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História Hackers; o perigo por trás da tela. - Capítulo 36


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Notas do Autor


Estou de quarentena. Recomendo a todos que fiquem em casa se precisar eu posto capítulo todo dia só pra vcs ficarem em casa kkkkkkkkk
Sei que muitos não podem por conta de trabalho, mas tentem se proteger ao máximo. Eu faço enfermagem, há duas semanas atrás minha professora ensinava o protocolo de como lavar as mãos, eu achei uma aula chata, até ver que eu precisaria mais dela do que as aulas de anatomia.
Hj, eu sigo o passo a passo que foi falado em sala kkkkkkkkkkkkkkkk

Como prometido no Instagram eu estou aqui postando o capítulo.

Capítulo 36 - Sol


Sasuke correu para perto dos dois corpos, não sabia bem o porquê de ter ido, apenas seguiu o comando das suas pernas. Tirou afobado aquela máscara do rosto dele, o choque foi inevitável quando jogou para longe o objeto e pôde ver a face do irmão. 

Era Itachi. Era ele, ou era um sonho? Aquilo não era um sonho, era uma visao hipnótica, porque nem em seus mais terríveis pesadelos poderia imaginar aquela situação.

Quando viu o sorriso singelo nos lábios do outro não aguentou, transbordou pelos olhos o que o coração não aguentava suportar. 

Então era por isso que ele tinha impedido Bomb de lhe matar? Fora por isso que saiu do carro as pressas e deu a ordem para a mulher tomar o controle da situação? Foi por isso que ela teria matado Bomb? Ela sabia quem ele era? 

Sua garganta foi rasgada pelo grito, agonizante de desespero, angústia, agonia e dor. Dor física doía mas a dor na alma era cruel. Te tritura, lhe espanca e lhe bota na água gelada. Arde. Queima. Rasga. 

Acolheu ele em seus braços, queria tanto que não tivesse apertado no gatilho. Que se foda todas as mágoas. Que se foda tudo. Ele pensava em conversar com Itachi, e agora? Conversaria com um defunto? 

Lhe abraçou com tanta força, sua camisa começava a ficar encharcada pelo sangue do mais velho. Estava sendo jogado de um precipício, perdido. 

Os dedos do outro tocaram sua testa e as lágrimas correram mais intensamente, o braço caiu e os olhos fecharam, ele sabia que Itachi estava indo, mas não queria aceitar a realidade, então era assim? Ele lhe deixava sem explicações uma vez, depois de anos volta e morre nos seus braços? 

Não queria isso. Seu grito foi ouvido pelas montanhas daquele local. Apertou o corpo já sem vida contra o seu, agora era a realidade lhe caindo.

- Não... não.. Eu não- ele balançava a cabeça negando com o olhar fixo no irmão - Você não pode me deixar assim! Você não pode ir embora de novo sem me dar ao menos uma explicação! Não faz isso, Itachi! - soluçou alto, a voz já diminuindo aos poucos na frase seguinte - Não faz isso comigo, eu te imploro. Eu matei meu irmão? 

As últimas frases foram faladas baixo, como um segredo sendo dito. Apertou mais ainda o corpo do outro ao seu. Havia matado o seu irmão? Ele era um assassino? Matou o irmão. Essa era a realidade.

" - Oni-san, promete que amanhã brincaremos mais no jardim? - os olhos negros brilhavam sob a pouca luz que vinha da janela, era a noite, o quarto estava em temperatura boa, nem frio e nem quente. Passou o dia se divertindo no Jardim com o irmão mais velho. Coberto com o edredon, viu Itachi lhe soltar um pequeno sorriso.

- Vou pensar no seu caso. - levou dois dedos a testa do garoto e o menino entendia aquilo como um eu te amo. Sorriu e fechou os olhos se entregando ao mundo dos sonhos - Adeus, Sasuke. 

Quando acordou pela manhã, foi direto ao quarto do irmão, mas ele não estava lá. Nao estava na sala, nem na cozinha, nem no jardim e nem na garagem. Ele não estava na casa, não estava no país, não estava nem mesmo no continente. 

Itachi havia ido embora, e Sasuke jamais entendeu o porquê fora abandonado sozinho naquele mausoléu."

Não soltaria o corpo, não estava preparado para ver ele no chão sem vida. Não era esse o reencontro que imaginava. 

Sakura tocou seu ombro, ela não sabia se falava algo ou se apenas lhe mostrava que estava ali. Ele olhou para cima, olhou para os olhos verdes. 

Sakura sentiu se quebrar naquele momento. A dor era tão notória, aquele era o formato bruto e físico da dor, não era? 

Inúmeros homens foram descendo do helicóptero, médicos, agentes, eles foram direto nos corpos de Bomb e no de Konan. Mas quando se aproximaram do de Itachi Sakura os interrompeu;

- Não! - Sakura falou. - Deixe ele ter um tempo. 

Sasuke abaixou o olhar para o irmão em seus braços, era assim a despedida deles? Era assim que seria? Ele abaixou o suficiente para encostar a cabeça na do outro.

Quis falar tantas coisas, mas sua mente estava fraca, sua alma despedaçada e seu físico em estado deplorável. Ele soltou Itachi, o corpo foi acolhido pelos médicos que trataram de examinar.

 Sasuke manteve sua cabeça baixa e os olhos fechados. Sakura se abaixou ao seu lado, com os joelhos tocando o chão. Passou a mão levemente entre os fios negros e aquilo pareceu como se fosse um convite para ele desabar mais. 

E foi que aconteceu. Sasuke desabou, abraçado a Sakura. Ela lhe abraçou de volta, com carinho e amor. Ele segurava tão forte a roupa dela, abraçava mergulhado na própria dor. Ela chorou junto, consolou ele e tentou mitigar sua dor através do seu apoio.

Naquele momento era tudo o que importava, deixar Sasuke sabendo que tem alguém ali por ele. Depois ela se acertava com ele.

****

Sasuke quis voltar para a casa do pai, queria ir até o quarto do irmão. Fazia anos que não ia lá. Queria se sentir próximo a ele pela primeira vez desde de sua ida para a América. Durante todo o percurso, Sakura segurou sua mão, não soltou por nem um mísero segundo. 

Eles desceram, Shikamaru e Naruto podia cuidar do assunto FBI. Mas ele não. Ele naquele momento queria o irmão. Pensou em todas as manhãs em que ele acordava e ia direto para a sala, na esperança de que Itachi tivesse voltado. Os pequenos pezinhos descendo cada degrau com agilidade, e diminuindo o ritmo conforme a realidade lhe caia; Itachi não retornou.

Subiu os degraus da escada e cada um lhe trazia mais uma lembrança à mente. Era insuportável aquela sensação de culpa. Nao teve coragem de abrir a porta do quarto, ficou encarando ela, talvez assim ela se abrisse sozinha? Sakura fez o favor. 

- Quer que eu vá com você? - ela perguntou, o tom calmo e baixo.

Ele confirmou, ela sorriu levemente e apertou a mão dele, dando-lhe coragem. Ele entrou, a sensação do peito sendo rasgado era cada vez mais forte. Mas precisava daquilo, precisava ver os pertences dele. 

Alguns pôsteres de bandas de rock dos anos 80 e outros de bandas mais velhas como Pink Floyd, Queen e AC/DC, estavam colados na parede. Lembrou do dia que ele lhe cantou Time do Pink Floyd. 

Ticking away the moments that make up a dull day

You fritter and waste the hours in an offhand way

Kicking around on a piece of ground in your home town

Waiting for someone or something to show you the way

O tempo passa em meio a momentos que tornam um dia sem graça

Você perde tempo gastando as horas sem pensar

Perambulando por aí, em sua terra natal

Esperando que alguém ou algo lhe mostre o caminho

Ele começo a cantarolar a letra em sua cabeça, enquanto olhava para o pôster da banda. Era como se pudesse ouvir claramente a voz dele outra vez, era como se ele estivesse ali lhe cantando ou como se ele tivesse voltado no tempo.

Tired of lying in the sunshine

Staying home to watch the rain

You are young and life is long

And there is time to kill today

And then one day you find

Ten years have got behind you

No one told you when to run

You missed the starting gun

Cansado de ficar deitado no Sol lá fora

Ficar em casa ver a chuva

Você é jovem e a vida é longa

E há tempo para matar hoje

E então um dia, você descobre

Que dez anos ficaram para trás

Ninguém lhe disse quando correr

Você perdeu a largada

- Ele cantou uma vez pra mim... - fungou, algumas lagrimas insostiam em cair -  uma música dessa banda.. eu não entendia bem na época, mas agora talvez eu comece a entender, certo? 

 - Qual o nome da musica? - ela tocou ele pelo ombros, dando apoio.

- Time. 

And you run and you run to catch up with the Sun, but it's sinking

And racing around to come up behind you again

The Sun is the same in a relative way, but you're older

Shorter of breath and one day closer to death

E você corre e corre para alcançar o Sol, mas ele está se pondo

Dando a volta até surgir novamente atrás de você

O Sol é o mesmo, de forma relativa, mas você está mais velho

Com menos fôlego e cada vez mais próximo da morte

- Gosto da música, já ouvi uma vez. - ela o abraçou de lado - Me faz refletir sobre tantas coisas.

- Eu estou pensando em muita coisa agora. 

- Eu sei, e entendendo, e não há nada de errado nisso. Estou aqui, com você. Todos nós estamos. 

Ele não estava suportando a dor de perder o irmão pela segunda vez, a dor era maior mas o trauma era o mesmo. A esperança de que ele pode voltar. 

Ele daria tudo o que tinha para poder ter Itachi de volta. Nem que fosse por uma manhã, por alguns minutos, só pra ele saber. 

Como havia sido imaturo, ele estava ali naquela manhã, bem na sua frente, há alguns dias atrás, tentando se explicar, mas o orgulho e a magoa falou mais alto e ele simplesmente não deu ouvidos. 

Queria se bater. Estava se condenando a cada segundo que passava. Por que não tinha parado para escutar? 5 minutos de conversa não iam arrancar pedaço. Mas três segundos de rancor lhe arrancou a alma.

Agora entendia, ele percebeu que estava muito atrás e agora corria em direção ao sol, mas já era tarde demais porque ele já se pôs no horizonte. Itachi era o seu sol. Estava correndo atrás dele, mas ele já tinha saído do seu horizonte.

Era tarde demais. 

Sua ignorância lhe custou caro. E do que adiantou todo o acumulo de raiva? No fim, era inútil. Foi inútil. É inútil. 

Every year is getting shorter

Never seem to find the time

Plans that either come to naught

Or half a page of scribbled lines

Hanging on in quiet desperation is the English way

The time has gone, the song is over

Thought I'd something more to say

Cada ano que passa fica mais curto

Parece nunca arranjar tempo

Planos que tampouco dão em nada

Ou meia página de linhas rabiscadas

Se apegando a um desespero silencioso, este é o jeito inglês

O tempo passou, a música acabou

Pensei que eu teria algo mais a dizer

Itachi tinha muito a dizer. Mas Sasuke não deu ouvidos. Olhou ao redor e viu a estante, alguns porta retratos, alguns enfeites, objetos de decoração mais discretos. Perto da janela a escrivaninha, alguns livros de direito, alguns cadernos e canetas. 

Ele respirava com dificuldade, o peito subia e descia como se tivesse meia tonelada. O ar era tao doloroso em seus pulmões.

- Sasuke? O que- Era Emi, sua voz morreu no ar quando o garoto lhe olhou, os olhos inchados e a face molhada pelas lágrimas. Naquele momento a senhora sentiu o mundo desabar sobre ela.

Oh, não, não poderia ser. O garoto que ela viu virar homem, sofrer e aprender, agora tinha morrido. Seu coração velho apertou no peito

- Não... Sasuke não me diga... - a expressão do outro confirmava o que ela jamais desejou. Correu para os braços do mais novo, ele lhe abraçou na mesma intensidade.

Sakura nao entendia como ela sabia, não entendia mais nada para falar a verdade. 

- eu o matei.. emi, eu matei itachi, eu tenho o sangue dele nas minhas mãos.. - ele falou tao baixinho, segredando para a senhora, ela lhe apertou mais.

- o meu garoto... - ela chamava eles assim, os dois irmãos, sentia a dor como se fosse a mãe, a garganta deu um nó, ardia não poder gritar. 

- Eu matei ele, Emi- Sasuke continuava repetindo, parecia mais como se ele tivesse dizendo pra ele mesmo - Meu irmão.. eu nem o escutei.. eu.. eu virei as costas quando ele quis me dar as respostas por puro orgulho.. me diz aonde eu enfio esse orgulho agora, Emi? Eu enfio ele no meu peito, como fiz quando cravei a bala no peito de itachi? O que eu faço? Hum?

Ela secou as lágrimas do rosto de Sasuke, com cuidado. Secou as próprias depois.

- O passado fica no passado. Você não vai mudar suas atitudes do passado mas pode fazer as do futuro. Eu tenho algo para lhe contar, mas preciso que você escute bem, ok?

Sasuke olhou para Sakura, ela fez um gesto positivo com a cabeça, e ele voltou seu olhar para a mais velha.

- Itachi veio aqui hoje mais cedo, pela manhã..

"-Quando você foi embora, Sasuke perdeu completamente o rumo, tentei dar uma base para ele, mas acho que não fui boa o suficiente. Ele se afastou mais do pai, os amigos consequentemente não vinham mais aqui, depois de entrar na faculdade, ele foi morar no antigo apartamento da sua mãe. Nunca mais pisou aqui, vez ou outra ele me ligava para saber como estava a mãe, mas fora isso, nem sinal. Recentemente ele ficou sabendo do que aconteceu cm os Haruno, e quebrou um pedaço da barreira com o pai. 

- Mas ele continua longe?

- Sim, infelizmente, acho que só com o tempo eles podem se acertar.

- Emi, escute com atenção, preciso de um favor"

- Espero que entenda os motivos. - prosseguiu - Se queria escuta-los, aqui está eles .



Notas Finais


Eae gostaram?
Me digam, o que acharam?

Insta: nana_santos04


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