1. Spirit Fanfics >
  2. Hades, em busca da Primavera. >
  3. Câmara do beijo!

História Hades, em busca da Primavera. - Capítulo 35


Escrita por: JessNorth

Capítulo 35 - Câmara do beijo!


Fanfic / Fanfiction Hades, em busca da Primavera. - Capítulo 35 - Câmara do beijo!

— Regina... — Emma respirou fundo após a frase da morena. Sempre quis que ela sentisse e quisesse o mesmo que ela, mas todas as lembranças de tudo o quê aconteceu naqueles meses ainda estavam em sua memória, a fazendo ter dúvidas que aquilo era verdade.

 

Swan nunca foi uma pessoa insegura... até conhecer Regina Mills.

 

— Nós já tinhamos conversado sobre isso. Eu estou cansada por tudo o quê aconteceu e... eu sofri, como jamais imaginei que aconteceria. — A expressão da deusa era séria porém compreensiva. — Por isso nunca quis me apaixonar e fiz de tudo para que não acontecesse. — Confessou, abaixando a cabeça. Estranhou após alguns segundos, olhar para a morena que tinha um sorriso nos lábios. — Por que está sorrindo?

 

— Então você se apaixonou por mim? — A loira rolou os olhos enquanto o sorriso da deusa aumentava. Ela já sabia que Emma era apaixonada por ela pois a própria já tinha confessado, mas a ouvir falar de novo, apesar da confissão não ter sido da maneira que desejava, esquentava seu coração.

 

— Sim, eu me apaixonei por você, mas já passou. — Swan recolheu a mão que a morena ainda segurava, cruzando os braços e desviando o olhar. Regina gargalhou alto com a birra e mentira de sua menina.

 

— Emma, você pode tentar mentir pra mim com palavras... — A loira a olhou, arqueando as sobrancelhas, sem desfazer da pose emburrada. — Mas o seu corpo não mente. Sei como fica quando me aproximo... — Disse, chegando mais perto da loira que observava seus movimentos pelo canto dos olhos. — Sei como fica quando te toco... — Passou seus dedos pela bochecha de Swan, indo até seu pescoço. — Sei como se arrepia com meus beijos... — Regina se aproximou o suficiente para beijar o pescoço da loira, aproveitando que estavam sentadas em uma das mesas ao canto do restaurante. Sorriu, ao ver Emma fechar os olhos e suspirar, quando chegou próximo ao ouvido da loira, deixando um beijo em lóbulo.

 

— Regina, por favor... — Em um momento de consciência, a loira abriu os olhos e empurrou devagar a morena pelos ombros, a fazendo se afastar. Swan, por mais que quisesse, não facilitaria assim para a deusa... queria ver a morena demonstrar seus sentimentos e ter certeza que eram reais. — Se você quiser ficar perto de mim, a única coisa que posso te oferecer é minha amizade.

 

Se fosse um mês atrás, a deusa do submundo retrucaria e se precisasse, a obrigaria a ficar com ela, mas ela sabia que não funcionaria com Swan... até mesmo com sua Perséfone, não adiantava tentar a obrigar-la fazer algo que não quisesse. Regina sabia que Emma ainda estava magoada por tudo que passou e principalmente pelas coisas que ela disse para a loira. Pelos deuses, quantas vezes a negou e declarou seu amor por outra pessoa? Pessoa essa, que Emma acreditava ser Mérida. Só de se lembrar da ruiva, Regina sentia seu sangue ferver.

 

As duas sairam do restaurante e, por mais que Regina estivesse frustrada com a loira, segurou firme em sua mão, entrelaçando seus dedos. Emma não a afastou, permitindo o contato e assim foram, até chegar ao carro onde a deusa fez questão de abrir a porta para Swan, mais uma vez.
Ao chegarem na porta da casa da loira, Regina desligou o carro, tirou o cinto e saiu rapidamente, dando a volta e abrindo a porta para Swan que sorriu, mas nada disse. Regina a acompanhou até a porta de sua casa e a esperou abrir.

 

— Bom, Regina. Foi bom te ver e obrigada pelo jantar. — Emma disse sorrindo, sem graça. Se virou rapidamente para entrar, precisava sair de perto da morena. Regina causava sensações que ela não sabia explicar, mas a deusa segurou levemente em seu braço, a fazendo olha-la.

 

— Emma, eu quero pedir desculpas. — A loira arqueou as sobrancelhas e a deusa respirou fundo antes de continuar. — O quê eu disse...

 

— É a verdade, Regina. — Swan a interrompeu. — Você me causa mesmo, todas essas sensações. E sim, eu sou apaixonada por você! — Confessou, rolando os olhos fazendo a morena sorrir. — Mas isso não quer dizer que agora ficaremos juntas. Como eu disse, eu sofri muito com tudo o quê aconteceu. — Regina assentiu, compreensiva mais uma vez. — Eu não quero correr o risco de passar por aquilo mais uma vez e... eu não tenho certeza sobre os seus sentimentos. — Foi sincera. — Na verdade, eu nem sei sobre eles. Você só disse que me queria e...

 

— Sim, Emma. — Foi a vez da deusa interromper. — Eu te quero porque também estou apaixonada por você. Eu te disse da última vez que nos vimos. E eu também sei, que é dificil de acreditar por tudo o quê passamos. — Emma assentiu. — Só quero que você me deixe ficar ao seu lado e ir te provando aos poucos... se você quer que sejamos amigas primeiro, ótimo. Eu aceito! — Swan teve que rir da cara de insatisfeita da morena. — Só... não me afaste.

 

— Espero que tenha um bom plano pra isso. — Emma sorriu, segurando a maçaneta mais uma vez. — Você tem o meu numero. — Regina assentiu. — Te vejo por aí. — Piscou para a deusa e entrou, fechando a porta.

 

Regina se virou, voltando para o carro com cara de boba apaixonada.

 

— Oh, Emma. Pode apostar que eu tenho um plano.

 

 

SQ

 

 

O plano da deusa era basicamente não deixar Emma esquece-la. Não iria pressiona-la mas também ficaria perto, o quanto pudesse.

 

Dois dias após se reecontrarem, Regina foi buscar-la na saída como tinham combinado por telefone. Naquela mesma noite, Regina ligou para Emma para desejar boa noite e desde então se falam todo dia. A morena parou seu carro em frente a floricultura e desceu, vendo as luzes ainda acesas e a porta aberta. Claro que queria ver o local que Swan falou com tanto carinho e se sentia orgulhosa, mas principalmente queria conhecer as duas mulheres que estavam próximas de Emma.

 

— Olá, Emma. — A deusa a cumprimentou assim que Swan apareceu na porta, parecendo ter presentido sua presença.

 

— Boa noite, Regina. — A loira a atendeu com um sorriso enorme no rosto. Estava realmente feliz pela morena estar conhecendo e vendo o local que criou é claro, com a ajuda de Ingrid, mas que demonstrava seu amadurecimento. — Vem, entra. — A puxou delicadamente pelo braço e Regina sorriu ainda mais, com o entusiasmo da loira.

 

A deusa entedeu o motivo do deslumbramento de Swan... a floricultura era realmente linda. As paredes em tons de amarelo narciso, várias prateleiras com os mais diversos tipos de mudas. Atrás do balcão, tinha um enorme painel com ganchos expositores em que ficavam os saquinhos com as sementes... todas nomeadas. A floricultura também tinha várias flores penduradas pelas paredes e vasos no chão.

 

— Essas não estão a venda. — Swan disse, parecendo ler os pensamentos da deusa que se lembrou da loira dizendo que não venderia flores, só mudas e sementes. — Só as trouxe pra cá, para enfeitar o local. Mas Anna e eu cuidamos delas todos os dias. — Disse sorrindo, e apontando para a jovem que estava de costas em cima de uma escada, regando algumas. — Anna. Vem aqui! Quero que conheça uma amiga. — Swan chamou a garota, que assentiu e desceu sorrindo da escada mas o seu sorriso foi morrendo e seus olhos arregalando, quando se aproximou o suficiente das duas mulheres, parando em suas frentes. — Anna, essa é a Regina. Regina, essa é a Anna. — Swan as apresentou, sem notar a troca de olhares entre as duas. A deusa olhava desconfiada para a jovem de cabelos castanhos. Estranhou a garota aparentar medo ao vê-la, já que não a conhecia até aquele momento.

 

— Prazer, Anna. — Regina estendeu a mão para a garota que engoliu em seco, antes de aceitar o cumprimento.

 

— Pra-prazer. — Gaguejou, segurando a mão da deusa que fez questão de dar um aperto firme e um pequeno sorriso. Essa sensação de medo que causava nas pessoas e nas almas que iam para o Submundo, era um deleite para a deusa. — Emm, será que eu já posso ir? — Se voltou para a loira, após se desfazer rapidamente do aperto de Regina. — Eu já cuidei de todas as flores.

 

— Oh! Claro, Anna. Eu fecho aqui. — Swan disse sorrindo, enquanto a deusa continuava com as sobrancelhas arqueadas olhando a interação das duas. — Pode ir descansar e até amanhã. — Sorriu para a garota que assentiu, também sorrindo e desfazendo do avental que usava.

 

As duas observaram ainda, Anna dobrando e guardando o avental debaixo do balcão antes de sair.

 

— E então? — Emma se voltou para a Regina, enquanto caminhava e olhava em volta da floricultura. — O quê achou?

 

— Eu gostei muito, Emm. — Deu enfase no novo apelido de Swan e cruzou os braços. Emma parou de caminhar e a olhou, rindo em seguida.

 

— Ela é uma boa garota. — Disse, se referindo a Anna. — Só é um pouco timida.

 

— E quanto a sua outra amiga? — A deusa perguntou,se aproximando da loira e ainda com os braços cruzados.

 

— Quem? Ingrid? Ela vem aqui de vez em quando... só pra ver se está tudo bem. — Deu de ombros.

 

— Então não se viram esses dias? — A deusa perguntou, enquanto Emma fechava a floricultura.

 

— Nesse dois dias, praticamente? — Riu. — Não, Regina. Eu não a vi. Mas por que tanto interesse nela? — Foi a vez da loira cruzar os braços, se encostando na porta do carona do carro de Mills.

 

— Por nada. — Deu a volta no veículo, abrindo sua porta, enquanto Swan abria a outra, prendendo o riso. — Só quero saber quem está perto de você. — Finalizou, quando as duas já estavam dentro do carro, colocando seus cintos. — Eu me preocupo com você, Emma. — Disse, olhando em seus olhos.

 

— Não precisa, Regina. — A loira teve vontade de rolar os olhos mas não fez. — Eu já te disse, Ingrid é uma grande amiga, como uma mãe, e esteve todo esse tempo ao meu lado. "Não deixou que eu ficasse sozinha". — Pensou, mas não disse. — Eu confio nela.

 

— Bom, eu só vou ficar mais tranquila depois que conhecê-la. — Disse, olhando pra frente e dando partida no carro. Agora sim, Swan rolou os olhos para a deusa.

 

 

SQ

 

 

Emma estava passando praticamente todos os dias em sua floricultura e Regina, ia busca-la sempre. Ainda não tinha tido o tão esperado encontro com Ingrid, que parecia cada vez menos na floricultura de Swan, tentando evitar o encontro com a deusa, já que Emma a contou como andava as coisas entre ela e a morena. A deusa da agricultura dizia estar muito ocupada e sempre lhe levava Ambrósia... dizendo ser uma forma de pedido de desculpas por sua ausência.
As semanas foram se passando e cada vez mais Emma se sentia a vontade com Regina. A deusa a fazia se sentir tão bem, e sendo uma pessoa totalmente contrária do quê tinha sido com ela... pelo menos não estava mais rabugenta e lembrava muito a Regina que foi ao parque, ou que cantou no karaokê, fazendo Swan até mesmo se esquecer de Mérida, e os problemas que a ruiva trouxe.

 

A loira parecia também outra pessoa para a deusa do submundo. Na verdade, agora que sabia que Emma era sua Perséfone, Regina começou a reparar em atitudes e gestos que passaram despercebidos no começo pela morena, e que eram identicos a sua Coré.

 

— Regina, eu não acredito! — Emma ainda estava de boca aberta e olhos arregalados porém brilhando, para o Fenway Park a sua frente. — Nós vamos entrar?

 

Em mais uma noite que a deusa fora buscar Emma em seu serviço, resolveu fazer uma surpresa para a loira, a levando para ver seu time preferido de baseball, ao invés dos jantares que sempre tinham, em diferentes restaurantes da cidade.

 

— Mas é claro que vamos. — Regina já estava no banco detrás, mexendo em algumas sacolas que Swan nem notou que estavam ali. — Hoje tem jogo do seu time contra o Yankees. — Falou naturalmente, espantando ainda mais a loira. Emma se lembrou que Regina não conhecia uma campainha no começo, e agora sabia quem eram os Yankees. — Você é tão fanática, não sei como não sabia. — Disse já fechando a porta do carro, enquanto Swan descia.

 

— Com a correria com a floricultura, eu não tive tempo. — Disse, ainda olhando para o estádio. — Mas nem estamos uniformizadas. — Emma olhou para baixo, analisando suas roupas. Uma blusa cacharrel preta, a calça jeans na mesma cor e suas botas marrons.

 

— Uniformizadas? — Regina arqueou as sobrancelhas. — Emma, não vamos jogar. — Rolou os olhos. — Vamos assistir. Mas... — Sorriu, satisfeita. — Eu vim preparada. — Tirou da sacola duas camisas nas cores vermelhas do Boston Red Sox.

 

Emma pegou rapidamente uma das camisas e vestiiu por cima de sua cacharrel. Regina mesmo não gostando, agradeceu a camiseta ser vermelha e combinar com suas roupas escuras.
As duas começaram a entrar no estádio e Emma continuava deslumbrada, olhando tudo por todos os lados.

 

— Você nunca veio aqui? — Regina perguntou, de repente, vendo como a loira estava maravilhada e um tanto perdida com tudo.

 

— Não. Só assistia pela TV. — Respondeu, sem olha-la e com um sorriso nos lábios. — Regina! — A loira parou de repente, segurando o braço da deusa e a assustando. — Esquecemos os pompons.

 

— Pom o quê? — A deusa perguntou, fazendo Swan rir.

 

— Deixa. Compramos lá dentro. — Emma piscou e continuou andando, deixando Regina parada no mesmo lugar, sem entender.

 

O estádio estava lotado. Sua capacidade era para um pouco mais de trinta e sete mil pessoas. Apesar de ser o estádio mais antigo ainda em uso, nada deixava a desejar, com sua grama bem cuidada assim como os assentos vermelhos, parecendo recém pintados.

 

Emma e Regina se sentaram ao lado esquerdo do estádio, ao lado do grande muro verde batizado de Green Monster.

 

A deusa não tirava seus olhos de Swan, que em compensação tinha os olhos brilhando. Emma continuava olhando tudo ao redor até se encontrar com os olhos da deusa, que sorria pra ela.

 

— O quê foi? O quê está olhando? — Perguntou, sem graça.

 

— Você! — Regina respondeu, sem ao menos pensar. — Olhando como você está adorável e como eu gosto de te ver assim... — Levou sua mão até a bochecha da loira, a acariciando. — Sorrindo e feliz. — O sorriso de Emma aumentou, expondo todos os seus dentes brancos. A deusa continuava acariciando seu rosto, agora olhando para sua boca. Seu sorriso aumentou ao ver alguns dentes debaixo, um pouco tortos, iguais aos de Coré mas nada que atrapalhasse o sorriso iluminado de Swan.

 

— Obrigada, Regina. — A loira pegou a mão da morena que estava em seu rosto e levou até seus lábios, a beijando. — Obrigada por suas palavras e por me trazer aqui... — Regina assentiu. — É um sonho estar nesse lugar. — Correu os olhos mais um vez pelo estádio, deslumbrada. — E obrigada pela forma que está me tratando todos esses dias... tão diferente de... — Interrompeu a própria fala. Não queria relembrar do passado, apesar de ser inevitável algumas vezes.

 

— De como te tratei antes. — A deusa completou, se sentindo mal. — Mas eu te prometo, Emma. — Encarou os verdes da loira, que a olhava com expectativa. — Aquela Regina não existe mais pra você... A única coisa que quero é te dar carinho... e amor. — Sussurrou a última parte, ao ver Emma se aproximando e ela própria indo de encontro com seu rosto.

 

— OLHA A CERVEJA... OLHA A PIPOCA! — As duas se separaram assustadas, com o grito do vendedor que passava por elas.

 

— Você quer? — Regina perguntou e Emma assentiu.

 

— Só as bebidas. — A deusa cerrou os olhos para Swan que sorriu amarelo. Regina não gostava muito que a loira bebesse... na verdade, nunca gostou, nem mesmo quando era com Perséfone. Sabia exatamente como sua esposa ficava. Mas ela nunca negaria nada a sua amada.

 

— Duas cervejas, por favor. — Pediu ao vendedor, um senhor magro e moreno que aparentava ter um pouco mais de cinquenta anos. O homem sorriu para as duas, entregando os dois enormes copos.

 

O senhor entregou um copo para a loira e Regina se levantou, lhe entregando o dinheiro e pegando sua própria bebida.

 

— Pelos deuses! Isso é demais. — A deusa disse, espantada para o copo descartável de setecentos mililitros. Olhou para Swan que já estava bebendo e a olhou de volta, parando de beber e sorrindo. Regina quis gargalhar com a espuma que ficou em cima de seus lábios, como um bigode.

 

— Mãe, eu quero pipoca. — O olhar das duas foram atraídas pela fala do garoto sentado nas cadeiras da fileira abaixo delas.

 

— Vamos ter que esperar seu pai voltar. — Respondeu a mãe, sem olha-lo.

 

— Mas o papai vai demorar e o homem tá indo embora. — Apontou pro mesmo vendedor que estava há pouco com as duas, e que agora já estava um pouco distante, enquanto puxava levemente a blusa de sua mãe.

 

— Para, Gabriel. Eu já falei que terá que esperar. — A mulher se exaltou. O pequeno garoto, que parecia ter uns quatro ou cinco anos, cruzou os braços e fez um bico adorável aos olhos de Emma que se derreteu. A loira sorria a todo momento para a cena do menino emburrado, enquanto Regina a observava.

 

— Segura pra mim? — De repente Emma pediu para Regina, lhe estendendo a mão que segurava seu copo e se levantando, quando a morena segurou.

 

— Aonde vai?

 

— Eu já volto. — Piscou, sorrindo, deixando a deusa com os dois copos na mão a olhando se distanciar.

 

Regina já estava impaciente com a demora de Swan, mas quase vinte minutos depois ela vê loira vindo ofegante, andando pela fileira de baixo.

 

— Oi, tudo bem? — A deusa viu Emma perguntar, ao parar em sua direção mas com os olhos no garoto de uns minutos atrás. — Qual o seu nome? — Perguntou, sorrindo.

 

— É... é Gabriel. — O menino respondeu baixo, após olhar pra mãe que observava a cena.

 

— Que lindo nome, Gabriel. — Swan disse, sorrindo. — O meu é Emma. Eu estou com um problema e queria saber se você poderia me ajudar.

 

— O... o quê? — Perguntou, receoso.

 

— Eu comprei essas pipocas... — Mostrou para o garoto e foi só então que Regina viu, o pacote na mão de Swan. — Mas eu não estou mais com vontade. Será que você gostaria? Não quero ter que jogar fora. — Olhou, parecendo preocupada com o alimento enquanto os olhos de Gabriel brilhavam. — Senão, vou ter que ir atrás de outra pessoa e...

 

— Eu quero! — O garoto disse empolgado, fazendo Emma rir.

 

— Ufa, que bom. — A loira fez cena. — Não sabia mais o quê fazer com elas. — Disse, entregando a pipoca pro garoto empolgado. — Obrigada por me ajudar, Gabriel. — Piscou para o menino que sorriu ainda mais. Swan ainda viu a mãe do garoto sibilar um "Obrigada". Emma assentiu e foi saindo. — Vou dar a volta ali. — Disse para Regina, que ainda parecia surpresa.

 

— Mamãe, ela é um anjo? — A deusa ouviu o garoto perguntar.

 

— Deve ser, filho.

 

— Ela parece um. — Gabriel disse, enchendo sua mãozinha de pipoca e levando a boca. Regina riu, negando com a cabeça.

 

— Oi. — Emma disse, parecendo estar envergonhada ao se sentar ao lado deusa, que esticou seu copo para que pegasse de volta. — Obrigada! — Deu alguns goles e voltou a olhar para Regina, que a estava encarando com um sorriso nos lábios. — O quê foi?

 

— Foi um bonito gesto, Swan. — Continuou, sorrindo. — Não imaginei que gostasse de crianças. — Disse. Queria saber se o desejo de Perséfone e um dos motivos de suas brigas, continuavam intactos na loira.

 

— Eu... nem sempre gostei, eu acho. — Tentou buscar na memória, algum momento de sua vida em que teve alguma interação com alguma, mas não conseguiu se lembrar de nada.

 

— Já se imaginou sendo mãe? — A pergunta da morena a pegou desprevenida. Swan arregalou os olhos.

 

— Nã... não. — Gaguejou. —Acho que, uma criança não caberia em minha vida. — A deusa a escutava com as sobrancelhas arqueadas, tentando entender. — Eu acho que não saberia cuidar, o quê fazer... Além disso, não sou um bom exemplo pra ninguém. — Disse triste, abaixando a cabeça.

 

— Realmente... — Regina começou, fazendo Emma se sentir pior ainda. — A vida que você levava não seria bom ter uma criança. Você não sabia nem cuidar de você! — Riu, mas Emma continuou na mesma posição, com a cabeça baixa. Não sabia do porquê ter ficado tão triste: se foi porque, assim como Granny, Regina também pensava que ela era uma irresponsável, ou foi pela sensação de que nunca conseguiria ser mãe. — Ei! — A morena chamou sua atenção, levando sua mão para o rosto de Swan, e o levando com o dedo em seu queixo, fazendo a olha-la. — Você está mudada, Emma. Pelo menos nessas semanas, desde que nos reencontramos, você não foi aquela Swan que conheci. — Sorriu. — Você me disse que queria se mostrar responsável, que não era uma má influência e é isso que tenho visto. — Emma voltou a sorrir. — Não sei pra quem você quer provar isso, mas se continuar assim, vai conseguir. — Mesmo que o ciúmes ainda esteja em seu peito, quase explodindo, querendo sair, a deusa sorriu mais uma vez, tentando passar confiança para Swan.

 

— Obrigada, Regina. Escutar isso é muito importante pra mim. — A morena assentiu. — Ainda mais vindo de uma pessoa... — Interrompeu sua fala e arregalou os olhos, se dando conta do quê ia falar.

 

— Uma pessoa o quê, Emma? — A deusa a olhava séria, com as sobrancelhas arqueadas, porém prendia o riso.

 

" Vindo de uma pessoa que eu amo". — Pensou a loira.

 

— De... — Emma hesitou, após ver o leve sorriso que brotou nos lábios da deusa. — Bom, de uma pessoa que sempre soube que eu era uma piranha. — Sorriu, presunçosa ao ver o sorriso da morena se desfazer. — Mas então, e quanto a você? Nunca quis filhos? — Mudou de assunto, não deixando Regina responder.

 

— Não! — Respondeu rapidamente, surpreendendo a loira. — Eu preciso admitir algo, Emma. — Swan nada disse, apenas a observava esperando que ela continuasse. — Eu sou egoísta! Eu não gosto de dividir. E isso foi um dos motivos que nunca quis filhos. — Mesmo ainda surpresa, Emma continuou calada. — Minha esposa sempre desejou um filho e acredito que esse foi o principal motivo dela ter fugido. — Se lembrou das diversas brigas que tivera com Perséfone. — Sempre que ela tocava no assunto, eu dizia ser pelo local que moravámos e por nossos... "compromissos profissionais". O quê também era verdade. Mas acho que, a principal razão, era por eu não querer dividir-la com mais ninguém.

 

Hades sempre se odiou por ter aceitado a proposta de Zeus, e dividir o tempo que tinha com Perséfone, entre ela e a deusa da agricultura. Quando sua esposa começou a se aproximar das almas das crianças que iam para o Campo Elísios e por causa disso, ter o desejo de ser mãe, a deusa do Submundo sabia que uma criança, tomaria também o único tempo que tinha com sua amada e, mesmo achando errado, se negava a dividir-la com quem quer que fosse.

 

Perséfone sempre lhe dava a ideia de fugirem para construir uma família e não ter que ficar tanto tempo afastadas, mas o quê adiantaria para a morena não dividir-la mais com a mãe, para ter que dividir-la com um filho?

 

— Você nunca pensou que essa criança também seria sua, e também te amaria? — Emma perguntou, após ver que a morena estava perdida em seus pensamentos. A loira a escutou, mas para ela aquilo era um absurdo e ela precisava colocar sua opinião de alguma forma.

 

— Só o quê me importava era o amor de minha esposa e nada mais. — Confessou, séria. — Era o único amor de que precisava. — É claro que a deusa pensou muito nesse tempo em que esteve afastada de Perséfone, e a aceitaria de qualquer maneira novamente, mesmo que a deusa da primavera quisesse um filho. Com o tempo, ela percebeu como foi egoísta, acabando com o sonho de sua amada, mas isso não significava que, mesmo agora com Emma, ela não se sentiria enciumada com uma criança. Ela ainda desejava o amor de Swan só para si.

 

— Tudo bem, melhor encerrarmos esse assunto. — Emma voltou seu olhar para frente, vendo os jogadores entrar em campo, mas só conseguia pensar que o amor de Regina por sua esposa era muito grande, e que não poderia ter acabado assim, de uma hora pra outra.

 

 

SQ

 

 

Durante a partida, praticamente não se falaram mais. Emma não parava de pensar nas palavras da morena e no seu amor, que ela acreditava ser, por Mérida. Já a deusa se martirizava... não devia ter falado tanto para Swan. Imaginou o quê a loira estaria pensando dela, sem ao menos se lembrar de Mérida e que, mais uma vez, tinha declarado o amor, que supostamente, sentia pela falsa Perséfone.

 

— Ei! — A deusa não aguentou mais o silêncio, ainda mais vindo por parte da loira, que estava toda empolgada antes e que agora tinha seu olhar perdido pelo campo, não prestando à atenção no jogo. — Está tudo bem?

 

— Está sim, por quê? — Emma respondeu, enquanto levantava a mão, dando sinal para o vendedor. — Me vê mais um, por favor. — Disse, para o rapaz quando se aproximou, mostrando seu copo de cerveja. Lhe entregou o vazio e pegou um novo, cheio. Regina continuava a observando, enquanto Swan pagava o vendedor e voltava a se sentar, dando um gole em sua bebida.

 

— Você ficou calada. — A deusa respondeu. — E esse já é o seu quarto copo. — Apontou para o copo nas mãos da loira.

 

— Estou concentrada na partida. — Disse, olhando para o campo. — E já fazia um tempo que não bebia. — Sorriu, dando mais um gole.

 

— Emma, o jogo está no intervalo. — A morena disse, preocupada.

 

— Regina, não precisa se preocupar, ok? — A olhou para responder, parecendo um pouco irritada. — Não fico bêbada. — Sorriu, fraco. Apesar de tudo o quê ouviu da deusa e estar ressentida, não queria discutir e estragar o passeio.

 

— Ok. — A morena, respondeu simplesmente. Sem saber, tinha o mesmo pensamento que Swan... não queria discutir.

 

Emma continuou bebendo e Regina a observando por longos minutos. Por várias vezes, a loira a via pelo canto dos olhos e ela estava a morena, correndo os seus castanhos intensos, não só pelo rosto de Swan, mas também por seu corpo.

 

— Olhe! — Emma disse de repente, assustando e despertando a deusa. — O momento mais legal no intervalo dos jogos. — Riu, apontando para o grande telão. Regina olhou e só viu a imagem de duas pessoas da arquibancada se beijando e o letreiro: " Câmera do beijo".

 

— O quê aquilo significa? — Perguntou, mas antes de Swan responder, a loira gritou:

 

— Sou eu! — Regina voltou a olhar para a tela e lá estava a imagem de Emma, que acenava. Na tela também focava o homem loiro e de barba ao seu lado.

 

— E então, loira? — As duas olharam para o lado de Swan, ao ouvirem a voz do homem que sorria para Emma. — Acho que é nossa vez!

 

Emma olhou para o rapaz e sorriu, realmente ele era um belo homem. Fora que seria uma oportunidade de provocar e se vingar de Regina.

 

A verdade é que, Perséfone sempre fora vingativa... ainda mais quando ficava com ciúmes de Hades. Além de castigar quem a desejasse ou se já tivesse tido algo com sua esposa, antes de se conhecerem, Perséfone também se vingava da deusa do submundo e, quase todas as vezes, suas vinganças eram através do sexo ou simplesmente não deixando a deusa toca-la.

 

Regina ficou alguns segundos sem reação. Não acreditava que aquilo iria acontecer, até ver o rapaz se aproximando de Swan e levando sua mão até a nuca da loira. E o pior, Emma não fazendo nada para impedi-lo.

 

O homem só sentiu seu corpo se afastando abruptamente, até se encostar novamente em sua cadeira assim como Swan, que não foi poupada pela raiva da deusa. Os dois se olharam assustados, não sabendo o quê tinha acontecido.

 

— Swan, vamos embora. — Foram atraídos pela voz rouca e firme da mulher que já estava em pé, com a expressão séria e seus olhos castanhos fulminantes.

 

— O quê? Por quê? — Emma também se levantou, sem entender.

 

— Por quê? Você ainda pergunta? — Regina pensou muito no mês que ficou longe de Swan, e sabia que tinha que se controlar perto da loira... não só por saber como era a personalidade de Coré e Perséfone, mas também controlar a vontade que tinha de tomar Emma para si e a ama-la, matando sua vontade de anos. Aquelas semanas que as duas estavam se encontrando e saindo como "amigas", estava sendo um martirio para a deusa que agora estava inconformada por Emma estar se negando a ela, mas iria beijar um desconhecido em sua frente.

 

— Regina, é só uma brincadeira. Olhe! — Apontou para o telão. — Ainda estamos aparecendo.

 

— Todos querem um beijo, Emma? — Disse, puxando a loira pela cintura rapidamente. — Então eles terão um beijo. Terminou de falar e rapidamente juntou seus lábios com os de Swan, que ainda estava surpresa.

 

No começo, foi só um tocar de lábios, por mais possessivo que tenha sido por parte da deusa, mas aos poucos, com Emma fechando os olhos e se entregando, não demorou muito para que Regina pedisse passagem com sua língua. Regina puxou ainda mais Emma para si, juntando seus corpos e levando seu outro braço para o pescoço da loira, onde adentrou com a mão em seus cabelos. Swan, que ainda estava perdida e insegura com a deusa, apenas colocou a mão nos ombros da morena. Logo Emma sentiu seu corpo esquentar, como se estivesse pegando fogo, porém não era somente a excitação que estava sentindo... Essa calor vinha de Regina. Por mais que a deusa também se sentisse excitada, aquele calor também era por ainda estar irritada. Não aguentando mais, Emma interrompeu o beijo. As duas ficaram se olhando, ofegantes, enquanto escutavam gritos e assovios da torcida. Swan olhou para o telão, enquanto se afastava da morena, mas o foco já não era mais as duas.

 

— Que nojo! — As duas se viraram ao ouvir a voz do homem, que a pouco quase beijou a loira.

 

— Emma, me espera no carro! — Disse, ainda olhando para o homem sentado ao lado.

 

— Não, Regina. Eu não vou ir embora por causa desse idiota! — Sentou-se novamente em seu lugar e cruzou os braços, emburrada. A deusa tirou seus olhos por um momento do homem e olhou para Emma.

 

" Teimosa exatamente como Coré". — A deusa pensou. Se não estivesse tão irritada, com certeza estaria sorrindo, ao se lembrar de sua menina.

 

— Emma! — Sua voz saiu mais alta e forte. A loira arregalou seus olhos e um frio percorreu sua espinha. — Agora!

 

— Droga, Regina. — Emma se levantou, nervosa. — Eu já disse, você não manda em mim. — Disse cara a cara com a deusa, seus narizes já se tocavam.

 

— Oh, minha querida. — Sorriu, sendo a primeira vez desde que aquela confusão começou. — Em breve você vai descobrir que eu mando... — Se aproximou da orelha da loira para sussurrar: — E que você gosta. — Deixou um beijo no lobulo de sua orelha, deixando Swan paralisada. — Agora, vá!

 

Após alguns segundos, voltando de seu transe, Emma bufou mas nada disse. Saiu, pisando duro.

 

— Agora, você! — A deusa apontou para o homem e se aproximou. — Vou te ensinar a não mexer com a mulher dos outros. — O agarrou pela gola de sua camisa, o fazendo ficar de pé.

 

— Me solta, sua louca. — Disse, tentando fazer a morena o soltar. — Eu não teria me aproximado. se soubesse que vocês são um casal de lésbicas imundas.

 

Regina o segurou pelo pescoço e apertou. A deusa pouco ligava, o mataria ali mesmo e era capaz de ninguém perceber, já que os jogadores já estavam retornando para o gramado e a partida recomeçaria. O homem a olhava assustado. Viu quando os olhos da morena se tornaram completamente negros e no lugar de sua iris e pupila, eram apenas chamas. Regina o encarava, olhando no fundo de seus olhos. O homem engoliu em seco e estava prestes a gritar pedindo ajuda quando a morena o soltou, sorrindo.

 

— Ora... parece que não somos nós as imundas aqui. — Riu.

 

— O quê? — O homem ainda se recuparava mas não entendeu a atitude da mulher.

 

— Então você gosta de menininhas, Michael? — Perguntou, ainda sorrindo. O homem arregalou ainda mais os olhos.

 

— Co-como você...? — Gaguejou, não conseguindo terminar de falar.

 

— Não irei te matar hoje, Michael. — A deusa disse. — Pois em breve te encontrarei no inferno. — Seu sorriso aumentou. Saiu gargalhando, enquanto o homem permanecia em choque.

 

 

SQ

 

 

Regina saiu do estádio indo em direção a seu carro ainda sorrindo e negando com a cabeça a todo momento, porém seu sorriso foi morrendo ao avistar Emma de braços cruzados, encostada em sua Mercedes.

 

Sem dizer nada, pegou a chave do carro e desligou o alarme para que as duas pudessem entrar. Passou por Swan, dando a volta no carro e entrando do lado do motorista, sendo encarada pela loira que entrou logo após.

 

A deusa deu a partida no carro e as duas permaneceram por alguns minutos em silêncio.

 

— Poxa, nem consegui um autografo do David, após o jogo. — Swan disse para si mesma.

 

— David? — Regina perguntou, a olhando com o canto dos olhos.

 

— Sim. David Ortiz, o melhor rebatedor da liga. — Disse, animada. — Viemos embora por nada. — Bufou.

 

— Você acha que foi por nada? — A deusa sentiu a raiva de há pouco, voltando para seu corpo que começava a se esquentar. Emma não respondeu, apenas se mexeu incomodada no carro.

 

Nada mais foi dito. O silêncio voltou para o carro, porém Swan não se aguentou:

 

— Não vai me contar o quê aconteceu lá?

 

— Não aconteceu nada demais. Só disse algumas coisas para aquele sujeito, e vim embora. — Respondeu, ainda sem olha-la.

 

— Hum. — Emma sentia que tinha algo a mais que a morena não estava contando, e nem iria pelo jeito. — E por que me beijou? — A pergunta pegou a deusa desprevenida, a fazendo freiar abruptamente... para sua sorte, já estavam em frente a casa da loira. — E então? — Emma tinha um sorriso nos lábios, enquanto que Regina permanecia agarrada ao volante com as duas e com a respiração ofegante. — Regina? — Emma tocou uma de suas mãos, após a deusa continuar em silêncio por alguns segundos.

 

— Hã, o quê? — Regina parecia distraída. Olhou para a mão da loira que ainda tocava a sua.

 

— Eu perguntei por que me beijou? — A deusa olhou para Swan que sorria, parecendo ansiosa pela resposta.

 

— Ah... — Pigarreou antes de continuar. — Bom, você queria aparecer naquela tela não, é? E você disse que tinha que ter um beijo, então... — Deu de ombros.

 

— Ok. — Emma disse baixo, retirando sua mão da morena. — Bom, obrigada por me levar lá. — Disse, já abrindo a porta. — Até mais! — Saiu apressada, tentando segurar as lágrimas. A verdade era que, Emma tinha sentido algo tão acolhedor e amoroso naquele beijo e foi tão diferente dos outros poucos, que já trocou com a morena. Por mais que estivesse se fazendo de dificil para "castigar" Mills, Swan a queria, como jamais quis algo ou alguém.

 

Regina ficou um tempo, atordida. Só caiu em si do quê deu a entender para a loira, quando Swan já estava abrindo sua porta.

 

— Emma, espera! — Gritou, ao sair rapidamente do carro. Swan respirou fundo entquanto a deusa se aproximava. — Eu... acho que me expressei errado. — Disse, ao chegar em frente de Swan. — Eu te beijei sim, por causa daquela coisa idiota, mas também aproveitei o momento. — Sorriu, amarelo e Emma arqueou a sobrancelha, sem entender. — Emma, você sabe muito bem que eu te quero. — Colocou sua mão na nuca da loira. — Estou louca pra te beijar desde que nos reencontramos. — Aproximou seus rostos, tocando seus narizes. — Não consigo ficar perto de você, somente como amiga. — Disse, antes de juntar seus lábios mais uma vez.

 

Dessa vez, Emma não hesitou em corresponder, tomando a iniciativa de aprofundar o beijo. Agora foi ela que pediu passagem com a lingua, enquanto apertava com vontade a cintura da deusa. Regina gemeu em sua boca, incentivando mais Swan, que a virou, lhe encostando na porta. A loira colocou a perna por entre as pernas de Regina, que ofegava.

 

— Vamos entrar? — A loira perguntou, em meio ao beijo. A deusa encostou suas testas, quando interromperam o beijo em busca de ar e sorriu, de olhos fechados. É claro que ela aceitaria mas antes sentiu algo vibrar no bolso de Swan.

 

— Desculpa. — Emma pediu, ao se afastar, pegando o celular do bolso. Na tela piscou " Zel ❤️​", e Swan estranhou, não tinha salvado o contato da ruiva.

 

"Pronto. Agora você tem o meu número e eu tenho o seu". — Se lembrou de quando a ruiva pegou seu celular quando estavam na cafeteria. Sorriu involuntariamente, negando com a cabeça, prestes a desligar o telefone.

 

— Atenda! — Ouviu a voz autoritária de Regina e a olhou, vendo sua expressão séria. É claro que ela também tinha visto o contato com o coração, e o ciúmes voltou a tomar conta de seu corpo. Emma nada disse, apenas apertou o botão e levou o telefone até o ouvido, olhando diretamente nos olhos escuros de Regina.

 

— A... alô? — Suas mãos tremiam.

 

— E aí, gata? Sentiu minha falta?


Notas Finais


Antes que me xinguem, como eu já avisei no grupo do whats ( se alguém quiser entrar me avisa), não se preocupem que no próximo teremos finalmente kkk ( eu sei, demorou), o nosso swanqueen... Ou melhor Persédes ( Perséfone + Hades) kkk

Bom, sobre a Regina, eu a imaginei como o filme do Motoqueiro Fantasma, sabe? Que ele conseguia ver a vida da pessoa? Por isso ela disse aquelas coisas pro tal Michael rs

O quê acharam da reação da Anna com ela?

E a Emma com o Gabriel? amorzinho, né? rs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...