História Haine - Capítulo 1


Escrita por: e EvillScone

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun)
Visualizações 47
Palavras 6.080
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite!
Certo, ok, vamos lá.

Oi, eu sou a Evill. Fundei essa maravilha e nem mesmo acredito nisso. Nossa! Olha eu aqui postando a fic de debut. Nossa primeira HunHan.

Espero do fundo do meu coração que vocês gostem e que amem mais ainda o projeto. Fico muito agradecida pelo apoio e pela ajuda que tenho recebido do pessoal do projeto. Fico muito feliz com o desempenho de cada um de vocês.

Obrigada a @Lu_Fe por sempre me satisfazer com o resultado das capas, ficou linda.
Obrigada também a @Lognau pela betagem e sua paciência comigo. Beijinho.

Esse plot me foi doado pela @Shiinalnaba, uma velha companheira nos projetos da vida. Espero que goste.

Certo, acho que agora vocês já podem ler.

Divirtam-se.

Amo vocês duízes.

Capítulo 1 - Pela janela e pelos discos quebrados.



Não é exatamente sobre a força de seus pés no chão, ou o jeito que suas mãos pareciam tocar contra as de todos que o comprimentavam ao longo do corredor. Creio que é mais sobre o modo que seus olhos exalam a verdade não condizente com suas palavras. A autoconfiança acobertando seu coração asco e sua maldade crônica. Nem mesmo a luxuosidade e intensidade das cores em suas roupas pareciam acabar com a realidade que apenas uma pessoa no arredor conhecia. 

Sehun enxergou. 

Pôde ver além dos sorrisos gentis e olhares caridosos. Seu rosto se contorcia em pura aversão quando o via deslizando pelos corredores como se fosse anjo, pois dono de muitos suspiros ele já era, ou havia sido. Nesse campus existem apenas três tipos de moças: aquelas que não nutriam nada por Luhan — essas sendo apenas 3% em toda a faculdade —, as que desejavam ser dele, e claro, as que Sehun tão bem conhecia: moças que tiveram seu coração partido, triturado pelo homem de traços femininos e sorrisos adoráveis. 

Mesmo entre as escuras, existem muitos outros pontos de vistas. E Luhan tinha o seu. Ele via Sehun; claramente não tinha forma alguma de não vê-lo. Mesmo ele sendo o primeiro que o moreno via todas as manhãs ao abrir a janela de seu quarto, ele nunca, de fato, enxergou Oh Sehun, seu vizinho.

Seus olhos castanhos de lentes igualmente castanhas sempre percebiam os olhares de nojo. Luhan poderia muito bem ser o cara popular da faculdade que atormenta o vizinho nerd, assim como nos filmes que sua irmã o arrastava para verem juntos, mas nunca se importou com o maior ali. Nunca de fato ligou para o modo como um cara grande de ombros largos e roupas totalmente pretas andava escondendo-se pelos cantos e propagando mentalmente uma guerra contra si. Porque não dava para não ver o nojo de Sehun por si. Porém, não tinha com o que se preocupar. Ambos eram adultos, independentes, cheios de objetivos e muitos professores focados em enchê-los de trabalhos e provas. 

Como ambos, pessoas com uma vida corrida e carreira promissora, poderiam se dar ao luxo de cair no clichê de ódio colegial? Não que precise de uma resposta. 

Mas talvez tenha. 

E essa resposta é uma noite. 

Uma noite normal, fria e amena. 

A noite de nove de novembro. 

A noite em que tudo estourou além das duas janelas. 




─⊹⊱✫⊰⊹─

09/11. 

18:00 horas. 


O corpo grande jogado na cama pequena e desproporcional para si lia um livro aleatório que fora indicado por algum professor aleatório. Apesar do clima gelado, Sehun não se sente incomodado, deixando o dorso nu e a janela entreaberta. Tinha a leve sensação de que a playlist que tinha posto para rodar na tv havia terminado e, agora, todas as músicas ficavam por se repetir. Não poderia estar importando-se menos. As palavras cheias de ética e responsabilidade em seus significados rondavam em sua mente, e para fixá-las melhor, as repetia lentamente. Quem sabe precisasse mais tarde, diante de um tribunal. Era para isso que tanto vinha lendo e esforçando-se piamente: para que um dia pudesse defender alguém com todas as suas garras.

E teria prosseguido com o livro se não fosse pelas batidas incessáveis em sua porta. Lógico que iria estranhar. Sehun não recebe visitas há… Bem, ele nunca recebeu uma. Detestava receber visitas. Sim, como um bom velho que é, e mostra de fato ser. Os suéteres pretos, em quebra de vezes, cinza ou verde musgo, não ajudavam nada sua face jovial, muito menos os óculos redondos e grandes demais para seus olhos. Sehun tinha porte de um verdadeiro idoso ranzinza dos anos 50, principalmente quando seu cigarro de menta estava deitado por entre os lábios bonitos.

Não importando-se com os cabelos negros desgrenhados, apenas juntou sua camiseta do Simple Minds, vestindo-a, e junto dela seu celular, que foi colocado em seu bolso. Sehun tinha isso como uma mania só sua, levava seu celular para tudo que é canto, não por usá-lo muito, mas porque, para ele, poderia salvá-lo algum dia. Era estranho, sim, sempre foi, mas talvez fosse apenas mais uma de suas paranóias em grande efeito.

O óculos caindo por sua face foi coisa boba perto do que seus lumes presenciaram. Poderia ser apenas uma anormalidade ver seu vizinho parado diante de sua porta dez horas da noite, mas, bem, acho que os hematomas marcando a pele cálida, antes intocada, chamam mais sua atenção do que o fato do insuportável anjinho abjurador está em frente à sua porta. Sangrando. Demais. De um tanto que manchava seu tapete de boas vindas. Mesmo que ninguém fosse até sua casa, Sehun gostava dessas recepções para si mesmo. Por isso, quando viu o tapete preto com as letras em branco enunciando “Seja bem-vindo, só não note a bagunça, a culpa é do cachorro”, não pensou duas vezes em comprá-lo. Lógico, um tapete de mentiras, pois você não é bem-vindo, e o Wise é um cachorro preguiçoso, peludo e gordo. O foco era que agora seu tapete das farsas estava sendo sujado pelo sangue do cara da janela vizinha.

Mais nojento do que ver sua cara, era ver sua cara sangrando. Sentiu seu estômago embolar. 

Além disso, não soube dizer quando e por que foi empurrado de modo afobado pelo outro, que entrou junto a ele — entrou é um modo educado de se dizer, pois Sehun foi jogado para dentro da própria casa. 

— Nós precisamos… — Uma tosse seca atrapalhou sua fala. Ele parecia estar afogando-se. — sair daqui… 

— Como é? Cara, você acabou de entrar na minha casa e… — As mãos sujas de milhares de substâncias seguraram seus ombros. Olhou para o mais baixo, tentando decifrá-lo, antes de pensar em chutá-lo.

— Eles estão vindo! Oh, você tem a saída dos fundos ainda? Nós temos que- — Um barulho forte fez com que ambos se abaixassem no chão. 

— Isso foi… a porta da sua casa? — perguntou, já não querendo saber de mais nada. — Foda-se, você vai sair agora. Seja lá no poço que você tenha caído, se depender de mim pode continuar cavando, talvez você ache uma nova saída, mas junto você não vai me levar. — Certo, talvez mais tarde ele se arrependesse de sua grosseria e falta de empatia, mas, enquanto isso, ele apenas empurrava o menor até a porta. 

Ele jamais estendeu a mão para alguém. Por que eu daria a minha para que ele segurasse? Foi esse pensamento que rondou por sua cabeça. Luhan gemeu de dor e Sehun logo percebeu: não importa o lugar que ele seja tocado, ele sentirá dor. 

— V-Você não entende… Ele vai vir até aqui Sehun, ele… — Um rangido ressoou ao longe. Seu portão foi aberto. Congelaram. Luhan também não parecia saber o que fazer, pois estava estagnado em sua frente. Fez a primeira coisa que veio em sua cabeça: correu para a cozinha. Com pressa nos pés, partiu em uma busca incessante por sua caixa de primeiro socorros. Sentiu a presença do outro na cozinha, nem teve tempo para preocupar-se com o sangue manchando seu chão branco e limpinho. Pelo menos, não era o seu sangue. Luhan foi até Sehun, empurrando-o em direção à porta dos fundos. 

O moreno não tinha noção de quanto tempo mais teria que aguentar ficar de pé com suas próprias pernas. Sua costela talvez estivesse quebrada em algumas partes e isso era, com toda certeza, o que mais doía. 

— O que você está fazendo, caralho?! Deixa essa merda aí! — Mas a única coisa que seus cérebros podiam processar no exato momento era o barulho da porta sendo espancada por alguém. — Certo, talvez se ficarmos quietos… ele nem perceba e esqueça que eu existo. 

— Ah, claro, claro, porque ele deve achar normal que eu tenha uma poça de sangue no tapete de boas vindas da minha casa! — Sarcástico, o olha com escassez. Então os olhos cor de mel assustados de Luhan focam nele, pegando o fio do raciocínio. 

— Merda! — sussurra. A batida ficou mais forte. 

— Ele vai detonar a porta da minha casa….

— Melhor a porta da sua casa do que a sua cara… Vem, vamos. 

Girou a chave, destrancando a porta. Não foram os únicos, diferente da porta em frente a eles, que se abriu com facilidade, a de sua entrada tombou pesada contra o chão, acordando, provavelmente, a vizinhança inteira. E foi como uma bala que ambos saíram em disparada pelo jardim, abrindo o portão rente ao muro e correndo às pressas pela rua. O céu claro agora dava sinais de que já estava dando-os tchau. 

Sehun sentia seus  pulmões incomodarem, pareciam estar sendo queimados e seu coração já estava totalmente fora das batidas consideradas normais. Luhan estava quase desmaiando, suas pernas falhavam de vez em quando. E nada ficou melhor quando fizeram questão de olhar para trás e ver um cara com uma faca na mão. 

— Eu juro por Deus que te mato, seu viado desgraçado. — Ele berrava, inúmeras acusações temperadas de diferentes modos de assassinato. Que ótimo! Sehun acabou  de tornar-se cúmplice de seu vizinho chinês desgraçado. 

— Eu… — Luhan não precisou dizer mais nada, dava para ver que estava perdendo todo o seu esforço. Mas se esse cara acha-lo, ele com certeza irá matá-lo, e ainda  matará Sehun de bônus, e morrer com esse embuste não é seu plano divino. 

Droga, ele é um advogado, ou quase um, não podia chegar e, pá, tacar um monte de leis na cara daquele filha da puta atrás deles? Péssima ideia, mas qual a melhor ideia que poderia ter quando tinha um cara quase morto do seu lado e estava quase desmaiando pela falta de fôlego. Bem dita seja a academia que tanto praticou nos últimos anos. Foda-se. Sem pensar duas vezes, pegou o corpo esguio no colo, sentindo-o apagar. Ah, que ótimo! O armário já não estava em suas vistas pelo menos… Quando exatamente ia começar a respirar tranquilo, ouviu um tiro.

Ele tem uma arma? Se ele tem uma arma, por que não atirou neles enquanto os tinha correndo como doidos bem em sua frente? Luhan poderia ter se metido com alguém mais inteligente, apesar de que agora orava aos céus por não ter sido um mafioso. Sehun entrou em um beco, vendo uma lata grande de lixo, olhou para o corpo em seus braços, engoliu em seco, molhando os lábios rapidamente. Largou o corpo pequeno dentro do lixo, em cima das outras sacolas e, junto a ele, jogou sua maleta de primeiro socorros. Planejava apenas consertar o rosto feio do outro, mas agora parecia ser mais fácil levá-lo no médico. Esse merda não o veria. Olhou em volta, tentando achar algo, qualquer coisa que despertasse a mais insana ideia em sua mente. Então olhou para a sua camiseta e tudo ficou um pouco mais claro. Outro tiro. Jogou-se dentro do lixo com Luhan, colocando rapidamente algumas sacolas sobre seus corpos. 

Assim que sentiu seu corpo descansar sobre os sacos pretos de lixo, pôde sentir a forte dor em suas costas e em seus pulmões. Por Deus! Como era sufocante. Tentou tapar o próprio nariz, pois o cheiro estava repugnante. Devia ser Luhan entrando em composição, mas não parecia ter tanta sorte, e, de fato, não tinha mesmo. 

Sentiu-se congelado por completo novamente quando passos e uma respiração pesada pôde ser ouvida por seus ouvidos. Fechou os olhos com força. Se fosse para morrer, não queria ver merda nenhuma. 

— Onde vocês estão, seus merdinhas? Me enfrente como homens. — Ele juntou a lata de lixo, fazendo-o prender um urro de susto no fundo da garganta. — Teve coragem de pegar meu filho, mas não de me enfrentar é... 

Pera. Essa foi nova. Filho? Homem? Não, não mesmo, Sehun ficou desacreditado. Tudo bem que até sua irmã mais velha era mais macho que ele, só que Luhan nunca deixou de ter a essência masculina de macho alfa pesada em si. Queria rir, bem alto, mas o medo foi maior. Pelo menos não estava preso em uma lata de lixo com um dragado, pelo menos estava com um gay incubado. 

Um, dois, três minutos e nada. Sehun já não o ouvia mais, porém não queria sair dali tão cedo. Abriu os olhos, vendo algo claro entre os lixos. Lógico, foi aí que lembrou-se de seu celular em seu bolso. Tentou pegá-lo sem fazer barulho algum. Tinha apenas uma pessoa que poderia ajudá-lo.

Park Chanyeol. 

Seu amigo mais velho e, melhor ainda, policial. Juntou seu celular para ligar para o mais velho, só que pensou que aquele pai desesperado pela virgindade arrancada de seu filho poderia estar ali ainda, apenas esperando os dois antas aparecerem, então optou por mandar mensagem. 



"Hyung, por tudo que é mais sagrado, eu sei que deve estar em seu turno, mas precisa me ajudar, tem um cara doido com uma arma nos perseguindo. Nos ajude." 19:03. 


A resposta não demorou tanto para vir. Sabia que Chanyeol deveria estar de cara no celular falando com seu maridinho. 


"Puta merda, pirralho! Desde quando você foge de caras grandes? Você é um cara grande, Sehun. Onde vocês estão?" 19:04.


Sentiu um movimento em seu lado. Droga, Luhan estava recobrando a consciência. Apertou em sua localização no maps e a enviou para Chanyeol rapidamente. Enquanto isso, o outro ao seu lado parecia estar tossindo seu coração para fora da boca. 

— Fica quieto…. — Tentou achar a boca do outro para tapá-la. 

— N-Não consigo respirar… 

— Esse é o menor dos seus problemas — disse amargo, tentando esticar sua perna. 

Então ele viu a luz. A tampa pesada do lixo foi aberta e de cara ele viu quem era. 

— Achei vocês, seus merdas. — Luhan é puxado para cima e arrastado para fora do lixo como se fosse nada. Jogou a sacola para longe, olhando o cara de armário pegá-lo pelos cabelos e o jogar no chão. 

Agora ele tinha a merda de uma arma em sua cabeça e Sehun não sabia o que fazer. 

— Não se meta. — E foi isso o que fez. — Eu disse que te queria longe não disse? Ham? — Um chute foi desferido contra sua costela. Luhan gritou de dor. Sehun apertou com força a lata de lixo. — Meu filhinho, seu desgraçado….

— Olha só, eu sei que isso é uma merda, mas ele é só uma babaca infantil. Você vai mesmo querer ser preso por matá-lo? Pensa no desgosto que pode causar em seu filho….

— Mandei não se meter! — Agora era em sua cabeça que o cano da arma mirava. 

— Tudo bem, ok, ok, calma. — Tentou sair do lixo calmamente, com as mãos em frente ao corpo, como se o tiro não pudesse atravessá-las caso levasse um. — Olha, cara, eu estou falando sério… 

O que bosta poderia fazer? Puta merda! 

— Então, putinha… você quer ver os miolos do seu namorado explodindo, hum? — Ele começou a acariciar o peito de Luhan com a arma. Merda. Maldito senso de proteção. 

O negócio é que vê-lo deitado no chão, todo machucado, quase morto, não era fácil. Principalmente porque ele é tão pequeno que dá vontade de proteger. Enfim, é horrível. 

Uma sensação de desespero tomou conta do menor. Ele não queria morrer assim, mas já sentia seu coração batendo mais fraco e, de quebra, jurou ter ouvido uma sirene de polícia, logo na entrada do beco onde iria morrer. Enquanto Luhan achava ter visto, Sehun teve certeza que era Chanyeol vindo lhes ajudar. 

Em um surto de coragem, o maior pulou no agressor, derrubando-o no chão e fazendo sua arma tombar junto. A única coisa que conseguiu sentir foi um soco em sua face. Nossa, Sehun sempre via isso em filmes, mas nunca pensou que doeria tanto. Parecia que sua cara tinha afundado, e seus ossos estralando assustaram o mais novo. Lá se foram seus óculos novos, esses que caíram no chão, fazendo o coração do maior também doer. Droga, ele ama esses óculos. 

— Parado. Você está preso por tentativa de assassinato. — Chanyeol correu até eles, imobilizando o cara que estava perto de atirar em Sehun. — Você tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser pode ser usado contra você no tribunal. 

O parceiro do Park juntou o cara pelo colarinho, algemando-o. Chanyeol ajudou Sehun a levantar do chão.

— Não quero nem saber como você veio parar aqui, mas fico feliz em saber que está bem. — Os braços grandes e carinhosos o abraçaram com força. — Precisamos levar seu amigo para o hospital, Sehun. Depois você precisa dar alguns depoimentos, okay? 

— Sei bem a conduta, Chanyeol. Sou quase um advogado, lembra?

— Bom, espero que saiba que não poderá ficar se metendo em encrenca quando for de fato um. 

E agora, vendo Luhan sendo arrastado para dentro de uma ambulância, só conseguiu se perguntar como de fato terminou ali, em uma noite de novembro, quase morto em um beco com um vizinho desconhecido.




─⊹⊱✫⊰⊹─




Oh Sehun nunca teve muita certeza de nada na vida, principalmente depois de certos acontecimentos nela. Nada era de fato certo, a não ser por uma coisa, algo bem irritante pelo qual Sehun tinha plena, absoluta e completa certeza: Luhan é a pessoa mais irritante que já havia conhecido. Já não tinha nenhuma dúvida sobre isso. 

Quase um ano foi se passando e, acredite, sem nem pestanejar, acredite no que posso te contar: Luhan não pediu desculpas. E, pior que isso, não agradeceu Sehun em momento algum. Na verdade, foi o suficiente para o mais novo finalmente chegar no auge de seu ódio pelo baixinho mal agradecido. 

E, se tivesse ficado só por aí, teria sido maravilhoso, teria mesmo, mas Luhan continuava vendo Sehun, ou pior, dessa vez ele o enxergava de fato, só não conseguia importar-se com a existência do maior, nem sentiu-se grato em relação a ele. Um maldito egoísta... Sim, mas falso Luhan não era, e ele não se importa com as coisas que Sehun acha dele, porque não é da conta dele. 

Ou se importa, só que em grande escala, uma tão grande que nem ele é capaz de perceber. 

Por estar afogando-se nos lábios de uma moça qualquer, não percebeu um Sehun puto abrindo a janela. 

Nenhum dos dois tinha real culpa quanto a isso. Os engenheiros apenas não tinham conhecimento algum sobre privacidade. Mesmo que não seja verdade, Sehun sentia que se esticasse a mão já estaria tocando na casa do outro. Isso tudo porque o menor é tão irritante e sonso que suas traquinagens chegavam a ser palpáveis. Ele transa, bebê, escuta músicas horripilantes e olha a TV como se Sehun não pudesse ouvir e ver tudo perfeitamente. Seria legal se tudo isso ocorresse durante o dia, mas era logo durante a noite. 

E mais uma vez, para provar que nada era um maldito pesadelo, Luhan estava engalfinhando-se com uma moça em seu quarto às duas da manhã. Sehun estava começando a odiar sexo, cabelos castanhos e olhos de mel.

— Não, chega. — Foi até seu som e fez questão de conectar seu celular nele. Cansado de ser trouxa, colocou uma música aleatória de uma cantora qualquer: Taylor Swift. Pronto, algo bem irritante para alguém bem irritante. 

Acredite se quiser, broxar ao som de Shake It Off é bem esperado.

Luhan não podia acreditar. Puta merda! Ele repetiu exatamente isso enquanto tirava seu pênis de dentro da vagina da menina, que ficou tão frustrada quanto o parceiro. Não tem quem segure tesão com essa porcaria tocando ao fundo. 

— Certo, acho melhor eu... — A garota aleatória que Luhan encontrou pega suas roupas pelo chão e sai, tendo a última visão de um Luhan nu sentado na cama, segurando-se para não voar no pescoço do Slenderman nerd do outro lado da janela.

Ele chamou a polícia quando Luhan fez uma festa sábado passado, deixou o cachorro comer suas plantas, jogou um balde d'água no menor quando ele estava beijando uma amiga no jardim, lançou uma pedra contra sua janela em um dia aleatório quando o garoto estava simplesmente ouvindo música. Ele claramente decidiu começar a cair no clichê do ódio colegial e atormentar a vida de Luhan. 

O que aquele filho da mãe queria? Que ele admitisse que achava-o atraente? Porque achava. Luhan só não se importava com a existência dele, mas não ignorava-o fazendo abdominal sem camisa, ou quando ele passava diante de sua janela só de toalha. A questão é que, sendo um cara lindo ou não, Sehun não estava facilitando essa convivência indireta. 

Sehun agia como criança e sabia disso, não negava, apenas estava de saco cheio de ter que aturar o outro, e era pior ainda para si próprio saber que talvez nada disso fizesse sentido: ambos podiam se mudar ao invés de se detestarem ou algo do gênero, só que nenhum sabia explicar por que não faziam isso. 

— Sehun — gritou, Luhan, de sua janela. — OH SEHUN! EU AINDA SOU SEU HYUNG, SEU PENTELHO. 

Com um sorriso no rosto, o maior apareceu na janela, fingindo curtir a música agora mais baixa. 

— Você não gosta? Uma arte contemporânea dessas…

— Enfia esse seu deboche no cu. Escuta bem, eu vou te caçar até no inferno se você me aprontar isso de novo. 

— Nossa, Luranie… — Fez questão de dar ênfase no nome pronunciado errado. — Tudo isso por eu ter atrapalhado a sua fodinha? — Luhan bateu com os dois punhos contra o parapeito da janela branca. — Calma, docinho! Depois você encontra outra para enganar e eu expulsar. — Ajeitou os óculos no rosto, fechando a janela e piscando para o menor. 

Sehun desligou aquela coisa horrível e foi direto para o banheiro — precisava tomar um banho para desestressar. Não se culpava por suas manias doidas, apenas cedia a elas. 

Alguns minutos foram suficientes para acalmar seus ânimos. Já com a toalha presa na cintura, deixou seu banheiro para levar um susto ao dar de cara com Luhan sentado em sua janela com seu precioso toca discos  em mãos. Aquele olhar maquiavélico… 

— Ops… Parece que o deboche virou, não é mesmo? Serunie…. — Filho da… Ok. Você não teria noção da quantidade de palavrões que Sehun projetou em sua mente. 

— Devolva-me agora, Luhan… — Seu preciso toca discos.

— Ué! Não era Luranie? — Seu sangue ferveu ao pensar no seu filho espatifado no chão. Não, não, ele não iria permitir. 

— Seu merda! — Caminhou até Luhan, tentando pegar seu toca discos, o garoto bambeou um pouco, mas não cedeu.

— Caralho, isso é caro! Me dá aqui. — E foi como se seu coração tivesse parado ao ver que o toca disco marrom foi parar no chão, quebrando por completo. Junto com seu objeto favorito, seu coração despedaçou-se.

Luhan se encolheu de primeiro, porque talvez não pretendesse de fato soltar, apenas assustar o outro, mas parece que já era tarde. 

— Você…. — Olhou para Luhan possesso. Seus dedos longos e a palma grande prenderam-se contra o pulso de Luhan, puxando-o com força para dentro de seu quarto. Olhou mais uma vez lá para baixo, como se isso fosse mudar o que ocorrido, e respirou fundo em busca de calma, mas não adiantou muito. 

Luhan não conhecia Sehun e lembrar disso era mais assustador do que pensava, pois o maior é totalmente previsível. As coisas ficaram mais claras sobre o que iria acontecer quando ele virou-se para si, olhando em seus olhos. Luhan não sabia muito bem o que via ali, mas tinha certeza de que não queria descobrir. Sentiu o corpo grande aproximar-se do seu com passos pesados. Percebeu que agora não havia polícia que o salvasse. 

Dedos esguios grudaram nos cabelos curtos de sua nuca e assim pôde sentir um dos joelhos do maior entrar por entre suas pernas, empurrando-o de contra a parede. A respiração quente do maior fazia cócegas em seu rosto, despertando cada célula instintiva em seu corpo. Luhan pensou que de duas uma: ou ele iria o beijar, ou irá soca-lo. Nunca quis tanto que fosse um beijo em sua existência, porém as probabilidades de isso acontecer eram tão pequenas quanto sua coragem de tentar sair dos braços grandes. 

Droga! Não queria apanhar de novo, só que ironicamente queria se socar por não ter sido uma pessoa normal e agradecido Sehun pela puta ajuda que tinha dado a ele. 

Decisões carregam consequências.

Sehun... 

— Sabe, eu queria muito enfiar essa sua cara no meu joelho até matar você, quantas vezes fosse preciso, mas não vale a pena.

Luhan sorriu. Sehun viu o dedo do menor ir de encontro com seu ombro, tocando levemente a derme. Tirou o olhar do outro para olhar seu próprio ombro, onde tinha um gota d'água deslizando calmamente pela pele branca, essa que Luhan enxugou lentamente, dando a impressão de que seu dedo estava dançando pela pele quente por conta da água.

Ambos as lumes voltaram a se encontrar, desta vez carregando um clima febril, árduo. O mais novo pôde ver com clareza a língua de Luhan umedecer os próprios lábios de forma erótica. Quando o ambiente tornou-se tão pesado?

Do nada para o centro. 

Foi assim que Luhan sentiu-se sobre Sehun, pois, agora, de um jeito esquisito, Sehun tornou-se um foco. Não mais algo sem importância, mas… um foco. De desejo, ódio, curiosidade… Não tinha como saber ao certo. Sabia apenas que queria permitir que outras partes de seu corpo se aventurassem sobre o outro. 

Ambos acompanharam o dedo do menor, que partira do ombro para o nariz arrebitado do Oh, molhando-o com aquela gota traiçoeira.

Seu dedo, seu desejo, sua curiosidade, seu ódio… 

Ambos poderiam ter parado ali, mas não pararam, pois logo se encaminharam até os lábios cheinhos e avermelhados. 

Luhan decidiu-se um professor muito curioso, louco para estudar seu novo alvo. 

De um dedo, deixou agora que o peitoral de Sehun acolhesse sua mão gelada, que trouxe muitos arrepios ao corpo maior. Sehun suspirou. Fazia tanto tempo que não tinha contatos íntimos… Tinha virado realmente alguém ranzinza em abstinência. 

— Talvez… me matar não seja a cura para seu ódio. 

Foi selado o desejo insano por entre os corpos.

O corpo enraivecido deu a deixa para seu professor. Sehun queria ser estudado. Já Luhan, sentiu-se digno de marcá-lo. As unhas nem tão compridas irritando a pele ainda úmida, cruzando os gomos até os limites de apenas uma toalha, e ela se foi ao chão sem pressa. A boca do pequeno salivou ao ver a abundância por trás de alguém tão quietinho e antiquado. 

Esses sempre seriam seus preferidos. 

Oh sentiu seu corpo se empolgar com os dígitos em seu pau. Grudou mais seu punho contra a parede ao lado de Luhan, intensificando o peso de sua mão em seus fios. Deixou com que sua face se esgueirasse contra o pescoço do menor, arrastando seus lábios pela derme, ganhando em resposta um aperto sutil no toque. Era tão bom… 

Juntou mais os corpos, só não podia distinguir quais dos toques mais queria sentir. Apenas empurrou seu próprio quadril contra a mão de Luhan, cravando seus dentes na pele cheirosa na intenção de descontar seu ódio. 

— Deveria me punir, Hun... Eu fui tão mal... — Deixou seu lábio atravessar o pescoço comprido e bonito do grandão. — Quebre-me também... Ao meio.

Suas mãos tremeram em busca de controle. Desejava encontrar seu juízo, mas, em busca do juízo, encontrou a perdição e entregou-se totalmente a ela. 

 — Faça-me um de seus objetos preferidos... — E junto achou seu estopim. 

As mãos pesadas agarraram as coxas grossas, pegando-o para si. Os passos decididos levaram-os até a janela, onde Luhan pôde se apoiar. Rebolou sem vergonha alguma contra o parapeito frio e duro. Desejava contato. Sehun tornou-se um animal prestes a devorar seu brinquedinho preferido. Rasgou a camiseta inútil de Luhan, amarrando-a em seu pescoço. Sorriu. 

Luhan nunca tremeu tanto com apenas um sorriso. Gemeu de dor ao ter o pescoço puxado. Apenas alguém tão insano quanto si próprio iria saber entender o quão bom era sentir a dor e o prazer do tecido roçando em sua pele quente. 

Sehun saiu de seu campo de visão, voltando com apenas uma tesoura em mãos. Congelou por meros segundos. As lâminas do objeto roçando nos dedos esguios não eram tão cortantes quanto o olhar do maior para si. Ele levou o objeto para passear pela parte interior de uma de suas coxas.

Engoliu em seco, gostando demais da sensação que agora caminha por sua face. Luhan nunca pensou que gostaria tanto de uma tesoura caminhando por seu rosto. Sehun lambeu o objeto e Luhan gemeu, pois sua língua acariciou sua bochecha junto a ela. Tocou os lábios no do menor, chupando o lábio vermelhinho para junto de sua boca. A estrutura corporal do mais velho sentiu um choque com a rapidez em que a tesoura parou em suas partes íntimas. Soube ali mesmo o que ele iria fazer, e sorriu com isso. Sehun cortou a calça de seu pijama, descobrindo que não havia mais nada ali, nem mesmo uma cueca. 

— Vire-se. — E ele fez. Desceu da janela, virando de costas para Sehun, que agora o assistia tão aberto como nunca na vida esteve. O Oh achou que poderia babar, porque pela primeira vez gostou de ver Luhan, e desejava ansiosamente vê-lo de novo, mesmo que nem tenha começado algo ainda.

Deixou com que a tesoura acabasse de cortar o pijama de quem agora estava de bruços. Não iria se culpar por ceder aos seus desejos, adorava ouvir o som dos panos sendo rasgados. Os dedos agarraram a manga branca largada pelas costas de Luhan, puxando-o como uma coleira. 

O submisso sorriu. 

Seu dominador estava o punindo. 

Jogando a tesoura de lado, deixou com que seus dedos se infiltrassem por entre os rasgos do pijama, sentindo a pele tão quente quanto a sua sobre seus dedos. As bandas de Luhan tremeram sobre seu toque, então ele pôs pressão em sua entrada, afundando deliciosamente a ponta de seu dedo. 

Não seria tão mal, iria prepará-lo como um príncipe para comê-lo como sua vadia. 

Colocou-se de joelhos, ficando na altura da bunda redondinha do menor. Soprou contra ela, vendo a forma como Luhan tencionou as costas e abriu-se mais para si. 

Retirou seu dedo e, em seu lugar, introduziu sua própria língua. 

Luhan gemeu. 

Ah… Adorava mudanças da água para o vinho. 

Beijava-o com vontade, com tortura. Seus dedos esguios corriam por entre suas bolas, começando uma massagem que, para Lu, era uma passagem ao céu. Foi aí que a primeira bandeira ao ódio voltou a aparecer. Sehun bateu sua palma com força contra a coxa roliça do menor, fazendo Luhan gritar, arqueando as costas de maneira considerada uma obra de arte erótica. Foi então que Sehun riu, deixando seu dedo massagear a glande molhada do parceiro que gotejava.

Acabara de descobrir que sempre foi um desejo seu fodê-lo em frente à sua tortura diária. 

A janela.

Suas janelas.

Levantando-se do chão, deixou sua mão acariciar a bunda gostosa do outro, distraindo o desconforto que foi para o corpo pequeno quando Sehun o invadiu com dois dedos de uma só vez. Céus! Ele pôde jurar que seus dedos cairiam de tanta pressão que colocou ao apertar o parapeito. 

Beijos quentes e doces, nada comparado às mãos do dono, fizeram trilha por entre suas costelas, sentindo junto deles a língua áspera de Sehun salivar contra sua pele. 

— Seu cheiro.... — Firmou o aperto na camiseta, levantando um pouco o tronco de Luhan. — é tão irritantemente gostoso quanto você…

Movimentou, então, seus dedos como tesouras, alargando a entrada que tanto esperava recebê-lo. Levou-os mais a fundo, recebendo quase um urro em resposta. 

— Vem, Hunnie… — Rebolou contra seus dígitos. — Antes que eu mesmo foda você.

Desta vez, fez questão de despejar um tapa nas bandas que já iriam acolhê-lo.

— Talvez eu deixe... Só não sei se terá a capacidade de me fazer render como eu tenho de render você. — Retirou seus dedos, ouvindo-o gemer em reprovação. — Ou de me preencher assim... — Mirou a entrada rosinha e inchada, acertando-a com firmeza. As mãos de Luhan ardiam pela força com que ele as chocou com a parede. 

— Porra...

— Acha que pode me preencher tão bem como eu preencho você, Lu? — Saiu lentamente, vendo o quadril de Luhan se erguer até tê-lo de volta dentro de si. — Em...?

— Não, Hunnie... Ah... Filho da... — Sehun o estocou com força antes que ele completasse o xingamento. 

Tudo parou e, desta vez, era revigorante perceber que quem não dormiria seriam seus vizinhos. Luhan gritava o nome de Sehun sem dó, enquanto o outro penetrava-o de forma animalesca. Parecia insano. As peles suadas já no mantinham o toque, elas deslizavam entre si.

Sehun saiu a contragosto de dentro do menor, sentando em sua cama pequena. Viu um Luhan que não conseguia manter-se em pé. Ele parecia tão manhoso e pequeno, e Sehun pôde vê-lo assim apenas uma vez. Bateu em suas coxas, chamando por Luhan, esse que veio até si, caindo sobre seu corpo. Sehun ajudou o corpo pequeno a sentar em si. Deus, que o Diabo o carregue se isso for errado, mas que essa sensação não acabe tão cedo.

Agarrou-se na cintura fina e gordinha, apertando a carne com gosto para dar apoio às sentadas de Luhan. Sehun brincava consigo, quebrava-o por inteiro, de todos as formas possíveis. Os toques ora dominantes, ora doces como os de uma criança. Sentia seu corpo receber os espasmos como aviso de que logo estouraria, e não precisou de muito, pois lá estavam as mãos gostosas de Sehun em seu pau, tocando-o tão bem…

— Vem, bebê… — Puxou seus cabelos para que seu rosto pudesse encontrar apoio em seu ombro. O primeiro tremor correu por suas pernas, falhando os movimentos das quicadas, então os gemidos duplicaram e logo Luhan veio, intenso como nunca antes. 

Mesmo cheio, não estava satisfeito e suas reboladas no pau de Sehun deixavam isso claro. Ele queria sentir o maior molhar seu interior, preenchê-lo de tudo o que é dele. E, como se atendesse um pedido, Sehun gozou contra a entrada contraída do homem mais velho em cima de si. 

— Por favor… — disse Luhan quase sem voz, segurando-se por completo em cima do corpo grande. — Se for para eu ser punido assim… — Deixou seus olhos cederem à vontade de olhar para ele. — me arranje mais coisas suas para eu quebrar, acabarei com todas. 

Sehun sorriu, acarinhando seu nariz contra o do outro. 

— Primeiro… Você tem alguns agradecimentos para distribuir, não é?

Luhan riu sem graça. 

— Obrigado, Hun…

— Por?

— Por sempre estar do outro lado da minha janela. 

Luhan era mesmo um egoísta filho da puta! E nem bem comido deixaria de ser.




─⊹⊱✫⊰⊹─



Não é exatamente sobre a força de seus pés no chão, ou o jeito que suas mãos pareciam tocar contra a de todos que o comprimentavam ao longo do corredor. Agora, é sobre como seus sorrisos carregados de segredos atravessavam o corredor inteiro até cruzarem meu peito. Pode ser, também, sobre como ele toca levemente em meu ombro para me pedir licença, querendo, na verdade, unir-se ao meu espaço.

Eu não deixei de atrapalhar suas fodas, nem de permitir que o Wise coma suas plantas. E eu, com toda a certeza, não passei a trancar minha janela, pelo contrário, eu passei a deixá-la mais aberta. 

Não nos apaixonamos, nem namoramos e muito menos nos casamos. Nem ao menos de fato nos beijamos! Talvez eu ainda o odeie, pois não deixo de olha-lo com indiferença. 

Foi bom para ele.

Foi bom para mim.

Mas não nos tornamos melhores amigos, nem quase amigos. 

Talvez eu tenha passado a importar para ele e, para mim, Luhan já não era mais um filho de Papai.  

Transar não nos tornou um clichê colegial, afinal não somos isso. 

Ele é alguém que não está pronto para deixar de ser um quebra corações e eu sou alguém que não está pronto para deixar de detesta-lo profundamente. 

E quem sabe um dia… 

Nos encontramos em uma noite de nove de novembro.

No hoje, o que importa é que ele permaneça lá. 

Do outro lado da minha janela.




EM HOMENAGEM AO TOCA DISCOS MAIS AMADO DESSA VIDA. 

SENTIREMOS SUA FALTA. 





Notas Finais


#R.I.PTocaDiscos!

Devo lembrar-lhes que esse primeiro ciclo será com o tema totalmente livre, teremos fics para todos os gostos.

Estou ansiosa para que possam ler.

Enfim, gostaram? Estou apaixonada nessa one então... Eu amei.

Beijos e até a próxima.


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