História Half a Soul - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Indra Otsutsuki, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Kimimaru, Kisame Hoshigaki, Konan, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Minato "Yondaime" Namikaze, Mirai Sarutobi, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakumo Hatake, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato, Zetsu
Tags Adaptação, Akatsuki, Aventura, Boruto, Clássico, Drama, Hinata, Itachi, Kakashi, Naruto, Ova, Revelaçoes, Shippuden
Visualizações 38
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi ^^ mais um aqui pra vcs hehe

Capítulo 4 - Primeiras Experiências


Fanfic / Fanfiction Half a Soul - Capítulo 4 - Primeiras Experiências

Kakashi POV

Por mais ‘distraído’ que as pessoas digam que eu sou, lembro-me bem da primeira vez que vi Aimi e Hanae. Eu tinha uns vinte e dois anos, já era jonin há nove, mas só em missões, pois ainda não tivera a chance de ter minha própria equipe, o que só iria acontecer alguns anos depois.

 

“Estou surpresa que se lembre. Você não lembra nem do meu aniversário”, Aimi reclamou e virei meu rosto para ela, com olhar sarcástico.

“Nem você sabe quando você nasceu! Como eu vou saber?”, reclamei com razão, mas ela riu, então ignorei e continuei.

 

Era o primeiro dia de aula da nova geração de alunos shinobi. Crianças de sete até dez anos entravam na academia ninja pela primeira vez, e eu e outros jonin e chunin como Kurenai e Anko havíamos sido chamados para observar o primeiro dia de aulas deles. Acabávamos de observar alguns minutos da aula de Iruka, e Naruto já começara a aprontar com Kiba, Choji e Shikamaru, que na verdade era arrastado pelas brincadeiras, já que desde sempre lhe faltara disposição.

“A Aimi está na próxima sala, você tem que vê-la”, Anko parecia animada. Ela falava dessa menina há semanas, e era compreensível, já que ela viria a se tornar a grande obra da vida de Anko – uma das únicas coisas com a qual ela se importava e se dispusera a cuidar.

 

“Ah, eu era uma fofa”, Aimi se gabou.

“Fofa... Você era a protegida de Anko. Ela só sabia puxar seu saco”, Hanae murmurou, mas ignorei as duas.

 

Chegamos então à classe e entramos para observar. As crianças já tinham sido avisadas que alguns jonin e chunin viriam para ver a aula, por isso elas pareciam não se importar muito. Anko apontou para uma das mesas, onde estavam duas meninas totalmente diferentes. Uma delas era mais alta, e tinha cabelos loiros com mechas cor-de-rosa, olhos grandes e muito azuis; a outra era um pouco menos, mais pálida, tinha sardas, densos cabelos escuros e cacheados e olhos diferentes dos de todas as crianças ali.

Anko, em seu natural jeito inconveniente de ser, começou a fazer sons para chamar a atenção de Aimi, que virou para trás e olhou para ela, abrindo um sorriso meigo. Porém, quando os olhos dela encontraram o meu olho à mostra, seu sorriso se desfez e ela arregalou um pouco os olhos. Ela cutucou a menina que, no caso, era Hanae, que olhou para mim, balançou a cabeça negativamente e riu. Aimi me estudou com seu olhar crítico, piscou diversas vezes, e por fim decidiu que era melhor se concentrar na aula.

Durante o almoço que eu estava sendo obrigado a ter com Anko, Kurenai, Guy e outros chunin e jonin, Anko não parava de falar. “Ah, ela deve ter se assustado com você aí, todo mascarado e encapuzado”, falou e soltou um leve arroto em seguida.

“Deve ser isso mesmo, ou então ela achou você interessante, caolho”, Guy brincou. “Ela só tem nove anos e está morando com a Anko – convenhamos que ela não tenha porque ser normal”, Kurenai continuou e todos nós rimos, exceto por Anko.

Decidi ir embora antes que Guy começasse a fazer desafios, fui para meu apartamento, e como de praxe, observei o porta-retratos do qual eu nunca conseguiria me livrar. No mesmo tempo que eu pensei em minha antiga equipe, pensei um pouco sobre a reação da pequena garota sem sobrenome.

(...)

Hanae POV

No mesmo dia em que eu tive minha primeira experiência amorosa, Aimi experimentou outro tipo de sensação, mas deixarei que ela fale disso na vez dela. Agora, deixe que eu lhes conte o que aconteceu naquele dia.

Estávamos tendo aulas há pouco mais de um mês, eu falava com algumas pessoas, mas fazia amigos lentamente. Eu falava com uma menina chamada Tenten e mais algumas meninas e meninos, mas havia dois com quem eu só trocava cumprimentos como oi, bom dia e tchau. E esses eram aqueles que tinham ficado mais próximos de Aimi – Rock Lee e Neji Hyuga.

 

“Neji Hyuga, né, Aimi”, eu mesma interrompi a história para dar uma zoada básica com minha melhor amiga.

“Olha aí você, usando o imaculado nome dos mortos para zoar comigo”, ela reclamou, com as bochechas coradas. Ela gostara um pouco de Neji quando éramos mais novas.

“Valeu a pena. E ele também deve achar isso”, retruquei e voltei a me concentrar na história das nossas vidas.

 

Enfim, eu e Aimi ainda passávamos muito tempo juntas (mais do que devíamos, dizia a professora), mas lembro-me que nesse dia, na hora do intervalo, ela estava longe, com Rock Lee, e eu estava com Tenten e outras meninas por perto. O céu estava tão, mas tão azul que era difícil não notar e não se maravilhar. O sol não estava tão forte assim, mas era um dia quente, porém a brisa suave refrescava todos nós no pátio.

“O seu cabelo é lindo! É tão loirinho...”, disse uma das meninas a mim, e eu sorri, pois fiquei agradecida. “Você nasceu com essas mechas tingidas de rosa também?”, ela perguntou.

“Ah, não”, eu ri. “Na verdade, eu mesma pintei, e ninguém da minha família aprovou”, continuei a rir. “Mas eu acho que rosa e loiro é bem mais a minha cara do que só loiro... E pretendo deixar assim pra sempre”, concluí.

Não era um ambiente silencioso, mas apesar da gritaria das crianças menores, parecia ser tranquilo. Ninguém gritava por raiva, era apenas empolgação por poder lanchar e brincar um pouco. Apesar do lindo céu, parecia ser só mais um dia de aula, até que alguém deu um altíssimo berro, e todos paramos para ver o que estava acontecendo.

“NARUTO!”, ouvimos a voz do Iruka-sensei gritar bem alto. “Voltem já aqui, vocês dois!”, ele continuou a gritar e finalmente conseguimos nos aproximar para ver o que ele estava fazendo. Ele perseguia dois garotos que corriam carregando uma cadeira – que parecia ser a cadeira do professor.

Os meninos se aproximavam, e eu conseguia ver o rosto do que estava na frente – era o Kiba Inuzuka, o pestinha do clã que criava cães como parceiros de combate. Diziam que ele tinha cheiro de cachorro, mas eu o achava fofinho com aquela pintura vermelha no rosto. Aimi me explicara que aquela pintura era o símbolo do Clã Inuzuka, duas presas caninas. Ele era um ano mais novo do que nós, e estava na classe do Iruka-sensei.

Então, quando já era um pouco tarde, eu percebi que eles vinham em nossa direção. Arregalei os olhos, mas Kiba acabou por conseguir desviar de nós, e por uma fração de segundo, fiquei tranquila, mas não deveria ter ficado. Em seguida veio um pivete com cabelos amarelos espetados, que largou a cadeira e deu de cara comigo.

Ele literalmente bateu a cabeça no meu queixo, e nós dois caímos, já podendo ouvir as risadas alheias, e eu confesso que morri de vergonha.

 

“Ah, você nunca muda, não é? Toda popular, divertida e engraçada, mas não pode ver o Naruto que...”, Aimi começava a falar, mas Kakashi tapou sua boca com a mão, antes que eu gritasse com ela.

“Aimi! Quer morrer antes da viagem começar?!”, ele reclamou com ela.

“Eu já superei ele, ok? E Hinata é minha amiga, também”, me justifiquei e, apesar de estar um pouco brava, prossegui.

 

Disseram-me que, naquele momento, minhas bochechas estavam mais rosa do que meu cabelo, mas eu não vi, então não posso confirmar, apesar de crer que realmente estivessem rosadas. O menino que estava com a cabeça encaixada no meu pescoço levantou o rosto para olhar o que ou quem havia atingido, e foi aí que eu vi pela primeira vez o rosto de Naruto Uzumaki.

Ao invés de tudo que eu estava esperando, ele apenas cerrou os olhos e deu uma risada de quem sabia que tinha aprontado. Eu fiquei três vezes mais corada, disso tenho certeza, mas antes que eu pudesse dizer algo, alguém se pronunciou antes.

“NARUTO!   VEJA O QUE VOCÊ FEZ!”, Iruka-sensei gritou o mais alto que pode. “Srta. Hanae! Sinto muito”, ele disse jogou Naruto sobre o ombro esquerdo, me ajudando a levantar. “Naruto, peça desculpas!”.

“Foi mal aí”, ele disse com aquela voz fofamente irritante. Iruka-sensei pediu desculpas mais uma vez e se retirou, virando de costas para mim, e assim eu pude ver a cara do sem-vergonha do Naruto mais uma vez, e ele ainda sorria daquela maneira, acenando para dar tchau para mim. Eu, sem jeito, acenei de volta, ameaçando sorrir.

“Hanae, você tá bem?”, Tenten perguntou preocupada. As outras meninas me rodearam, mas os outros seguiram fazendo o que estavam fazendo antes da ocorrência do incidente. Era estranho como as coisas aconteciam e eram rapidamente esquecidas durante nossa infância.

“Eu? Estou sim, foi só um encontrão”, respondi e voltei a olhar para elas, assim que Naruto e Iruka-sensei desapareceram do meu campo de visão. Quando notei que elas ainda me olhavam com estranheza, dei uma risada leve. “O que foi gente?”.

“Nada, você só pareceu estranha”, disse uma de minhas amigas. Ela se aproximou e olhou para todos os lados. “É que o Naruto é um bobão, mesmo”, ela murmurou. “Ele só faz trapalhadas, é um idiota, tente ficar longe dele”, disse uma das garotas, que parecia irritar-se profundamente com o menino dos cabelos loiros e espetados.

Aquelas palavras soaram vazias para mim, eu me lembro disso. Realmente não fazia sentido aplicá-las à minha vida, mas por influência da minha distração e da minha vergonha, que encobriram o ritmo estranho e acelerado do meu coração, eu respondi de maneira diferente do que realmente queria. “Ah... Entendi”.

 

“Pobre Hanae, louca de amores por um pirralho atrapalhado”, Aimi cantarolou, como se aquilo fosse alguma novidade.

“Eu avisei pra parar”, Kakashi disse assim que viu a expressão em meu rosto.

“PIRRALHO?! AIMI! PELO QUE EU SEI VOCÊ TEM MAIS DE 40 ANOS AGORA!”, gritei, assustando uma família de pássaros na árvore mais próxima. “QUEM É VOCÊ PRA CHAMAR O NARUTO DE PIRRALHO SENDO QUE TODOS OS CARAS QUE VOCÊ JÁ AMOU NA VIDA ERAM BEM MAIS NOVOS QUE VOCÊ?”.

“Essa... Essa é... A idade da minha alma”, ela disse e virou o rosto, cortando o assunto, pois estava corada como um tomate.

“Eu avisei”, Kakashi disse e, mesmo ao abraçar Aimi, não pode evitar rir dela, mesmo que um pouquinho.

 

ENFIM! Onde eu estava...? Ah!

Naruto sumira de meu campo de visão, mas ele ainda não tinha terminado de “aprontar” comigo. Não diretamente, mas aquilo me afetou, sim. Lembro-me daquele dia como um dos mais importantes da minha vida e da vida de Aimi, por vários motivos, e todos eles giravam em torno de ninguém menos que Naruto Uzumaki.


Notas Finais


^^


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