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História Hallows of the time - Capítulo 18


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Notas do Autor


Pelo amor de deus não me matem






Boa leitura<3

Capítulo 18 - Momento roubado


Fanfic / Fanfiction Hallows of the time - Capítulo 18 - Momento roubado

Rose Granger Weasley





– Ótimo balaço Scamander! – Lanna gritou enquanto voava com a goles que havia defendido embaixo do braço 

Me ajeitei melhor na vassoura e passei os olhos pelo campo procurando o pomo, no começo da semana achei que Scorpius iria me beijar na sala precisa, mas depois de voltar para o meu dormitório pensei duas vezes. Scorpius Não iria me beijar...como poderia? Não tenho nada a ver com Amara ou qualquer outra da meninas bonitas que gostavam dele.  

Desviei de um balaço que passou perto de mim, estávamos treinando com tanto esmero que quando me deitava para dormir a noite, achava que não iria conseguir me levantar de novo. O jogo conta a Griffinória seria no fim de semana, então eu estava levemente em Pânico já que, além de estar competindo com o Thiago, meu irmão, minha melhor amiga e mais alguns dos meus primos, Alvo não queria deixar claro mas era impossível não notar: ele queria que eu apanhasse o pomo primeiro.

Passei os olhos pelo campo novamente e pude ver um mínimo lampejo dourado que logo se movimentou, sorri e inclinei a vassoura para baixo acelerando o máximo que podia, ultrapassei Cameron Davies e comecei a seguir o pomo. Amélia Bones rebateu um balaço que vinha na minha direção e sorri para ela por cima do meu ombro, a bolinha dourada fez um desvio para a direita e virei bruscamente subindo com o braço estendido, quanto mais alto subia mais rápida ficava e quando já estava bem acima do campo envolvi meus dedos em volta do pequeno pomo. Ouvi o apito da capitã soar e voei tranquilamente de volta para o chão, até que eu havia me saído bem.

– Davies preste mais atenção nos passes, ok? Ótima pegada Rose, só cuidado com os balaços, a batedora da Griffinoria é a Roxane e ela é… ela é bem…

– a Roxane – completei e ela sorriu de lado– eu conheço bem o jogo dela, pode deixar.

– Certo. Ótimo treino time! Quero vocês descansados, amanhã no mesmo horário.– decretou e começamos a nos dispersar 

Enquanto meus colegas de time conversavam animados eu fui até a pia do vestiário para lavar o rosto e soltar meu cabelo

– Você foi ótima hoje – Amélia se aproximou de mim tirando as luvas de quadriboll

– Obrigada, a sua mira também está melhor a cada dia – respondi passando os dedos pela extensão do meu cabelo que já estava chegando perto da cintura, preciso cortar…

– Que isso… bom, até amanhã– falou e acenei vendo ela se juntar aos meninos que saíam do vestiário junto com Lanna e Êmica

Quando terminei de desembaraçar meus cabelos com a mão observei meu reflexo, não estava parecendo tão acabada quanto de costume. Girei os calcanhares para sair do vestiário quando Lorcan abriu a porta e entrou, baixei o olhar e continuei meu caminho tentando fingir que ele não existia, porém, ao passar ao seu lado indo para a saída ele pôs a mão no meu ombro. Estaquei no chão 

– Você está diferente...– fez a menção de levar a mão até uma mecha do meu cabelo mas eu dei um passo para trás me distanciando dele 

– Me livrar de você fez bem – retruquei sentindo a raiva fluir 

– Rose, no fundo você sabe que eu fui a única pessoa que te amou de verdade…

– Me amou tanto que resolveu trocar saliva com outra garota? Me poupe! – respondi seca e ele deu um passo na minha direção

– Eu errei! Não estava pensando direito, aquela garota praticamente se jogou em cima de mim!

– Vai vir com essa agora, Lorcan? É sério isso?– fiz a menção de passar mas ele entrou na minha frente e agarrou meu braço de maneira firme o suficiente para que eu não conseguisse me soltar – Me larga!

– É ele não é?– seu tom era baixo mas ecoava como um trovão. Senti um arrepio na nuca – eu tenho observado você, Rose. Vocês dois. Acha que o Malfoy quer algo com você? Acha que ele vai se apaixonar por você? Começou a se arrumar para ele, passa as tardes com ele na biblioteca, sai da Corvinal depois do toque de recolher… diz aí: você já abriu as pernas para ele ou o problema era comigo, mesmo? 


Seu rosto se virou para o lado devido o tapa que desferi nele 


como ousa… – ofeguei mas parei com a sua sentença seguinte

– O senhor Weasley sabe disso?– meu coração falhou uma batida – Claro que não… Olha: como eu sou um cara muito legal não vou contar nada para ele, tá?

– contar o que? – consegui achar minha voz de novo – não é da sua conta mas eu vou dizer: eu não tenho nada com o Scorpius, e mesmo que tivesse isso não é problema seu nem do meu pai…

– Eu discordo – deu de ombros com falsa indiferença– Sabe, eu apostaria a minha vida que seu pai não iria ficar nada feliz se eu escrevesse para ele dizendo as coisas que tenho visto

– Ele não iria acreditar em você – tentei parecer confiante– ele sabe o que você fez comigo. Além do mais, você não tem como provar

– Ah, na verdade eu tenho Sim...– ele levou a mão até o bolso interno do uniforme e de lá tirou dois pedaços de pergaminhos dobrados, que reconheci com terror o que eram – Vejamos… "querida Rosie, se continuar  a me evitar…"

– Como conseguiu isso?– minha voz saiu estrangulada mas não consegui me repreender por isso, a única coisa que martelavam na minha cabeça era em como a carta de Scorpius havia sido roubada de mim. Minha carta.

– Isso não vem ao caso...– disse e comecei a sentir meu rosto esquentar

– Seu… seu...– me repreendi internamente por não conseguir formular uma frase completa 

– Calma, ainda nem te mostrei a melhor parte– ele abriu o outro pedaço de pergaminho que, percebi com espanto, era na verdade uma foto. Uma foto em que eu abraçava Scorpius no corredor. Foi no dia em que contei para ele o que as pessoas estavam dizendo da minha mãe. Scorp estava com o queixo apoiado no topo da minha cabeça afagando minhas costas enquanto eu tinha meus braços envolta do corpo dele, escondendo o rosto em seu peito. Olhando para aquela foto eu poderia jurar, mesmo sabendo a verdade, que aquelas duas pessoas eram mais do que bons amigos.

– Mas… mas...– falei sem fôlego sentindo minha cabeça girar. Meu momento com Scorpius também fora roubado. Em um lapso de lucidez tentei arrancar os papéis de sua mão porém, por mais que fosse apanhadora, não fui rápida o suficiente e ele os tirou do meu alcance 

– Opa, não tão rápido– ironizou e senti meus olhos arderem, não queria chorar mas a raiva e frustração começaram a pesar

– O que você quer? – fui diretamente ao que tinha certeza de que ele planejava– você quer alguma coisa, o que é? 

– Bom ponto...– ele guardou a foto e a minha carta dentro do uniforme – que tal: você me pedir perdão por ter sido equivocada ao me humilhar no três vassouras, seguido de uma súplica para voltar comigo, que tal? Lógico que isso precisaria ser feito publicamente para valer...

Senti nojo e não disfarcei minha expressão de repulsa 

– Nunca – respondi e ele riu de lado 

– Sabe qual é o ponto de tudo isso? – deu um passo à frente e pegou uma mecha do meu cabelo para enrolá- la entre os dedos

– Me atingir – cuspi as palavras e, surpreendentemente, ele riu 

– Ah, não... Digo, também, mas não é o principal. O principal é: sua família ficaria arrasada e furiosa com você, mas jamais fariam mal algum a você...A dele não – senti um calafrio percorrer minha espinha. Como pude ser tão egoísta e nem sequer pensar nele? Não conhecia sua família completa mas, do pouco que sabia, tinha certeza que ele não teria tamanha sorte… – Ah, começou a entender, não é? Muito bom…

– não...– lembrei me de algumas coisas que sabia sobre a família de Scorpius. Sabia que aquela cicatriz no ombro esquerdo não foi por cair no quadriboll, sabia que os primos nem sempre eram os parentes amáveis que deveriam ser, sabia que a mãe dele (a única que defendia ele na mansão dos Malfoy) havia morrido e o deixado à deriva dentro daquela casa junto com o pai que trabalhava o dia inteiro

– Pensando melhor na minha proposta?– perguntou cínico e deixei uma única lágrima escorrer pela minha bochecha

– Quando?– perguntei por fim e seu sorriso se tornou assustador

– Boa menina ….







   *       *

       *






Depois de tomar banho e colocar uma roupa que Lou havia escolhido para mim, uma calça de moletom cinza meio justa e uma camiseta preta de manga comprida segunda pele, me senti um pouco melhor. Louise havia reparado que eu estava estranha durante a tarde e resolveu tentar me alegrar do jeito dela, acabei deixando os cabelos soltos que caíram em pequenos cachos ao longo das minhas costas, minha vida estava indo de mal a pior mas pelo menos eu me sentia bonita. Respirei fundo e saí do banheiro, disse a minha amiga que não me esperasse para ir ao salão principal alegando que iria demorar mais um pouco e ela, sendo o anjo que é, não contestou. Me sentei na beirada da cama e abri a gaveta da mesa de cabeceira, peguei o livro que Scorpius havia me dado e passei o dedo pelas gravuras devagar

– Merlin me ajude...– murmurei baixinho antes de devolver o presente de volta no lugar e me levantar para sair do dormitório

Enquanto andava podia sentir as emoções explodindo dentro de mim, era como se cada passo que eu desse algo diferente viesse a minha mente "eu estou fazendo a coisa certa?", "Claro que estou, nunca viveria em paz se soubesse que Scorpius se prejudicou por minha causa…", "mas será que ele faria o mesmo por mim…?", "Não pense besteiras, isso não vem ao caso…"

Chacoalhei a cabeça tentando clarear a mente e entrei no Salão principal indo para a mesa da Corvinal, Louise sorriu para mim enquanto eu me aproximava mas passei direto por ela indo mais para a ponta da mesa. onde ele estava.

– Lorc...– chamei e ele se virou com o sorriso mais simpático que tinha, as pessoas em volta dele cessaram a conversa e prestaram a atenção em nós dois– Será que podemos conversar?

Pensei em fingir uma cara de coitada mas não era preciso, minha expressão ficou naturalmente deprimida depois que decidi o que ia fazer. Pelos rostos das pessoas em volta, estava convincente

– conversar? Sobre o que?– perguntou, se eu não soubesse que ele estava se fazendo de idiota teria acreditado em sua surpresa

– Eu… eu gostaria de pedir desculpas por não ter te ouvidorespondi e uma menina sentada a duas cadeiras de Lorcan arregalou os olhos e cochichou para a amiga ao lado – será que não podemos nos falar lá fora? 

Ele adquiriu uma expressão formalmente calma, embora pudesse ver a borda de seus lábios tremendo para não sorrir abertamente

– Ah, claro – Lorcan pediu licença e se levantou e nós dois começamos a andar para fora do salão principal. Arrisquei olhar para trás e me arrependi no momento em que encontrei os olhos de Scorpius colados em mim e Lorcan com uma expressão de completa incompreensão. Se estivéssemos em outra situação eu teria rido da cara dele, estava engraçada

– Faltou a parte em que você dizia que me amava e que não podia viver sem mim – Lorcan disparou baixo o suficiente para que apenas eu ouvisse assim que alcançamos o corredor em frente o salão principal

– me esqueci...– menti e ele sorriu sarcástico – mas acho que seus amigos tem certeza do que "estamos fazendo"

Ele deu um sorrisinho de lado

– É, eles devem sim. Mas não foi esse o acordo...– ele passou a mão pelo meu cabelo e senti uma onda de repulsa– está muito bonita…

– grata – respondi e ele lançou um olhar rápido para algum ponto atrás de mim, soube que havia algum aluno vindo na nossa direção e que estava na "hora do show". Respirei fundo e falei em um tom mais alto: – Você me perdoa mesmo?

– Eu é que tenho que me desculpar...– ele fez o mesmo e continuou a passar a mão pelo meu cabelo. Isso não estava no combinado, pensei– senti tanto a sua falta, Rosie

Ele usou o apelido que Scorpius me deu. O jeito que ele me chamava. Uma onda de tristeza me atingiu e me segurei para não chorar 

– Eu também senti a sua...– falei com a voz embargada, o que deve ter soado aos ouvidos alheios como se "eu estivesse emocionada com a volta do meu amado namorado". Lorcan não perdeu tempo e atacou meus lábios com os seus. Foi de longe o pior beijo da minha vida. Ele levou as mãos a minha cintura me levando para mais perto de si, o único gesto que consegui fazer foi pousar minhas mãos no seu peitoral.

Um movimento brusco acabou com a minha tortura e Lorcan foi arremessado no chão a meio metro de mim

como ousa...– Alvo sibilou de tal forma que até mesmo eu me senti intimidada, ele, Alice e Louise estavam olhando para o menino caído no chão mas Scorpius, que estava ao lado do meu primo, olhava diretamente para mim com seus olhos azul acinzentado. Não conseguia decifrar sua expressão, mas ele não parecia feliz

– Mas o que...– Lorcan disse sem acreditar, alguns de seus amigos haviam aparecido e o ajudado a se levantar

– O que pensa que está fazendo chegando perto dela de novo? Você...– Alvo se controlava para não fazer um escândalo mas sua voz aumentava a cada segundo. Com apenas um olhar furioso de Lorcan senti minhas pernas bambas. Se ele perdesse a paciência com o meu primo quem pagaria seria Scorpius e a mim. Respirei fundo já me sentindo mal pelo que ia fazer 

– chega, Alvo! – falei me pondo entre ele e Lorcan, meu primo pareceu atordoado por alguns instantes antes de franzir o cenho indignado 

– "Chega, Alvo"? Rose ele é o canalha que fez você sofrer, como pode me mandar...– engoli minha vontade de chorar pela décima vez só naquela tarde e lancei a Alvo meu melhor olhar de súplica

– Al, será que você pode por favor parar de gritar com o meu… meu namorado – assim que falei Alice suspirou horrorizada

– Rose… como… não… o- oque?– Louise falava perplexa e senti o braço de Lorcan envolver meus ombros 

– vamos embora – ele disse e lancei um último olhar para os meus amigos, meus únicos amigos, todos claramente perplexos e inconformados. Talvez eles não sejam meus amigos por muito mais tempo se as coisas continuarem desse jeito, pensei antes de ser arrastada para a Corvinal com um Lorcan orgulhoso.



"Vovô..." pedi em pensamento "... Se houver uma saída disso, me ajude a achar. Por favor."







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