peito. Seulgi com sua prancha sob o braço, ela para de andar depois de estar longe do carro. A castanha senta-se no banco de madeira e desconta sua raiva com batidas na prancha de surf. 

 

Do lado de Irene a mulher tenta ao máximo se concentrar no que os salva-vidas veteranos falavam, mas em alguns momentos ela se perdia em pensamentos. Ela despertou do seu último devaneio por um toque no ombro.

 

– Seu turno da tarde é comigo. – Suho avisa sabendo que Irene não escutou a escala dita anteriormente.

 

Eles não ficam no posto de observação como no dia anterior, seria por rondas na praia. Suho conta sobre o trajeto rotineiro e mais informações técnicas.

 

– Não quero bancar o intrometido, juro que não ouvi nada, mas eu vi você discutindo com a Seulgi. – O homem começa. – Você está bem? – Suho pergunta.

 

– Mais ou menos… só que eu não quero conversar sobre isso.

 

– Sem problemas. Vocês duas se gostam, né? Vai ficar tudo bem. – Suho tenta animar a novata. Irene fica em silêncio, depois dessa briga não sabe se as coisas voltarão ao normal.

 

 

A praia estava bem vazia, algumas pessoas até chegavam na areia, mas ao dar de cara com o mar agitado elas desistiram. Suho e Irene estavam sob uma proteção da chuva fina que caia, a mulher se encolhia dentro do casaco com frio. O salva-vidas veterano se comunicava com os outros por rádio.

 

– Tudo tranquilo no posto 3. – Eles escutam a voz de Chanyeol. – Acho que podemos reduzir a equipe já que… Espera, Jennie tá me chamando. – É impossível compreender o que a mulher falava pois estava distante do rádio. – Atenção afogamento no posto 4. Cerca de 100 metros de distância da areia. Fragmento de prancha de surf boiando na superfície.

 

– É a Seulgi. – Irene conclui. Suho pega boias, Irene a bolsa de primeiro socorros e assim eles abandonam a proteção e correm em direção ao posto 4.

 

– Escuta Irene, você é capaz de fazer isso? – Suho perguntou sério. Uma pessoa nervosa iria atrapalhar o resgate. 

 

– Sou. – Ela observa que Seulgi não aparece na água. – Eu vou encontrá-la e nós a trazemos até a costa, certo?

 

– Certo. Chanyeol está vindo com o jet ski. Tenha muito cuidado.

 

Irene assente antes de tirar o casaco, rapidamente ela está na água dando braçadas até chegar na distância aproximada do acidente. As ondas grandes dificultavam sua visão, ela mergulha uma vez na tentativa falha de visualizar a localização de Seulgi. Irene mergulha mais uma vez, agora com um pouco mais de profundidade e avista parte do tecido verde florescente da roupa de mergulho da surfista mais a esquerda. A salva-vidas novata volta a superfície encontrando o jet ski bem perto.

 

–  Aqui! – Ela balança os braços e Chanyeol aproxima-se de forma segura. – Ela está inconsciente. 

 

Suho também adentra no mar. Os dois mergulham até o fundo, onde tinha um grande coral com rochas ao redor. Seulgi estava desacordada e com um sangramento na cabeça. Uma espécie de correnteza dificultou a locomoção da surfista, Irene e Suho tiveram que trabalhar juntos numa forte batalha contra o mar agitado para levá-la até a superfície. Foi tanto esforço que Irene estava começando a sentir falta de ar, sua visão embaçou quando segurou um par de mãos na superfície.

 

– Pegamos ela! – Jennie grita. Chanyeol rapidamente posiciona a surfista na maca presa ao lado do jet ski.

 

– Irene você está acordada? – Suho mantém a novata na superfície, o corpo dela estava mole. – Podem ir, cuido dela. – Ele referiu-se a Irene.

 

O som do motor do jet ski soa baixo para Irene, sua visão continuava embaçada e os olhos ardiam por conta da água salgada. Ela volta a respirar de forma decente aos poucos. Seulgi ainda não estava bem, ela precisa cuidar da mais nova. Com esse pensamento forte Irene não desmaia.

 

– Eu estou bem. – Irene responde depois de recuperar a consciência. – Vamos para a costa. – Ela fala sem esperar resposta. Suho a acompanhou tendo atenção a qualquer deslize.

 

Eles chegam na areia quando Chanyeol posiciona Seulgi no chão. A surfista estava tão pálida, com a raiz do cabelo cheia de sangue. A partir de agora Irene não podia fazer mais nada, aquele tipo de socorrimento era feito apenas pelos veteranos. Jennie confere o pulso de Seulgi.

 

– Pulso bem fraco e ela não está respirando. – Jennie informa.

 

Suho inicia uma massagem cardíaca alternada com respiração boca a boca para reanimá-la. Jennie fez a limpeza do local do corte e estancando o sangramento. Enquanto os dois agiam Chanyeol chamou a emergência do hospital. “Mulher, por volta de 24-25 anos. Ferimento de médio a grande na cabeça, região temporal. Perda de sangue considerável. Paciente encontra-se inconsciente.” Irene escuta o homem dando informações aos socorristas. 

 

Jennie reveza com Suho pois ele estava com os braços cansados. A mulher executa o mesmo procedimento, massagem cardíaca e a respiração. Suho segura o pulso de Seulgi atentamente mede os batimentos.

 

– Ela tá voltando. Deixa eu fazer. – Querendo ou não Suho é mais forte, logo mais eficiente. A reanimação finalmente apresenta resultado. Seulgi tosse uma grande quantidade de água, ela tentou levantar para entender o que estava acontecendo mas não conseguiu por estar imobilizada na maca.

 

– Suho? O quê… – Seulgi se interrompe ao tossir mais uma vez.

 

– Seulgi você se afogou, estamos te levando para o hospital. – Jennie informa. – Fique acordada.

 

 

A perda de sangue foi mais intensa que pensavam, Seulgi desmaia a caminho do hospital. Jennie estava acompanhando Irene que permanecia em silêncio, mas atenta a tudo que acontecia. A surfista é atendida rapidamente e iniciam o tratamento emergencial. Um total de cinco pontos na lateral direita da cabeça, na região do couro cabeludo.

 

– O médico disse que ela vai acordar quando a anestesia for perdendo o efeito. – Jennie informa sentando-se na cadeira da sala de espera ao lado de Irene. – Como você está?

 

A sereia ainda estava com a roupa encharcada devido ao resgate, de peça seca tinha apenas o casaco. Irene tremia por conta do ar condicionado do hospital, mas sua preocupação com Seulgi é tanta que a adrenalina que corria por suas veias disfarçava seu desconforto. 

 

– Ficarei bem quando ela acordar. – Irene responde.

 

– Preciso voltar para a praia. – Jennie é uma das guarda vidas mais experientes, portanto comandava tudo. – Já avisou para amigos e família que a Seulgi está hospitalizada?

 

– Sim, tem gente a caminho.

 

– Ok. – Jennie dá um abraço rápido na morena. – O pior já passou, ela vai ficar bem. 

 

Pouco tempo depois um enfermeiro vem avisar Irene que a surfista estava acordada. A mulher quase pula da cadeira ansiosa para saber melhor sobre o estado de Seulgi. Um suspiro aliviado escapa dos lábios da sereia ao ver a outra mulher com os olhos abertos novamente e com a cor de pele saudável diferente da palidez assustadora de antes.

 

– Como você se sente? – Irene rompe o silêncio.

 

– Minha cabeça dói, boca seca.

 

– Você bateu a cabeça numa rocha e a sede é  porque perdeu muito sangue. – A mais velha vê uma jarra de água perto da cama.

 

– Não me lembro muito bem de como aconteceu. – Seulgi toma um pouco da água que Irene a ofereceu. – Era uma onda grande, remei até ela, mas não consegui entrar nela. E veio outra que não senti chegar... o restante é um borrão. Daí vultos de quando eu estava na areia, o Suho.

 

– Jennie e ele fizeram sua ressuscitação.

 

– Por que você não fez no lugar dele?

 

– Porque eu não tenho permi… – Irene interrompe a própria explicação ao processar o tom acusatório da outra. – Espera você está preocupada com quem fez o resgate? 

 

– Você sabe que eu não gosto dele.

 

– Seulgi você é tão sem noção! – Irene explode. – Sua implicância com o Suho passou dos limites.

 

– Acho que você se importa demais com ele. – Seulgi rebate.

 

E a indignação de Irene volta. Ela sai do quarto antes que tenha uma discussão mais séria com Seulgi. A sereia escuta seu nome ser chamado mas não para de andar e sai do quarto.

 

– Unnie? – Wendy vai até Irene. – A Seulgi está bem?

 

– Sim, ela já acordou. – A morena tenta andar mas Wendy a segura pelo braço.

 

– Então por que você está tensa?

 

– Porque a Seulgi está me tirando do sério. Wendy ela me evita há dias, quando conversa comigo é para brigar.

 

– Seulgi não me contou sobre isso. O que mais está acontecendo?

 

– Ela está agindo de forma estranha e bem agressiva em relação ao Suho. 

 

– O que tem ele? – Wendy questina confusa.

 

– Nada. Absolutamente nada. – O tom de ira da mais velha é palpável. – Ele é só um colega de trabalho. Seulgi ficou brava porque Suho quem fez a ressuscitação e não eu. – Irene respira fundo antes de continuar tentando se acalmar. – Ela podia ter morrido lá. – Wendy abraça a mais velha antes dela permitir-se chorar. – Senti tanto medo de perder a Seulgi. 

 

– Mas não perdeu. – Wendy afaga os cabelos da outra. – Seulgi é teimosa demais até para morrer. – A loira brinca conseguindo arrancar um sorriso choroso de Irene.

 

Continua...


Notas Finais


Quem quer participar da caravana para ir dar uns cascudos nessa surfista???

Seulgi se queimando cada vez mais. Briga tensa entre Seulrene... Não preciso nem perguntar quem tem razão, né?

Até agora esse foi o capítulo que mais gostei de escrever pq tem meio que o suspense. Vocês curtem ou preferem uma vibe mais tranquilinha?

Ei, Wenrene shipper, acalma o coração! Wendy nessa história aqui não apresenta NENHUM risco a Seulrene... Na verdade é outro personagem que oferece (Que comece outro bolão kkkkkkk Quem você acha que é???)
Mas pra quem gosta de Wenrene fiz três histórias com elas, meu xodózinho é a nova (Garota dos Sonhos) se quiser dá uma olhada no meu perfil e vai que é tua.

Deixe seu feedback 🤗, vou adorar saber sua opinião.


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