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História Hades, em busca da Primavera. - Capítulo 37


Escrita por: JessNorth

Notas do Autor


Finalmente, chegou o grande dia tão aguardado kkkk

Após vários capítulos de: Hoje não, hoje não e hoje não... Finalmente:

Hoje sim!

Espero que gostem.

Capítulo 37 - Diaba ou deusa?


Fanfic / Fanfiction Hades, em busca da Primavera. - Capítulo 37 - Diaba ou deusa?

Afrodite estava na cama com Poseidon, ambos cobertos somente com o lençol branco. Estavam suados e ofegantes após transarem. Não era a primeira vez que os dois iam para a cama e também não seria a última. O deus dos mares estava encostado na cabeceira, com um de seus braços por atrás da cabeça, enquanto a deusa do amor estava deitada em seu peito, acariciando seus pelos.

 

— Poseidon? — A deusa o chamou, sem olha-lo.

 

— Hum? — O deus tinha os olhos fechados.

 

— Onde está Adônis? — A pergunta da ruiva fez o deus abrir os olhos e sorrir. O loiro de olhos azuis e cabelos castanhos se sentou, fazendo a deusa sair de seu peito e se sentar também, e finalmente olhar em seus olhos.

 

— Oh, minha bela Afrodite. — Acariciou seu rosto. — Por que escondeu a verdade do jovem garoto apaixonado?

 

— Não sei do quê está falando. — Desviou o olhar, mas Poseidon segurou seu queixo.

 

— Sabe que não precisa mentir pra mim. E ele ficou bastante surpreso quando eu contei. — Se levantou, deixando o lençol na cama e caminhando nu até o banheiro.

 

— Vo-você contou? — A ruiva se levantou também, indo atrás do deus do mar.

 

— Contei. — Deu de ombros. — Achei que ele merecia saber a verdade. — Disse, abrindo o chuveiro. — Saber que seu coração não pertencia a ele. — Piscou.

 

Afrodite permanecia parada no meio do banheiro, de boca aberta e olhando o deus molhar seus cabelos castanhos.

 

— A propósito... — Desligou o chuveiro. — Por que não contou a ele? Por vergonha do quê aconteceu? — Riu.

 

— Não. — Zelena cruzou os braços, irritada.

 

— Eu não sei como ele nunca desconfiou. — Disse, se enxugando. — Se fosse somente por vingança, de vocês terem sido separados... bom, Hades e Perséfone também já estavam. Não teria motivo pra que continuasse.

 

A ruiva bufou e voltou para o quarto. Agora era o homem que ia atrás dela.

 

— O quê você ia fazer com ele... — Continuou. — Se conseguisse o quê quer?

 

— Como assim? — Olhou para o deus. — Eu só quero manter Hades longe de Perséfone. — Se sentou na cama. — Isso será vantajoso pra nós dois.

 

— Sim. — Concordou Poseidon, se sentando ao seu lado. — Mas não é só isso... — A olhou com um sorriso presunçoso nos lábios.

 

— Eu só quero vê-lá sofrendo. — Seus olhos marejaram mas a deusa do amor segurou suas lágrimas, deixando seus olhos vermelhos. — Assim como eu sofri!

 

Ω Ω Ω

 

Emma acordou com a luz do sol entrando pela janela e indo direto em seus olhos. Colocou seu braço, tampando seu rosto para abrir os olhos e sorriu, quando se lembrou quem era o peso que estava em seu outro braço já dormente. Tirou o braço de seu rosto e olhou para o lado, vendo somente os agora, longos cabelos escuros e sentindo o ar quente da respiração da morena em seu pescoço. Regina estava encolhida em seus braços, e agora era ela que segurava sua cintura.
Swan afastou delicadamente os cabelos que estavam em frente ao rosto da deusa, encontrando o quê pra ela, era uma perfeição: os longos cilios, as sobrancelhas bem feitas, o nariz, que não era tão fino mas que parecia ter sido esculpido por Michelangelo e os lábios, ah os lábios... mesmo sem batom, eram vermelhos ao contrário de qualquer pessoa que já tenha visto. Eram deliciosamente grossos e estavam ligeiramente abertos. A cicatriz do lado direito continuava lá, ainda mais reaçalda, o quê para muitos poderia ser chamada de imperfeição, para Emma era divino.

 

A loira ficou alguns minutos admirando a mulher, com um sorriso nos lábios. Nesses poucos meses, tinha se passado tantas coisas entre as duas... coisas boas e más, e até mais más mas Swan só pensava que queria ver aquela imagem todos os dias: daquela morena rabujenta em seus braços. Despertou dos seus pensamentos quando sua barriga roncou. Por sorte, não acordou Regina, mas ela imaginou que a morena também acordaria com fome. Devagar, tentou tirar seu braço debaixo da deusa, e se levantou vendo a morena pegar e abraçar seu travesseiro em seguida. Mais uma vez sorriu. Arrumou seu roupão, que abriu um pouco durante a madrugada, e foi para o banheiro.

 

Após tomar um banho rápido, voltou para o quarto e se vestiu para ir para sua floricultura. Regina continuava dormindo e Emma foi até a cozinha preparar o café da manhã. Depois de tudo pronto, pensou em ir acordar a morena para comer, mas teve uma ideia melhor: procurou por uma bandeja, que nem sabia que tinha, e colocou o café que sabia que Regina tanto gostava, junto com algumas panquecas que tinha preparado com a calda de morango. Levou também o suco de laranja e, apesar de ser de manhã, levou seu doce favorito desde que o conheceu: Ambrosia.

 

— Quando que eu imaginaria estar levando café na cama pra alguém?! — Perguntou a si mesma. — E alguém com quem nem transei... Ainda. — Riu, enquanto subia as escadas em direção ao quarto.

 

Swan abriu a porta com dificuldade, tentando equilibrar a bandeja sem derrubar nada, já que era um pouco desastrada. Ao entrar, colocou a bandeja no criado-mudo e subiu na cama, se deitando ao lado da morena. Mais uma vez, acariciou seu rosto e sorriu, quando a mulher resmungou.

 

— Acorda, dorminhoca! — Sussurrou.

 

— Hum... não. — A voz de Regina saiu rouca, enquanto se virava de costas para Swan, sem ao menos abrir os olhos. Emma riu.

 

— Regina Mills é uma preguiçosa, então? Dessa eu não sabia. — Cutucou a lateral da barriga da morena que se encolheu. — E pelo visto, também sente cócegas.

 

— Não, Emma! — Pediu se encolhendo mais.

 

— Calma, Regina. — Disse, já se deitando por cima da morena. — Eu tenho um jeito melhor de te acordar. — A deusa abriu apenas um de seus olhos e aguardou, se surpreendendo quando a loira começou a beijar seu pescoço.

 

— Hum... — Voltou a fechar os olhos, sentindo os beijos molhados de Emma por todo seu pescoço.

 

— Agora vai acordar? — Perguntou, sem interromper o quê fazia, e incluindo algumas mordidas suaves e lambidas.

 

— Agora que eu quero mesmo ficar assim. — Respondeu, com um sorriso nos lábios, fazendo Swan retribuir.

 

— Ah, é? — A deusa respondeu, assentindo com a cabeça. Emma olhou para o corpo da morena debaixo do seu e mordeu os lábios. O quê estava sendo uma brincadeira para Swan. logo se tornou excitação. Lentamente, ela passeou sua mão pelo corpo de Regina, começando da nuca, correndo o dedo pelo meio de suas costas até chegar na bunda da morena. Seus olhos acompanhava sua mão com os olhos compenetrados nas curvas da deusa. Ouviu quando Regina suspirou, então mais uma vez lentamente, enfiou seu braço por debaixo da deusa e na altura de seus seios, os acariciando com as pontas dos dedos. Ajeitou sua perna, prendendo as pernas da deusa debaixo de si. Colocou sua outra mão por debaixo da camiseta de moletom da mulher, passeando de suas costas até sua barriga. Mais um suspiro da deusa, quando a mão de Emma começou a brincar com o elastico de sua calça, ameaçando colocar a mão dentro. — Sabe... acho que agora sou eu que quero ficar assim. — Sussurrou no ouvido da deusa. Sua voz saiu de forma sedutora e Regina concordou com a cabeça.

 

Sem mais enrolar, Emma colocou sua mão por dentro da calça de Regina, tocando seu sexo por cima da calcinha e a sentindo quente.

 

— Emma... — A voz da deusa saiu abafada pelo travesseiro.

 

— O quê quer, minha rainha? — Mais uma vez, Emma sussurrou em seu ouvido, chupando seu lóbulo em seguida.

 

— Dentro... — Foi a única coisa que conseguiu dizer, ao sentir os movimentos circulares que a loira já fazia em seu clitóris, por cima do tecido.

 

Swan a obedeceu, enfiando a mão por dentro da calcinha da deusa, tocando o quê as duas mais desejavam.

 

— Como você é quente. — A fala de Emma saiu em meio a um gemido.

 

— Céus, Emma. — Regina apertava com força o travesseiro, a cada toque mais rápido de Swan.

 

— Está gostoso, majestade? — O hálito quente com cheiro de menta em sua orelha, estava deixando a deusa ainda mais excitada.

 

— Delicioso. — Respondeu.

 

— Que bom, mas agora que você já acordou, precisamos tomar café. — Disse, puxando sua mão e saindo de cima da deusa.

 

— Swan! — Regina grunhiu, mordendo com força o travasseiro.

 

Emma se sentou na cama e pegou a bandeja esperando Regina se sentar, com um sorriso nos lábios.

 

— Vem, Regina. Seu café vai esfriar. — A deusa bufou enquanto se erguia. Olhou fuzilando a loira, quando a viu sentada, comendo com vontade algo em uma vasilha. Regina pode sentir o sorriso de Emma, escondido atrás de seu pote.

 

— Você provocou a pessoa errada, Emma. — Apesar de sua voz sair séria, o quê mais assustou e fez com que Swan engolisse em seco, foi o olhar predador e o sorriso maligno da morena.

 

— Não sei do quê está falando. — Deu de ombros, mas ainda desconfiada de Regina.

 

 

O café ocorreu tranquilo. Mais nada foi dito e Regina tomou o seu café ainda olhando nos olhos de Emma, fazendo a loira até perder a fome. Swan recolheu tudo quando Regina foi em direção ao banheiro se trocar, e foi em direção a cozinha. Colocou tudo dentro da pia e se virou, se encostando e respirando fundo. Seu coração estava acelerado, e não era pelo o quê fizera com Regina e sentir a pele quente da morena, mas sim pelo restante do café, aonde a deusa passou o tempo todo a encarando de forma estranha... forma que ela nunca tinha visto antes.

 

— Obrigada pelo café. — Regina disse, ao passar pela porta e sem olhar para Swan mas a loira rapidamente segurou em sua cintura, a impedindo de sair.

 

— Ei! — Emma segurou o queixo de Regina que tinha o rosto virado para não olha-la. — Não fique brava comigo. — Disse, quando a deusa a olhou.

 

— Não estou brava. — Respondeu, mas sua voz a desmentia.

 

— Chateada?

 

— Não!

 

— Magoada?

 

— Não!

 

— Revoltada?

 

Regina bufou, rolando os olhos.

 

— Não, Emma. Não estou sentindo nenhuma dessas coisas. Até porque... — O sorriso maligno voltou para seus lábios. — Eu disse que você provocou a pessoa errada. — Agora me solte e me deixe ir. — Tentou em vão, tirar os braços da loira de sua cintura mas Emma a apertou ainda mais.

 

— Não, sem antes me dar um beijo. — Sorriu, puxando Regina mais para si, enquanto a morena rolava os olhos mais uma vez.

 

Regina não lutou quando a loira revindicou seus lábios. O beijo como sempre começava lento, mas somente até suas linguas se cruzarem. Era como uma explosão de sentimentos, Emma não se lembrava de já ter sentido algo igual, já Regina sabia exatamente a sensação. Até quando não sabia que a loira era sua Perséfone, os poucos beijos que tinham trocado pareciam familiar para a deusa, mas a morena nunca se permitiu realmente desfrutar dessa "explosão" com a loira.

 

Uma das mãos de Swan migrou para os cabelos de Regina,enfiando seus dedos entre eles, enquanto a outra apertava com vontade a cintura da deusa. As mãos da morena, que antes estava nos ombros de Emma, desceram por seus braços até chegar em sua cintura, aonde as colocou por dentro de camisa, arranhndo seu abdômen. Emma a virou, empurrando até a porta, encurralando a deusa. Desceu seus beijos pelo pescoço de Regina que arfou.

 

— Não deveríamos ter saído do quarto. — Disse, com a boca ainda no pescoço da deusa.

 

— Pois é. — Regina a empurrou pelos ombros, a afastando. — Mas saímos. E você tem que ir pra sua floricultura e eu pra minha casa. E não me olhe com essa cara. — Riu, do beicinho e o olhar pedinte da loira. — Nem Panturrilha me olha assim.

 

— Tudo bem. — Emma suspirou, se dando por vencida. — Mas quando vamos nos ver de novo?

 

— Mais rápido do quê você imagina. — A deusa sorriu, enquanto Swan rolava os olhos.

 

— A última vez que você disse isso, você sumiu por um mês. — Cruzou os braços.

 

— Até logo, meu amor. — Deixou um selinho nos lábios da loira e saiu rapidamente.

 

Emma ficou olhando, até a morena entrar no carro e dar partida, sumindo ao final da rua. Swan entrou na casa com as sobrancelhas arqueadas e fechou a porta.

 

— Até... meu amor!

 

Ω Ω Ω

 

Já na floricultura, Emma estava atrás do balcão enquanto Anna atendia alguns clientes. A jovem olhava toda hora para a loira que suspirava a todo momento, parecendo entediada. Anna estranhou, já que desde que conheceu Swan, jamais a tinha visto daquela maneira, ainda mais na floricultura que era sua paixão.

 

Após atender o último cliente, Anna se aproximou ficando em frente a uma Emma perdida em pensamentos que nem ao menos a viu se aproximar.

 

— Emma? Você está bem? — Perguntou, quando finalmente a loira a viu. — Está sentindo algo?

 

— Ah, desculpe Anna. — Deu um meio sorriso. — Estou meio dispersa hoje.

 

— Algo está te preocupando?

 

— Hum... — Pensou por um momento. — Não sei dizer. — Riu. — Anna? — A garota a olhou. — Você já se apaixonou? — A jovem de cabelos castanhos arregalou os olhos.

 

— Nã-não. — Gaguejou. — Eu não posso pensar nessas coisas.

 

— Por quê? — Ficou curiosa pela reação da jovem.

 

— Ah... é que minha religião não permite... é isso. — Swan arqueou as sobrancelhas. Afinal, qual religião Anna seguia?

 

— Ok. — A loira queria perguntar mais, mas achou melhor não devido ao nervosismo da Anna. — Bom, eu me apaixonei. — Sorriu, mudando de foco. A jovem suspirou aliviada e retribuiu o sorriso para Swan. — Na verdade, não estou só apaixonada. Estou amando!

 

— E é isso que está te preocupando? — O sorriso de Emma foi morrendo aos poucos.

 

— É que... eu nunca amei. — Confessou. — Não sei como agir, o quê devo fazer e tenho medo de magoa-la.

 

— Emma. — Anna pegou a mão de Swan que estava em cima do balcão, quando essa abaixou a cabeça chateada. — Amor é isso. Nunca saber o dia de amanhã, mas ter a certeza que o amor não irá morrer pois ele nunca morre... aconteça o quê for, ele sobrevive. — Swan levantou a cabeça, encontrando Anna sorrindo para ela. — E você saberá como agir e o quê fazer, porque quando se ama, qualquer pequena demonstração de amor, já é o melhor presente para a outra pessoa. — Emma assentiu. — Quanto a magoa-la, isso pode acontecer. Às vezes pensamos que estamos fazendo o melhor pra pessoa mas não é, e se ela realmente te amar de volta, ela irá perdoar.

 

— Obrigada, Anna. — Sorriu. — Estou começando a achar que é mentira que nunca se apaixonou. — Riu e depois riu ainda mais, com o nervosismo da garota. — Estou brincando, Anna.

 

— Mas eu amo, Emma. — Swan estranhou. — Amo a minha senhora de devoção. — Piscou, caminhando em direção as prateleiras. — Ah, Emma? — Olhou novamente para a loira. — Não se esqueça: Quando se ama, todo sacrificio vale a pena.

 

A loira ficou confusa e quando iria questionar a jovem, seu celular vibrou. Emma pegou o aparelho e ficou surpresa pela quantidade de ligações e mensagens perdidas.

 

— Ontem? Como não vi isso antes? — Se questionou e Anna a observou, enquanto arrumava algumas mudas.

 

" Esse é o meu endereço, linda. Estou te esperando".

 

"Emma, não demore. Tenho uma surpresa pra você".

 

"Se você demorar mais um pouco, vou começar sem você".

 

"Emma, cadê você?"

 

"Emma, ainda estou te esperando".

 

"Emma, eu juro, se você me deixar na mão..."

 

Swan leu e ouviu todas as mensagens de Zelena, tentando se lembrar de quando tinha falado com a ruiva e o principal, quando tinham marcado algo.

 

De repente, arregalou os olhos, se lembrando da ligação da mulher na noite anterior quando chegou em sua casa com Regina. Se lembrou de concordar com algo que a ruiva dizia no telefone, só para poder desligar rapidamente.

 

— Oh, droga! — Disse, colocando a mão na testa.

 

— Emma? — Anna a chamou. — Tudo bem?

 

— Está sim. Só... me faz um favor? — Disse, enquanto pegava sua jaqueta.

 

— Claro.

 

— Fecha hoje pra mim? — Não esperou a garota responder e jogou as chaves para ela.

 

— Tudo bem.

 

— Obrigada. — Disse, já do lado de fora da floricultura.

 

Emma subiu em sua moto e dirigiu rapidamente para o endereço da ruiva, já pensando em uma desculpa para dar. Não poderia falar que estava com outra mulher, isso provavelmente a irritaria ainda mais.

 

Swan desceu da moto em frente ao prédio de Zelena. Tirou seu capacete e respirou fundo, tomando coragem. Já no elevador, enquanto o mesmo subia, sua mente foi para a noite e a manhã que teve com Regina. Saiu do elevador, chegando em frente a porta da ruiva e apertou a campainh a, ainda com os pensamentos longe. Quando Zelena atendeu a porta, Emma ainda sorria. O sorriso de Swan foi morrendo ao ver a expressão nada amigável da ruiva, que cruzou os braços e se encostou no batente da porta.

 

— Oi. — A loira disse, com um sorriso sem graça.

 

— O quê está fazendo aqui? — Zelena perguntou com frieza. — Acho que você está um pouco atrasada. — Foi sarcástica.

 

— Será que podemos conversar? — A ruiva encarou os olhos verdes pedintes de Swan por um tempo, e sem dizer nada deu passagem para a loira entrar.

 

Emma caminhou pela sala e parou em frente ao sofá. Zelena fechou a porta e deu um pequeno sorriso, antes de se virar para Swan, voltando com sua expressão fria.

 

— Sente-se! Vou buscar algo para beber. — A ruiva disse, já caminhando para a cozinha.

 

— Não precisa, Zel. — Swan disse e Zelena parou de caminhar, lançando um olhar fulminante para a loira que se calou e sentou no sofá.

 

— Eu já volto. — A ruiva não a olhou.

 

Swan respirou fundo e começou a estalar seus dedos, nervosa. Não demorou muito para a ruiva retornar com dois copos pequenos na mão contendo um líquido transparente.

 

Emma, até aquele momento, não tinha reparado na vestimenta de Zelena. A ruiva estava descalça e com um robe curto de seda azul. Os olhos de Swan parou por alguns segundos nas coxas grossas da deusa, que sorriu internamente.

 

Zelena entregou o copo para a loira que agradeceu, e se sentou do seu lado... perto demais!

 

— E então? — Perguntou, após beber o conteúdo do copo em um só gole, e o colocar na mesa de centro. A ruiva colocou seu cotovelo no encosto do sofá e apoiou sua cabeça em sua mão, olhando diretamente nos olhos de Emma.

 

— Ok. — Emma colocou seu copo também na mesa de centro, mas diferentemente do copo da deusa, o seu estava intacto, o quê fez a mulher se decepcionar. — Zel, me desculpa. — Começou. — A verdade é que quando você me ligou, eu estava tão ocupada que acabei não prestando à atenção. — Emma resolveu dizer a verdade, mas ocultando algumas partes. — Eu sinto muito, Zel... de verdade! — Abaixou a cabeça envergonhada. É claro que não aceitaria o convite da ruiva, mas se sentia envergonhada de ter deixado a mulher a esperando, afinal não queria chatea-la, Zelena tinha oferecido sua amizade a loira e nunca a tratou mal, Swan não achava justo.

 

Afrodite suspirou alto, chamando à atenção de Emma que levantou a cabeça e a olhou. A ruiva fingiu parecer pensar e quando Swan já imaginava que a mulher não a perdoaria a deusa sorriu.

 

— Tudo bem, Emma. Eu desculpo você. — Swan suspirou aliviada. — Afinal, você está aqui agora.

 

— Obrigada, Zel. — Sorriu, sincera. — Bom, eu tenho que ir. — Disse, se levantando.

 

— Já? — A deusa rapidamente se levantou também, quando Swan caminhou até a porta. — Você nem bebeu? — Apontou para o copo intacto sob a mesa de centro.

 

— Ah, eu agradeço mas tenho cortado um pouco a bebida. — Sorriu, sem graça. Colocou a mão na maçaneta mas Zelena colocou a sua mão em cima, a impedindo de abrir a porta.

 

— Você não pode sair assim. — Aproximou seu corpo da loira. — Nem ao menos me deu um beijo.

 

— Ah, Zel, eu não... — Swan foi interrompida pelos lábios da ruiva em sua boca. Tentou se afastar mas em vão, já que a deusa era mais forte.

 

Zelena segurou em seus braços, ainda beijando Emma e pedindo passagem com sua lingua, passagem essa que Swan não concedeu, lutando para afastar a mulher que a fazia caminhar para atrás, em direção ao sofá. A loira não percebeu o móvel atrás de si e caiu, quando suas pernas tocaram o sofá. Zelena rapidamente deitou por cima de seu corpo, agora beijando seu pescoço.

 

— Zel, para... — Pedia em vão.

 

" — Eu não vou conseguir ficar longe dela.

 

— É claro que vai. Você diz que a ama...

 

— E eu amo!

 

— Amor requer sacrificios, pequena Primavera".

 

Emma foi tomada por uma forte dor de cabeça e apertou os olhos. Ao contrário das outras vezes, dessa vez não viu nenhuma imagem, só ouviu as vozes. Uma das vozes, muito parecida com a de Zelena!

 

— Zel, para! — Disse um pouco mais alto, empurrando a ruiva de cima de si, tirando forças que não sabia da onde.

 

A mulher a olhava assustada, com seus olhos azuis arregalados, enquanto Emma tinha as duas mãos na cabeça.

 

— Emma, tudo bem? — A ruiva voltou a se proximar, colocando a mão no joelho de Swan, que repeliu o contato instintivamente.

 

— Zel, me desculpe. Eu não estou me sentindo bem... acho melhor eu ir. — Se levantou rapidamente e, ao contrário da última vez, conseguiu sair do apartamento da ruiva.

 

Afrodite bufou e se levantou irritada.

 

— Quem imaginaria a deusa do amor sendo rejeitada? — A voz de Poseidon surgiu na sala e Zelena se virou, o encontrando com os braços cruzados e encostado na parede, com um sorriso nos lábios.

 

— Cala a boca! Isso é um absurdo! Ninguém me rejeita. — Respondeu, ainda mais irritada.

 

— Ora, minha querida Afrodite. Por que a indignação? Afinal, essa não foi a primeira vez.

 

Ω Ω Ω

 

Swan dirigia ainda mais rápido do quê quando foi para o apartamento de Zelena. Ela própria não entendeu sua reação, mesmo tendo a certeza que não poderia dormir com a ruiva, mas também estava preocupada com as vozes.

 

— Droga! Qual é o problema comigo? Preciso procurar ajuda, urgente. — Dizia a si mesma.
Chegando em frente a sua casa, largou a moto ali mesmo e desceu rapidamente. Sentia que precisava apenas de um banho e dormir, na manhã seguinte iria atrás de um psicólogo. Abriu a porta e procurou a luz, tateando a parede, já que a casa estava completamente escura.

 

— Olá, senhorita Swan! — Emma deu um pulo com a voz rouca. Olhou pra frente tentando enxergar algo.

 

De repente, algumas velas se acenderam, clareando parcialmente a sala e a assustando mais uma vez. Em meio a pequena claridade, pode ver a mulher morena se aproximando, vestindo um sobretudo longo e preto e botas de salto alto e que iam até seus joelhos. Na boca, o batom vermelho sangue e por trás um sorriso malicioso.

 

— Re-Regina? — Gaguejou. — Como você...? Como...? — A loira estava confusa mas não conseguia completar as perguntas. Ainda mais quando a morena já estava em sua frente, perto o suficiente para inebriar Swan com seu perfume floral amadeirado... um contraste perfeito entre o doce com o amargo.

 

— Shii... — Tocou os lábios de Swan com seu indicador. A loira obdeceu, ficando em silêncio.

 

Regina pegou em sua mão e a levou até o sofá. Emma a olhava parecendo estar hipnotizada.

 

— Sente-se, senhorita Swan. — Ordenou, o quê prontamente Emma fez. A morena sorriu, se colocando de pé em frente ao sofá e a loira. — Espero que aproveite o show. — Sorriu, maliciosa.

 

— O-o quê? — Mal terminou de perguntar e seu som ligou, mas a loira não teve tempo para questionar como aquilo aconteceu, já que a morena começou a dançar sensualmente no ritmo da música.

 

Emma tinha os olhos compenetrados e a boca aberta, acompanhando todos os movimentos de Regina, ainda mais quando ela começou a abrir seu sobretudo.

 

— Está gostando, querida? — Perguntou, sem interromper o quê estava fazendo.

 

— Eu...

 

— O quê foi, Emma? Bem você não está conseguindo falar? — Provocou.

 

Regina tirou seu sobretudo e o jogou em Emma, permanecendo somente com suas botas e lingerie preta.

 

— Puta que pariu, Regina. — Os olhos de Swan se arregalaram ainda mais ao ver a mulher de cinta liga. A deusa riu. Se aproximou da loira, colocando seu pé no peito de Emma.

 

— Sabia que iria gostar. — Se aproximou da loira, colocando seu pé no peito de Emma.

 

Swan passou as mãos pela perna da morena que estava em seu peito, mas quando Regina sentiu o zíper de sua bota se abrindo, recolheu a perna.

 

— Tsc, tsc, tsc. — A deusa moveu seu indicador de um lado a outro. — Você não irá me tocar, senhorita Swan... ainda não.

 

A morena voltou a se aproximar, agora sentando no colo da loira que prendeu a respiração.

 

— O quê está fazendo? — A voz de Emma não passou de um sussurro.

 

— Não é óbvio? Estou dançando pra você. — Sorriu, mais uma vez, maliciosa.

 

Regina voltou a se movimentar, agora em cima de Swan, esfregando sua intimidade em cima da de Emma.

 

— Hum. — A loira fechou os olhos, jogando a cabeça para atrás. Sentiu suas mãos formigarem de tanta vontade de tocar na morena.

 

— O quê foi, Emma? — Regina se aproximou do seu ouvido. — Não goze ainda... — Riu. — Porque você vai gozar na minha boca. — Disse em um sussurro, com uma voz ainda mais sexy.

 

— Você é uma diaba. — Emma riu, apesar de estar ofegante.

 

— Diaba não, meu amor. Sou uma deusa.


Notas Finais


Emma rindo na cara do perigo

Parece que esqueceram da deusa do amor kkk

A vingança veio a cavalo da Regina. O quê acharam?


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