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História Há Uma Traidora Entre Nós - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oie gente como estão? Estou aqui postando o primeiro capítulo da minha primeira fanfic de The Walking Dead depois de tempos, então espero que tenha ficado bom, realmente bom. Eu não tenho nada para dizer aqui além de que, espero que gostem mesmo, e comentem caso tiverem gostado, me motiva porque eu apaguei muitas fanfics dessa categoria, como devem saber é uma fanfic de OC x Daryl e também será uma fanfic de OC x Negan, a OC é a mesma moça da capa.
> Sobre a atividade:
- Bom, não tem como eu definir uma rotina, então vai ser o famoso "posto quando puder". Boa leitura.
ps: Carie-Ann Seon - Siyeon: Dreamcatcher.

Capítulo 1 - O n e - Onde tudo começou.


Caminhando na surdina do crepúsculo misterioso daquele amontado de árvores, aquela mata fechada muito sinistra que a luz do luar não conseguia iluminar, a cobertura de folhas acima da cabeça era segurada por fios grossos tecidos por uma enorme aranha determina por um grande tempo. Os galhos na terra em que pisava se quebravam o tempo todo, assim rompendo os meus movimentos frios para que ninguém me reconhecesse. Galhos secos misteriosamente caíam dos tais arvoredos. Em minhas mãos tinha uma garrafa cheia de querosene e um pano a tampando, relava-me em uma árvore grande e larga, em meio a escuridão, ouvindo mais passos atrás de mim, eram firmes, mas assim como eu estavam sorrateiros, só podia ser algum saqueador, coisa do tipo, ou até mesmo aqueles que somente se comunicam por grunhidos falsos e caminham entre os mortos, sussurradores.  

-Silêncio, eu sei que tem alguém por aqui. - disse uma voz feminina cheia de certeza, sei gaguejar, estava completamente certa, havia outra pessoa ali, era eu, fugindo deles, sem saber quem eram. Ela parecia caminhar lentamente enquanto meu corpo se encontrava completamente congelado.  

O jeito, dependendo da pessoa, era se render ou... Ou morrer, caso eu fugisse, ia levar um tiro nas costas, escuro demais para ver o caminho que estava obstruído por gravetos pontiagudos como lanças de guerra romanas, ou eu me comunicar com a tal moça a distância, buscando paciência da parte dela. Suspirei profundamente, sentindo o ar puro da floresta contaminado por um cheiro brutal de carne podre invadir meu septo e inflar meus pulmões, isso me dava um pouco de calma, fazendo com que meu frio suor parasse um pouco de escorrer pelo pálido rosto. Engoli seco fazendo com que assim como ela, tivesse uma voz firme, não demonstraria mínima fraqueza mesmo diante de um gelado cano de arma na minha testa.  

-Sim, você não está sozinha aqui! - exclamei ainda na mesma posição, colada no tronco da árvore, ainda tentando processar o que poderia acontecer, havia um leque de possibilidades. Infinitas, e todas passavam na minha cabeça em um turbilhão maldito de sensações, lentamente levava minha mão até minhas costas, o tronco era grosso demais para que ela pudesse ver qualquer movimento meu. Assim com a mão que estava livre, pegava sem fazer barulho algum um pé-de-cabra que sempre carregava desde os primórdios desse caos.  

Ouvi um “hunf” e passos mais rápidos em direção a onde eu estava, parecia que ela tinha um sensor de movimento implantado em si, pior ainda era saber que ela não estava sozinha, pois havia ressoado no ar até chegar aos meus ouvidos um som de passos extras, e pela maneira que ela disse “silêncio” antes, parecia ter mandado alguém se aquietar. Seus passos ficavam mais acelerados e paravam do nada, meu corpo se arrepiava por completo ao sentir sua aproximação, nunca tivera sentido essa agonia antes por um humano, mas vivia sentindo essa estranha sensação pelos mortos-vivos.  

-Se atirar em mim eu te queimo viva, eu tenho um coquetel molotov em mãos e na outra um isqueiro cheio de gás. - Saí rapidamente de detrás do tronco, estava ameaçando-a com a garrafa em mãos e o pé-de-cabra noutra, obviamente o isqueiro não estava comigo naquele momento, mas ele estava no meu bolso. Enquanto isso, a observava com um olhar firme. Meu coração acelerou e meus olhos minunciosamente se arregalaram.  

Ela estava com exatamente seu rifle apontado para a ponta do meu nariz, aquilo ia atravessar meu crânio e sair do outro lado caso eu fizesse mais alguma coisa, e ao seu lado havia um homem, como eu presumi, ela não estava sozinha. Ele também estava apontando diretamente para minha cabeça, para caso me matarem eu não virar um walker. Engoli seco e fui abaixando lentamente a garrafa, não esboçava reação nenhuma, somente um semblante sério, daquela situação eu não poderia sair a fodona, com dois rifles apontados para minha cabeça não dava mesmo. Levando a garrafa sem nenhuma fagulha de fogo até o chão a abandonei ali, e então deixei o meu clássico pé-de-cabra cair ao chão, levando minhas falanges e braços até a cabeça, movimentos lentos e muito claros para verem que eu não os queria atacar.  

-Vocês são os caras do tal Rick, não é? - comentei com os braços detrás da cabeça, apenas movimento minhas pupilas para direcionar um a um.  

-E quem seria você? - a mesma moça que estava apontando aquele rifle de caça diretamente para meu rosto questionou. Ela havia retirado o dedo do gatilho, mas o outro que a acompanhava não havia não.  

-Sou Carie-Ann, sou da Ocean Side, eu vi vocês quando foram pegar nossos armamentos. E não devolveram todos, eu vi vocês dois, não lembro seus nomes, mas eu os vi. - Disse cheia de amargura, poderia até ter sido meio dramática, mas as minhas meninas ainda estavam desprotegidas, pelo menos tinham seus companheiros vingados, mas minha vingança ainda eu não obtive, continuei os encarando com minha feição de puro desgosto.  

-OceanSide? Por que não está mais lá? - O homem questionou-me ainda apontando diretamente na minha cabeça, era um avanço ele tirar o dedo do gatilho, enquanto a moça havia abaixado seu rifle por completo, observando-me e tratando-me como um ser humano, não mais como um cervo suculento que ela poderia traçar com sua bala.  

-Faço parte do grupo de mulheres que veio se juntar ao Rick. Mais três mulheres iriam vir, mas um bando esquisito que usa pele de zumbi na cabeça matou as duas, seus nomes eram Yagne e Lavínia. Viraram mortos-vivos e eles as raptaram mesmo sendo mortas, eu consegui fugir e atirar na barriga de um deles, eu estou dizendo isso muito sério, esse povo é barra pesada e eu ‘tô fugindo deles apenas, e como vocês são aliados do Rick me ajudem! - clamei em pura seriedade, conseguiria lidar na mata com gente e zumbi para todos os lados, havia aprendido isso há um tempo. Mas aliados é sempre bom de se ter. 

-OceanSide, aliar-se o Rick. Abaixa a arma Aaron, você vem com a gente. - Ela ordenou e foi se aproximando de mim com o rifle na outra mão, eu havia descoberto o nome do outro pelo seu chamado, mas ainda não sabia o nome dela, pelo visto, era como eu... Séria e sentia dor por algo. Motivações de lutar.  

Como um cão com medo, ele abaixou a arma após a ordem da moça, concordando com a cabeça, estava escuro demais para ter muita conversa, então ela rapidamente colocou a arma como se fosse aqueles guitarristas que a prendem seu instrumento no tronco, e usando suas mãos começou a me empurrar para fora da mata, por onde supostamente eles teriam vindo, ainda sim estava morrendo de suspense naquele lugar, era um terror sem limites, sentia profunda pena das moças que teriam morrido, mas os seguia porque finalmente iria para um local onde eu queria chegar, até que indo sozinha estava mais perto do que imaginava, peguei um atalho indireto servindo de prisioneira.  

-Qual era a do molotov? - o homem me questionava, seu nome era Aaron como descoberto mais cedo, Aaron estava caminhando a minha destra ainda com sua arma em mãos, havia abaixado-a, mas ainda estava preparado para qualquer gracinha que eu ousasse fazer, como fugir, claro que eu não ia fazer isso... MAS, poderia.  

-Estava com a ideia de queimar aqueles mortos-vivos falsos, para assim eles ficarem mortos como desejam, e então eu fugiria como sempre. Pode soar um tanto sem coração, mas, o meu já arrancaram há um tempo. - expliquei meu plano, talvez dessa forma eles possam se acalmar, mas pensei que fiquei levemente muito agressiva para eles, pelo menos fui direta – tenho muito conhecimento de como fazer armamentos, consertar armas, fabricar balas. 

-Isso é útil. - Ela me respondeu, ainda não sabia seu nome, mas um dia possivelmente iria saber, parecia uma boa pessoa, o tipo de gente que eu gosto, silenciosa, que não fala demais.  

Já o outro, parece muito agitado e emotivo, isso é bom..., mas vai saber? Inflei os pulmões mais uma vez tentando manter a calma enquanto andávamos sobre a noite escura, todo barulho poderia ser algo, entretanto, meu medo maior eram que aqueles estranhos aparecessem novamente. Isso tudo que eu estou contando, ocorreu há três dias atrás, a caminhada foi um sucesso e agora estou aqui dentro, na “base” deles, mas os olhares de desconfiança ainda me colocam pressão. Hoje pela manhã, seis da manhã para ser mais exata, recebi a notícia de que eu ajudaria um cara com as armas, isso é bem suspeito porque se eles desconfiam tanto de mim com os olhares condenatórios, não me deixariam cuidando das armas, presumo que sim, tenho um respeito aqui, meu povo ajudou o deles, então é o mínimo que nos devem.  

Caminho com meus clássicos passos firmes, que nunca voltam para trás, nunca dão um pé atrás, de encontro a o tal homem que me pediram para encontrar, o homem que eu ia auxiliar, se ele for falante como o Aaron que eu conheci dias atrás, anteontem, eu o ponho para correr. Irei sentar na janela com toda certeza, absoluta. Caminhando até uma casa feita de madeira, uma espécie de depósito onde haviam marcado para eu ir; meus olhos fitaram apenas uma figura que eu não sabia ao certo quem era, trajando uma roupa parecendo um roceiro como ele também estava parecendo, decidi me aproximar em toda incerteza do mundo, estreitei os olhos e... 

-Olá, você é o Daryl, não é? - questionei após abrir a porta de madeira, escorando no portal dela. Perna esquerda de estilo despojado escorada no mesmo local também, me fixava apenas em uma perna cruzando os braços, trajava uma blusa xadrez preta com vermelha, parecia um forro de piquenique de tão grande que era, obviamente não era minha. 

-É, sou. - Ele me respondeu sem mover os olhares a minha pessoa, parecia tão desinteressado quanto eu em o ajudar, contudo, era o jeito de conquistar a confiança. Uma voz rouca, de alguém que gastou a bebida toda bebendo e fumando, assim como eu fiz, não julgo, era uma voz madura e isso me passava minimamente uma segurança, segurança de não ser um garoto.  

Começando por ele, isso será uma longa jornada. E minha cabeça só martela uma música... Lana Del Rey, Born to Die.  

“Feet, don’t fail me now 
Take me to the finish line...”

Pois tudo agora, é uma corrida, para sobreviver e tentar não criar laços, e eu creio que falharei. Eu creio que falharei. Tente não parar corpo e coração, não irei alimentá-los.  


Notas Finais


Até mais, até! Espero que tenham gostado muito, beijos beijos. A música citada no final da fanfic é essa: https://www.youtube.com/watch?v=Bag1gUxuU0g. Ao decorrer dos capítulos, estarei colocando trechos dessa música, mas serão muito pequenos, e a música favorita da personagem. Ela é a Siyeon do Dreamcatcher.


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