História Handcuffs (Larry Stylinson) - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Visualizações 274
Palavras 1.447
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Make a Wish, Lou.


Fanfic / Fanfiction Handcuffs (Larry Stylinson) - Capítulo 30 - Make a Wish, Lou.

24/12

A energia de Harry era tanta, que, se conectassem cabos em seu corpo, poderiam iluminar toda a cidade de Dublin.

Acordara cedo, sem ajuda alguma de seu despertador — ou de sua mãe abrindo as cortinas. E isso era raro.

Apesar de já ter conseguido deixar tudo pronto no dia anterior, quisera ter certeza de que tudo estava 100% okay. E de fato, estava; inclusive, o ponto crucial que era ligar para Zayn e avisá-lo sobre a festa surpresa e pedir para que convencesse Louis a ficar no colégio naquele dia, já estava resolvido.

Styles e Anne saíram de casa ainda cedo, mas a verdade é que a mente do cacheado esteve na Irlanda durante todo esse tempo.

-x-

Horas depois...

O moletom de Louis era três vezes maior do que seu corpo, enquanto, em contraste, usava skinny jeans escuras. Nos pés, usava o vans de sempre: sujo e desgastado.

Sentia mais frio do que de costume, como se, além da neve do lado de fora, faltasse algo dentro de si mesmo para o esquentar; costumava ficar assim no dia de seu aniversário. E, por não querer abaixar o astral de seus amigos, preferia se isolar.

Fumando, fumando e fumando...

— Louis? — Zayn forçou sua visão, tentando enxergar se o pequeno corpo sentado nos bancos de pedra ao longe, era de seu amigo. O de olhos azuis virou-se ao ouvir a voz do moreno, que acabou o reconhecendo. — Onde você estava, cara? — Perguntou após correr até lá; a voz falha pela gripe ainda não curada, somado com a falta de fôlego.

— Bem aqui. — Disse simples, forçando um sorriso para Zayn que saiu mais como uma careta.

— Enfim, — De pé, com as mãos enfiadas no bolso da calça, Malik mal encarava Louis. Não costumava mentir. — Nós temos que ir para nosso quarto.

— Algo aconteceu?

O interior de Louis começou imediatamente a se encher de preocupação, deixando os sentimentos ruins de lado. Seu lado protetor sempre iria superar qualquer coisa.

— É Liam. Ele.... — O moreno parou, sem saber o que falar. A verdade é que não tinha pensado em um motivo antes, estava determinado a apenas encontrá-lo; e no momento, se xingava internamente por esse deslize.

A pausa dramática, somada com a expressão considerável de desespero de Zayn, preocuparam mais ainda Tomlinson, que se levantou de imediato e disse ligeiro:

— Vamos logo. — Com ambos andando depressa, quase correndo, adicionou: — Por favor, só me diz que você não enfiou alguma coisa nele, como um desodorante, sei lá... Eu soube que não é nada bonito. E não dá pra tirar, só com cirurgia.

Zayn usou um autocontrole (o qual não tinha ideia que possuía) para não rir. Ainda mais ao perceber que o outro estava sendo completamente sério.

— Só vamos lá. — Segurou seu braço e adiantou-se para frente, de forma que não fizesse contato visual e caísse na gargalhada.

Quando chegaram ao corredor dos quartos — algo que não demorou muito para acontecer—, e quando a vontade de Zayn de rir passou, ele não pode deixar de comentar:

— Preciso admitir que estou ligeiramente ofendido. Por que caralhos você acha que Liam precisaria de algo para se satisfazer que não seja eu? — Ergueu uma das sobrancelhas, malicioso. — Ele tem a mim. Toda hora.

— Eu sei lá, casais são estranhos. — Segurou a maçaneta da porta e a girou. — Não é como se eu ficasse idealizando como deve ser o relacionamento de voc-

Surpresa! — Uma única palavra exclamada por todos que estavam dentro de quarto.

Louis não sabia ainda, mas tinha acabado de entrar em uma situação nova. Entrou no quarto, ainda tentando entender o motivo daquilo, até ver um bolo nas mãos de Harry.

Ao mesmo tempo que tudo pareceu acontecer muito rápido, pareceu ter sido em câmera lenta. Muitas informações, curto espaço de tempo.

Estavam Harry, Liam, Caleb e agora Zayn, com chapéus azuis de festa. Da exata mesma cor do bolo redondo que o cacheado segurava; Louis se aproximou dos garotos, encarando tudo aquilo com deslumbre total.

Em cima do bolo, havia um mini campo de futebol, onde um bonequinho estava fazendo um gol. Aquele simples detalhe, o fez sorrir; ficando também sem graça o suficiente para escondê-lo com a manga de seu moletom.

Happy birthday to Lou...

Agora eles cantavam a música que nunca lhe fora dedicada antes. Sorrisos eram estampados por todos e Louis poderia explodir de alegria ali mesmo. Para tanto, ficara praticamente imóvel, sabendo que ao menor dos movimentos a pólvora reagiria. E Booom.

Só poderia estar sonhando. Era isso, um sonho. Um sonho do qual poderia acordar a qualquer momento. Entre uma de suas piscadas de olho.

Estar em um lugar rodeado por pessoas que ama, o celebrando. Celebrando o fato dele ter nascido. Era incrível. E novo demais. Agora, depois de oficialmente dezoito anos de vida, Louis compreendeu porque as pessoas amavam fazer aniversário.

— Faça um pedido, Lou. — Harry o lembrou, antes que ele pudesse apagar as velas. E, apesar de toda a surpresa e novidade, Tomlinson fora rápido. Em segundos, todas as velas estavam apagadas. Em um único sopro.

Styles colocou o bolo em cima de um criado mudo vazio, e nesse meio tempo, um abraço em grupo foi formado; o cacheado tendo que enfiar-se nele rapidamente para não perdê-lo, ficando frente a frente a Louis, que possuía braços e mais braços ao seu redor.

Ver o sorriso mais sincero de Louis, somado com seus olhos brilhantes — cintilando como pedras preciosas — verdadeiramente mexeu com o cacheado. Naquele momento, ele desejou estar sozinho com Tomlinson. Poder o manter em seus braços, num abraço apertado e infinito. Também gostaria de acariciar seu cabelo, aproveitar seu perfume único e ouvir sua voz doce e melodiosa bem perto da sua orelha.

Mas, mal conseguia o tocar com todas aquelas pessoas — que nem eram tantas, porém suficientes para serem demais. A verdade era que apenas ele e Louis eram suficientes.

E Harry com certeza continuaria com seu resmungo mental, se não tivesse sido interrompido pela voz de Zayn dizendo que era hora de cortar o bolo.

-x-

Depois de todo mundo comer, Zayn e Liam agirem como um casal de pais, mimando e elogiando Louis, e Caleb fazer piadinhas constrangedoras ao pegar o boneco do Louis que estava acima do bolo e dizer que iria comê-lo, Louis e Harry ficaram finalmente sozinhos. (E, é importante ressaltar, que esse milagre aconteceu apenas pelo bom senso de Malik, o qual logo percebeu que ele, Liam e Caleb estavam atrapalhando os dois).

Louis estava achando Harry estupidamente lindo naquele dia; não que não o fizesse nos dias normais, mas vê-lo com um sobretudo escuro, conseguia superar todos os níveis de beleza possíveis. Ele estava nervoso, mais ainda por saber que fora o cacheado o planejador de tudo aquilo.

Suas mãos suavam, mesmo sabendo que nunca estivera tão próximo de Styles antes. Ele apenas... Não queria perder aquilo que tinham juntos.

Respirou fundo e foi até onde o de olhos verdes estava em pé, fingindo ver algo em uma de suas mãos.

— Você é incrível. — E o abraçou, firmemente, pegando um pouco do calor que vinha de seu corpo. — Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado. E obrigado.

— Você achava mesmo que eu iria para Londres sem comemorar o seu dia contigo? — Harry deslizou uma de suas mãos até a metade das costas de Tomlinson. — Pensei que fosse tão óbvio que eu voltaria, que nem seria surpresa.

— Eu não... Sei mais o que achar, ou esperar de ninguém. — Corou. — Normalmente quando elas dizem que vão embora... Elas vão. Certo?

— A não ser que você esteja falando sobre Harry Styles. — O cacheado depositou um beijo em sua testa.

Ele estava carinhoso demais. Louis queria surtar, gritar, quem sabe até xingá-lo. Colocar todo o sentimento que estava o sufocando para fora; ao mesmo tempo que só desejava ficar ali para sempre. Na atmosfera do seu amor.

— Eu sei que é em cima da hora, e huh, eu vou entender se você não puder ou quiser, mas...

— O quê?

— Você quer ir lá pra casa agora? — Eram tantas surpresas que o coração de Louis se tornara uma bateria tocada por um roqueiro sob efeito de cocaína. — Minha mãe convenceu MacAteer; afinal, você é de maior agora. Nós podemos passar pelo menos esse fim de mês juntos. “O mês mais frio do ano”. — Citou o próprio Louis de alguns dias atrás.

— Fuck, como você consegue ser tão ótimo?! — Harry riu com a mudança de humor de Tomlinson, que deixara de ser chocado para revoltado em alguns segundos. — Não será um problema, mesmo?

— Claro que não, duh.

— Mesmo mesmo?

— Mesmo mesmo.

— Mesmo mesmo mesmo?

— Louis!

— Desculpa. — sorriu, travesso. — Só não prometo que não irá se repetir.

— Vá arrumar sua mala, mocinho.

 



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