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História Hallows of the time - Capítulo 12


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Notas do Autor


Hey hey hey
Voltei
Estou postando esse cap ao invés de ir arrumar a minha mala (socorro tá tudo espalhado e eu vou embora em 2hrs) mas enfim
Espero que gostem<3 boa leitura

Capítulo 12 - Novo Ministro da Magia


Fanfic / Fanfiction Hallows of the time - Capítulo 12 - Novo Ministro da Magia

Rose Granger Weasley





– Ministro?– exclamei pasma – Perdão Sr.Shacklebolt, não sabia que você estava aqui eu...eu estava procurando a minha mãe

– Eu percebi – ele me lançou um sorriso sereno– não precisa me chamar de Senhor, só Kingsley está de bom tamanho

– Rose? – minha mãe desceu as escadas, carregava consigo uma pilha de documentos– o que faz aqui? Era para estar na casa da Gina!

– me desculpa eu vim sem ela saber, eu volto mais tarde... – comecei a me desculpar dando passos para trás em direção à porta 

– Não seja por isso, Rose – o Ministro se levantou e foi em direção a minha mãe que lhe entregou os documentos que segurava – está tudo aqui?

– Sim, verifiquei duas vezes – eu olhava para tudo tentando entender só que eles falavam– Obrigada por tudo, Kingsley

– Não por isso – ele assentiu e caminhou na direção do porta acompanhado pela minha mãe– até mais, Rose

– adeus 

Assim que a porta se fechou atrás dele mamãe se virou para mim com uma expressão extremamente raivosa 

– Eu pedi para que a Gina buscasse vocês por um motivo, Rose Weasley!– ela ralhou. Porque estava tão irritada?

– Como eu ia saber que Ministro da Magia estaria em casa? Eu só queria dar oi para a Elpis mas acabei encontrando vocês dois falando de… do que é vocês estavam falando?

– Isso não vem ao caso, você me desobedeceu e eu estou brava!

– Eu não pensei que você estivesse em casa, afinal você pediu para a tia Gina buscar a gente na estação!

– Também pedi para que esperassem lá, e tenho certeza de que ela avisou você, não é?– nos encaramos por alguns segundos antes de eu responder contragosto

– avisou…

– Bom saber!– um silêncio pairou enquanto nos encaravamos 

 A porta foi novamente aberta e meu pai entrou junto com meu irmão trazendo os nossos malões

– Minha filha apanhadora! – meu pai bradou feliz antes de notar que o clima não estava muito bom. Porque minha mãe estava tão brava? Eu não tinha feito nada de errado, não havia gritado com ninguém ou quebrado móveis nas paredes para ela estar tão furiosa.

– oi, pai – respondi e fui dar um abraço nele antes de dar meia volta e ir subir as escadas para chegar no meu quarto

– o que aconteceu?– pude ouvir meu pai perguntar antes de fechar a porta do meu quarto

Beleza. Ótimo começo, hein. 

Passei os olhos pelo meu quarto que estava exatamente como eu havia deixado, ele não era grande como o do Hugo mas eu tinha a vantagem de poder ver o lago pelas portas francesas, coisa que nem o Hugo nem meus pais tinham. Para falar a verdade eles não ligavam para isso, mas eu amava quando podia ir até a sacada ver o reflexo da lua nele. Meu quarto não tinha muita mobília, apenas uma escrivaninha com um espelho na frente,  uma mesa de cabeceira, um guarda roupa, uma estante de livros e a minha cama de casal, todos em madeira escura. Suspirei e fui me sentar no chão ao lado da porta de vidro enquanto o sol da tarde fria ainda estava alí, depois de alguns minutos meu pai abriu a porta e entrou acompanhado por Elpis que veio se deitar no meu colo enquanto ele se acomodou no chão a minha frente

– Oi, Ro Ro – meu pai me chamou pelo apelido que ele me deu quando era menor e não pude deixar de sorrir

– Oi...– respondi enquanto fazia carinho atrás da orelha da gata no meu colo

– Olha a sua mãe está bastante estressada, tudo bem? Vai ocorrer uma… bem… uma mudança no trabalho dela e isso está fazendo com que ela desconte nas outras pessoas devido o nervosismo às vezes. Porém você também a desobedeceu...

– Eu não sabia que ela estava aqui...– me defendi rapidamente

– eu sei, Rosinha. Não havia como você saber, mas se pedimos para que você ficasse lá era porque você deveria ficar lá – ele disse de uma forma tão simples que me senti uma idiota

– Ok, desculpa. Não devia ter saído da casa da tia Gina – ele sorriu para mim e eu voltei a olhar para o lago, vendo várias crianças trouxas patinarem

– Sabe por quê vocês duas discutem?– ele começou

– não diga que é porque nós….

– ... são muito parecidas. Sim, vocês são e não adianta negar – ele riu e eu suspirei derrotada– olha, não fica brava tá? Ela já gritou comigo cinco vezes essa semana, quase tive que dormir no sofá!

– ela sempre grita com você, pai – eu ri e ele me acompanhou

– sim, mas dessa vez foi pior!– ele fez uma expressão dramática e eu ri de novo enquanto ele começou a se levantar  – vou lá embaixo ver como sua mãe está, desça para jantar! Merlin, nem parece que é minha filha…


Depois que o sol se pôs eu fui tomar um banho, em seguida voltei para o meu quarto ainda enrolada na toalha para pegar uma roupa no meu malão, acabei encontrando o suéter que usei na minha primeira festa e sorri quando me lembrei do que aconteceu. Acho que foi partir daquele dia que eu e Scorpius começamos a conversar sem trocar ofensas, ou pelo menos não tantas. Ainda sorrindo coloquei uma calça de moletom, o suéter e uma meia felpuda para em seguida prender o cabelo enquanto decia as escadas com Elpis miando ao meu encalço

– Hey mana, Mamãe tá pedindo para você arrumar a mesa para ela – Hugo passou por mim e foi se jogar na mesma poltrona que o ministro ocupou algumas horas antes 

– E você vai ficar jogado nessa poltrona fofa enquanto Eu  arrumo a mesa sozinha?– perguntei indignada

– Vai – respondeu desdenhoso

– Ah é mesmo?– minha mãe apareceu na porta da sala e lançou um olhar irritado para o meu irmão– eu pedi para você e sua irmã arrumarem juntos! Por causa da gracinha vai arrumar sozinho, Hugo Weasley!

Meu irmão parecia que iria retrucar mas apenas um olhar da mamãe fez com que ele se calasse e fosse arrumar a mesa

– obrigada – respondi e ela se aproximou de mim, pegando minhas mãos com as suas

– Me perdoe por ter gritado mais cedo, querida. Eu estava nervosa e descontei em você, as coisas tem sido bem estressantes

– Você podia me contar o que houve…– propus e ela acabou sorrindo

– Eu… Eu vou ocupar o lugar do Kingsley como Ministra da Magia depois que ele se aposentar

– Ah meu Deus eu não acredito!– me joguei em cima dela e comecei a abraçá- la – Parabéns mamãe! Eu não posso acreditar, você vai ser ministra da magia!

– eu vou! – ela riu e afagou as minhas costas

– As duas mulheres da minha vida se resolveram?– meu pai apareceu na sala e eu soltei minha mãe para o encarar 

– Você sabia e não me contou! Não acredito!

– Sua mãe ia me matar eu dissesse alguma coisa– ele me explicou rindo e minha mãe reclamou dando um tapa no braço dele

– Ronald!

– Calma, Mione 

– Ah que lindo, não me chamem para o momento em família, mesmo. Sempre soube que era o filho menos amado...– Hugo apareceu na porta da cozinha 

– Por Merlin, você é realmente filho do seu pai – minha mãe revirou os olhos e meu pai se virou para ela ofendido

– O que quer dizer com isso? Pensa que eu, logo eu sou dramático? Vocês sempre mr tratam assim, e ainda dizem que me amam...– eu e minha mãe trocamos olhares antes de voltar a rir






     *        *

          *





No dia seguinte, um dia antes da véspera de Natal, fomos para a casa da minha avó materna passar o dia com ela.

No geral a casa da minha vó era um dos lugares mais aconchegantes que eu já estive, mesmo depois que meu avô morreu tudo ainda parecia quente e aconchegante, menos a poltrona dele, ela nunca mais foi a mesma 

– o que quer comer, querida? – fui tirada dos meus pensamentos pela minha vó

– Não estou com fome, vovó, obrigada– respondi mexendo meu chá com a colher enquanto meu pai movia a sua torre no xadrez de bruxo que jogava com Hugo na mesa de centro enquanto estavam sentados no chão

– Eu fiz biscoitos chocolate com menta, os seus preferidos– ela me ofereceu o prato cheio de cookies e eu aceitei um, de fato eu poderia comer aqueles biscoitos a todo momento

– obrigada – respondi e Hugo se levantou comemorando para em seguida pegar uns três cookies do prato em que eu tinha acabado de pegar o meu 

– Foi sorte! – meu pai se levantou do chão e veio até a mesa pegar uma xícara de chá

– eu tenho talento!– meu irmão respondeu comendo o quinto biscoito, vovó e mamãe riram enquanto papai bufava. A minha avó se levantou para pegar mais cookies na cozinha e minha mãe se virou para mim

– Rose querida, não gostaria de tocar para nós?– ela disse desviando o olhar para o piano ao lado do poltrona do vovô. Antigamente eu costumava passar duas semanas do verão na casa dos meus avós e em uma dessas vezes meu avô decidiu me ensinar a tocar, mas parei de tocar depois que ele faleceu

– Eu… faz tempo que eu não toco– tentei dar uma risada para amenizar mas acabei soando nervosa – não acho que seja uma boa idéia…

– Ah, mas eu adoraria ouvir você tocar!– minha vó voltou da cozinha com mais um prato cheio de biscoitos que foram atacados por Hugo– Esse piano vem juntando muita poeira nos últimos tempos, já que eu sou um desastre tocando 

Minha mãe e ela riram antes de voltarem a me encarar 

– Ok...– respondi

Não toquei nenhuma das músicas que meu avô me ensinou, claro, na verdade optei por pegar algumas partituras na banqueta e me coloquei a tocá- las

– Lindo, Rose – Minha mãe elogiou – Hugo, chega de comer! Já acabou com os cookies pela segunda vez !

– Ora Mione, deixe ele comer eu fiz vários!– minha vó disse e eu tenho certeza de que ela estava sorrindo – foi lindo, Rosinha 

– obrigada – respondi sorrindo antes de fechar a tampa das teclas do piano, minha mãe olhou no relógio de pulso do meu pai e deu um longo suspiro antes de falar

– acho que precisamos ir agora, mamãe

– Ah… – ela disse desanimada– Bom, então eu vou buscar os presentes de Natal que comprei pra vocês – ela respondeu com um sorriso

Depois de alguns minutos ela voltou e começou a distribuir os presentes começando por Hugo 

– Valeu, vovó!– meu irmão disse tirando um xadrez de trouxa com peças feitas de resina

– Por nada, querido… Ronald esse é o seu, espero que sirva – ela disse com um tom de desculpa e meu pai sorriu antes de agradecer– Mione esse é o seu…. E Rose, esse é o seu – ela me entregou um embrulho de papel marrom. Quase perdi o fôlego quando abri e vi o que era

– vovó eu não acredito! Onde encontrou isso?– perguntei descrente abrindo um exemplar antigo mas em ótimo estado apesar das páginas amareladas de "O Mágico de Oz" que eu lia junto com o meu Vô. Nós costumávamos nos deitar no jardim e ele lia e relia quantas vezes eu pedisse, ele nem precisava ler o livro de fato, apenas recitava as palavras decoradas 

– eu estava limpando um dos armários lá de cima e me deparei com ele, pensei que não existisse mais!– ela sorriu e eu corri para abraçá- la. Aquele era o melhor presente de Natal que eu poderia ter ganhado

– obrigada vovó….

Passei a noite em claro devorando cada palavra daquele livro








Notas Finais


Obrigada por ler
Até semana que vem<3


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