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História Há um demônio em meu quarto (Changlix) - Capítulo 64


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Capítulo 64 - Encontro


Fanfic / Fanfiction Há um demônio em meu quarto (Changlix) - Capítulo 64 - Encontro

Suha On

Faz um tempo que meus abojis saíram, e... Eles deixaram Daeho aqui, tentei os dizer que ainda estava brigado com o garoto, mas ninguém escutou, típico. Além do mais, deixaram o tio Taeyong para cuidar de nós, e sinceramente, ele faz isso muito mal.

— Suha! Onde está as panelas?!

— Terceira porta de cima!

Taeyong é um desastre, se eu soubesse, teria aceitado ir, nem precisariam perguntar duas vezes. Me levanto do sofá e subo para meu quarto, que agora, dividia com Daeho. Entro no cômodo, vendo meu hyung, sentado na cama, lendo um livro.

Vou até minha cama, me jogando nela, recebendo a atenção de Dae.

— Ele é tão desastrado assim?

— Muito. — Me levantei um pouco, encarando o livro. — Está lendo o que?

— Ah, é... É uma história onde o garoto. — Apontou para o livro. — Ele conta como foi sua experiência em suas férias de verão, assim como, como conheceu o amor da sua vida.

— Oh...

Quando foi que ele começou a gostar de livros de romance?

Me deito novamente, o clima entre mim e Daeho ainda é horrível. Solto um suspiro, fechando meus olhos.

— Hyung! — Jinha entrou animado, no quarto, recebendo minha atenção e a de Daeho. — Oi...

— Quem é você? — Perguntou Daeho.

— Me chamo Kang Jinha. — Sorriu. — Posso falar com Suha-hyung?

Daeho me olha e então volta sua atenção ao livro, como se não se importasse, nunca disse em voz alta, mas isso parte meu coração.

— Sim, Jin? — Me levantei, indo em direção ao garoto.

— Queria dizer-te que descobri sobre uma profecia, ela diz que Yejin morrerá em poucos dias, mas... Pelo que estava entalhado, muitos se machucam tentando a impedir, inclusive... Você.

— Eu? O que acontece comigo?

— Você tenta proteger alguém, um garoto. Ele. — Apontou para Daeho, que não nos olhou. — Você acaba se ferindo muito, tente evitar isso, por favor, hyung.

— Tentarei.

. . .

Depois que Jinha foi embora, finalmente estava tudo quieto, já que Taeyong teve que sair para checar algumas coisas com seus amigos. Me sentei no sofá da sala, recebendo a atenção de Daeho, que assistia um filme qualquer, que passava.

— Aquele garoto é seu amigo?

— Jinha? É, mas não por tanto tempo, nos conhecemos quando... Resgatamos você.

Mordi meu lábio, me lembrando das palavras de Daeho naquele dia, me sentia tão mal em não poder esquece-las e recomeçar tudo.

“— Quem... Fez isso comigo...? — Olhou para o chão, cabisbaixo. — Foi Hyunwoo.

Quando ouço o nome de meu dongsaeng, arregalo meus olhos, Dae está certo disso?

— I-Isso é verdade?

— Eu mentiria sobre isso?! — Indagou irritado. — Foi o Hyunwoo!! Aquele desgraçado é um frix! Eu estava certo sobre ele o tempo todo, mas você não se importava, não é mesmo?!

— Querido, se acalme.

— Não! Ele vai me escutar, aboji! Nada disso teria acontecido se não fosse por sua paixonite idiota, Lee Suha!!

É como se meu mundo tivesse parado só com Daeho me falando estas palavras, ele nunca se irritou tanto comigo, consigo notar o ódio, em seu rosto. Começo a chorar e abaixo minha cabeça, encarando meus pés.

— Está certo. Se eu não tivesse me apaixonado por ele, talvez você não estivesse machucado. — Ergui minha cabeça, mostrando um sorriso forçado. — Com licença, tio Soobin e Seungmin-hyung. — Fiz uma reverência aos mais velhos e comecei a subir as escadas.

Só o que eu quero é gritar, gritar ajudaria a passar essa dor? Eu acho que eu e Daeho nunca mais seremos o que éramos antes, bons amigos, inseparáveis."

Até hoje me dói lembrar de tudo, me dói muito, mas ele seguiu em frente, e eu? Eu fiquei para trás.

— Entendo.

Por que é assim comigo?

— O que posso fazer para que me perdoe?

— Para que eu te perdoe?

— Mas que droga! Eu pensei alto, desculpe.

— Tudo bem, mas... — Se acomodou no sofá. — Não será fácil eu te perdoar.

— É, eu sei.

Um silêncio muito desconfortável se formou ali, odeio esse clima a qual estamos.

— Vá a um encontro comigo.

— O que?

— Estou pedindo para que saia comigo, não como um amigo, no final, poderá deixar com que eu ajude. — Pegou minha mão, a colocando sobre seu peito. — Deixe que eu te ajude a esquece-lo.

Engoli seco, não sei se isso seria uma boa ideia, mas quero que Daeho me perdoe.

— Eu aceito.

. . .

Bem, já se é quase noite, Daeho pediu para que eu me vestisse formalmente, então coloquei uma blusa social em um tom de azul escuro, uma calça preta, um sapato formal, também preto e um cinto da gucci que ganhei de meu aboji Chang.

Estava sentado no sofá da sela, apenas esperando Daeho descer. Assim que o avistei, quase cai para trás, Dae está realmente lindo, usava uma blusa preta de gola alta, com uma jaqueta cinza, sua calça também era preta, assim como seus sapatos formais.

Ele caminha até mim, e eu sinto meu coração bater rápido, em meu peito, não consigo nem respirar direito.

— Vamos? — Estendeu sua mão para mim.

Coloquei minha mão tremula sobre a sua, fazendo um pequeno choque percorrer pelo meu corpo. Me levanto, e Dae me guia até a garagem de minha casa, ele me entrega um capacete vermelho e coloca o seu.

— Trouxe sua moto? — Perguntei, colocando meu capacete.

— Trouxe, sabe que tirei carteira recentemente e que não gosto de a usar, mas hoje, abrirei uma exceção. — Foi em direção ao veiculo, se sentando e segurando firme, os dois guidões. — Vamos.

Assinto para mim mesmo e me sento atrás de Daeho.

— Se segure firme em. — Ele puxa o controle da garagem de seu bolso e a abre.

. . .

Daeho pilota rápido demais, e ainda por cima, disse que eu tinha que segurar firme, sua cintura, para que não caísse, que coisa idiota.

Entramos em um restaurante, parecia ser o restaurante de meu aboji, conhecia muito bem aquele lugar.

— Garotos!

Olhamos para o balcão, vendo os cabelos negros de Mark, Chan disse que Mark seria um belo de um recepcionista.

— Lee! — Daeho foi até o garoto, o cumprimentando.

Me sentei em um sofá, ali na entrada, apenas observando aqueles dois conversarem. Meu coração ainda está acelerado, estou nervoso.

. . .

É como um sonho, Daeho foi super divertido, ele falou sobre algumas coisas que aconteceram nas últimas semanas, e eu apenas ouvi tudo, atentamente.

Foi ótimo ter saído daquele clima, mas sei que até o fim da noite, terei de o dar uma resposta.

— Ei, Suha, venha aqui. — Pegou minha mão, praticamente me arrastando pelo restaurante.

Fomos até a sacada, tendo uma vista do mar, o céu estava escuro, mas iluminado por múltiplas estrelas, a luz da grande lua, refletia sobre a água, deixando a paisagem ainda mais bela.

— Uau. — Foi só o que consegui dizer, diante daquilo.

— É lindo, não? Eu gosto de olhar as estrelas, a luz delas brilham tão forte e nunca se pagam.

— É realmente belo.

Ficamos em silêncio, apenas observando tudo aquilo, sinto que irei explodir de felicidade, provavelmente, Daeho notou isso, já que estou com um sorriso bobo nos lábios.

— Suha. Como está seu coração?

Eu o olho confuso.

O que ele quer dizer?

Ele se aproxima de mim, colocando uma de suas mãos em meu peito, sinto meu rosto queimando, mas por que?

— Está batendo bem forte. É por que te trouxe para jantar ou por que não esperava por isso?

— Eu...

— Suha, você me dará uma chance?

Como imaginei, sabia que ele me perguntaria isso, agora, terei de o responder. Permaneço calado, por um tempo, apenas mordendo meu lábio inferior e encarando o céu.

— Darei. — Respondi sem pensar.

Olho para Dae, ele tinha seus olhos marejados, e me olhava com um certo espanto. Vejo um enorme sorriso se formar em seus lábios, e então, ele me abraça.

— Obrigado Su! Obrigado.

Não quero perde-lo, nunca mais.


Notas Finais


Ai, santo Daeha
Lembrando aqui, que "Há um demônio em meu quarto", está na estapa final
E vamos chorar ouvindo chronosaurus, lembrando do Woojin


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