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História Haikyuu's day care center - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, cá estou eu com o capitulo novo!
DESCULPA EU SEI QUE JÁ TA MEIO TARDE! É que eu me perdi um pouco com o tempo, já que ontem eu fui dormir era quase 6 porque estava escrevendo os próximos capítulos, então A CULPA NÃO É MINHA!
Sem mais enrolação, fiquem com o capítulo

BOA LEITURA

Capítulo 3 - "vai ser nosso pai?" -


 

~~Daichi’s POV ON~~ 

Ontem à noite recebi a ligação de um tal amigo do Bokuto que se chamava “Sugawara” alguma coisa. Ele perguntou se eu estava precisando de um serviço e eu realmente estou. Fazia faculdade de Ed. Física, mas eu tranquei ela para poder me ajeitar, estou no terceiro semestre, e se você acha que a vida de universitários é igual ao American Pie, você está enganado, porque 98% dos lucros do mês são gastos só em xerox. 

Trabalhar em um orfanato não é o sonho de nenhum universitário que quer ser treinador de voleibol, mas acho que dá para pagar o meu almoço, pagar uns xerox (xeroxs? Sei lá... qual o plural de xerox?) e ainda conseguir comprar um chocolate no final do mês. 

Como combinado, depois do almoço passei lá. Bati na porta da casa e sou atendido por uma morena muito bonita, que se apresenta como Shimizu Kiyoko. Ela diz que já estava ciente de que eu apareceria e disse que ia me apresentar ao “Suga-san”, como ela mesmo disse. 

Por incrível que pareça, não fui levado a sala, onde as crianças iam estar brincando (ok, tinham crianças ali na sala vendo filme, dois garotos de aproximadamente 9 ou 10 anos, mas tenho certeza que Sugawara não tinha 10 anos), ou para o quarto onde ele iria estar brincando de forte com os travesseiros, não, fui levado ao jardim. 

Havia quatro crianças usando calção de banho, um ruivo, um moreno, um loiro e um moreno esverdeado, e um adulto que usava um calção branco com linhas azuis escuras e um casaco azul bebê meio aberto... e apenas isso. Sinto minha respiração levemente alterada, é o mesmo cara que eu vi aquele dia quando eu estava com o Asahi... será que ele vai me reconhecer? Que Kami queira que não, imagina a vergonha. 

O mais velho usava a mangueira para molhar os menores que tentavam a todo custo fugir dos jatos, provavelmente, gelados. O moreninho esverdeado ria e, provavelmente, se sentia um rei sobre os ombros do grisalho que de vez em quando molhava o pequeno por inteiro. As risadas, tanto dos pequenos quanto do mais velho me fizeram sorrir involuntariamente. 

- Suga-san? - A morena fala, chamando a atenção do grisalho. NOJENTA! NÃO ERA PARA CHAMAR! ERA UMA CENA TÃO ADORÁVEL! 

- Sim? - Ele pergunta enquanto se virava. – Oh... - Ele parece constrangido e solta a mangueira, fazendo a água parar. 

~~Daichi’s POV OFF~~ 

~~Suga’s POV ON~~ 

Me viro e vejo um moreno muito... bonito ao lado de Shimizu e sinto todo o meu rosto esquentar. Não acredito que ele me viu assim! Deixo a mangueira no chão e tiro o pequeno Yama dos meus ombros, sentindo os mesmos agradecerem a falta de peso extra. 

- O-oi... desculpa você me encontrar desse jeito eu... não tinha certeza da hora que você chegaria e eles estavam pedindo para brincar com a mangueira eu... não consegui dizer “não”... - Abaixo levemente o rosto por vergonha. - Sou Sugawara Koushi, muito prazer. – Vou estender a mão para ele, mas abaixo ela por constatar que estou todo molhado. 

- Sem problemas. Achei adorável o jeito que brinca com eles. Sou Sawamura Daichi. – Ele diz e faz uma reverência, me olhando de ainda abaixado, fazendo-o ficar ainda mais bonito. Sinto meu corpo todo arrepiar, me fazendo ter um calafrio repentino. - Você está tremendo! Vá tomar um banho com os pequenos, quando vocês não tiverem chance de pegar um resfriado nós conversamos com calma. – Ele diz olhando preocupado para mim e para os pequenos que brincavam com a mangueira que eu soltei. 

Concordo com ele e Shimizu chega trazendo cinco toalhas, enrolo os menores, secando o excesso de água e depois me seco, andando com eles até o banheiro. 

Enquanto tomávamos nosso rápido banho os meninos me metralhavam de perguntas, que eu não irei responder. 

Saímos e colocamos roupas simples, indo em direção a sala e encontrando Kenma e Kuroo deitados no sofá assistindo “De Volta Para o Futuro 2”, o melhor da saga, particularmente. Deixo os quatro assistindo ao filme com os mais velhos e vou para a cozinha, encontrando Shimizu e Daichi conversando sobre as crianças e sobre como cada uma era, mais ou menos. 

- Ah, você chegou. Bom, lamento deixar vocês sozinhos na missão de “adaptação”, mas tenho que ir para o hospital. Consegue cuidar de tudo, Suga-san? - Ela pergunta doce como sempre. 

- Pode ir tranquila. Mande um abraço para a sua mãe por mim. – Digo e a morena sai dizendo que iria sim e gritando um alto “Até mais, meninos”. - Bom... está pronto para conhecer os meninos? - Digo ainda me sentindo envergonhado da cena que ele presenciou. 

- Será que vão gostar de mim? - Ele parece inseguro. 

- Tenho certeza que sim. Você não tem cara de mal. – Digo dando um sorriso com um puta duplo sentido. 

- Posso ser mal quando eu quero. – Ele fala também sorrindo. 

- Certo então... - Digo dando as costas e indo para a sala, não acredito que ele devolveu meu flerte nesse nível... - Vamos conhecer as pestinhas então. Já vou avisando que o Hinata quebrou duas cortinas em uma semana. – Jogo a bomba e saio da sala, ouvindo um “Como é?” meio apavorado atrás de mim. 

Chego na sala e vejo os meninos fazendo briga de almofadas em cima do sofá. Meu Deus se um deles cai daí vai ser uma choradeira. 

- Posso saber o que está acontecendo aqui? - Digo “irritado”, achando graça da cara de desespero que eles fizeram. 

- Nada, Sugamama. – Eles dizem em uníssono. 

- Mama? - Daichi diz baixo, apenas para que eu ouça. 

- É complicado. Um dia eu explico. – Falo tentando contornar a situação. - Mas eles, basicamente me veem como uma “mãe.” - Digo envergonhado sem olhar nos olhos do mais alto. – Bom, meninos. Esse aqui é o Sawamura Daichi. Ele é... - Minha fala é cortada pelo ruivinho: 

- Ele é seu namorado? - Ele fala inocente e fofo. 

- N-não! Ele vai me ajudar a cuidar de vocês. Não somos namorados. – Digo me sentindo muito mais quente do que antes. 

- Então ele vai ser nosso pai? - Kageyama fala. 

- Não... bom... é isso, mas... não é... - Daichi corta minha fala enrolada. 

- Se vocês quiserem me chamar assim, não vou reclamar. - Ele diz com um tom seguro na voz. 

- Bom... esses daqui são os mais velhos, Kozume Kenma e Kuroo Tetsuro, mais tarde falo sobre a rotina deles com você. - Digo me sentando entre os dois mais velhos, trazendo ambos para um abraço. - Esses quatro pilantrinhas são o Kageyama Tobio, Hinata Shouyo, Tsukishima Kei e Yamaguchi Tadashi. - Falo apontando para cada um dos pequenos. 

- É um prazer conhecer vocês. Tenho certeza de que vai ser divertido. Sabiam que eu vou ser professor de Ed, física? Vou ensinar vocês a jogarem esportes. – Pronto. Ganhou o coração dos meninos. 

Assim que ele termina de falar, todos os meninos se levantam, inclusive os mais velhos (traidorezinhos de uma figa), e vão para cima do moreno mais velho, fazendo vários tipos de perguntas. 

- Calma meninos! Primeiro me digam, qual o esporte favorito de vocês? - Ele pergunta e é respondido por seis crianças gritando “vôlei” super empolgadas. Ganhou os meninos com menos de 5 minutos de conversa. Isso é covardia. – Olha só! Sabiam que o meu esporte favorito também é vôlei? - Ele fala empolgado. – E o seu? - Ele diz olhando pra mim. 

- O meu? - Pergunto surpresa, não estava esperando que eu fosse fazer parte do dia deles ainda. Sou respondido por um sorriso e um acenar de cabeça. - Vôlei. Eu era levantador, quando eu jogava. – Sinto toda a nostalgia sobre mim. 

- Você jogava vôlei? - Kei pergunta se aproximando de mim. 

- Jogava, querido. Você gosta de jogar também né? - Digo acariciando seu cabelo. 

- Sim. Sempre que eu vejo os jogos fico imaginando como é. Deve ser muito legal pular e parar a bola quando os moços vão bater. – Ele fala estendendo ambos os braços. 

- Ah! Quer dizer o bloqueio! Você gosta de bloquear? - Digo empolgado, normalmente os jogadores gostam de atacar. 

- Sim. – Ele fala baixo. 

Enquanto nós tínhamos essa pequena conversa, os outros meninos puxavam Daichi para o jardim da frente, já que o de trás estava todo molhado, com as duas bolas de vôlei na mão. 

Eu pego Tsukishima no colo e levo o mesmo até o jardim, e vejo Yamaguchi esperando o loiro. Coloco o mesmo no chão e ele vai brincar com o amigo. 

Daichi ensinava com muita paciência as técnicas básicas do vôlei para os meninos. Claro que eles não iriam aprender assim de uma hora para outra, mas se começarem agora, no futuro, se quiserem, podem seguir carreira. Me deixem sonhar longe, sou uma mãe sonhadora. 

Passamos o resto de tarde brincando no jardim, até que dá o horário de fazer o jantar, e é o que eu faço.  

Preparo o clássico rámen, não estou com energia para fazer nada mais elaborado, mas se vocês pensam que é fácil fazer rámen, vocês estão enganados. Vou até a janela que ficava de frente para o jardim e chamo os meninos. Pouco tempo depois, Daichi entra com Hinata nas suas costas, em um cavalinho, e Yamaguchi no seu colo, enquanto carregava as duas bolas. Os mais velhos, Tobio e Kei ficam atrás bem plenos. 

- Vocês nem ajudaram o Sawamura, não é? Meninos, já disse pra não deixar os outros fazerem tudo. - Pego uma das bolas e tiro Hinata das costas do mais velho. 

- Não brigue com eles, eu quem disse que levava tudo. – Ele olha de canto de olho para os mais velhos e dá uma piscadinha. 

- Aham. Você finge que me engana e eu finjo que acredito. Todos indo lavar as mãos. Rápido! E depois do jantar quero todo mundo no banho. - Digo indo para a mesa e me servindo. Não vou esperar esse bando de marmanjos para jantar não. 

Todos eles jantam e Daichi se oferece para lavar a louça enquanto vou tomar banho com os meninos. Não vou recusar né? Termino o banho e volto para sala, deixando as crianças brincarem um pouco no banheiro. Ando até a sala e vejo ele quase "jogado” no sofá, com a cabeça apoiada no encosto do mesmo, com um leve sorriso contornando seus lábios. 

- Ei! - Digo chamando a atenção dele. Me sento ao seu lado. – Obrigado por vir, Sawamura-kun. Os meninos adoraram você. Espero que continue com a gente. – Digo gentil. 

- Não precisa de toda essa formalidade. Me chame só de Daichi. E sim, vou vir sim. Volto amanhã de manhã com as coisas para passar a noite aqui. Não sei como vai funcionar, se eu vou para casa e volto no outro dia, ou se vou para casa e volto para cá. Ainda não pensei nisso direito. - Ele fala se sentando direito. 

- Não precisa ter pressa, podemos ver como as coisas vão desenrolar. Fico feliz que tenha decidido ficar. - Falo sorrindo. 

- Eu quem agradeço. Adorei passar a tarde com os meninos. - Ele fala olhando para o chão e sorrindo, como se lembrasse de algo bom, mas logo desviando o olhar para mim. 

Ficamos em um silêncio confortável na sala, apenas um olhando para o outro.  

- Bom, eu... tenho que ir. Amanhã de manhã cedo eu volto. – Ele fala e se levanta. 

- Certo. Vou tirar os meninos do banho. - Levo ele até a porta. - Até amanhã, Daichi-san. 

- Até amanhã, Suga... - E ele dá as costas, indo para casa. 

      ~~ 2 meses se passaram ~~ 

Depois de, milagrosamente, eu e o Daichi fazer todos os meninos se deitarem e dormirem, vou para minha enorme cama e me deito todo esticado, sentindo o alívio dos músculos relaxando, como se estivesse lentamente derretendo. Me ajeito e, assim que coloco minha cabeça no macio travesseiro, sinto minhas pálpebras pesarem, sem me dar chance alguma de lutar contra as mesmas. 

Não sei quanto tempo dormi, ou cochilei, mas sei que acordo com uma luz clara nos meus olhos, fazendo com que eu saia do meu sono de bebê. Olho para a porta e vejo um loiro segurando fortemente em um abraço, um pequeno dinossauro de crochê. 

[Link 1] 

- Kei! - Me sento rapidamente na cama. – O que aconteceu? - O loiro se aproxima correndo em minha direção e vejo que seus olhos cor de âmbar estão inundadas de lágrimas e sinto que posso chorar junto do menor... que instinto paterno/materno estranho, esse. – Por que você está chorando? Fez xixi na cama? - Digo tocando as pernas do menor para ver se tinha algum vestígio do líquido e nada. Pego ele no colo, sento-me na cama e o abraço, sentindo o mesmo me apertar no abraço junto ao dinossaurinho. 

O menor resmunga alguma coisa incompreensível graças ao choro que se intensificava. Aperto mais o pequeno corpo no meu colo, sentindo o menor se acalmar. Solto ele, deixando o mesmo sentado no meu colo. Pego a garrafa de água que havia no criado mudo e a abro, dando para que o loiro tomasse. Depois de tomar água e de eu o ajudar a normalizar a respiração, eu pergunto novamente: 

- O que houve Kei? - Faço carinho no cabelo do loiro, que deita sua cabeça no meu ombro. 

- Eu tive um pesadelo. – Ele fala baixinho, escondendo o rosto. 

- Por que está se escondendo? Eu estou aqui agora. – Digo e vejo o loiro ainda com o rosto escondido. - Está com vergonha? - Digo confuso, vendo o loiro afirmar com a cabeça. - Por quê? - Afasto a cabeça do mesmo e o encaro. 

- Porque homens não tem pesadelos... - Ele fala envergonhado. 

- Claro que homens tem pesadelos! Eu tenho vários pesadelos, sabe? - Digo naturalmente, vendo o mesmo olhar nos meus olhos, como se me dissessem “É verdade?!” - Pois é. Quando você vira homem, não quer dizer que não tem pesadelos, ou que não pode ter medo nem chorar. Ser homem é passar por tudo isso e depois falar, “Sim eu tive”, ou “Sim eu fiz.” - Termino de falar e vejo Kei afirmar com a cabeça e soltar um bocejo, fazendo eu bocejar também. 

- Posso dormir aqui? - Ele fala ainda sem graça. - Eu... estou com medo. – Ele me diz levantando levemente o rosto. Meu homenzinho. 

- Claro que sim. - Me levanto e deito ele na cama, me deitando em seguida. Coloco o loiro deitado no meu peito e cubro a nós dois com o grande cobertor que havia ali. - Você quer me contar qual foi o seu pesadelo? - Digo acariciando as costas do menor. 

- Eu... sonhei que eu estava sozinho... na minha outra casa. - Ele fala devagar. Provavelmente deve estar falando de antes de vir para cá. – Eu estava escondido com o meu irmão maior, embaixo da cama. Porque a Amaya e o Daiki estavam brigando de novo... - Ele fala, mas o interrompo: 

- Quem são esses? Seus pais? - Ele afirma com a cabeça. - Por que não chama de pais? - Digo confuso. 

- Eles não deixavam... - Ele fica em silêncio, mas digo para ele continuar. – A gente estava escondido, daí teve um barulhão e tudo ficou escuro. - Ele fica por um tempo em silêncio. - Daí eu andei no escuro até ver uma porta branca. Quando eu bati na porta o Yamaguchi abriu, mas ele nem sabia quem eu era, ele só virou de costas para mim e entrou, daí eu o segui. Mas daí ele sumiu e eu fiquei sozinho na casa, de novo. Eu não quero mais ficar sozinho. – Ele aperta minha camiseta na sua pequena mãozinha, começando a chorar baixinho. 

- Ei, você não está mais sozinho, está bem? A mãe está aqui com você agora. Eu prometo que você nunca mais vai ficar sozinho. – Ele me encara e dá um sorriso fraco, parando de chorar e se aconchegando ainda mais em meu peito, dormindo logo depois. 

Fico velando o sono do mais novo por um tempo, até que sinto minhas pálpebras fecharem novamente e o sono ganhar de mim de novo. 


Notas Finais


[1] - https://i.pinimg.com/564x/6f/c5/12/6fc512343e11c7b5bdef1ad11a062ab6.jpg

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Gente, eu tenho uma pequena mania de, quase tudo que eu descrevo, eu coloco uma imagem, porque eu me situo melhor no ambiente e etc, mas eu não sei se vocês pensam o mesmo, então eu vou continuar cocando até alguém falar "por favor para PELO AMOR DE DEUS!"
Whatever, esse foi o cap de hoje, espero que tenham gostado. Aquela quebra no tempo pode ter ficado meio estranha, mas eu precisava que o Daichi já tivesse se adaptado, então eu achei que ali seria a melhor oportunidade.
Até amanha pimpolhos!

~~Kissus da tia Kat~~


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