1. Spirit Fanfics >
  2. Hades, em busca da Primavera. >
  3. Só mais um contatinho!

História Hades, em busca da Primavera. - Capítulo 36


Escrita por: JessNorth

Capítulo 36 - Só mais um contatinho!


Fanfic / Fanfiction Hades, em busca da Primavera. - Capítulo 36 - Só mais um contatinho!

 Afrodite chegou ao apartamento em que se encontrava com Graham, após dias que estivera no Olimpo. Desde a reunião em que os deuses questionaram Zeus sobre a ausência de Hades, que ainda não retornara para o submundo, a Deusa do Amor permaneceu no Reino dos deuses afinal, ela assim como os outros também tinham obrigações, mesmo que tivesse livre acesso para a terra dos humanos. Há algum tempo, os deuses podiam vim a terra sem precisar da permissão de Zeus. Claro que o mais poderoso dos deuses tinha que ser comunicado, o quê muitas vezes não era feito por Afrodite... mas nada que passasse despercebido pelo Deus do Trovão. Hades, por viver reclusa no submundo, ainda mais isolada pela "fuga" de Perséfone, não sabia o quê se passava no Olimpo e nem se importava com isso. O quê a fez pensar que ainda havia a regra dos dez anos para que um deus viesse a terra... coisa que Zeus nunca permitiria e que a deusa nunca fez questão, já que a única coisa que desejava ela já possuía: Sua esposa Perséfone!
 

— Adônis? — Chamou, assim que surgiu em meio a sala.
 

O apartamento estava em total silêncio e a deusa imaginou que o rapaz estaria dormindo, como sempre o encontrava. Rolou os olhos. Adônis, apesar de ter a mesma alma e ter recuperado sua memória, estava demasiadamente preguiçoso para a deusa do amor, já que antes, o jovem caçador sempre fora ativo.
 

Seguiu em direção ao quarto, aonde tinha certeza que o encontraria, mas se surprendeu ao abrir a porta e avistar a cama feita.
 

— Graham! — Chamou mais uma vez, agora mais alto e começando a se irritar.
 

O rapaz sempre soube que ele teria que estar "disponível" para a deusa, em qualquer horário que ela desejasse. Quando Graham a viu pela primeira vez, ficou encantado exatamente como aconteceu com Swan. O moreno estava apaixonado pela loira mas não conseguiu resistir ao charme da ruiva. Graham vivia em uma briga interna entre as duas e, no começo, a deusa teve até que enfentiça-lo para que o fizesse fazer todas as suas vontades, porém com o tempo e se mostrando leal, Afrodite o fez se lembrar de sua vida passada e assim o tendo completamente. Adônis, apesar de ter sido apaixonado por Perséfone e ser um caçador corajoso, tinha respeito, para não dizer medo de Hades. E, apesar da deusa da primavera o usar para provocar a deusa do submundo, lhe causando ciúmes, Adônis sabia que não tinha chances, já que Coré sempre amou Hades e só tinha olhos para a deusa obscura.
 

— Aonde ele se meteu? — Zelena falava sozinha, abrindo a porta do banheiro e também o encontrando vazio. Voltou para o quarto e, quando se preparava para sair do local com magia, viu a porta do guarda-roupa entre aberta. Se aproximou com as sobrancelhas arqueadas e abriu a porta... as roupas do rapaz também não estava mais lá.
 

Já nervosa, abriu com bruptalidade também as gavetas, as arrancando e todas as portas do guarda-roupa. Vasculhou todo o apartamento, não encontrando mais nada do rapaz... ele se fora.
 

O quê estava irritando a deusa, não era por não saber aonde o jovem estava e sim o quê acontecerá para que ele ousasse a abandona-la. A verdade era que a deusa não se importava com o rapaz, e já não tinha mais aquela paixão de outra vida. Era isso que ele tinha sido, uma paixão, como tantas outras que tivera, mas amor... amor ela só teve um e ainda tinha.
 

Estava sentada no sofá, respirando fundo e de olhos fechados, se sentindo frustrada. Todo esse tempo que passou no Olimpo, cumprindo suas obrigações, a tinha esgotado e o jovem era sua chance de extravasar. Não que não tivesse outras opções, já que isso nunca foi problema para a deusa do amor.
 

De repente, abriu os olhos e sorriu. Se lembrou da pessoa com quem tivera a melhor transa entre todos e pegou seu celular, discando o número.
 

Ω Ω Ω
 

— Ah, oi, Zel. — Swan disse, sem graça, ainda sendo observada por Regina. — Tudo bem?
 

— Estou ótima. — Riu. — Estava pensando em repetirmos aquela nossa noite, o quê acha? — Foi direta. — Aquele dia no café você me prometeu e eu ainda estou esperando. — Emma estava vermelha, o olhar que Regina estava lhe lançando a estava queimando, e ela só queria desligar o maldito telefone.
 

— É... Zel, será que podemos nos falar depois?

 

— Oh, claro. O quê acha de vir na minha casa?
 

— Na sua casa? — Emma respondia mas não prestava à atenção no quê a ruiva dizia. Seu olhar estava fixo em Regina, observando sua expressão. Apesar do receio de aquilo estragar o quê quer que seja que estava tendo com a morena, vê-la irritada e aparentemente com ciúmes de Zelena, a divertia. — Claro. — Aceitou, sem ao menos se atentar o quê era.
 

— Ótimo! — A voz da ruiva saíra animada. — Então estou te esperando, ok? Te mando meu endereço por mensagem. Até daqui a pouco, gostosa.
 

— Tch... tchau. — Disse, antes de desligar. Emma tinha as mãos tremendo. Guardou o celular rapidamente no bolso.
 

— Então... — Regina, ainda com os braços cruzados, se aproximou ainda mais de Swan, que engoliu em seco. — Quem é essa Zel?
 

— É... uma amiga. — Sorriu, sem graça.
 

— Parece ser uma "amiga" especial, já que o contato dela está salvo ao lado de um coração. — A deusa se manteve na mesma pose, indo cada vez mais para perto de Emma, a encurralando em frente a porta.
 

Emma pensou em se explicar, mas novamente se lembrou de tudo o quê passou, e o principal... que não devia satisfações para a morena.
 

— Não diria especial... — Swan sorriu, maliciosa. — Mas é o primeiro "contatinho" da minha lista.
 

— O quê quer dizer com "contadinho"? — A deusa parecia realmente curiosa com o significado da palavra, já que desfez seus braços cruzados e sua sobrancelhas estavam arqueadas, esperando a loira responder.
 

— Bom, os "contatinhos". — Fez aspas com as mãos. — São para... — Olhou para Regina que continuava a olhando esperando a resposta. — São para quando eu me sentir sozinha, se é que me entende. — Deu de ombros, mas o sorriso malicioso permanecia em seu rosto.
 

Emma se voltou para a porta, tirando a chave do bolso de sua calça e a abrindo. Entrou, deixando a porta aberta para Regina.
 

— Entendi. E você vai? — A deusa não permitiria de forma alguma, aquela mulher perto de sua Emma. Claramente, ela já tinha ido para cama com Swan e que pelo jeito, queria continuar indo.

 

— Ir aonde? — A loira parecia verdadeiramente confusa e Regina sorriu, tendo a certeza de que ela não tinha ouvido o convite da mulher que a deusa nem conhecia, mas já a odiava com todas as suas forças.
 

— A lugar nenhum. Bom, então acho que já vou. — A deusa disse, mesmo já estando na sala de Swan e ter fechado a porta.
 

Emma parou de caminhar em direção a cozinha e a olhou.
 

— Pensei que iria passar a noite aqui. — Disse, se voltando e parando em frente a morena.
 

— Passar a noite aqui? Com você? — Perguntou, enquanto Swan segurou suas duas mãos e a levou para o sofá.
 

Emma se sentou em cima de uma de suas pernas dobradas e de frente para Regina.
 

— Claro. Com quem mais seria? — Sorriu, levando sua mão até o rosto da deusa e acariciando sua bochecha. Regina fechou os olhos com o contato e só os abriu novamente, para ver a loira próxima o suficiente e encarando sua boca.
 

Regina não se afastou... é claro que não, esperava aquilo por tanto tempo. Também se lembrou do telefonema que a loira recebeu a pouco e aquela seria um ótimo jeito de manter Emma ocupada. A mão de Swan que acariciava seu rosto, foi em direção a sua nuca e agora segurava delicadamente seus cabelos, aproximando seus rostos. Emma olhou novamente em seus olhos e sorriu, antes de beija-la novamente. Mais uma vez, o beijo se iniciou lento mas logo foi ficando desesperador. A outra mão de Emma agora estava em sua cintura, a apertando. Já a deusa estava com suas duas mãos nas coxas da loira, enquanto suas linguas travavam uma briga por dominância. O ar na sala estava quente e Regina podia sentir que estava exalando de Swan. A deusa não percebeu em que momento Emma a puxou para seu colo, mas agora estava com os joelhos apoiados no sofá, com a loira no meio deles. Emma a beijava com tanta vontade... com tanto desespero... muito mais que o desespero que Regina estava sentindo, o quê fez a deusa sorrir em meio ao beijo.

 

— Hum... — Emma gemeu, quando a morena começou a rebolar involuntariamente. Rapidamente, Swan retirou sua camisa do Boston Red Sox que Regina tinha lhe dado antes do jogo, juntamente com a cacharrel que usava por baixo, ficando somente com seu sutiã preto. A deusa não teve tempo de apreciar pois Emma voltou a beijar rapidamente. A loira já passeava a mão por sua cintura e abdomen, fazendo a deusa arfar. Swan também puxou sua camiseta e a retirou, com Regina a ajudando, a jogando em algum lugar que já não era o sofá. Emma rodeou seus braços pelo quadril da morena e se levantou, fazendo a deusa se assustar um pouco com a facilidade com que Swan tivera para ergue-la e, em seguida, a loira a deitou no sofá, ficando com seu corpo por cima, ainda sem interromper o beijo.
 

Emma tinha urgência. Seus beijos passaram da boca de Regina para seu queixo o chupando, e descendo até seu pescoço. A deusa mantinha os olhos fechados e a boca aberta, enquanto Swan a devorava. Levou sua mão até os cabelos da loira e os segurou firme. Sentiu a mão de Emma tentando desabotoar sua calça.
 

— Emma... — A chamou, ofegante e sem abrir os olhos.
 

— Eu preciso... — Swan disse, contra o sua pele e demonstrando todo o seu desespero.

 

— Emma, espera! — A loira ainda tentava lutar contra os botões da calça de Regina, mas desistiu por um momento, passando a acariciar seu sexo por cima da calça mesmo.
 

— Ah! — A deusa abriu os olhos. Segurava ainda mais forte os cabelos de Swan enquanto essa, serpenteava em cima de seu corpo. — Emma. — Regina puxou seu cabelo, fazendo a loira levantar a cabeça e a olha-la nos olhos. Com sua outra mão, segurou a de Swan que a acariciava. Emma tinha os olhos negros e Regina o conhecia muito bem... eram os mesmos de Perséfone quando estava brava ou excitada. — Acho que precisamos conversar... antes disso. — Soltou a mão de Swan, que respirou fundo, encostando em seu peito.
 

Emma ficou em silêncio  e permaneceu na mesma posição durante alguns minutos, preocupando a deusa.
 

— Emma, você está bem? — Colocou suas mãos no rosto de Swan, a fazendo olha-la novamente.
 

— Estou bem. — Disse, se lavantando. Regina repetiu o gesto e se sentou. — Você quer beber alguma coisa? — Disse, indo em direção a cozinha e a deusa a seguiu. — Fora água só vou ter suco. — Disse enquanto olhava a geladeira. — Também tenho chá de Melissa. — Pegou a jarra em cima da pia com o líquido verde.

 

— Melissa?

 

— Sim, mas não é feito com a flor. São folhas de hortelã. Foi Ingrid que me ensinou... É bom para insônia. — Deu de ombros.
 

— Tem tido insônia, Emma? — A deusa se aproximou, ambas somente com seus sutiãs da cintura pra cima.
 

— Às vezes acordo a noite por causa dos pesadelos e não consigo voltar dormir. — Disse, desviando o olhar de Regina.
 

— Desde quando tem pesadelos? — A deusa perguntou preocupada, segurando em uma de suas mãos.

 

— Bom, eu sempre tive, eu acho. — Fez uma expressão de quem tentava se lembrar. — Mas de uns dias pra cá, pioraram. — Emma olhou para suas mãos juntas antes de responder.
 

— E o quê você sonha? — Regina estava curiosa. Será que Swan sonhava com ela e sua vida passada?
 

— No começo, eu sempre estava em um lugar escuro e medonho... — Regina engoliu em seco. — Mas apesar de ser um lugar apavorante, eu me sentia bem e feliz. — Sorriu e a deusa retribuiu. — Eu me sentia protegida e amada. Depois eu estava em um imenso jardim, lindo e cheio de flores. O meu jardim é feito por causa desse do meu sonho, como te falei aquele dia. — Regina assentiu, se recordando de Swan ter mencionado no dia em que ela descobriu que a loira era sua esposa. — Só que de repente, eu não estava mais lá. — Sua expressão mudou. — Me sentia perdida e assustada. E esse sonho sempre se repetia.
 

— E é com isso que tem sonhado esses dias?

 

— Não... tenho sonhado com um homem. — Regina arqueou as sobrancelhas, enciumada.
 

— Um homem? — A morena voltou as cruzar os braços abaixo dos seios, quase expostos por falta de roupa. — E o quê você está fazendo com esse homem?
 

— Estou fugindo dele. — A resposta fez a deusa ficar surpresa. Emma tinha um olhar perdido. — Eu fugia porque ele queria me fazer mal... me machucar. — Swan parecia estar revivendo seu sonho pois seus olhos marejaram, deixando uma lágrima correr por seu rosto.
 

— Ei, calma. — Regina se aproximou e a abraçou. — É só um pesadelo.
 

— Eu sei, mas tenho medo. — Respondeu, sem desgrudar da deusa. — A cada dia ele está mais perto, Regina... quase me alcançando. — Emma deixou seu choro sair de uma vez e se agarrou ainda mais em Regina.
 

— Calma, meu amor. — Disse, próximo a seu ouvido. — Eu estou aqui com você... ninguém te fará mal, eu prometo. — Beijou o topo de sua cabeça.
 

Ω Ω Ω
 

Após algum tempo, Emma foi cessando o choro. Regina a manteve em seus braços e só soltou quando a loira garantiu estar melhor, e que precisava somente beber água.
 

— Sabe... agora seria um bom momento para uma bebida mais forte. — Sorriu, se encostando na pia e dando um gole em seu copo de água.
 

— Eu ia comentar... — Se sentou na banqueta em frente de Swan. — Vi que não tem mais alcool na sua geladeira.

 

— Ah, eu resolvi dar uma cortada. — Sorriu, sem graça. — Fazia mais de um mês que não bebia...
 

— Isso é bom, Emma. — Regina sorriu para Swan que retribuiu.
 

— Obrigada. Bom, você disse que precisamos conversar. — Disse, receosa.
 

— Sim, é que tem algumas coisas que queria exclarecer antes de... — Não terminou de falar mas Swan assentiu, entendendo o quê Regina quis dizer.
 

— Ok. Posso tomar um banho antes? — Perguntou, já deixando o copo dentro da pia. — Estou com calor. — Suas bochechas ficaram vermelhas e a deusa prendeu o riso.
 

— Claro. — Deu espeço para Emma ir para seu quarto.
 

— Quer me acompanhar no banho? — Swan sorriu maliciosa e Regina riu. Emma definitivamente não perdia tempo.
 

— Eu aceito o banho... também estou com calor. — O sorriso da loira aumentou. — Mas é melhor eu tomar sozinha. — O sorriso que Emma tinha no rosto foi morrendo aos poucos e ela suspirou, derrotada.
 

— Tudo bem, vem. — Esticou a mão para Regina, que aceitou de bom grado. — Mas vai ter que se ensaboar sozinha. — Disse, enquanto subiam as escadas de mãos dadas. Regina gargalhou.
 

— Acho que posso fazer isso, Swan. — Disse, ainda rindo. Emma apenas deu de ombros mas sorrindo.
 

Emma deixou que Regina tomasse banho primeiro. Lhe entregou o mesmo conjunto de moletom dos Red Sox que a deusa usou, a última vez que dormiu em sua casa. Enquanto Regina estava no chuveiro, Swan andava de um lado a outro pelo quarto roendo as unhas.
 

— Vai acontecer, vai acontecer... eu não acredito! — Repetia para si mesma, empolgada. — Mas ela disse que quer conversar... será que ela resolveu que seríamos só amigas mesmo? — Arqueou as sobrancelhas, tomada pela dúvida. — Emma, sua besta. Por que deu essa idéia a ela?
 

A porta se abriu, a assustando. Regina saiu já vestida e com os cabelos molhados e sem os tê-los penteados. Emma engoliu em seco. Apesar da roupa, a deusa era a mulher mais linda que a loira já tinha visto.
 

— Eu já terminei... Pode ir, te espero aqui. — Disse, ao passar por Emma com as bochechas rubras.
 

Swan fechou os olhos e respirou fundo, sugando o perfume da morena... Na verdade, seu perfume, mas que pra ela tinha combinado muito mais com a pele de Regina.
 

Emma nada respondeu, apenas se dirigiu ao banheiro e fechou a porta. Olhou pra cima, ofegante.
 

— Céus! Me dê paciência para que não agarre esta mulher.
 

A loira entrou rapidamente embaixo da água. Tomava um banho frio mas ainda sentia seu corpo pegando fogo. Fechou os olhos e apoiou na parede, tentando controlar sua respiração.
 

" Venha para mim, pequena primavera. Prometo que nem irá mais se lembrar dela".
 

Emma abriu os olhos, assustada. Sentiu aquela presença próxima a ela com em seus sonhos. Desligou o chuveiro rapidamente e nem se secou. Pegou seu roupão branco e o vestiu. Saiu no quarto e avistou Regina sentada em sua cama. Quando a viu, a morena sorriu. Emma correu até ela e se jogou em seus braços.
 

— Ei! O quê houve? — A deusa disse preocupada, olhando para o rosto de Emma em seu peito. Ela a apertava tanto, que se não fosse uma deusa, provavelmente estária sem ar.
 

— Nada. Me desculpe! — Se afastou um pouco e Regina pode ver seus olhos vermelhos e amandrontados, como o de Coré, um pouco antes de ir embora com ela para o submundo e como a própria Emma... a pouco na cozinha.
 

— Tem certeza de que está bem? — Regina insistiu. Sabia que tinha algo errado.
 

— Sim, eu estou bem. — Emma tentou se recompor. — E então... — Sua expressão mudara, voltando o sorriso safado em seu rosto. Aquela era a maneira que Emma sempre arrumou para se "proteger" e afastar seus tormentos. Desde que se lembrara, sempre fora atormentada, seja em sonhos ou até mesmo com clarões enquanto estava acordada como se fossem lembranças. Desde que conheceu Regina, essas memórias estavam piores e agora também ouvia vozes. Então tentava pensar em outra coisa e agir dessa maneira despreocupada, como uma barreira. — O quê queria conversar? — Colocou suas mãos nas coxas grossas de Regina, as acariciando.
 

Regina olhou para o quê Swan fazia. Aquela mudança repentina não a surpreendia. Tanto como Coré quanto Perséfone agiam da mesma maneira, e a deusa já tinha aprendido a lidar.
 

— Ok, Emma. — A deusa respirou fundo antes de continuar. — Você sabe o quê sinto por você, não sabe?
 

— Eu... — Swan desviou o olhar.

 

— Eu amo você, Emma. — A loira arregalou os olhos. Não pelo o quê Regina disse, pois a morena já tinha lhe dito, mas pela forme firme como o quê disse. — Eu amo você, profundamente. Você não imagina o quanto. — Colocou a mão no rosto da loira, atraindo novamente seu olhar para si. — Você não faz ideia do quê eu faria por você... do quê eu abriria mão... se você me pedisse. Eu nunca, e preste muita à atenção no quê vou dizer. — Emma assentiu, olhando em seus olhos. Nunca tinha visto a morena daquela maneira, parecendo tão... sincera. — Eu NUNCA amei e senti tudo o quê sinto, por ninguém além de você. — Seus olhos já estavam marejados assim como os da loira. — Eu sinto o meu coração queimar quando estou longe de você. Tenho vontade de arranca-lo porque não suporto tanta dor. Você pode não acreditar, mas...
 

— Eu acredito! — Emma a cortou. — Eu acredito, Regina, pois é exatamento o quê sinto. — Se aproximou ainda mais da deusa. Regina sorriu, emocionada. — Mas por que está me dizendo tudo isso agora?
 

— Por que eu não quero ser só um contadinho pra você. — Disse, envergonhada e Emma sorriu. — Eu não quero ser só mais uma transa... eu quero ser a única, e para toda a vida. Eu sei do seu passado de cafajeste... — Rolou os olhos. — E se eu pudesse ter evitado isso, acredite, eu faria. Eu sempre quis se a única pra você, Emma!
 

— Regina. — Emma começou a dizer. — Eu sempre te disse e você sabe bem. Quando nos conhecemos, era isso que eu queria que você fosse... mais uma linda mulher que eu queria levar pra cama. — A deusa trincou os dentes e cerrou os pulsos, se controlando. — Porque era isso que eu fazia. — Confessou. — Sim, eu era uma piranha. — Riu de si mesma. — E eu jurei nunca me apaixonar. Mas desse nosso "primeiro encontro" — Fez aspas com as mãos. — Se é que podemos chamar assim. — Riu. — Eu soub que você seria diferente... que eu não conseguiria apenas te levar pra cama. E quando você me disse todas aquelas coisas, inclusive que não me queria na sua vida, eu te odiei sim, mas me odiei ainda mais por estar sentindo aquelas coisas por você. Eu sofri, Regina. — A deusa a olhava atenta. — Esses meses desde que nos conhecemos, eu mais sofri do quê fui feliz. — Confessou.
 

— Oh, Emma. — Regina colocou mais uma vez a mão no rosto de Swan, que agora tinha a cabeça abaixada. — Eu sinto tanto... Eu nunca quis te causar nenhum mal.
 

— Eu acredito, Regina. — E quero que também acredite em mim... você não é só uma transa pra mim. — A morena sorriu e assentiu.
 

— Eu acredito, meu amor!
 

Ω Ω Ω
 

Ao contrário do quê as duas pensaram que ia acontecer finalmente aquela noite, não aconteceu.
Após a conversa sincera, as duas se sentiram tão felizes que tinham se acertado que só queriam se beijarem e se abraçarem e nunca mais se soltarem.
 

Emma foi a primeira a adormecer. A loira tinha sua cabeça repousando no peito da deusa, enquanto segurava firme em sua cintura, parecia ter medo que acordasse e Reginda não estivesse ali. Naquela noite não teria pesadelos, como as outras duas vezes que dormiu com a morena. Pelo contrário, com Regina, seus sonhos eram sempre que estava sendo amada em um belo jardim como o seu.
 

Já a deusa do submundo estava bem acordada e com um sorriso no rosto, enquanto acariciava os cabelos de Swan. Aquela era a primeira vez, depois de muito tempo, que sentia realmente sua deusa em seus braços. Por diversas vezes durante a madruga, a morena beijou os fios dourados de Emma e dedicou o seu amor pela loira que tinha um sorriso no rosto, mas que continuava no mundo dos sonhos.
 

" Você é minha, Emma". — Sussurava em seu ouvido.

 

" Eu sou sua". — A voz da loira saiu fraca, em meio ao sonho.
 

" Eu te quero por inteiro". — Não resistiu, levando sua mão até a coxa de Emma que estava jogada sobre seu corpo.
 

— Hum... — A deusa sorriu, quando Swan, ainda dormindo, gemeu.
 

— Em breve, meu amor. — Mordeu os lábios e fechou os olhos, tentando dormir.


 

Já um pouco longe dali, Zelena andava nervosa em sua sala, com seu celular na mão. Vestia uma camisola extremamente curta verde escura, de cetim, com um robe por cima na mesma cor.
 

— Emma, cadê você? — Já não sabia quantas mensagens tinha mandado para a loira. — Eu ainda estou te esperando... Eu juro, se você me deixar na mão, Urgh! — Jogou o celular no sofá, irritada.
 

Afrodite virou assustada, quando ouviu a gargalhada alta atrás de si.
 

— O quê está fazendo, aqui? — Questionou o moreno de olhos azuis. — Você me assustou. — O homem, sorrindo, se direcionou ao sofá e se sentou, ao lado do celular abandonado.
 

— Eu vim buscar o quê você me prometeu.— Sorria, tinha a mesma pose que mais cedo, quando também visitara a Graham.
 

— Do quê está falando? Tudo está saindo como o combinado. Logo Zeus vai se cansar de esperar por Hades e o submundo será seu! — Disse, se sentando ao lado do deus.
 

— Oh, minha querida Afrodite. — Poseidon levou a mão até o rosto da deusa do amor, o acariciando. — Disso eu já sei. — Sorriu.

 

— E então? — A ruiva ficou confusa.
 

— Você me prometeu que depois que elas tivessem separadas, eu a teria em meus braços mas isso ainda não aconteceu. — Poseidon a olhou, agora sério, fazendo a ruiva engolir em seco. — E eu cansei de esperar!


Notas Finais


Por favor, não me matem rsrs tipo, eu tinha uma ideia há um tempo sobre essa parte, aí fui escrevendo e mudei, daqui a pouco mudei de novo kkk (meninas do grupo, vocês sabem quantas vezes mandei o mesmo spoiler diferente rs), então, eu tinha dito no último cap, que esse finalmente elas iriam começar a se acertarem e foi o quê aconteceu hehe
Então, acho que é isso. Me digam o quê acharam do cap: parece que a Emma deu um bolo na deusa do amor kkk. Pra quem não entendeu, foi Poseidon que falou com o Graham no último cap ( no próximo saberemos mais da conversa).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...