História Half The World Away (Norminah) - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Demally, Norminah
Visualizações 250
Palavras 2.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção Adolescente, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláás.
Me perguntaram se a Lauren e a Camila iriam ser importantes ou seila, esqueci qual era o enunciado. Enfim, Camren e Demally serão mais como "lições de amor e vida", entendem?! Talvez apareçam novamente no futuro, mas por enquanto só apareceram nesses poucos capítulos mesmo. Demally ainda vai demorar.
Tem musica, link nas notas finais (não sei pq caralhos não pode colocar nas notas iniciais, mas enfim)

Capítulo 31 - Without You


Fanfic / Fanfiction Half The World Away (Norminah) - Capítulo 31 - Without You

Beijo Dinah e sorrio contra sua boca. Sua mão aperta minha cintura me fazendo rir fraco e rodar com ela sobre a cama, era uma manhã preguiçosa e nós estávamos nisso há uns bons vinte minutos, mas não seria eu quem reclamaria.

-Vamos?! -Ela propõe ainda com a boca na minha e eu assinto voltando a beijá-la.

Eu poderia passar meu dia assim, sem me importar de onde estávamos ou quando iríamos voltar. Mas como estávamos em um lugar único e especial, nos levantamos e partimos para o primeiro ponto turístico que queríamos.

Chegamos ao “Palazzo Vecchio” às 10h00min e eu já me sentia cansada com o calor que se formava ao nosso redor, eu não sabia que a Itália era tão quente em épocas de verão.

O lugar tinha uma arquitetura antiga e clássica italiana, eu observava os detalhes enquanto Dinah tirava suas fotos, como sempre. Era uma energia totalmente diferente do que eu estava acostumada e me passou uma vontade de usar aqueles vestidos longos e antigos, se bem que... Bom, eu não seria uma dama da alta sociedade se fosse em outros tempos.

Entramos no lugar e havia um pequeno salão de festas onde uma banda com trajes estranhos tocava animada, alguns turistas mais animados dançavam com a música e outros somente batiam palmas, apesar de eu me sentir tentada a dançar com todos ali, fiquei apenas batendo palma junto com Dinah.

Subimos as várias e extensas escadas e paramos no térreo enorme onde dava vista para a cidade e que tinha uma pequena horta sob o sol. Me agarro a Dinah ao chegarmos à beirada de toda a torre e ela ri do meu medo.

-Isso é tão lindo. -Assinto e beijo sua boca.

Eu estava ficando um pouco mais corajosa em tomar atitude em relação a tocar ou beijar Dinah e ela parecia estar cada vez mais feliz com isso. Eu havia decidido, não de uma maneira fácil, pois qualquer decisão para mim era difícil e eu repensava no mínimo dez vezes antes de considerar sendo certa (e ainda sim duvidava disso ao extremo), que eu tentaria ser a melhor pessoa que eu conseguisse ser para Dinah e para mim mesma, pois se eu não fosse boa para mim e nem me quisesse por perto, como conseguiria manter alguém como Dinah ao meu lado?

Descemos do palácio de mãos dadas e partimos para um restaurante próximo dali.

-Lauren Jauregui... -Ouço Dinah cumprimentar animada a moça enquanto eu ajeitava a alça da minha mochila. -Trabalha em dois restaurantes?

-Bom, preciso me sustentar de alguma forma. -A moça fala divertida e nos guia para uma mesa.

Nos sentamos em uma mesa próxima à janela e escolhemos algo do cardápio. Lauren havia ido atender outra mesa e logo volto a se concentrar em nós.

-Escolheram? -Assentimos e pedimos o prato.

Ficamos conversando e olhando as pessoas passeando na calçada, Lauren volta com nossos pedidos e se afasta com um pequeno sorriso simpático.

De fato, de tudo o que havíamos visto, a coisa que eu mais havia amado era a culinária italiana. Talvez eu devesse fazer um curso sobre isso no futuro.

-Hey garotas, essa noite eu irei tocar em um outro restaurante... Com a minha namorada. -Ela diz baixinho, nos fazendo sorrir com sua vergonha momentânea. -Se vocês quiserem aparecer por lá, serão muito bem-vindas. -Ela nos entrega um panfleto com as coordenadas e algumas propagandas do lugar.

-Você tem quantos trabalhos, afinal?! -Dinah pergunta e eu piso no seu pé tentando fazê-la calar. -Ai, Manz. Por que fez isso?

-Seja educada. -Resmungo e Lauren ri da nossa interação.

-Tudo bem... Bom, tocar não é um trabalho, eu sou mais uma convidada especial. Quem arrasa mesmo é a minha namorada... Mas é difícil para ela. -Ela fala baixinho e suspira no final. -Bom, espero ver vocês lá.

Lauren se vira para atender outras mesas enquanto nós nos levantávamos para pagar a conta. Com o tempo fizemos um acordo de que as refeições seriam pagas meio-a-meio para não ter confusão como sempre era quando eu tentava pagar algo.

(...)

-Dinah... -Resmungo e sou puxada mais um pouco. -Você sabe se estamos indo certo?

Ela me olha indignada e bufa jogando as mãos para o alto.

-Vamos perguntar, então... -Ela resmunga e olhamos para os lados em busca de alguém que pudesse nos ajudar.

Avistamos uma menina mais a frente, ela estava parada e apoiada no muro, seu jeito parecia ser sério e ela parecia conhecer bastante das ruas daqui.

Caminhamos até ela e vejo seu olhar perdido para a parede a sua frente, ela parecia escutar algo no fone de ouvido, pois nem ao menos se importou com a nossa chegada.

-Buona sera. -Dinah cumprimenta e a moça retira os fones, mas não mexe o olhar para nos fitar. -Scusi. Dov’è... Trattoria Zá Zá?

A moça pensa por alguns segundos e sorri largo em seguida. Seu tom de pele e sua expressão me lembravam os latinos, sua boca carnuda e os olhos castanhos vagos, mas intensos ao mesmo tempo. Parecia que ela enxergava tudo e ao mesmo tempo não via nada.

-Turistas. -Ela diz sorrindo nos fazendo sorrir também. -Bom, eu estou indo para lá.

Percebi agora que ao seu lado havia uma grande capa instrumental, provavelmente algo grande como um violoncelo. Ela brinca com o cabo do fone nós franzimos a boca.

-Pode nos levar até lá, então? -Dinah pergunta hesitante e seu sorriso se alarga.

-Claro. Só estou esperando uma pessoa, senão se incomodarem. -Damos de ombros, mas ela continua com uma expressão impassível. Seu olhar vaga por nossos corpos, mas ela não parecia nos analisar.

-Bom, eu não me incomodo. -Dinah diz cortando o silencio estranho que havia se formado. -Podemos esperar com você.

-Oh, perfeito. -Seu sotaque misturava algo como italiano e um toque sutil de espanhol, mas tão pouco que me perguntei se seria loucura minha. -Sou Camila... Camila Cabello.

-Somos Dinah e Normani. -Dinah nos apresenta e estende a mão de forma simpática, mas a moça não demonstra reação. -Você... Hm... Você é cega? -Bato com o cotovelo em suas costelas e ela arfa alto fazendo a moça gargalhar.

-Sou. -Uma simples resposta que nos deixou de boca aberta. -Sim, sou bonita demais para ser cega, mas não é como se eu me lembrasse do meu rosto, ou que eu me importasse muito com isso. -Ela diz simpática, aparentemente sem se importar com a pergunta.

-Uh... Perdoe a indelicadeza. -Digo baixinho e ela sorri com a língua entre os dentes.

-Vocês se saíram muito bem com a situação, na verdade. -Ela diz risonha e eu suspiro aliviada. -Dinah é brasileira, certo?! -Assentimos de forma inconsciente e prendemos o riso em seguida ao perceber nossa falha. -Sei que vocês balançaram a cabeça em confirmação. -Minhas bochechas queimam de vergonha e encolho meus ombros indo para mais próxima à Dinah.

-Oh... Vejo que já conhecem minha namorada. -Ouvimos a voz rouca de Lauren e nos viramos confusas. -Olá, amor. -Elas dão um selinho e se abraçam.

-Bom... Decidimos pedir uma informação já que alguém achava que nós estávamos...

-Nós estávamos. -Digo a cortando e ela dá de ombros.

-Perdidas... Mas nós não estávamos.

-Sim, estávamos. -Digo novamente e Dinah me lança um olhar significativo.

-Enfim... Encontramos ela e pedimos uma informação... A qual nós não precisávamos.

-Sim, precisávamos. -Digo entediada e as duas a nossa frente prendiam o riso.

-Vocês fazem um belo casal. -Dinah muda de assunto convenientemente e eu reviro os olhos, mas sorrio de canto ao vê-las sorrirem largo.

-Obrigada. -Camila responde e sorri se aconchegando em Lauren. -Sempre que alguém diz isso sinto vontade de poder ver Lauren... -Ela diz com pesar, mas não parecia estar triste por isso, somente um pouco chateada.

-Ah, ela é bonita. -Dinah diz simples e me faz rir. -Não é como se fosse a mulher mais bonita do mundo, até porquê eu estou com a mulher mais bonita do mundo, mas ela é bonita. -Minhas bochechas queimam e abaixo a cabeça envergonhada. -Mas dizem que o amor é cego, não é mesmo?! -Bato com o cotovelo em suas costelas novamente e ela faz biquinho, mas logo arregala os olhos me fazendo rir sendo seguida por Lauren.

-Já ouvi piadas piores. -Camila diz risonha e dá de ombros. -Bom, acho que podemos ir. -Assentimos e começamos a andar em direção ao tal restaurante.

Camila e Lauren pareciam estar em sintonia própria a nossa frente. A mais branca carregava o violoncelo nas costas enquanto guiava a outra de forma natural, como se tivessem feito aquilo tantas e tantas vezes que cada passo era decorado pelas duas. Lauren olhava para Camila como se ela fosse alguém de tanto valor que se a perdesse nada poderia pagar ou entrar em seu lugar, me lembrando um dos livros.

-Prego a Trattoria Zá Zá. -Lauren fala com seu sotaque italiano puxado e sorri até seus olhos verdes, que agora estavam puxados para um tom mais escuro por conta de estar começando a anoitecer, se fecharem quase por completos.

Entramos no restaurante, um ambiente quente e cômodo, havia algumas famílias por ali e as mesas estavam bastante ocupadas. Nos sentamos em uma perto do pequeno palco que havia ali, um grande piano preto decorava o local e pedimos algo para comer... Acho que não preciso mais comentar sobre isso.

-Bueno... -Lauren começa, mas pigarreia ao ver que falou em italiano. -Bom... Vamos tocar algo agora, Camz? -A latina, que olhava para os lados de forma vaga, assente e se levanta junto com a namorada.

-Já voltamos. -Camila diz com um aceno.

-Como é que ela sabe onde a gente ta sentada? -Dinah pergunta em um sussurro não tão sussurrado me fazendo abaixar a cabeça envergonhada.

-Eu ainda posso escutar você, Dinah. -Camila diz divertida e contendo um risinho. -E escuto muito bem.

-Oh, claro. -Dinah gagueja tímida e solto uma risada fraca.

Elas sobem no pequeno palco e Lauren ajuda Camila com todo o instrumento e os fios do microfone. Logo depois se posiciona atrás do piano e sorri para nós com um leve aceno fazendo Dinah levantar os dois polegares em apoio.

-Buona notte. -Camila diz ao microfone fazendo todos se virarem para olhá-las. -Eu sou Camila Cabello e essa é a minha namorada, Lauren Jauregui. -A latina faz referencia para a garota atrás do piano e sorri em seguida. -Espero que gostem, pois no futuro eu estarei fazendo isso para juízes mais severos que vocês. -Todos riem e ela pigarreia, respira fundo e posiciona o arco nas cordas.

[Play: David Guetta ft. Usher – Without You (Cover)]

As duas começam em uma sincronia emocionante, o som das teclas sendo pressionadas se juntando ao som das cordas sendo arrastadas me faziam arrepiar, era como ver as duas viajando para um universo próprio em que nós só podíamos apreciar e tentar pegar o máximo do conhecimento que estava sendo passado. Camila começa a cantar pouco tempo depois. Sua mão se movia com graça pelas cordas, como se enxergasse a música com sua alma e sorrio largo e surpresa para Dinah.

Lauren franzia as sobrancelhas e olhava para Camila com admiração e orgulho, ela olhava para Camila com amor.

Me peguei olhando para Dinah com maior intensidade a fazendo sorrir e congelar seu olhar junto com o meu, sorrio envergonhada e junto minha mão a sua por debaixo da mesa.

Lauren não parecia se importar em não ser vista por Camila do modo convencional, elas eram como imãs e considerei sendo aquele o olhar mais caloroso que eu já havia visto alguém lançar para outra pessoa. E me peguei pensando em tudo o que elas deveriam ter passado e em tudo o que passavam, mas o olhar continuava lá. Por mais que Camila não pudesse ver, ela sentia Lauren e todos viam isso por ela, e porra, aquele olhar era maravilhoso.

Camila sorria e olhava para o horizonte enquanto deslizava o arco pelas cordas formando um som intenso que formou sua própria música junto a Lauren. Explicar aquele momento em palavras era como tentar explicar o que eu sentia por Dinah: impossível de ser passado para as letras, mas você sabe que existe e acredita com todas as forças. É o amor que faz suas esperanças renascerem e te faz achar que talvez você viva isso um dia, mas todos nós temos historias diferentes, amores diferentes e destinos separados. Então, me perguntei por que algumas pessoas desistiam tão fácil de algo puro assim? Não fomos ensinados a amar, a manter, trilhamos nosso próprio caminho, mas por que não conseguimos trilhar um outro caminho em conjunto com outra pessoa?

Eu poderia dançar aquele som, me mover como se as notas estivessem criando vida em meu corpo, me levando a outro nível, ainda desconhecido por mim e que me deixava nervosa, de sentimentos e pensamentos. Me peguei imaginando ouvindo aquela música todos os dias no meu quarto, deitada no chão, com Dinah dividindo meu fone e me falando sobre como a música seria passada para tela, do mesmo modo que eu passaria para o meu corpo, pois ali eu percebi que, todos nós transformamos sentimentos em arte. Alguns põe isso em números, formas inúmeras de química, outros colocam isso em suas palavras, em seu corpo, sua tela, seus movimentos.

Dinah era a arte posta em palavras e em tintas, cores e risos fáceis e mais do que qualquer outra pessoa para mim, ela era amor. Eu era a dança, a angústia e a partir de agora, e o que eu tentaria fazer adiante, eu também seria amor, e se eu me permitisse viver um pouco mais, eu seria o amor de Dinah.

Porquê, apesar de todo esse peso em minha cabeça, eu queria viver. Eu queria amar, eu queria me conhecer melhor e descobrir os meus limites, não o que os outros colocaram para mim. E por que caralhos eu recusaria um amor quando ele esta pulando o meu muro, invadindo minha janela e me salvando de me afogar no meu próprio sangue?!

Por que caralhos eu recusaria amar Dinah da mesma forma que Camila ama Lauren?


Notas Finais


David Guetta ft. Usher - Without You (cover): https://youtu.be/dfUiuMECCak
Favoritem e comentem.
3bjs de luz e até mais. 💙🌸


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