História Hale - Out Of Mind - Capítulo 6


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Categorias Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Cora Hale, Derek Hale, Isaac Lahey, Laura Hale, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Natalie Martin, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Talia Hale, Theo Raeken
Tags Brerek, Cora Hale, Corisaac, Derek Hale, Familia Hale, Laura Hale, Maleo, Malia Hale, Malia Tate, Peter Hale, Pydia, Scallison, Scira, Spin-off, Stalia, Stydia, Talia Hale, Teen Wolf
Visualizações 6
Palavras 3.822
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Milll perdões pela demoraaa genteee mas eu estava tão empolgada com minha outra fanfic de Jacob & Renesmee que me esqueci dessa AFS

Capítulo 6 - All Change


Fanfic / Fanfiction Hale - Out Of Mind - Capítulo 6 - All Change




— Malia — Cora chamou pelo celular — Está ocupada?








A Hale, segurando o Samsung entre a orelha e o ombro, suspirou, secando os cabelos ruivos de Lydia com uma toalha 






— Não, exatamente, por que? 




— Preciso que venha na porta da boate Apple Poison. 




— Está tudo bem? — Indagou a mulher coiote, curiosa. O que diabos fariam em uma boate sábado de manhã!? 




— Bem...— Cora olhou para a garota adormecida em seu ombro, abraçada a sua cintura, sentada no banco de rua para não chamar atenção — Apenas venha. Não dá para explicar, e venha o mais rápido que puder! 




Malia sussurrou um "Ok" e desligou, deixando o aparelho escorregar até o bolso do shorts jeans 






— Preciso ir. — Disse para Lydia, pendurando a toalha num cabideiro 






— Tudo bem — Respondeu a ruiva, soltando ‘Theo’ de um abraço, fazendo o cão pular no chão — Aconteceu alguma coisa!?






Pegando a ponta da coleira de 'Theo' e dando um abraço rápido em Lydia, Malia correu até a porta — Acho que vou descobrir agora. Sabe onde fica Apple Poison?










***








Isaac arregalou os olhos azuis, ouvindo o rugido alto de Derek, antes de urrar de dor levando uma mordida no ombro, sentindo os caninos afundarem em sua carne e a boca de Derek se enchia com o sangue de Isaac 




Cambaleou para trás, enquanto Peter tirava o moreno agarrado ao ombro do loiro


O Hale mais velho sentiu as garras do sobrinho cravarem na pele, e o jogou no chão, ja com Isaac de pé 




Derek ficou de quatro, rugindo para os dois. 


Isaac não queria machucar o amigo, mas também não queria deixa-lo machucar outras pessoas. Não iria permitir isso, e do jeito que ele se encontra, seria capaz de destroçar qualquer coisa que entrasse em sua frente 



Com meia pontada de esperança, ele bradou: 



— Derek, me escuta, não precisa fazer isso!






Peter estalou o pescoço, se preparando — Ele não está ouvindo. Temos que tirar ele daqui 




A contra gosto, o Lahey alongou seus caninos e garras, ainda com dor no ombro, vendo Derek pular em Peter, que socava e chutava o sobrinho, e o moreno o rasgava o peito do tio, os dois rugindo ferozmente 


O Hale mais velho não estava mais tão poderoso quanto antes, e segurar Derek não é tão fácil como deveria ser




O moreno, descontrolado, chutou a barriga do tio, fazendo-o voar contra a porta da escada de serviço, sentindo o quadril bater contra a maçaneta 




Antes que Derek pudesse rasgar a garganta de Peter, num pulo, Isaac cravou as garras nos ombros, o puxando para longe do tio 


Recebeu uma cotovelada no nariz e com um jiro Derek acertou o queixo de Isaac com o punho de lado


O loiro caiu em cima de um vaso branco, quebrando-o com a terra e se espalhando. Rosnou sentindo cacos da cerâmica atravessando-lhe as costas, se fincando na carne 




— Quebre o pescoço dele! — Ordenou Peter, passando os braços por baixo dos de Derek e cruzou os dedos na nuca do sobrinho, para que ele não pudesse se mexer 




Isaac exitou — Mas ele vai morrer!




Derek rugia e pulava na tentativa de se soltar. Aquilo era assustador, a ideia dele descontrolado e a ideia de quebrar o pescoço dele...Ambas faziam o estômago de Isaac embrulhar de pânico 




— QUEBRE AGORA! — Gritou. Tirando os cacos de porcelana grossa de suas costas, o loiro segurou no topo da cabeça e no queixo do dono de olhos verdes, e torceu o pescoço para trás apontando para cima, fechando os olhos. Não queria ver aquilo, mas de qualquer forma, o som dos ossos se partindo e estralando já foi o suficiente para arrepia-lo. O pescoço de Derek ficou mole e dobrou para o lado. 




Peter deu uma lufada de ar, descendo o braço para a cintura do sobrinho e passando o dele na própria nuca. Isaac torceu o nariz e fez o mesmo, ajudando a carrega-lo 






— O-que fazemos com ele? Ele tá morto? — Perguntou trêmulo Isaac, andando com os dois Hale no corredor 






— Se você calar a boca e andar mais rápido, — Pausou, limpando o resquício de sangue em seu rosto — Ele não vai morrer, não. Então feche essa boca e ande mais depressa! 




O loiro tossiu, com dificuldade, ajeitando o amigo desacordado no ombro. — Se bem que estava mais para morto do que para desacordado — e prosseguia andando pelo corredor









***







Pietro e August corriam, fazendo o mínimo de barulho possível. Perante o corredor, várias portas abertas e cheirando a morte estavam espalhadas por ele. 



— Ali! Pulsação cardíaca, bem fraca — Pietro avisou aos sussurros para August, tossindo freneticamente — Sinto cheiro de acônito, está queimando minha garganta 




August segurou os ombros do amigo e disse, invicto — Vamos! 




Pietro derrubou a porta, num chute. O lugar era nojento, cheirando a animais em decomposição, a medo. Era escuro, August empunhou uma lanterna 


Os dois sentiam uma certa ancia daquilo, mais do que perigoso, poderiam não conseguir salvar ninguém, nem a si mesmos  



— Oh, não — Pietro sussurrou gritado, correndo até o lobisomem amarrado, encharcado de sangue e cortes de facão por seu rosto 


Imediatamente Pietro sugou a dor do garoto, que lutava para não desmaiar. Sua capacidade de cura era quase inexistente 




— Vamos te salvar — August disse, tirando as amarras do garoto 





— Espera — Pietro disse, analisando os traços do menino loiro enquanto o ajudava a se levantar. 


Os cabelos claros, levemente bagunçados, os lábios delineados perfeitamente; o rosto fino e um maxilar quadrado sutilmente oval. Ele conhecia bem aquele rosto angelical de garoto —....Connor!? 





O irmão de Carone. Como ela pode fazer!? Então além de dona de boate, era também dona de um abatedouro de lobisomens, até mesmo de seu próprio irmão! Aquilo era estritamente imperdoável! 





— Carone — August trincou os dentes — Nunca imaginei isso dela.



Algo ali não se encaixava. Connor não era lobisomem, nem Carone. Mas Pietro sentia o lobo de Connor pulsar dentro dele, em seu sangue. Sentia a maldição 





— Care não tem culpa — O menino loiro exclamou quase sem voz, desesperado. Naquele estado, a ultima coisa que queria era que fizessem mal à irmã — N-não foi ela. Ela...não sabe de nada 





August bufou — Não tente defende-la, olha o que ela deixou fazerem com você! 





— Não foi ela. Não f...




Antes que pudesse dizer algo a mais, caiu numa escuridão negra e infinita, sendo chamado aos berros pelo druida e pelo lobisomem desesperados. Mas não tinham muito o que fazer; o máximo que lhes era permitido realizar não passava de basicamente sair com um desmaiado — Aliás dois — pela rua 



— Ei, Pietro — August chamou, apontando a lanterna para onde a mão do lobisomem inconsciente indicava. 


Os olhos amarelados brilhantes caíram sobre um chassi, calotas velhas e placas, jogados no canto mofado do cativeiro — Devem ser das SUVs. 



Puxando o corpo desacordado de Connor, o carregando nos ombros 







***






— O que aconteceu com vocês!? — Ivan indagou, ainda sonolento, abrindo a porta da suíte presidencial, onde dois furacões voaram para dentro carregando um corpo inconsciente 


Caramba, mal começou o sábado e já tem problemas. Se soubesse, tinha mandado barrar a entrada dos Hale antes mesmo que chegassem à Los Angeles! Peter Hale atrai confusão por onde passa. Encrenqueiro maldito 




— Preciso de sangue de Alpha. Tivemos que quebrar o pescoço dele — Peter tagarelou de uma vez, cambaleando com o sobrinho sendo carregado por Isaac 





Ivan, coçando o rosto, arregalou os olhos castanhos


Que merda Peter! — Você fez o quê!? 




— O SANGUE IVAN! — O Hale berrou



Ivan correu pelo quarto até uma espécie de frigobar, puxando uma seringa com sangue. Nunca pensou que teria de usa-las, mas infelizmente, quando soube da soltura de Barbara no complexo penitenciário e da vinda súbita da família Hale para o Royal Palace Grecco, teve que se previnir. Uma sorte absurda, diria. 



O Grecco injetou o líquido escuro no peito de Derek, que já tinha a pele pálida e os lábios roxos, deitado na cama. 

Bela merda. 

Isaac não compreendia ou ao menos sabia onde estava e como chegou ali, cada célula de seu corpo tremia de preocupação pelo amigo desacordado, ou quem sabe, morto. Apesar das coisas e do mal humor insuportável dele; amava-o. Amava do seu jeito; mas amava. E sabia que em algum lugar, bem lá no fundo, fundo mesmo, quase achando petróleo, ele também. De um jeito bem estranho. Derek não era do tipo de demonstrar sentimentos profundos, porém mesmo fazendo cara feia a maioria do tempo; seus olhos diziam que ali havia afeto, talvez não tão demasiadamente 




Isaac esteve a ponto de cruzar os dedos e rezar para que o tal sangue de alpha fizesse alguma coisa. 




“Deus, se você realmente existir, não me deixa na mão, se ele morrer vai ficar fedendo a carne podre!" 



E pra falar bem a verdade, Ivan também. Não queria ninguém morto em sua suíte, tampouco poder ser indiciado 

Quando a seringa esvaziou-se, o lugar onde a agulha fora injetada começou a dilatar. As veias dali ficaram negras, espalhando-se por seus ombros. Começar a subir, chegar diretamente no rosto, caminhando por baixo da pele alva. Era possível até mesmo ouvi-lo correr pelas veias. O emaranhado se alojou em suas têmporas, quando o Hale abriu os olhos de supetão, brilhando por um segundo. Isaac deu um suspiro aliviado, estava a ponto de fazer um escândalo 






— Graças a Deus — Isaac ouviu uma voz feminina sussurrar em sua cabeça 





— Monna...— Derek murmurou de olhos esbugalhados, sem olhar algo diretamente. Suas orbes não observavam nada apesar de estarem exageradamente abertas 





Flashes de luz piscavam diante dos olhos de Derek, tornando à consciência. Teve um pequeno vislumbre do rosto fino e delicado de Montserrat, assustada, olhando diretamente em seus olhos; como se visse uma fera descontrolada e sanguinária sedenta por morte. Seus olhos assustados, de repente, absorveram uma alma feroz, tão voraz quanto à da fera que aparentemente ela olhava. 




— Quem fez isso com você!? — Ivan se pronunciou, depois de jogar a seringa já vazia dentro de um pacote de plástico. 




— ...Uma moça de branco, olhos claros e magra. Sua "esposa" Ivan. 



Derek empurrou as mãos de Peter e Isaac de cima, bufando

"Mal agradecido!" pensaram eles.Os dois viraram os olhos quase sincronizados. De fato, Derek esteve um belo de um cú desde que Braeden sumiu. Voltou ao humor de antigamente; insuportável e turrão. 





— Ivan, precisamos conversar. — Peter sussurrou — Barbara mal saiu da cadeia e já está dando problemas! Temos que dar um fim nela...





— Não! — Gritou o Grecco — Ela...Ah, Peter...Ela ainda é a minha mulher, você sabe. E ainda tem a Clod. 





Apesar de tudo, ele ainda tinha esperança de que a verdadeira Barbara voltasse, a SUA Barbara. A mulher que o tirou do buraco profundo em que estava e que amou sua filha como se fosse dela. Que assumiu o papel de mãe na vida de Clod, que foi literalmente um anjo em sua vida, mas que hoje não era nem sombra do que um dia já foi. Peter tinha de entender, já que ele mesmo ficou surpreso na época, que uma mulher tão doce e meiga havia se transformado num ser humano tão asqueroso e inescrupuloso quanto ele mesmo. Foi uma mudança tão drástica, que ela chegou à ser presa. Antes mesmo que levassem-na, Ivan fez questão de mandar Clod para a Austrália. Não queria que ela visse quem ela considerava como mãe ser levada por um camburão. Clod não merecia isso 




— Eu sei que a ama ainda Ivan. Mas essa não é mais a sua mulher! Se isso continuar, vou dar um fim nela e eu não blasfemo. Está avisado — Peter rosnou, saindo da suíte. Isaac encarou aquela cena, não entendendo absolutamente nada. Ainda não havia conhecido a tal Barbara, mas sabia que se trombasse com a mesma; o melhor a se fazer era correr ou se fingir de morto. 





***





Cora quase infartou de alegria quando viu Malia aparecer com um carro. Nem queria saber de onde ela tirou aquele Corolla, afinal de contas agora tinham 2 desmaiados para carregar. 




Estacionando desajeitadamente, — Não tinha a paciência necessária para prestar atenção em como fazer a baliza — franziu a testa, vendo a prima com o zelador do hotel de Peter e outro homem, carregando dois corpos desacordados. Um ensanguentado e o de uma moça com cheiro de sonífero 





— Que porra é essa!? — Malia berrou abrindo a porta do Toyota Corolla. Que caralhas aquela maluca estava fazendo, e aqueles dois, então!? 




— Aqui é um abatedouro clandestino e salvamos um gado. É isso — Cora disse abrindo o porta-malas, deitando Carone nele. Ela era maior que Connor, e teria que ficar ali mesmo. Connor poderia ficar sentado, já que era mais magrinho. 




Um homem moreno e novo, estendeu a mão para Malia, que ajudava a prima a deitar a garota de cabelos brancos no porta-malas, mesmo sabendo que poderia muito bem caber no banco traseiro. 




— Pietro — Disse numa tosse 




Malia apertou sua mão, sorrindo desconfiada — Malia. Vem cá, vocês estão sequestrando eles pra pedir resgate? 





— Estamos salvando eles. — August corrigiu, entrando no carro — Vamos para a lanchonete do Pietro, podemos tratar eles lá. 




Se Malia fosse burra, diria que iriam comer os dois com batata frita 





Quando todos entraram no carro branco, Malia partiu com ele para sabe-se lá onde seja a tal lanchonete. O mais curioso era que Cora, "Pietro" e o zelador agiam como se sequestrar pessoas fosse a coisa mais comum e natural que existe, porque era o que eles basicamente estavam fazendo 





***





— A floresta amazônica é o mais antigo sistema biológico do planeta; muitos cientistas crêem que ela surgira na Pangéia, o super continente. Aliás, antes mesmo que a Índia se afastasse da África e avançasse contra a Ásia, assim formando a cadeia montanhosa do Himalaia, que barra o clima de monções asiáticas. Então; um acontecimento de milhões de anos atrás influencia outros, que acontecem até os dias de hoje. Bangladesh, um país muito pobre, porém o clima de monções o ajuda na produção de arroz. Isso compõe 80% da dieta alimentar de sua população. Alguém sabe me dizer outro país influenciado pelas monções? — O professor indagou. Cadence ao menos estava realmente prestando atenção, seus pensamentos estavam perdidos em Sunset. Ela estava estranha desde ontem, na roda de música da universidade. E também tinha aquele bendito livro; que apesar de tentar esconder, Cadence viu. E sabia muito bem que não era da biblioteca 

Girava a caneta na carteira, com uma carinha fechada. 




— Srta Crystalline, saberia me dizer o que faz da Africa do Sul um lugar propício para... 




— Licença — A voz de uma certa ruiva se sobressaiu, entrando na sala. Droga, a porcaria da escova não passava em seus cabelos. Bela hora para esquecer de comprar condicionador, e o creme de pentear. Demorou um tempão para conseguir escovar seus cachos, e mais ainda para tirar os fios arrancados que se prenderam por entre as cerdas e os que caíram no chão. Mas, que garota nunca passou por isso? 




Cadence agradeceu a todas as entidades existentes por Lydia ter chegado e interrompido o professor. Seu olhar emanava alívio, de qualquer forma nem sabia do que se tratava o assunto e; conhecendo o professor; ele faria a pergunta para Lydia, já que interrompeu sua aula. 


"Obrigada Martin!" Cadence pensou num riso. Esperaria mais alguns minutos para a maldita aula acabar de uma vez e poder ir comer 



Saindo da sala, já livre das complicações dali, foi para o refeitório encontrar Sunset, sendo acompanhada por Lydia. 



— Como está a Sunset? — A dona de cachos volumosos perguntou para a amiga ruiva 




Lydia deu de ombros. Para ela Sunset estava completamente normal — Está bem, eu acho, porque? 






— Nada. Só perguntei. 









***









— Isaac? Já aqui, tão cedo? — Louise indagou de testa enrugada, vendo o loiro abrindo a porta do quartinho de criança 






— É, tive alguns problemas e resolvi vir pra cá. Aqui é o único lugar que eu sonho e posso me controlar nele 




Isaac tinha uma certa razão. A maioria de nosso sonhos, nós não controlamos nossas ações e nossas falas. Mas ali ele poderia fazer tudo isso facilmente; e o melhor de tudo era que ele se lembrava perfeitamente de cada coisa






— Vem. — Pediu sorrindo — Eu vi Derek e o que aconteceu. Felizmente, ou infelizmente, somos conectados.



Se jogando na cama, o Lahey suspirou desconfiado não entendendo a onde ela queria chegar — Como assim? 





Louise sorriu fraco, puxando as madeixas castanhas onduladas para frente. Abaixou as mangas ombro à ombro do vestido antigo, deixando parte de suas costas nuas. 

Isaac espremeu os lábios, vendo a marca da mordida de Derek ali, e diversos rasgões e buracos nas costas, com sangue úmido e uns poucos fios secos. 




— Oh, Louise...Eu não sabia — Murmurou descrente de que tudo o que lhe aconteceu ali, se refletia nela. E diferente dele, ela não tinha fator cura. 





O estômago de Isaac se revirou em pensar que qualquer coisa que acontecesse com ele; teria o mesmo efeito nela. Teria de tomar o dobro de cuidado agora





— Mas...Eu não entendo. — Disse o loiro — Você me passa um sentimento de proteção; de força; de...Confiança. Isso nunca aconteceu com ninguém antes, mas você tem o dom de me fazer confiar e até gostar de você! Você me salvou aquele dia e agora eu converso com você em quase todos os meus sonhos — Cuspiu ele, vendo-a arrumar o vestido e os cabelos. De fato, aquela dúvida pairava em seu peito. A duvida de que ou quem ela era. 



— Quer saber quem eu sou, não é? 






— ...Sim. Eu preciso saber — Pediu ele, olhando no fundo daqueles olhos castanhos, desejando mais que tudo saber o motivo daquela estranha conexão 




Ela sorriu docemente, virando-se. Segurou as mãos demasiadamente quentes dele — Sou sua Peeira, Isaac.









***







Apesar de tentar, não conseguia segurar o choro. As lágrimas desciam como cachoeiras dos olhos cor de ébano, pesando toneladas e toneladas de dor. De ódio. De saudade. De amor.

Se olhava no espelho e não se encontrava. Apenas alguém acabado, sem absolutamente nada; sem quem amava do seu lado

 E o nome disso tinha nome, sobrenome, RG e CPF. Barbara Evie Grecco. 

Ele a amava tanto, não aceitava o fato de que agora; sua esposa não existia mais. Que agora um ser asqueroso dominava sua mente. Que nunca mais olharia naqueles olhos e veria a alma mais encantadora que já conheceu, e sim uma imensidão de morte e horror eternos. Olharia para quem já foi o motivo de levantar da cama todo dia, e não a veria de fato. Mas sabia que se Peter fizesse o que disse que faria, iria sofrer como ela fosse a sua mulher. Porque ela morreria sem voltar a ter o controle de seu corpo



Uma lembrança passou diante do espelho. A noite anterior à mudança de alma de Barbara. 


O Royal Palace Grecco estava todo decorado em dourado, verde e branco. Em alguns minutos; Clod completaria seus 15 anos. Inúmeros convidados sorriam e aplaudiam a linda menina que se tornaria uma mulher. Era uma noite especial e única 





— Amor! — Barbara chamou, puxando um docinho da mão de Ivan, sorrindo travessa — Seja mais discreto; quer todos os jornais de Los Angeles noticiando "Ivan Grecco roubando doces do aniversário da própria filha"? Aqui está cheio de fotógrafos! 





Ele riu, engolindo mais guloseimas, dando um selinho na esposa — Só um doce, Barbie 


Barbara revirou os olhos, gargalhando. Puxou-o pela gola e o beijou apaixonadamente, sentindo o gosto doce de avelãs da iguaria, já não se importando com os paparazzi. Sentiu-o sorrir entre o beijo e agarrar a cintura, o calor de suas mãos transpassando o tecido do vestido grená. 



— Eu te amo — Ela sussurrou, olhando-o no fundo de seus olhos, parecendo conseguir enxergar a galáxia inteira ali. 




— Também te amo minha linda 





— Vocês são nojentos — Ivan e Barbara ouviram Peter retrucar. O casal revirou os olhos rindo, enquanto cumprimentavam o Hale com um abraço curto. Peter não era de demonstrar carinho; mas se tratando dos dois ele abria uma excessão. Uma pequenina excessão para eles e para sua afilhada. Ela tinha um estranho carinho por Peter, e fazia questão de demonstrar. Muitas vezes, constrangendo o Hale. Mas ele gostava de Clod, um pouquinho. 

Os três amigos e o resto do Royal Palace Grecco voltaram sua atenção para a escada principal, onde descia uma Clod vestida de amarelo crepúsculo, podendo ser comparada à uma fina jóia de ouro, com um lindo sorriso radiante nos lábios róseos. Aliás, ela lembrava muito à Bela. E ela era belíssima como a própria. O brilho no olhar de Barbara era tamanho, de ver a sua garotinha se transformando numa mulher. Ela exalava isso, e também por estar com o homem que mais amou em sua vida. 


Ivan sentia falta de momentos assim com Barbara e Clod. Momentos em família com sua filha e esposa tão amada. 



Para falar a verdade, Ivan tem morrido todos os dias de saudade da sua família. Clod estava do outro lado do oceano e Barbara...Estava perto, mas não do jeito que queria. E se amaldiçoava mentalmente por não poder evitar de aquele fatídico dia, que deveria ser comemorado e festejado, se tornar também a lembrança do dia em que tudo mudou. Por que aquilo tinha que acontecer? O que ele fez para merecer isso? 


Porque? 


Eram apenas perguntas sem respostas. 




Ligou o ducha de seu banheiro, deixando na temperatura mais quente possível. De baixo da água corrente, suas lágrimas não eram perceptíveis nem mesmo para ele. Era como chorar no mar, onde suas lágrimas eram literalmente insignificantes. Não havia muita diferença entre eles, já que fez os dois e não notou nada de desigual. 



Mas de qualquer forma, ainda havia esperança da verdadeira Barbara tonar ao controle. E essa esperança que não iria deixar que Peter ou qualquer outra pessoa a matasse ou ferisse. Não iria permitir sequer que tocassem um fio de cabelo dela 







*** 







Derek ligava e ligava no celular de Cora e Malia, recebendo somente caixas postais. Nenhuma das duas atendia. 

Estava tão preocupado em ligar para a irmã e prima, que não percebeu os empecilhos em seu caminho. Grunhiu baixo quando cacos de cerâmica atravessaram seus sapatos; perfurando-lhe os pés. Só então reparou o corredor cheio de cacos, terra e uma baboseira destroçada. 




Engraçado. Não se lembrava daquilo no corredor não ter sido limpado. Onde estava a porcaria do zelador? Indagou a si mesmo, vendo o esfregão e o balde de limpeza abandonados no canto da escada de serviço 


Notas Finais


Eu seiiii q teriamos stilinski mas infelizmente vamos ter q esperar mais um pouquinho, só outro cap e já teremos ele viu???????


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