História Habitue-me - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Boy Love, Bts, Drama, Drogas, Gay, Habits, Jihope, Muito Drama, Romance, Taegi, Vmin, Vsuga, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 51
Palavras 2.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa fic me fez perceber como esse ano foi uma loucura e como tanta coisa aconteceu
Boas e ruins
estranhas e... menos estranhas
eu estou realmente surpresa de já fazer 7 meses que estou usando a comecei e não terminei ainda
não sei porquê, por isso resolvi voltar
Boa leitura pessoal

Capítulo 2 - Permita-se


Algumas vezes me vejo caindo novamente.

Não que eu queira. Entretanto eu também não faço qualquer tentativa para parar.

Não há mais tantas festas agora, mesmo eu continuando chapado em casa. Não há mais tanto Taehyung agora, mesmo eu ainda prendendo a respiração sempre que recebo uma mensagem sua. Não há tantas dores agora, e não há mais muito o que sentir agora.

Mas há remédios.

Não daquele tipo rosa engraçadinho que eu e você, Tae, usávamos em banheiros desconhecidos. Agora há um comprimido sem cor, que machuca minha garganta ao engolir e deixa meu cérebro completamente atordoado. E, de maneira alguma, é da forma gostosa como eu costumava ficar. Diferente daquele estranho chapado, é um estranho que me faz querer vomitar a todo momento, mas deixa-me desanimado demais para tentar.

Pego as chaves do carro e o tranco, encarando as portas de vidro da faculdade. Provavelmente eu deveria estar assustado, agora que estou começando meu último ano, mas só consigo me lembrar o quão entediante tem sido meus dias.

Após as duas aulas seguidas de Química Avançada tomo o segundo comprimido do dia – para conseguir lidar com um Jimin sentado sobre o colo de Hoseok no intervalo – e o terceiro eu me obrigo a engolir na saída – imaginando todo o vazio de meu apartamento disposto a me receber na volta para casa – não estou bem para dirigir, mas mesmo assim eu ligo o carro.

Depois do almoço eu durmo. Durmo até a hora do jantar. Após dormir percebo que o melhor que tenho feito ultimamente é dormir. Então, depois do jantar, eu durmo. E durmo.

Foram meses, ou talvez semanas, para eu notar que meus amigos não me chamam mais para suas festas –  quando foi que eu começara a negar todos os convites? – exceto por Taehyung, que ainda aparece em casa para tomarmos sorvete juntos, prepararmos o jantar ou experimentarmos algo novo que alguém lhe apresentou em uma festa qualquer.

E havia apenas nós lá. Tragando. Respirando. Consumindo. Inalando sonhos em pó branco.

Mas também é a mim que ele chama quando sofre uma decepção amorosa ou o rapaz vai embora de sua casa sem se despedir. Estou sempre disposto a escuta-lo, mesmo que para isso precise tomar dois ou três comprimidos a mais.

E havia apenas pesadelos nas pílulas que eu colocava em minha boca, uma após a outra.

E eu já tomava o quarto comprimido daquele domingo de merda – “Ele me chamou de infantil!” – desabafava, sem importar-se realmente se eu o ouvia ou não. Então não me importei em não ouvir. Foi nesse tal quarto que tudo apagou e senti meu corpo tombar por completo.

Enfim eu caíra completamente. E, se desse sorte, não precisaria me preocupar em levantar.

 

Mas, sabe, eu nunca fui uma pessoa muito sortuda.

Então lá estava o teto branco sobre minha cabeça e o cheiro de álcool antisséptico me causando náuseas. Você estava ao meu lado, Taehyung. E meus pais também.

O diagnóstico encheu os olhos de minha mãe de lágrimas – daquelas que queimam nosso rosto com a decepção – overdose.

Overdose.

Todos os comprimidos que me fizeram não sentir e me faziam não viver também.

Overdose.

Por todos os amores não correspondidos que eu insistia em nutrir, mesmo depois de tudo.

Overdose.

Por todos os convites negados e festas particulares em que eu fumava maços inteiros em minha banheira.

Overdose.

Por todos os sorrisos que exibia enquanto meu coração sangrava e cortava e ruía e desbotava.

Overdose.

Por todos os amigos que eu perdera. Por mim mesmo ou por todo o resto.

Como um soco no estômago, eu entendi o que estava acontecendo: eu estava assustado demais para morrer, mas ainda assim me cansara de viver.

Eu, sinceramente, lamento por não ter me despedido de você, Taehyung.

Vê-lo novamente era assustador e me fazia queimar em vergonha. Seu olhar não me disse nada quando eu saí daquele hospital e passei a frequentar psiquiatras, mas eu sinto que havia muito mais decepção ali do que seu rosto infantil poderia demonstrar.

Doía cada parte do meu ser imaginar palavras que você nunca dissera-me.

Então lamento não me despedir, mas eu sabia que era o que precisava fazer e não havia uma segunda chance.

 

Sinto muito pelos meus pais. Sabe, quando seu filho ignora suas ligações por dias, você não espera poder vê-lo apenas quando for socorrido após uma overdose. E foi só então que eu me permiti encontrá-los.

E eu falei.

Falei o que precisava falar – e um pouco do que não precisava – falei sobre você, Taehyung. E pra isso eu também falei de Hoseok. Falei de Jimin. Falei das festas e dos comprimidos. Falei do medo e do vazio. Falei da morte. Falei das dores e falei dos amores.

E, quando eu enfim me calei, foi quando percebi.

Eu falei muito, Tae. Sobre tudo e sobre todos. Mas não havia mais espaço em mim para falar de mim.

E isso era inaceitável!

Eu estava ali, chorando sobre o colo da minha mãe enquanto ela acariciava meus cabelos esverdeados. Eu estava ali, quando você me contou sobre o tal cara que lhe deu uma coleção de selos e lhe fez cair em amores por ele. Eu estava ali, quando Jimin apontou o dedo na minha cara e me acusou de traidor e covarde. Eu sempre estive ali.

Acima de tudo, eu estava ali, me desfazendo por todas as vezes em que eu estive ali. Mesmo não querendo estar.

Não há como amornar o que vou lhe dizer agora, mas é a verdade. Você, Taehyung, me fez ter uma overdose. Não é uma metáfora de amor bonitinha, mas é a verdade. Eu não estou te culpando e, muito menos, exigindo seu arrependimento, mas estou expondo o que aconteceu de todas as formas. Porque eu te amei de uma maneira tão surreal a ponto de não ver em todos os meus pedaços a marca de sua faca. Pode ser exagerado todo esse show, mas é a verdade.

Eu me cortei em centenas, apenas para poder lhe entregar cada pedacinho meu. Mesmo você os negando todos.

Pela primeira vez, eu me permito me ver.

Tranquei a faculdade e me livrei do antigo número de celular. Vendi o apartamento – a banheira foi junto e o receptivo vazio também – e deixei meu carro na casa dos meus pais. Eu me fui. Não para sempre. Só por agora. Entretanto, por esse agora, eu me fui para sempre.

Por isso me neguei a ser encontrado. Por Taehyung. Por Jimin. Por Hoseok. Por mim mesmo.

Havia uma mata linda de se olhar ao redor do casebre que meus pais compraram quando eu ainda tinha sete anos. Não havia vizinhança ou Internet. Não havia contato. Não havia festas. E, acima de tudo, não havia drogas.

Mas havia eu e havia minha consciência.

Diante daquele espelho de corpo inteiro no canto de meu quarto, eu me permiti enxergar todo o eu que ignorei durante os últimos meses. O eu que tinha olheiras gritantes sob os olhos fundos. O eu tão pálido que sentia a pele queimar. O eu seis quilos mais leve, com os ossos da coluna saltados. O eu morfético, recluso, assustadiço, agressivo e cabisbaixo.

E eu me detestei completamente.

É um pouco injusto, não é, Tae? Porque eu nem mesmo me reconheço mais nesse eu que tornou-se a representação de tudo o que nosso relacionamento me fez. Relacionamento

Ah, eu sou patético.

 

Tae, eu estou gritando. Eu estive. Por todos os sete dias que me mantive trancado no quarto.

Sim, a primeira semana foi a pior. Foi na primeira semana que eu planejei suicídios e bilhetes de desculpas. Foi na primeira semana que eu acabei com o estoque de açúcar para repor toda a dor em meu coração. Sem meus comprimidos sentia cada parte sobre nós, as quais obriguei-me a esquecer, voltarem como um tiro.

Algumas partes sobre Hoseok voltaram também.

Havia um desespero sobre mim mesmo guardado em meu coração – tão fundo que eu nem imaginava ter – e era um desespero tão monstruosamente enorme, que, durante alguns dias realmente ruins, eu podia jurar que estava devorando minha alma e todos os meus pedaços.

A segunda semana não me fazia chorar, mas eu quebrei tudo o que toquei. Quebrei copos e pratos e tigelas. Quebrei algumas cadeiras também. E aquela chaleira bonitinha adornada com corações. O cinzeiro de meu pai se foi. Quebrei um vaso de flores e quebrei o espelho no corredor. Eu quebrei tudo o que pude alcançar, apenas para não me sentir tão fodido por ser o único ali em pedaços.

Eu estava quebrado e em todos os sentidos. Meu coração estava quebrado. Meu psicológico. Meu físico. Meu emocional. Era doentio.

Foi aí que eu percebi como destruí tudo o que eu tocara. Sozinho, Taehyung. Não havia você ali para deixar nenhum daqueles pratos em pedaços. Os cacos espalhados pelo piso nunca foram obra sua. Eu fiz. Assim como eu destruíra cada uma das louças de minha mãe, eu me autodestruíra. Não posso continuar lhe atirando pedras quando o único responsável fui eu mesmo. Entregando meu coração a quem jamais pediu por isso.

Na terceira semana eu me entreguei de cabeça a tudo que comecei. Estive tão entretido que não me importei em fazer o mesmo na quarta. Me entreguei aos projetos que um dia eu resolvera começar mas jamais terminara. Comprei alguns livros e consegui ferramentas. Montei uma casa de pássaros e comprei um cachorro – ainda me pergunto se isso tenha sido mesmo uma boa ideia, mas eu já comprara de qualquer forma – tentei escrever algum livro e plantei uma árvore lá no meio de todas as outras árvores. Eram ótimos projetos, afinal.

Eu também me entreguei à limpeza. Primeiramente da casa – assumir que a bagunça era única e exclusivamente de minha responsabilidade foi o primeiro passo – e então de todo o resto. Se eu me quebrei, então eu era o único capaz de me consertar.

Limpei minha alma. Toda a negatividade e todo o peso, eu o deixei sair das melhores formas que imaginei. Limpei minha mente. Permiti que meus pensamentos parassem, nem que fosse apenas alguns minutos por dia, eu dei-me ao luxo de não pensar em nada mais do que na cor bonita que as folhas alaranjadas possuíam. Limpei meu corpo. Passava horas na banheira e testava todo o tipo de sais de banho que minha mãe guardava em seu armário – também experimentei cremes hidratantes e esfoliantes, mas isso já não foi uma ideia muito boa depois de sentir toda a minha pele coçando por horas – e resolvi tingir meu cabelo de preto novamente. Por fim, limpei meu coração. Aqueles caquinhos, eu os juntei e joguei fora. Reformulei todo o meu coração e o reafirmei sobre meu peito, o deixei repousar durante algum tempo e o deixei sentir.

Na quinta semana ele passara a sentir demais.

Mas eu sentia falta das sensações, então não reclamei quando meu peito apertou e as lágrimas escorreram. Passei dias dormindo abraçado ao meu cachorro – eu ainda não tinha um nome para ele – e me permiti sofrer.

Eu realmente sofri por você, Taehyung. Doeu. Foi doloroso perceber o quanto eu me doei para você. Tudo sobre mim que eu lhe entreguei, até o ponto em que não havia mais nada para ser entregue e eu me vi completamente perdido entre tudo o que me perturbava.

Eu estava desmanchando por você.

Foi precipitado. Cada sorriso apaixonado e cada suspiro. Eu me precipitei completamente. Eu te precisei, sabe, cada átomo meu precisava de você desesperadamente. Porque eu me arquitetei em você e me construí a partir de ti. Eu me fiz você, em toda a minha essência. E eu me fiz seu, mesmo você não me querendo. Mas eu te queria até eu não me querer também.

E foi então que eu notei, Taehyung. Que se eu não me quiser, quem irá querer? Não venha me falando do quanto isso é clichê, porque já aceitei a normalidade que o rumo da minha vida está tomando. O meu não precisar de mim, me tornava dispensável a cada um que quisesse me dispensar. Eu era vulnerável a sorrisos e gentilezas, para compensar a falta do meu amor próprio.

Eu precisei de tantas decepções para me ver como alguém que não deve entregar o seu amor a sorrisos, mas a corações. 

Eu precisei ir, me deixar para trás e me reencontrar, para me reconhecer e me refazer. De todas as formas. Eu me remontei completamente novo.

E completamente sem você, Taehyung. Taehyung. Porque eu te amei, Taehyung. E eu sempre acreditei que todos os meus passos voltariam a você, Taehyung. E, agora, eu percebo que nem mesmo sei o caminho de volta. Eu não sei mais como voltar a você, Taehyung.

Porque todos os meus passos me levam diretamente a mim mesmo.

E eu me amo por isso.

Então, na sexta semana, eu me encontrei em tudo o que me fiz e em tudo o que me fez. Em cada toque e em cada decisão, eu me amava ali. Acima de tudo, eu me encontrei nas teclas de meu piano e nos versos de minhas canções. Me refiz na música. Escrevi sobre corações partidos, porque agora eu me conhecia o suficiente para não senti-lo doer. Escrevi sobre medos e aflições, porque nem sempre todo o amor do mundo significa toda a segurança. Eu escrevi durante toda aquela semana e, em nenhum momento, eu me dediquei por completo a você, Taehyung.

Estava em minhas letras o meu coração. E eu aprendi a não entrega-lo a mais ninguém apenas por me oferecer sua mão vazia. Eu guardei minhas letras como um tesouro, dentro do meu peito. E todo o meu amor acabou guardado também.

Todo o amor que eu um dia dedicaria a alguém. Todos os meus amores fracassados. E todos vocês. Você, Jimin. Você, Hoseok. Você, Taehyung.

E eu sinto que não preciso mais mudar a forma como digo seus nomes. Porque são apenas nomes, afinal.

 

Já faz um ano agora, desde tudo o que me prendeu.

No fim, eu estava passando por uma fase de depressão intensa, mas também me descobri sofrendo de ansiedade. Há remédios agora – mesmo não sendo rosas e engraçadinhos, eles me fazem bem – entretanto não há vício e não há horas desperdiçadas em minha banheira, cercado pela névoa que me deixava chapado.

Não há mais faculdade também. Há música. Por todos os lados. Há uma gravadora interessada e há letras e mais letras sobre meu piano – aquelas lá, nas quais guardei meu coração, ainda são apenas minhas, mesmo eu já imaginando a quem vou entrega-las – e eu estou bem feliz, aliás.

Não há notícias sobre você, Taehyung. Não há você.

Eu me sinto um tanto vazio, lá no fundinho, porque, mesmo eu nos confundindo completamente e fodendo tudo, eu ainda o amei como melhores amigos se amam.

E sempre irei ama-lo. De uma forma ou de outra. Mesmo que não seja daquela forma avassaladora como a que eu me acostumara a amar todos que já me ofereceram uma mão vazia. Ainda assim, era uma forma de amor que, vez ou outra, cutuca meu coração.

Havia algo ali, entre nós. Porque mesmo agora, um ano depois, eu ainda o vejo sorrindo quadrado para mim. Se tornou um hábito mantê-lo em mente, apenas por dez segundos após acordar e antes de dormir. Algumas vezes eu ainda imito seu sorriso, porque, agora, eu posso permitir-me lembrar.

Porque o você que eu me lembro é a lembrança do eu que refiz longe de você.

Há Nova Iorque agora. Durante as noites e durante os dias. Não há mais a pequena cidade onde nos conhecemos e também não há a casa dos meus pais – entretanto eu ligo para minha mãe todas as noites e lhe digo o quão feliz estou. Porque eu realmente estou – eu sinto falta da simplicidade e familiaridade da cidade pequena onde vivemos, mas há tanta paixão aqui, então algumas vezes me esqueço de sentir falta. 

Há novos rostos agora. Há novas camas para passar a noite – eu conheci vários caras e estou com alguém importante agora – mas eu nunca me entrego como me entreguei aos outros que antecederam Taehyung. Eu me vejo em um futuro. E ele me deixa um pouco ansioso, sabe. Ansioso para continuar vivendo.

Já faz um ano agora. Meu cachorro cresceu – não precisei da ajuda de Tae para escolher um nome para ele – e nós costumamos passear no parque perto da casa que estou alugando. Eu posso comprar panquecas na hora do jantar e há tanto trabalho. Eu me sinto em paz ao encontrar minha casa solitária, porque a sós há silêncio e há meu piano. Eu meio que gosto da solidão.

Sabe, Taehyung, eu aprendi a seguir em frente. E eu gostei. Por isso continuo sorrindo nos dias ruins. E não há mais falsidade nisso, porque são sorrisos de encorajamento, agora eu sei que os dias bons sempre voltam. É tranquilizador agora, sabe.

Essa tranquilidade que me faz sorrir ao abrir a caixa de correio, há contas ali – eu não sorrio para elas, apesar de toda a tranquilidade – mas há um envelope negro também.

Eu sorrio ao abrir. E eu sorrio mais ao ver os nomes de Jimin e Hoseok em letras douradas.

É libertador, entende?

Porque, Taehyung, eu poderia morrer de todas as formas antes, mas tudo o que faço agora é continuar sorrindo.

Eu sinto a felicidade naquele envelope.

E eu permito-me aceitar o convite de casamento do meu maior ex amor.

 

 

 

 

 

 



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