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História Hallows of the time - Capítulo 13


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Notas do Autor


Voltei mais cedo essa semana com um capítulo fresquinho <3
Boa leituraaa




Spoiler:
Próximo cap vai ser P.o.v Scorpius

Capítulo 13 - Natal


Fanfic / Fanfiction Hallows of the time - Capítulo 13 - Natal

Rose Granger Weasley




– Rosinha, já acordou? Preciso de uma ajudinha...– ouvi três batidas na minha porta  seguidas da voz da minha mãe e resmunguei uma concordância

Estávamos na véspera de Natal, o que significava que passaríamos o dia na casa dos meus avós com toda a família reunida. No geral era bem divertido ter primos para todos os lados, pessoas rindo, cheiro da comida da vovó pela casa inteira e a cantoria no fim da noite quando a maioria dos adultos já bebeu demais.

Coloquei minha calça xadrez de cintura alta, vesti um suéter com uma jaqueta jeans e minhas botas de couro de dragão para em seguida descer as escadas correndo 

– Bom dia, Ministra da magia – cumprimentei e vi minha mãe dar um sorriso antes de responder

– engraçadinha… pode olhar a panela para mim por favor? Vou acordar o seu irmão e pegar algumas coisas no meu escritório, já volto– ela deu um beijo na minha bochecha e saiu pela porta da cozinha enquanto eu fui até a fruteira e peguei uma maçã como café da manhã 

Tinha que enviar os presentes de Natal que comprei durante a manhã para que chegassem a tempo na casas da Alice e Louise.

Eu também havia comprado algo para Scorpius, não vou mentir, mas não sabia se devia enviar ou não… talvez ele não achasse que nós nos conhecíamos tempo suficiente para trocar presentes de Natal

Ouvi a panela borbulhar e me aproximei para abaixar o fogo que esquentava uma geleia recém feita para a torta que minha mãe levava todos os anos, me sentei no balcão e comecei a olhar para o clima lá fora enquanto pensava… Não nos conhecemos a tão pouco tempo assim afinal faziam uns dois meses que a gente se suportava... se parar para pensar, eu sempre soube quem ele era mesmo antes de ir para hogwarts (o assunto favorito minha família era falar mal da dele) sempre o vi de longe com Alvo, eu nem fazia tanto esforço para observar ele já que era facilmente o centro das atenções com aquele jeito arrogante e aquele sorriso sarcástico, ele nem é tudo isso...o que as pessoas viam demais nele?  O que eu via demais nele? Porque eu estou gastando meu tempo com isso? 

Pulei da bancada bem a tempo da minha mãe entrar pela cozinha e eu voltar para o meu quarto incomoda sem saber o porquê

– mas que merda – murmurei indo embrulhar os presentes que faltavam 




       *        *

            *






– Aí encontraram a Madame Nora presa dentro de uma armadura no quinto andar e o Filch ficou uma fera, chegou a falar, ou melhor, gritar umas palavras bem feias para o Pirraça – Lilian terminou de contar e Teddy deu uma risadinha antes de se recostar na cadeira e passar um braço nas costas da cadeira da Vic

– Pirraça sempre foi meu Poltergeist favorito– tio George disse e foi acompanhado por algumas risadas enquanto eu me servia de pudim

– Nunca vou me esquecer dele perseguindo a Umbridge com a bengala da McGonagall em uma mão e uma meia cheia de giz na outra – Papai comentou e a maioria dos adultos concordou rindo 

– Ele fez o quê?– Lucy disse parecendo maravilhada – não acredito!

– pode acreditar ...– tia Gina começou a contar a história que eu já havia escutado por meu pai uma vez. Cutuquei o doce no meu prato enquanto vários dos meus primos  e tios (até mesmo minha mãe) davam gargalhadas com a história, durante a tarde resolvi que ia entregar o presente do Scorp pessoalmente depois do feriado, afinal, eu já tinha comprado o livro mesmo… 

– quem é o galã?– ouvi uma voz perto de mim mas bem me dei o trabalho de levantar o rosto 

– porque todo mundo acha que ele é galã? – respondi sem pensar e me arrependi no momento seguinte, em que Victoire se espantou

– pera, você estava pensando em alguém mesmo? Eu estava só brincando! – ela exclamou e a minha prima Roxane se aprumou ao lado dela depois de me ouvir 

– não, não, eu respondi errado – me enrolei – não estava pensando em ninguém, estava distraída 

– A você estava sim!– Rox disse em um tom acusatório – está até vermelha 

– não estou não!– retruquei querendo sumir no encosto da cadeira 

– está sim!– Lilian soltou também e várias cabeças dos meus primos se viraram para mim

– Eh..eu..– me atrapalhei mas fui salva pela vovó Molly

– Está na hora dos presentes! – ela bateu palminhas e foi buscar a pilha de suéteres que sempre fazia para cada um dos membros da família – Primeiro os netos: Lucy… Molly… Teddy, esse é o seu… Hugo… mudei a cor do seu Roxane, querida…. Fred…. Dominique… Louis? Ah, aí está você… Thiago... Alvo… Lilian… espero que goste Vic… está faltando…

– eu, vovó – me aproximei dela que sorriu para mim e estendeu um pacote prateado antes de me olhar de cima a baixo– obrigada 

– espero que sirva, ao invés de aumentar o tamanho com o tempo eu estou encolhendo!– ela riu e a abracei. Enquanto o restante da família trocava presentes eu abri o meu pacote e encontrei um suéter azul cobalto com um "R" prateado na frente, sorri e tirei o suéter que estava usando para vestir o novo 

Ganhei livros da maioria dos meus tios, Teddy me deu luvas para quadriboll, Alvo me deu uma agenda de couro novíssima (eu avisei a ele que estava precisando de uma) e ganhei botas novas da minha tia Fleur, Quando terminei de entregar os presentes que comprei já passava da uma da manhã

– Acho que está na hora de irmos para casa, Mione – ouvi meu pai falar para minha mãe que tinha acabado de bocejar e concordou, nos despedimos de todos e voltamos para casa pela rede de Flu

Assim que senti o calor agradável das chamas verdes se desfazerem aos meus pés, sai do dentro da lareira de casa carregando o que havia ganhado para o segundo andar, depois de arrumar os livros novos dentro do meu malão junto com minhas luvas de apanhadora, sentei na minha cama e fiquei olhando o céu pelas portas francesas que davam para a sacada

Como será que Hogwarts estava agora? Abri o criado mudo e peguei o livro de Medibruxaria que havia comprado para Scorpius e o analisei a capa com o símbolo daquela profissão. Sorri quando lembrei da resposta dele quando perguntei o porquê de querer ser medibruxo 

"Por mais que meus antepassados tivessem tirado vidas inocentes eu poderia pelo menos ajudar a salvar algumas"

– Rose?– meu pai bateu na porta e me sobressaltei guardando o livro com rapidez desajeitada de volta na gaveta 

– Sim?– respondi e me aprumei como se não estivesse fazendo nada e ele entrou no quarto

– ainda não foi dormir, docinho?– ele sentou na ponta da minha cama e eu neguei abraçando meus joelhos – bom eu… queria te dar um presente que tivesse significado para mim, sabe… não é muita coisa… espero que você use...– ele me entregou um pacote pequeno embrulhado desajeitadamente em papel pardo

– obrigada, papai– sorri antes de abrir o papel com cuidado e desembrulhar um objeto pequeno objeto na cor verde que lembrava muito um isqueiro, peguei-o e examinei atenta

– se chama desiluminador – ele respondeu ao meu olhar de interrogação – Dumbledore o deixou para mim em seu testamento, sem ele eu jamais teria voltado para a sua mãe e o seu tio Harry depois do nos separarmos após uma briga… sem ele tudo que você conhece poderia não ter acontecido, e eu sou eternamente grato por ter ganhado ele de um dos maiores bruxos  que já existiu 

Eu sorri e me joguei em seu colo para um abraço, em seguida acionei o desiluminador e a luz do meu quarto voou de encontro ao mesmo 

– incrível – elogiei e o acionei de novo devolvendo a luz ao meu quarto – obrigada papai, eu adorei









Pegamos o expresso de Hogwarts em Kings Cross dois dias depois, arrastei o meu malão pelo trem procurando uma cabine vazia 

– vamos mais lá para o fundo – Alvo comentou bocejando– não deve ter nenhuma vaga por aqui

– temos que achar a Alice antes – respondi olhando mais uma cabine – cadê ela…

– Alvo! Rose! – vi a minha amiga correr do outro lado do corredor e se jogar no meu primo que a levantou do chão– fiquei morrendo de saudade de vocês! Isso porque foram só quatro dias…

– você nos ama, pode falar – brinquei e ela soltou Alvo para vir me abraçar também 

– amo nada – ela respondeu também brincando

Acabamos ficando em uma das cabines no último vagão, não precisei patrulhar os corredores como monitora pois os monitores chefes escolheram outros dois alunos para fazerem rondas durante a viagem de volta

– como foi seu Natal, Lice?– ouvi meu primo perguntar enquanto colocava meu minha bagagem no maleiro da cabine

– não tão boas como eu esperei, mamãe está com uma tosse que não para e tem tido tonturas estranhas… fiquei preocupada mas pelo menos pudemos passar o feriado no nosso sítio em Bledlow. E vocês?

–o mesmo de sempre: Casa do tio Duda; Toca; Casa e trem. – meu primo respondeu

– a diferença é que esse ano Vic e Teddy anunciaram o noivado – eu complementei me sentando ao lado da janela 

– É verdade – ele concordou e começamos a viagem de volta 

Depois de descer da carruagem puxada por testrálios andei pelos corredores da escola agarrada ao livro de Medibruxaria. Será que ele ia gostar ou eu tinha forçado a barra? Se fosse o contrário eu não acharia ruim, digo, ganhar um presente de um amigo é super legal, não é? Scorpius era meu amigo, então não tem nada de…

–Sinceramente! – pulei de susto quando Louise apareceu sabe se lá de onde ao meu lado – preciso arrumar alguém para mim, minha irmã e a namorada dela ficaram se agarrando do meu lado em toda festa de família! 

Ri assim que me recuperei do susto e apertei o livro mais junto a mim

– elas não devem fazer de propósito...– propus e ela bufou

– não deixa de ser irritante, elas parecem dois desentupidores de pia… – eu dei mais uma risada – vou indo para a Corvinal...quero saber tudo do seu feriado depois, ma chérie.

Assim que ela saiu eu afastei o presente de Scorpius e o encarei suspirando 

– Que bobagem...– murmurei 

– o que é bobagem?– ouvi uma voz arrastada perto demais da minha orelha e me virei em um salto 

– Scorpius! –levei a mão ao peito tamanho o espanto – Vai me assustar desse jeito toda vez que me encontrar? 

– Porquê ficou tão espantada, estava pensando em mim?– ele disse presunçoso e eu senti meu pescoço e orelhas esquentarem

– Convencido – bati o pé e ele riu 

– Calma Rosie... relaxa, eu só estou brincando– ele me lançou aquele sorriso de lado que só ele tinha e pegou uma mecha da parte da frente do meu cabelo que se soltara da trança para colocá-la atrás da minha orelha

– brincadeira sem graça – respondi e ele soltou um riso anasalado – Ah...eu… eu… queria te entregar uma coisa…– Olhei receosa o pacote do livro que ainda abraçava e o entreguei para Scorpius meio incerta – eu te comprei um presente 

Ele me olhou espantado antes de sorrir e tirar um retangular embrulho azul de dentro da capa

– eu também – respondeu e eu abri um sorriso enorme antes de trocarmos nossos pacotes. Scorpius havia me dado um volume de um livro de edição limitada sobre runas antigas que eu vinha querendo a um bom tempo

– Scorpius eu estou tentando comprar esse livro a séculos! Como conseguiu? – ele riu e passou a mão pelo cabelo, senti um frio estranho na barriga 

– não foi nada, Rosie – deu de ombros e olhou com carinho o livro de Medibruxaria que eu havia dado – obrigada pelo presente

Não sei o que deu em mim, mas quando percebi já havia o abraçado. Senti aquela sensação engraçada na boca do estômago de novo quando ele retribuiu, só que agora ela era tão forte que parecia que tinham borboletas se debatendo dentro de mim









Notas Finais


Espero que tenham gostado<3
Bjs

Até semana que vem>3<


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