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História Hacker - Minsung - Capítulo 5


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Notas do Autor


Talvez, só talvez eu quase tenha esquecido de postar hmkk

Ainda não é meia noite. Tá valendo ainda.

Boa leitura 🍭

Capítulo 5 - 5 - perseguição


Fanfic / Fanfiction Hacker - Minsung - Capítulo 5 - 5 - perseguição

             [ Quinta-feira • 6:40 ]


Faziam exatos dois dias que Han começou a morar com Minho, porém era como se o Lee ainda morasse sozinho e não tivesse um ser desconhecido em seu porão. De certa forma isso era bem estranho, o ruivo não estava brincando quando disse que passaria muito tempo naquele cômodo abaixo do solo. Minho só o via sair de lá quando ele ia para a cozinha ou banheiro, mal trocavam uma palavra um com o outro toda vez que se esbarravam. Sinceramente, Minho não deveria se importar com isso, mas chegava a ser desconfortável. O fato de ter uma segunda pessoa embaixo de seu teto, e nem ao menos trocarem um oi. O Lee queria sim conversar com ele, só estava esperando a oportunidade para isso.

Havia acabado de chegar na faculdade, ainda faltavam alguns minutos antes de bater o sinal para a primeira aula. Procurava seus dois amigos patetas pela entrada do lugar, mas não os achava em lugar nenhum. Francamente, onde diabos eles poderiam ter se enfiado?

Bom sua pergunta fora respondida assim que avistou os dois garotos escondidos (?) entre alguns arbustos, quer dizer, apenas Félix estava escondido, olhando fixamente para algum ponto da escadaria lateral. Enquanto Hyunjin permanecia encostado no muro, mexendo em seu celular que parecia ser a coisa mais interessante do mundo.

– O que você tá fazendo? — perguntou se abaixando ao lado de Félix, tentando ver o que o garoto tanto olhava.

– Shiiiu! Fica quieto. — foi a única coisa que o ruivo disse antes de empurrar o mais velho.

Minho resmungou xingamentos baixinhos e se encostou ao lado de Hyunjin no muro, decidindo por perguntar a ele o que estava acontecendo. Já que claramente não teria nenhuma resposta do australiano.

– Ele tá espionando aquele baixinho.

– Que baixinho? O Seo? Ele ainda tá nisso?

– Sim, está.

O Hwang apenas deu de ombros voltando sua atenção para o aparelho. Minho suspirou, olhando novamente para a mesma direção que Félix encarava, agora conseguindo ver Seo Changbin sentado embaixo da escada, concentrado demais em seu notebook para reparar no garoto de sardas que lhe encarava fixamente.

– Félix, talvez fosse melhor se você parasse de encarar o garoto.

O Lee mais novo torceu o nariz desviando seu olhar para o mais velho.

– Porquê?

– O que tanto você encara ele?

– Eu... Olha, isso não importa, ok? — Félix se ajeitou se sentando no chão de costas para o arbusto.

– Deveria falar com ele.

– Você tá louco?? — Félix perguntou indignado, jogando seu boné no mais alto – Ele vai pensar que eu sou um lunático, louco, que tá seguindo ele pra cima e pra baixo tentando descobrir sobre a vida dele, e tentando entender do porque ele me largou naquela merda de boate! Eu não vou falar com ele.

Félix cruzou seus braços, bufando em seguida. Ele só podia estar ficando louco. Um garoto o rejeitou, e aquilo não saía de sua cabeça. O australiano já ficou com vários caras ao decorrer da sua vida, e algo do tipo nunca chegou a acontecer consigo. Para Félix aquilo já era motivo o suficiente para ele ficar que nem um verdadeiro psicopata atrás do garoto. Sim, ele está atrás de Changbin, começou a seguir o mesmo desde o dia em que descobriu que estudavam na mesma faculdade, e digamos que Félix ficou bem confuso com certas coisas que viu.

– Mas você é um lunático — deu ênfase no "é" – Espera, você tá mesmo seguindo o garoto?? Tipo, não é meme?? — Minho perguntou incrédulo, segurando o riso. O ruivo apenas desviou o olhar para qualquer outro canto tentando evitar o mais velho – Eu não acredito nisso Félix! — começou a rir do amigo, tendo que se apoiar no ombro deste.

– Yah! Não ria! Você não está muito diferente de mim. Mas ao invés de ir atrás você mesmo, contratou alguém pra isso.

O som incessante de risada foi cortada bruscamente, trazendo no lugar um bico emburrado que se formou nos lábios do Lee mais velho. Ele sabia que o que o mais novo disse não passava da verdade, mas poxa, precisava jogar na cara?

– Fiquem quietos! Os dois! — Hwang estava até agora ignorando os amigos, mas já estava ficando cansado desse bate boca – Não sei se perceberam, mas os dois estão no mesmo barco! Minho — apontou para o mais velho – Você está atrás de alguém que nem deve lembrar da sua existência. E apesar de eu não concordar com Félix, ele tá certo. E Félix — apontou agora para o mais novo – Você não pode ousar em falar alguma coisa. Você está seguindo aquele garoto desde terça, e até agora descobriu o que? Hum? Dêem um tempo. São dois lunáticos — Hyunjin finalmente guardou o celular para cruzar os braços, em seguida olhou para o ruivo – E aliás, não está fazendo seu trabalho direito. Ele acabou de sair.

Félix arregalou seus olhos, olhou para trás e não encontrou mais o Seo ali. Estava pronto para se levantar e ir atrás do mais baixo, porém foi interrompido por Minho segurando seu pulso.

– Calma seu idiota. O sinal bateu, ele foi pra sala. E a gente também vai.

Os três saíram de trás dos arbustos e andaram em direção a entrada do prédio. Passaram pelos corredores quase vazios, já que ainda tinham alguns outros alunos por ali, que assim como eles, estavam atrasados. Antes que pudessem entrar na sala, Hyunjin segurou os dois fazendo com que lhe olhassem confusos. Percebendo isso tratou de se explicar:

– Podemos tirar uma folga hoje. Que tal a gente ir pra sua casa Minho? E assistirmos alguma coisa, sei lá.

Minho pareceu hesitar por um momento, alguma coisa lhe dizia para não aceitar, mas logo balançou a cabeça e concordou – Tudo bem.

[ ... ]

O som dos pés batendo contra as poças de água eram a única coisa que se ouvia naquela rua deserta. O garoto ruivo corria o mais rápido tentando despistar o homem de preto que lhe seguia. Entrou em um beco e passou rápido por ele, derrubou algumas lixeiras para tentar atrasar o outro, mas foi sem sucesso. Continuou correndo agora em uma rua bem mais movimentada, avistou mais a frente a passagem de entrada para as estações subterrâneas de metrô, era sua última chance. Desceu as escadas pronto para desacelerar um pouco, normalmente nesse horário muitas pessoas costumam pegar o metrô e era exatamente isso que ele queria, um lugar cheio de pessoas, apressadas de mais para perceber uma perseguição. Se enfiou no meio das pessoas, tentando de alguma forma se camuflar ali, olhou para trás e viu que o cara insistente ainda estava o seguindo. Começou a correr novamente, não se importando mais com as pessoas em que esbarrava. Assim que avistou o enorme transporte logo se juntou as outras pessoas e se apressou a entrar no mesmo, torcendo para que o encapuzado fizesse o mesmo.

Sorriu assim que avistou o moletom preto entrar no grande transporte de metal, este que tentava de aproximar mais, porém não conseguindo pela enorme quantidade de pessoas. Deu um tchauzinho para ele e logo se retirou dali de dentro, viu o outro se contorcendo para tentar sair antes que as portas de metal se fechassem, nas foi falho. O ruivo ficou mais alguns segundos ali parado apenas observando o metrô se afastar.

Mas antes que outros pudessem chegar, vestiu seu capuz e saiu dali. Pegou caminhos mais curtos e aleatórios para poder chegar logo ao seu destino, atento a qualquer um à sua volta. Logo estava pulando o grande muro da casa onde estava se hospedando, ele tinha sim a chave dos portões, mas o medo de lhe verem entrando ali era bem maior do que o medo de se machucar pulando um muro de bem mais de dois metros de altura.

Achou melhor entrar pelas portas dos fundos, pois se encontrava totalmente encharcado e com os tênis sujos de terra. Ficou descalço e retirou sua blusa, subindo direto para o banheiro, precisava de um banho urgente.

                        [ 12:30 ]

O sinal indicando o final das aulas finalmente tocou, dando um alívio imenso para os três garotos que não pensaram duas vezes em sair daquela sala de aula aos pulos. Os professores já deviam estar acostumados com aquele tipo de comportamento vindo dos alunos, pois apenas ignoravam enquanto guardavam suas coisas, para eles aquilo tudo mais parecia uma creche do que uma faculdade.

Todos os alunos saíram pelos portões abrindo guarda-chuvas ou correndo. Assim como os três amigos que agora andavam em passos mais rápidos até o carro do mais velho tentando fugir da chuva.

– Vocês vão lá em casa mesmo? Não querem que eu deixe vocês na casa de vocês? — o Lee perguntou enquanto ligava o carro. Por conta da chuva achou que os dois garotos poderiam querer irem para as próprias casas, pelo jeito estava enganado.

– Já está nos expulsando, Min? Credo — o australiano sentado ao seu lado brincou – Não tem problema, até de tarde a chuva já vai ter diminuído. Eu acho.

– Qualquer coisa a gente dorme com você — o Hwang piscou, fazendo o ruivo rir e o mais velho revirar os olhos.

– Tudo bem então. Só estava preocupado com meus amigos queridos — dramatizou.

– Se preocupa em dirigir. Vamos, vamos.

Minho suspirou e deu partida com o carro. O caminho até sua casa não era tão comprido, uma vez que morava consideravelmente perto da faculdade. Porém eles decidiram por passar em uma loja de conveniência antes e comprarem alguns doces e outras porcarias para comerem nesta tarde.

Agora de volta para o caminho original, eles conversavam sobre várias coisas, até que Minho se lembrou de uma coisa:

– Fiquei surpreso de você ter aceitado, Félix. Achei que estaria ocupado seguindo o Seo.

Félix piscou uma, duas, três, quatro, cinco vezes, raciocinando a fala do amigo. Bufou, cruzou os braços e virou a cara para a janela:

– Eu já desisti disso. Além de estar chovendo, do que iria adiantar? Hyunjin está certo. Já faz dois dias que estou seguindo ele. E até agora as únicas informações que eu consegui é que ele não desgruda do notebook, visita com bastante frequência uma academia, e ama café. Tirando alguns encontros que ele teve com umas pessoas esquisitas — deu de ombros, agora brincando com seus dedinhos – Talvez ele faça parte de uma seita satânica.

– Deus me livre! — Hwang exclamou, fazendo o sinal da cruz.

– Tudo isso em dois dias?? — Minho perguntou — Credo, esse cara não para quieto?

Os dois riram e o Lee logo abriu seu portão, estacionando o carro na garagem. Os três saíram do mesmo e fecharam as portas, estavam prontos para entrar quando o Hwang indagou:

– E o Hacker, Min? Ele já te falou alguma coisa? — Minho congelou, havia se esquecido do garoto em seu porão. Bateu com a mão na testa, chamando a atenção dos outros dois – O que foi?

– Eu esqueci de uma coisa... Vocês, não podem entrar.

– Porquê não? Para com isso, vamos entrar logo. Tá frio.

Félix estava pronto para abrir a porta mas o Lee entrou na frente.

– Vocês não podem entrar agora! Me deixem fazer algo primeiro.

– Minho, para com isso! Tá me assustando!

O australiano empurrou o mais velho e abriu a porta, entrou na sala e jogou sua mochila no sofá. Iria falar algo, mas as palavras logo sumiram da sua boca quando viu um garoto de cabelos ruivos e molhados, descendo as escadas com apenas uma toalha na cintura.

Félix ficou de boca aberta. Hyunjin deixou o celular cair. Minho congelou. E o Han arregalou os olhos. Não sabia se tinha demorado no banho ou Minho que resolveu chegar mais cedo, e trazer companhia. Sorriu totalmente envergonhado com a situação, logo se pronunciou:

 – Ahn... Oi.


Notas Finais


Depois reviso. Hmkk


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