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História Hades e Persefone - a Luz e o Escuro - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Oiiiiii bom diaaaa amores!!
Como vocês estão????
Quero agradecer muito o comentário de vcs e toda a empolgação me divirto demaaaaais. Amo ver vocês estão acompanhando tudo. Muito muito obrigada.
O cap anterior deixou algumas dúvidas e to lendo todas as terias de vocês e to amandooo.
Como sempre tenham uma boa leitura que o capítulo está intenso!

Capítulo 9 - O Festival das Lanternas Part.2


Fanfic / Fanfiction Hades e Persefone - a Luz e o Escuro - Capítulo 9 - O Festival das Lanternas Part.2

— Persefone, o que está acontecendo? — Hades falou, sua voz urgente e ofegante exatamente como eu estava.

Me refugiei no único lugar que pude, o único que meu coração me permitiu, o quarto em sua casa. A voz de Hades surgiu do outro lado da porta segundos depois de eu ter fechado.

Como podia explicar o que estava acontecendo?

— Fale comigo. — Pediu.

Hades poderia desintegrar a porta em instantes se ele quisesse, mas estava tentando me dar aquela ínfima sensação de segurança.

— Perséfone? — Sussurrou, sua voz dolorida atravessando a porta e me atingindo severamente. — Foi algo que fiz?

Inspirei fundo tentando normalizar minha respiração e focar meus pensamentos no que estava acontecendo neste instante. Hades estava aqui, estava falando, apenas isso, queria saber o que estava acontecendo. Apenas conversar. Queria saber se ele me fizera algo. Algo ruim.

Fez?

Me obrigo a falar.

— Não. — Minha voz saiu como um choramingo baixinho.

— Como pode não ter sido? Em um segundo você estava bem e no outro.... Fiz algo que não percebi e....

— Não fez nada.

— Então me explique. — Sua voz saia rouca e falhada. — Converse comigo.

— Eu... — Me forcei a tentar colocar em palavras, mas nada conseguiria processar aquilo.

Tinha a sensação de que iria me estilhaçar em mil pedaços.

— Abra a porta. — Hades pediu, exigente. — Preciso ver você.

— Hades...

— Perséfone, abra. Por favor. Preciso ver você.

Sua voz era um pedido angustiado.

Aquela ainda era a casa de Hades, o lugar que ele mais amava, mesmo tendo fugido desesperadamente, ainda busquei sua casa como proteção. Busquei ele como proteção. Mesmo indiretamente.

E isso importava.

Me aproximei o suficiente para abrir a porta, permitindo que Hades entrasse e sua presença ocupasse todo o espaço. Eu recuei até estar grudada na parede oposta, me apoiando para não despencar no chão. Hades me analisava insistentemente, tentando entender o que estava acontecendo comigo.

— Quer me contar o que fez você fugir de mim daquele jeito? — Pediu.

Balancei a cabeça em negação.

Hades soltou um palavrão baixinho

— Se eu fiz alguma coisa, pelo menos me deixe saber.

— Não fez nada. — Repeti.

— Não? E porque está se segurando a esta parede como se sua vida dependesse disso? — Falou, então notei o tom estranho em sua voz, a mágoa estampada em seu rosto. — Não irei lhe atacar, Perséfone. Não sou o monstro que pensa.

— Eu nunca disse isso. — Ofeguei.

— Não foi as histórias que ouviu quando era criança? Que deveria manter distância do recluso e sombrio deus do Submundo. Não foi por isso que saiu correndo de mim? Se lembrou de quem eu sou?

E foi isso. Ele. Que me trouxera de volta a realidade. Hades estava ali, na minha frente, exposto, ferido e magoado por eu ter fugido dele, tão aberto e vulnerável quanto eu estava me sentindo. Sua respiração tão falhada quanto a minha. Seu olhar me procurando, tão sofrido quanto os meus.

— Não consigo explicar. — Exprimi. — Não consigo.

— Tente.

Passei as mãos pelos cabelos, Hades viu minhas mãos trêmulas e deu alguns passos involuntários, querendo se aproximar, mas logo parando imediatamente, temeroso.

— Tem algo comigo. — Falei, olhando para todos os lugares do quarto. — Não sei dizer o que é. Mas aconteceu alguma coisa.

— E o que foi? — Hades sussurrou.

Levei as mãos ao peito.

— Aqui. Foi forte, a ardia... e foi assustador.

As feições de Hades que estavam contorcidas em mágoa se suavizaram. Se tornando mais gentis.

— E o que mais? — Pediu, com a respiração entrecortada.

— E parecia que eu estava sendo comprimida. Não cabia em mim.

Hades pareceu compreender algo.

Estava em agonia, se remexendo, incomodado, querendo se mover.

— Preciso me aproximar de você.

Hades pediu, determinado, a força em suas feições ainda dando espaço para garantir que eu me sentisse segura.

Assenti, permitindo.

Em duas largas passadas ele se aproximou até estar a um passo de distância.

— Preciso tocar você.

Ele pediu, me olhando fixamente nos olhos.

Força bruta. Escuridão densa e aterradora. Era o que Hades era. E estava pedindo permissão para me tocar, garantindo que eu me sentisse no controle.

Assenti, permitindo.

Fechei os olhos assim que senti suas mãos em mim, em meus ombros, na curva do meu pescoço, nas laterais do meu rosto. Hades estava tomando posse de mim, me explorando com as mãos para garantir que eu estava inteira.

Sua testa encostou na minha enquanto nossa respiração se fundia.

— Hades... — Pedi. Não sabia dizer o que exatamente estava pedindo.

Hades passava as mãos suavemente por mim, me tranquilizando, e ficamos assim por longos minutos.

— Não acho você um monstro. — Falei, me lembrando de suas palavras. — Monstros não param para admirar o céu à noite.

Hades soltou uma risada fraca, sua respiração ainda lutando para se normalizar.

— Preciso de você. — Ele disse. Sua voz sussurrada quase uma promessa ardente.

E de repente aquela mesma sensação voltou, explodindo, queimando, rugindo em meu peito.

Medo.

E outra coisa muito maior que eu ainda não sabia explicar o que era.

Olhei para o deus do Submundo a minha frente. Ele se achava inferior. Grande, poderoso e arrogante. E ainda assim tinha medo que eu o achasse um monstro. 

Hades sentia medo também.

E foi isso que me fez deixar os meus de lado.

Preciso de você — Ele repetiu, pedindo atenção.

Assenti, permitindo.

Hades tomou a minha boca em questão de segundos.

Primeiro foi lento e sôfrego, hesitante, como se ele estivesse me dando tempo para afastá-lo se quisesse. Encostando sua boca quente na minha. Passando a língua pelos meus lábios entreabertos. Aflorando meus sentidos e causando arrepios por todo o corpo. E então sua boca começou a exigir mais, me invadindo. Sua língua massageando a minha e explorando cada mínimo espaço.

Sua boca foi para meu pescoço, beijando enquanto suas mãos corriam por meu corpo, causando reações em cada parte que tocava. Minha respiração lutava para se normalizar enquanto eu soltava longos suspiros.

Ele começou a atacar meu colo. Tomando posse de mim. Hades estava tomando posse de mim. Beijando cada centímetro de pele exposta. Acendendo desejos que eu não sabia que existiam. Quando sua língua passou pela curva dos meus seios eu soltei um suspiro baixinho e me segurei em seus braços para não cair. Hades olhou para eles, admirando quando se arrebitaram contra o tecido quase transparente do vestido. Seus olhos se acenderam. Hades estava desejando, faminto. Então se alimentou deles.

Assim que sua boca tocou meus seios através do tecido, soltei um gemido baixinho, descobrindo o quanto eles eram sensíveis. Hades também percebeu isso então começou a explora-los mais. Tirou lentamente o sustento que era o vestido e os admirou quando saltaram para seu rosto, excitado. Os abocanhou, beijando e sugando longamente, admirando quando eles tornavam a cair. Suas mãos foram da minha cintura para os seios, massageando, estimulando as pontas. Meu corpo revolvia em brasas e eu lutava para respirar.

— Hades... — Pedi.

— Deliciosa... — Ele falou, sua voz distorcida e rouca pelo desejo. — Porra. Você é deliciosa.

Hades despertou algo.

Precisava dele. Precisava.

E Hades viu isso em meus olhos.

Em segundos ele voltou a me explorar novamente, atacando cada região.

E então desceu.

Se ajoelhando para mim, para onde meu sangue convergia e pulsava.

As saias do vestido foram jogadas de lado e Hades avançou para minha lingerie, a arrancando em segundos e me deixando sem barreira de tecido algum.

Necessidade. A força bruta tomara conta dele. Se tornando pura necessidade.

Hades olhou para mim, seus olhos negros turvados pela intensidade do que queria. Um pedido silencioso e necessitado enquanto éramos consumidos.

Sua mão áspera se encaixou atrás da minha coxa e a ergueu, posicionando minha perna em seu ombro. Me abrindo completamente para ele e me deixando exposta.

Hades parou por longos segundos, admirando enquanto seus olhos corriam pela minha intimidade.

Porra.

Então ele a cobriu.

Soltei um gritinho involuntário quando senti sua boca em mim. Hades usou as duas mãos para me prender no lugar, me segurando pela cintura quando tentei fugir.

O calor se inflamou e tomou conta de mim, prendi aos mãos em seus cabelos, desesperada enquanto sua língua investia, explorando a região sensível demais. Os sentidos estimulados até o limite.

Hades sugava e lambia demoradamente, seu rosto completamente encaixado em mim, sua língua se deleitando como se provasse algo que ansiara muito.

— Hades! — Gritei. Apertando e puxando seus cabelos.

Hades se agitou com meu desejo e me tomou mais intensamente. Eu me remexia em sua boca, lutando desesperadamente para conseguir me mover enquanto suas mãos me mantinham presa. Meu corpo arrebentava em prazer e minha cabeça foi livrada de qualquer pensamento.

Então sua língua entrou mais fundo e eu enlouqueci.

Gritei seu nome novamente.

Sua língua me atacava sem piedade, achando o ponto que me fazia apertar seus cabelos mais forte e se manteve ali, explorando, investindo.

Eu me remexia mais rapidamente. Implorando.

Então explodi, pulsando em espasmos, com a visão escurecida enquanto sentia Hades sugar para si tudo que liberei para ele.

Me sentia trêmula, bamba. Saqueada.

Tinha certeza que se Hades me soltasse eu cairia no chão, sem conseguir me sustentar.

Hades tirou seu rosto do meu centro, devolvendo minha perna para o lugar e subindo até se encaixar na curva do meu pescoço. Nossas respirações ofegantes combinadas.

— Deliciosa. — Ele sussurrou.

E eu desabei em seus braços.


Acordei no dia seguinte sozinha na cama.

O sol da manhã entrava pelas janelas sem cortinas, incomodando meus olhos com a luminosidade excessiva. Olhei ao redor percebi que não tinha sido as cortinas a serem retiras mas sim o quarto. Era o dele. Na noite anterior eu tinha me refugiado no quarto dele, não no meu.

Enfiei minha cara no travesseiro, as lembranças da noite anterior voltando a minha cabeça. Me deixando completamente envergonhada.

O que foi que eu fiz?

O que dera em mim? Eu só podia estar delirando. Tivera mesmo uma noite de luxúria com o deus do Mundo Inferior?

As imagens de Hades ajoelhando enquanto me olhava fixamente retornaram a minha mente.

Merda.

A voz de Hades ecoou pelo quarto, vindo da sala, enquanto conversava com alguém. Me obriguei a levantar para me cobrir com alguma coisa. Recuperei meu vestido dobrado na cadeira e o usei para cobrir meu corpo, espreitando pela porta, tentando ver se era seguro correr até meu quarto. Então a conversa chegou mais clara.

— Diga a ele que solicito uma reunião no Olimpo. — A voz de Hades era dura e determinada.

— No Olimpo, Senhor? — Pollux falara.

— Tem que ser. Diga que solicito a presença de Zeus, Poseidon e Hera. Além de claro, a mãe dela. Demeter.

Hades falou o nome de minha mãe como se fosse algo terrível.

A mãe dela?

Estavam falando sobre mim?

Agucei meus ouvidos.

— E diga a ele... Pollux. Que ela sentiu a ligação. Ontem.

Não ouvi o restante da conversa, quando saí para as escadas Pollux já tinha ido embora.

 Hades retornava da entrada da casa quando parou, me olhando no pé da escada, estático. Então abriu um sorriso preguiçoso enquanto me viu enrolada no vestido.

— Bom dia — Ele ronronou.

— Tinha alguém aqui? — Perguntei.

— Pollux, pedi que fizesse algumas coisas para mim.

Registrei em minha mente que Hades teve o cuidado de omitir a mensagem, que poderia muito bem estar relacionada comigo.

Ela sentiu a ligação?

Que quer dizer isso?

Hades se aproximou lentamente até estar de frente para mim, seu olhar lascivo se demorando em meu corpo.

— Precisa de ajuda? — Falou, e seu tom malicioso estava de volta.

— Não. — Subi as escadas correndo, envergonhada. Ouvi a risada baixinha de Hades enquanto me escondia no quarto.


Tentei escapar de Hades durante toda a manhã. A casa era pequena o que tornava minha missão muito difícil. Me sentia confusa, dormente e agitada. E cada vez que via o rosto de Hades lembrava que ele esteve enfiado entre minhas pernas há poucas horas.

— Vai fugir de mim para sempre, ou só enquanto tiver comida? — Hades perguntou quando  me pegou tentando subir as escadas sem ser notada, com dois croissant na mão. Primeiro pensei que ele estivesse magoado novamente, mas suas feições eram suaves e divertidas.

— Não estou fugindo. — Falei.

— Foge de um amante sempre que se entrega a ele? — Hades ignorou minha resposta.

A força de suas palavras me atingiram. Direto e sem arrodeios. Me obriguei a não enlouquecer com isso.

— N-não — Me encostei na parede. Minhas bochechas ficando vermelhas instantaneamente.

— Já teve outro amante entre suas pernas, Perséfone? — Ele sussurrou sua voz profunda agindo em mim.

E então meu rosto ficou em brasa.

— N-não.

Ele se inclinou sobre mim, se apoiando com o braço na parede, acima da minha cabeça.

— Então minha boca foi a única coisa que já encostou em sua intimidade?

Não precisava responder. Estava estampado na minha cara.

— Você será a minha ruína, sabia? — Hades sussurrou.

Me deixei atingir por suas palavras, momentaneamente assustada, então ele continuou:

— É doce e gentil quando está lidando com seus poderes, é sensual e provocativa quando está em um vestido ousado. É rebelde e corajosa a ponto de deixar tudo para trás e ir morar no Submundo. Agora está deliciosamente envergonhada após ter gozado pela primeira vez. Em minha boca.

Fechei os olhos. Era demais. Não aguentaria olhar para ele.

Então senti sua respiração em meu ouvido.

— É linda de tantas formas que jamais poderei lhe dizer. Mas vou tentar, Perséfone. O máximo de vezes que eu puder.

Então o calor subiu novamente em meu corpo, mas não de vergonha, era desejo que Hades despertava em mim. E ele fazia isso com mestria.

— Hades...

— Você será a minha ruína, Perséfone. — Ele repetiu. — Mas desde que a vi deixei de me preocupar com isso.




Notas Finais


Ahh minha nossaaaaaaaaa 😍
Coitada da Perséfone
Até eu fiquei vermelha
E ai o que que acharam da primeira noite do casal?
Algumas dúvidas respondidas ou só surgiram mais dúvidas????
Tudo iremos descobrindo.
Comentem se gostararam. 💕 A
Bja e até o próximo.


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