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História Haikyuu: The New Players - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Chapter Four - Problems


Ethan não se lembrava quando havia pegado no sono aquele dia. Na verdade, tudo o que se lembrava era de estar estudando com Satoru e Satoshi, sendo que havia sido deixado um pouco de lado por Satoshi quando o irmão disse não ter entendido o que ele explicara, enquanto o ruivo havia entendido. Assim, Satoshi teve de começar a explicar para o gêmeo, enquanto Ethan analisava os dois com aqueles olhos cansados, que já estavam quase se fechando pela exaustão de estar à praticamente 36 horas acordado sem descanso. E, sem perceber, o garoto acabou dormindo.

Satoshi, quando percebeu, optou por não acordá-lo; ao menos não por enquanto, já que logo ficaria tarde e o mais novo provavelmente tinha alguém em casa que se preocuparia, então teria de mandá-lo embora antes que ficasse muito tarde. Mas ele pretendia deixar Ethan dormindo mais um pouco, até notar ele se remexendo no sofá. Sua face, antes calma ao dormir, revelava algum desespero. Ele pedia, em murmúrios que Satoshi quase não entendeu, para alguém parar o que estava fazendo. O gêmeo estava sozinho na sala, pois o irmão havia ido dormir uns minutos antes. E, preocupado, até pensou em acordá-lo.

Mas escutou o barulho da campainha, e Ethan acordou sozinho. Ele parecia ter sono leve, porque acordou no susto com o barulho alto. Olhou para Satoshi, que já se levantava de onde estava para ir atender, gritando para a diarista deixar com ele. A família dos gêmeos era milionária; aquilo era visível não só pela limousine, diversos carros na garagem e motoristas particular, mas também pela mansão em que moravam. A sala de estar dava praticamente toda a casa de Ethan, cheia de mobílias caras e chamativas. Lá tinha cozinheiras - que inclusive prepararam algo para o trio comer, e Ethan adorou -, diaristas e seguranças. 

Quando Ethan viu a mansão, se surpreendeu com a placa do sobrenome da família. Fujita. Os Fujita eram donos de grande parte da cidade, desde mercados à até cassinos. O ruivo se perguntava como nunca havia perguntado o sobrenome deles antes; se bem que eles provavelmente deveriam ter falado para ele, mas ele não devia ter prestado atenção ao ponto de os ligar com os prováveis mais ricos da cidade. De qualquer forma, dinheiro nunca foi o mais importante para Ethan na hora de escolher seus companheiros de time - até porque ele não escolhia - ou amizades, então era mesmo irrelevante a riqueza deles. 

Saindo de seus devaneios, escutou o ruído quase inescutável da porta sendo aberta. E, de onde estava, tinha certa visão para a porta; mesmo que estivesse um tanto distante, o levando a ser obrigado a forçar um pouco seus olhos para ver quem era. Takumi. Ele estava lá, com a porcaria de um olho roxo. Mas não era só isso. Ethan passou os olhos por ele, e se assustou ao ver sangue em várias partes do corpo do moreno, revelando que ele possivelmente havia se enfiado em uma briga. Ele tremia. As bochechas ruborizadas faziam ele parecer febril. Satoshi engoliu em seco ao ver a cena, esperando ele dizer algo. 

— Eu não queria ficar em casa agora. Me desculpa, eu… mas eu não… eu não queria preocupar a Akemi e… — Os olhos azuis acidentados percorreu a sala de estar, e viu Ethan. Os olhos se encontraram, e Takumi encolheu os ombros. Sentiu um frio percorrer a sua espinha, e ele negou com a cabeça para Satoshi. — Eu não devia ter vindo. Desculpa. É melhor ir embora. 

Ele já estava pronto para se virar, levando Ethan morder o seu lábio inferior ao ver que era o motivo para Takumi querer ir embora naquelas condições. Mas Satoshi, com toda a paciência do mundo, tocou o ombro do amigo antes que ele se virasse. O Ishikawa estremeceu, os olhos atentos para a mão de Satoshi em seu ombro, como se estivesse esperando que ele fizesse algo. Mas tudo o que ele fez foi lhe dar um aperto carinhoso, que mais pareceu com aquilo: carinho, do que qualquer outra coisq. 

— Prometo para você que ele não vai contar nada 'pra ninguém sobre hoje. Mas eu não vou te deixar ir embora nesse estado, está bem? Eu já te disse… quando você precisar, essa é a sua segunda casa. — Sussurrou, fazendo Takumi levar seus olhos para os do amigo. Ele lhe dava um pequeno sorriso tranquilizador, que levou o moreno a assentir lentamente com a cabeça, mesmo que hesitante. Assim que ele entrou, Satoshi fechou a porta e olhou para Ethan. — Você acabou dormindo enquanto estudávamos. Ia te chamar mais tarde, mas se quiser já ir embora… 

— Ele está machucado. — Ethan murmurou, falando o óbvio. Satoshi o olhou confuso, não entendendo onde o colega queria chegar com tal coisa. Aquilo levou o ruivo a soltar um suspiro. — Você tem um kit de primeiros socorros aqui? 

— Na primeira gaveta do banheiro de visitas desse andar tem. — O morador da casa respondeu, os olhos curiosos sendo direcionados para Ethan. E o garoto, sem dizer nada, se virou; sabia onde era o cômodo por ter ido ali mais cedo, logo quando chegou na mansão dos gêmeos. Satoshi logo então lhe perguntou. — Eu entendi porque você quer eles, mas sabe mesmo usá-los? 

— Meu pai é enfermeiro, ele me ensina alguns procedimentos. Foi com eles que fiquei vivo no acidente, se quer saber. Ter estancado o sangue salvou a minha vida. — Revelou dando de ombros, como se não fosse nada demais. Logo então se afastou, deixando Satoshi com a sobrancelha arqueada; achava que ele havia ficado inconsciente logo depois que ocorreu a batida, e só assim entrado em coma. 

Mas negou com a cabeça; aquilo não era sua prioridade. Tornou a se virar para Takumi e apontou, com a cabeça, para o sofá da sala. Foram até lá, onde o castanho se sentou, os olhos mais distantes e distraídos do que nunca. Satoshi se ajoelhou na frente do amigo, levando sua mão até a testa dele. Takumi se encolheu de novo e afastou seu rosto do toque, mas havia sido o suficiente para que Satoshi notasse a pele fervendo do amigo. Será que ele havia tomado chuva na noite passada? Mas a casa dele era perto, então só faria sentido se ele não tivesse voltado para casa após a lanchonete. 

— Vai me contar o que aconteceu? — Perguntou suavemente, ainda ajoelhado na frente dele enquanto o analisava. Tinha hematomas no olho e ombro. A calça estava rasgada, o que indicava mais um hematoma. Tinha sangue na camiseta, e cortes feitos por algo pontudo. Vidro, talvez. Os braços, à mostra, mostrava várias cicatrizes, mais hematomas e outros cortes. Takumi pareceu ter ficado nervoso com a pergunta, fechando suas mãos e as machucando com suas próprias unhas. Ele devia cortá-las. 

— Eu ia para a casa da Akemi… meu pai não estava, então não teria problema. Mas quando estava saindo, ele chegou. Arrumou um escândalo do lado de fora e me colocou para dentro. Você sabe o que vem depois, não é? — Perguntou baixinho. Os ombros estavam encolhidos, a postura caída e os olhos opacos. Satoshi agradeceu mentalmente em saber que Satoru estava dormindo e não viu a situação, já que aguentar ele sendo histérico pela raiva de novo não seria bom para Takumi. 

É… aquela não era a primeira vez que ele aparecia daquele jeito naquele estado. E também não seria a última. Satoru foi quem descobrira, após perguntar sobre os hematomas presentes no corpo do amigo. Takumi dizia que havia caído da escada, ou então que havia arrumado briga. Ninguém acreditava nele. E Satoru era irritante; ele perguntava e perguntava, até o ponto da pessoa se irritar e falar por impulsividade. Foi isso o que aconteceu com Takumi, e Satoshi estava perto quando o escutou falar sobre o pai abusivo. Desde então, ofereceram a sua mansão como ponto de fuga para o garoto, mesmo que ele já tivesse a casa de Akemi; Akemi era uma amiga de infância dele, e sabia há muito tempo. 

Ninguém denunciava. Talvez porque Takumi implorasse por respeito ao seu pedido, dizendo que não queria que se envolvessem naquilo. Talvez por medo pela família de Takumi ter influência - não por causa do pai dele, isso com certeza. O cara mal tinha grana para comprar a própria cerveja, e ficava o dia inteiro coçando o rabo no sofá. Outros integrantes da família é que tinham grana e eram importantes na cidade - não tanto quanto os Fujita, mas eram -, e podiam muito bem tirar o pai de Takumi daquela furada; e, se algo do tipo acontecesse, então o garoto estaria mesmo ferrado. Havia possibilidade de ser morto. 

Satoshi só não respondeu o amigo porque Ethan havia voltado a aparecer. Provavelmente escutou a conversa; mas, se escutou, não demonstrara. Tudo o que ele fez foi pedir licença para Satoshi, que se levantou e se sentou ao lado de Takumi, enquanto Ethan tomava ao seu lugar e ficava ajoelhado na frente dele. O ruivo se inclinou para analisar um ferimento no braço do colega, mas ele, assustado, se afastou bruscamente. Satoshi estava pronto para dizer alguma coisa quando Kurihara o fez.

— Takumi-senpai, eu vou precisar que você me deixe te tocar para fazer os curativos. Prometo que não vou machucar você e serei o mais cuidadoso possível, mas preciso que você não se mexa. — Pediu pacientemente, aguardando ele concordar, já que parecia hesitante. Sentiu um toque gelado em sua mão, e percebeu que Satoshi havia a apertado suavemente para lhe passar alguma confiança, e então Takumi concordou lentamente com a cabeça. 

Ethan lhe deu um pequeno sorriso, e começou os procedimentos. Primeiro, colocou álcool em um algodão. Se inclinou suavemente até onde sangrava, e levou o algodão até os ferimentos abertos para limpá-los. Takumi já havia juntado suas duas mãos de novo, ferindo elas nervosamente e batendo os pés no chão, quase fazendo os lábios sangrar pela forma que os mordia. Estava doendo. É claro que estava doendo. Satoshi, que agora havia se levantado e se afastado alguns metros do sofá, o olhou preocupado, enquanto Ethan erguia um pouco seu olhar.

— De 1 a 10, o quanto dói? — Ethan perguntou de forma distraída, voltando a olhar para os ferimentos de Takumi, além de os limpar com cuidado para não fazê-lo ficar nervoso demais por causa da dor. 

— 11. Que tipo de pergunta estúpida é essa? — Perguntou, levando Ethan a perceber o que queria saber. A voz dele estava agitada e rápida, o que provava o nervosismo dele por não saber quando sentiria a dor que Ethan estava o proporcionando de novo. O ruivo por um instante se preocupou; não queria que Takumi acabasse pior por causa daquilo. 

— Uma enfermeira me fez depois que eu acordei do coma. Achei que seria uma boa forma de distração. — Afirmou simplesmente, dando de ombros. Não estava mentindo; ao menos, em partes, não estava. A enfermeira realmente havia lhe feito a pergunta, mas ela não seria a forma de distração. A distração aconteceria na conversa que se iniciaria com a seguinte pergunta. 

— E o que você respondeu? — Takumi quis saber. Ethan já esperava por aquilo, então deu de ombros. 

— De 1 ao 10, eu disse que meu nível de dor estava no 9. — Respondeu, o que também não era mentira. Satoshi, que observava o que Ethan estava fazendo à distância, arqueou a sobrancelha surpreso ao ver que estava funcionando. Takumi, conversando com ele, parecia ter se distraído e ficado mais calmo, sem prestar atenção na dor; isso enquanto Ethan continuava fazendo exatamente o que fazia antes. 

— Por que 9? Não estava doendo muito? — Novamente perguntou curioso. Takumi não era do tipo que fazia muitas perguntas, mas se distrair estava o fazendo bem, então não queria que o assunto morresse. E, novamente, Ethan já estava esperando por aquilo. 

— Foi a pior dor que eu senti. Tinha passado longos meses em coma, então estava recuperado até certo ponto. Mas ainda assim, eu continuava péssimo. Meu corpo doía em cada canto, e eu não queria nem falar por receio de tudo começar a doer mais ainda. — Respondeu sinceramente, fazendo uma careta só de lembrar. E Takumi arqueou a sobrancelha, sem entender absolutamente nada. Logo Ethan continuou, daquela vez sem esperá-lo perguntar. — Eu disse 9, porque sabia que depois doeria mais. Eu estava guardando o meu 10. 

— Guardando para o que exatamente? — E Takumi tornou a questioná-lo, daquela vez vendo Ethan dar um sorriso afetado. Mas ele quem havia começado aquele assunto, e não poderia parar agora. Não seria justo. 

— Para a notícia que eu sabia que receberia: o nome dos mortos no acidente em que eu sobrevivi. — Revelou baixinho, fazendo Takumi arregalar os olhos. Não esperava aquela confissão por parte de Ethan; não dele, que sempre perambulou pelos corredores da escola como quem estivesse bem. Que sempre se escondeu por trás de uma máscara e não contava para ninguém nada sobre si mesmo. Satoshi também ficou surpreso, mas achou linda aquela atitude; a atitude de se abrir para fazer Takumi se abrir também. 

— Eu sei como é… perdi alguém há um tempo atrás. Minha mãe era esquizofrênica, cometeu suicídio. — E então Satoshi ficou mais surpreso ainda. A estratégia de Ethan havia funcionado completamente, sendo que Takumi havia acabado de revelar algo sobre si que poucos sabiam. Talvez porque ainda doesse nele; talvez porque não tivesse motivos para contar. — Nenhuma dor física realmente se compara à sentir a perda, na pele, de alguém que você ama... mas eu continuo dando 11.

— Então tá, de 1 a 10, você dá 11. — Ethan respondeu de forma descontraída, revirando os olhos. Takumi deu um pequeno e quase imperceptível sorriso, e que logo desapareceu de sua face. Bem, era um progresso. — Sinto muito por ela. Hoje mais cedo, você me disse que tinha muitas opções de emprego para consertar o mundo. Agora que estou entendendo melhor, chuto que quer cursar algo da área de psicologia, não?

— Biopsicologia. — Revelou baixinho, levando Ethan a tombar a sua cabeça e olhá-lo curioso, mas logo voltando sua atenção aos ferimentos, visto que estava quase terminando a parte mais difícil. 

— Então quer aprender sobre novas doenças psicológicas ou achar meios de tratamento, é… é uma boa ideia. Tenho certeza de que você vai conseguir. — Afirmou com um pequeno sorriso, sendo que Takumi desviou seu olhar, o rosto encarando qualquer ponto até Ethan tornar a falar. — Minha mãe era psicológica, se quer saber. Acho que a área combina com você. 

— Foi com ela que aprendeu esses truques de distrair os pacientes? — Takumi perguntou com a sobrancelha arqueada, apontando para seus ferimentos. Ethan já havia terminado de limpá-los e nenhum sangrava mais, sendo que só faltava colocar as bandagens. Tudo aquilo enquanto desconversava com seu veterano, o fazendo passar por aquilo sem prestar muita atenção na dor. 

— Provavelmente foi. — Afirmou com um sorriso inocente, levando Takumi à revirar os olhos. Então Ethan só pegou as bandagens e foi as colocando em cada ferimento aberto, optando por colocar somente bandeides nos ferimentos pequenos. Nos hematomas, só passou uma pomada. Segurou as mãos dele, que estavam todas arranhadas pelo seu tique, e as enfaixou. Então se inclinou um pouco mais para sentir a temperatura do mais velho, tocando a testa dele assim como Satoshi havia feito anteriormente. E ele, desconfortável com aquilo, novamente se afastou. Ethan não ligou muito, remexendo no kit médico à procura de um remédio. Encontrou um que costumava usar quando ficava com febre e era bom, então o pegou e o entregou para Takumi. — É para a febre. Vai te deixar sonolento, então se vai ficar aqui, recomendo tomar quando ir para o quarto. 

— Tudo bem, vamos ao quarto de hóspedes, Kumi-chan. — Satoshi chamou, sendo que Takumi assentiu e agradeceu Ethan baixinho, que somente sorriu em resposta. O acastanhado sinalizou para Ethan o esperar ali, indo com o de olhos azuis acidentados até um dos vários quartos de hóspedes; um que ficava ali no primeiro andar, para que o Ishikawa não tivesse de subir as escadas e sentir dor por isso. 

Ethan então guardou as coisas que havia usado para os curativos de Takumi e olhou o horário no relógio. Estava tarde, o que fez estalar a língua. Estava mesmo sentindo um incômodo no corpo; incômodo causado por não ter tomado seus remédios na hora certa. Ignorou aquilo e foi até o banheiro que havia ido anteriormente, guardando o kit ali e jogando fora o que precisava jogar. Pegou papel higiênico para limpar algumas gotas de sangue de Takumi que havia sujado o chão, mas não havia ficado muito sujo. Os jogou no lixo assim que finalizado e fechou a porta do banheiro, se sentando no sofá da sala e pegando o celular. Havia algumas chamadas perdidas do pai, como já era de se esperar. 

Me perdoe pelo atraso em voltar para casa. Estarei chegando daqui a pouco, assim que me despedir de Satoshi. Tivemos um problema, e fiquei para ajudar um colega. Não posso te dizer muito, então confie em mim até eu te explicar o que aconteceu com a entrevista de emprego e o clube. Prometo não fazer de novo, e tomar meus remédios assim que chegar em casa, então durma tranquilo. — Ethan enviou, não percebendo que quem batia seus pés ansiosamente no chão agora era ele. Sabia que o pai estava acordado até agora preocupado consigo, mas ele confiava bastante no filho postiço, então dormiria em paz após sua mensagem dando sinal de vida.

— Ethan, você está um pouco pálido. Tudo bem? — A aparição repentina de Satoshi o assustou, o fazendo largar o celular em seu colo de uma vez e olhar para o mais velho. Ethan então soltou um suspiro e negou com a cabeça, pegando as suas coisas e enfiando na mochila, logo a colocando nas costas. 

— Preciso ir embora. Perdi o horário dos meus remédios, eu tomo desde o acidente para controlar alguns sintomas que ficaram por causa do acidente. — Ethan respondeu ansiosamente, fazendo Satoshi se aproximar um pouco mais dele e colocando a mão em sua testa daquela vez. Havia sido uma preocupação desnecessária, porque Ethan realmente não tinha febre. 

— Tudo bem, irei chamar o motorista para te levar. — Satoshi disse enfim, em um suspiro. Ethan estava pronto para abrir a boca e protestar sobre aquilo, mas Satoshi logo tornou a falar, já tendo aprendido sobre a teimosia do ruivo. — Ethan, você ajudou demais hoje. Me deixe fazer algo por você, tudo bem? Se eu tivesse sozinho com ele, com certeza não saberia o que fazer. Então obrigado, de verdade. Consegui notar que ele ficou mais calmo depois da conversa com você, e aprendi algumas coisas com a forma que você agiu. Takumi é meu melhor amigo, mas tem vezes que lidar com ele é complicado. 

— Pode me chamar quando quiser. Como você descobriu hoje… tenho um pai enfermeiro e minha mãe era psicológica, então sei de alguns truques. — Afirmou, fechando os olhos e mordendo o seu lábio ao sentir uma pontada de dor. Logo depois, Satoshi se preocupou e pegou seu celular, para enviar uma mensagem para o motorista. Ethan o impediu, tocando no pulso dele antes que ele pudesse enviar a mensagem. — Mas eu não ando de carro, Satoshi. — Disse, levando o rapaz a arregalar um pouco os olhos ao imaginar que ele havia pegado trauma após o acidente. Ethan, no entanto, não o deixou fazer perguntas. — De qualquer forma, desculpa dormir enquanto estudávamos, tinha passado a última noite em claro. E diga ao Takumi-senpai que prometi ficar quieto, e desejo melhoras. 

— Tudo bem, direi para ele. Até amanhã, Ethan. — Disse com um sorriso, sendo que o ruivo assentiu com a cabeça e sorriu forçadamente de volta, sentindo os batimentos dispararem após ver aquelas covinhas. Por que diabos…?

Ignorou aquilo, e saiu da mansão. Satoshi foi com ele até a porta, e o acenou com a mão assim que Ethan pegou a bicicleta que havia usado para ir ao colégio e para a casa dos gêmeos. O ruivo devolveu o aceno, desviando seu olhar logo depois. Começou a pedalar, e Ethan foi ficando cada vez mais distante da zona de visão de Satoshi; este o qual só fechou a porta quando o perdeu de vista, levando um colchão para o quarto onde Takumi estava dormindo, em prol de dormir lá e poder ajudá-lo caso acontecesse algo no meio da noite. 

E Ethan… Ethan tomou seus remédios assim que chegou em casa, indo direto para o quarto e se jogando na cama. Conseguiu dormir somente depois que a dor aliviou graças aos remédios. 

Mas, ao menos, naquela noite havia conseguido dormir. De alguma forma, conseguiu. 




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