História Handcuffs (Larry Stylinson) - Capítulo 57


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Visualizações 65
Palavras 3.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! 💜

Capítulo 57 - Vitorioso


Agosto

Em o que pareceu um piscar de olhos, as aulas voltaram. Mais rápido ainda o colégio se encheu de gente, cada ano parecendo ter mais e mais novatos. Essa superpopulação clamava por mais e mais espaço. E o império ia aumentando.

— Como é possível MacAteer ter admitido mais tantos estudantes se a capacidade continua a mesma? — Harry perguntou a Niall, enquanto estavam a caminho do pátio, para o discurso de volta às aulas.

— É meio óbvio, mas ele se importa mais com o dinheiro entrando no bolso dele do que com nosso conforto. Prova disso, não sei se você percebeu, mas há um certo padrão de tratamento com alunos de família rica por aqui: maior liberdade e flexibilidade, menor punições, coisas assim. Por exemplo, Ed... Ele entrou no fim do ano e só passou um mês aqui. Isso não é normal; foi a primeira vez que vi isso acontecer.

Styles ouviu tudo aquilo em silêncio, pensativo. O barulho da chegada de variados alunos não era alto o suficiente para atrapalhar a conversa dos dois amigos.

— Também tem eu, né? — O tom do cacheado era quase melancólico, frustrado. — Eu entrei em outubro, e apesar de que assim que pisei aqui ter discutido com Daimian, não sofri qualquer tipo de castigo...

— Eu sou filho de político, Harry. Tu não achas que essa seja a razão dele não ser tão carrasco comigo?

— Do nosso grupo, apenas Zayn e Louis são “perseguidos”, huh?

— Basicamente. — Os olhos azuis perscrutaram o ambiente, tendo certeza que não havia ninguém ali que poderia os prejudicar caso ouvisse o que eles estavam falando. — O diretor também se aproveita do fato do colégio ser tudo o que eles têm... Zayn não tem outra opção de colégio e acredito que Tomlinson também não.

— E sobre Liam... Caleb...? — Styles perguntou.

— Eu não sei sobre Caleb. Liam também não fala muito sobre sua vida fora daqui; pelo menos não para mim. Mas acho que para MacAteer eles são medianos. — Deu de ombros.

— Eu odeio esse lugar para caralho. — O de olhos  verdes bufou, mau humorado.

Harry e Niall optaram por esperar pelos outros (que ainda estavam tomando banho e se organizando) de pé, pois de qualquer forma, não tinham mais cadeiras suficientes para todos eles se sentarem juntos. Então os dois permaneceram encostados em uma das várias pilastras monstruosas do local.

— Às vezes eu sinto como se estivesse vivendo em um governo totalitarista e com as mãos atadas em relação a isto. É tipo assistir um Nazismo 3.0 na frente dos seus olhos, mas ninguém mais enxergar ou pelo menos preferir ignorar.

Shhh! — Horan o calou imeditamente, com os olhos arregalados. — É melhor falarmos sobre isso depois.

Em poucos minutos os outros meninos foram chegando, um por um; a ordem era regida pelo nível de preguiça que cada um tinha para se acordar cedo, tomar banho e se vestir.

— Desde quando tem tanta gente aqui? — Louis perguntou, confuso, analisando o ambiente. Fora o último a chegar, quase atrasado.

— Ou o velho perdeu de vez a noção sobre o limite de pessoas por espaço, ou ele decidiu abrir as portas do inferno de vez.— Zayn respondeu, lutando para manter os olhos abertos.

Diiinheeiiiroo. — Liam cantarolou. Caleb riu, mas sua risada não teve um tom feliz.

Stanley, no centro do contingente, não tirava os olhos deles.

(...)

No meio do discurso, o garoto solitário levantou-se de seu lugar e só assim foi notado por Louis, Harry e os outros meninos. Caleb e Harry adotaram uma postura defensiva ao redor de Louis, instantaneamente, enquanto lhe mandavam expressões duras e de desprezo. Stanley passou por eles sem ao menos levantar o rosto.

Apenas no corredor que levava aos quartos que conseguiu soltar a respiração presa. Enxugou o suor que escorria pela testa com uma das mãos levemente trêmulas e apressou o passo, querendo se livrar daquilo o mais rápido possível.

Enfiou o medo de ser pego no fundo do cérebro, fazendo de tudo para ignorá-lo e assim conseguir relaxar. Quanto mais nervoso parecesse, menos credibilidade teria.

Escolheu pensar na satisfação que sua vingança trairia. No quão doce que seria poder, finalmente, trazer um pouco de “justiça” para si. Conseguiria, com certeza, se livrar de Louis de uma vez por todas — e quem sabe, com sorte, de Harry e seus amiguinhos também.

A expulsão era garantida.

Com um sorriso frio no rosto, adentrou seu próprio quarto e encostou a porta.  Foi até sua cama e tirou de trás dela uma mochila. Abriu o zíper com pressa e logo o saquinho com maconha foi colocado em um dos seus bolsos.

Tendo feito uma visita rápida ao quarto de Tomlinson, voltou ao pátio e sentou-se no lugar de onde saíra como se nada tivesse acontecido. As bochechas pálidas voltaram a serem rosadas e sorriso frágil de antes estava esticado de orelha a orelha. Era só questão de tempo agora.

(...)

A maçante tradição chegou ao fim. Os meninos se encaram, com tédio e cansaço emanando de cada um de seus poros. Começaram a se alongar, quase que em sincronia, esticando os membros superiores e pescoço, buscando algum tipo de alívio. Embora quisessem muito, ainda não poderiam sair de lá, pois estavam esperando que MacAteer dissesse o que seria feito agora.

Afinal, nos inícios de ano letivos, era regra que os veteranos apresentassem o local aos calouros. E, apesar de estarem aproximadamente na metade do ano — época em que tal atitude seria desnecessária — era fato de que haviam muitos novatos.

— Ah! E antes que eu me esqueça... — O homem robusto de meia idade voltou a falar de maneira tão súbita, que quase foi possível que o bigode grisalho se soltasse do rosto oleoso e fosse parar no teto. — O número de alunos por quarto, agora, será de seis pessoas. Se seu quarto já possui tal quantidade, você está liberado. Caso contrário, deverá permanecer aqui para a nova organização. — Pausou, recuperando o fôlego, enquanto examinava cada um dos rostos que o encarava. — Volto a reforçar que isso é apenas temporário, mais espaço está sendo construído ou reformado para atender a crescente demanda de vagas. — Exibiu um sorriso largo, orgulhoso. Vitorioso. — Damian os coordenará com isso. Estarei na minha sala. — Soltou o microfone.

— Finalmente. — Liam comemorou. Ele e Zayn foram a biblioteca e o restante dos meninos seguiram, quase correndo, para o quarto. Com Caleb, contavam seis. Pelo menos uma vez na vida, tiveram sorte e se livraram da chatice de reorganização de quarto.

Exceto por Louis. Quando estavam andando, Harry sentiu falta dele e virou-se. Encontrando-o de costas para si, olhando para o outro lado, seguiu seu olhar e chegou em Finn.

— O que foi? — Niall também percebeu e parou, mas sua atenção era voltada a Styles. O cacheado deu de ombros e seguiu com o loiro e o restante dos meninos para a proteção do quarto.

— Hey capitão, senti sua falta! — Finn disse, enquanto os dois se abraçavam.

— De mim ou de um bom oponente para jogar futebol? — Ergueu uma das sobrancelhas quando se separaram.

— Os dois. — Os olhos castanhos de Finn eram tão doces quanto chocolate. — Como foi aqui?

— Melhor do que você imagina. Harry não voltou a Londres, então...

— Ele também é de lá?!

— Yeah. — Tomlinson concordou com a cabeça, devagar. — Mas um pouquinho mais perto de onde você mora. E vocês dois estupidamente longe de onde eu morava.

— No fim das contas, acabamos todos aqui, huh? — O de olhos azuis concordou.

Estar na presença de Finn era um pouco estranho para Louis. Mas não de uma forma negativa. Desenvolveram uma amizade pura e orgânica em pouquíssimo tempo. Eles tinham uma ligação diferente de tudo que Tomlinson já tivera.

— Enfim, eu tenho que te devolver o livro que me emprestasses. — Louis lembrou.

O outro garoto concordou, mas sua atenção foi roubada pela voz enjoada de Daimian ordenando silêncio e organização. O zelador planejava separar a massiva quantidade de alunos em grupos, para assim reorganizar como os quartos ficariam. Porém, era claro para Louis e Finn que aquele processo seria lento.

— A gente vai lá rápido. Dará tempo de sobra de você voltar e arrumar um grupo. — Louis começou. — E, também, há sempre a desculpa: “Fui ao banheiro e me perdi no caminho”. Você é novato. — Deu de ombros. Finn gargalhou. — A menos que tu queiras ficar.

— Vamos. — Disse, sem pensar duas vezes.

(...)

Enquanto isso, no quarto...

Harry, Niall e Caleb conversavam, sentados no chão frio do cômodo.

— Sempre achei que ele fosse um velho louco, mas não que chegasse a ser neonazista. — Caleb, com o rosto apoiado por um dos braços, sussurrou enquanto encarava o chão. O sentimento de nojo fazia seu estômago borbulhar.

Niall, em contraste, tinha seu olhar direcionado ao teto. Seus olhos mal piscavam com seu cérebro a todo vapor, refletindo sobre a teoria de Harry.

O cacheado, desde que pisara no colégio, sabia que havia algo muito errado por ali. Algo sutil, com palavras diferentes, mas com mesma definição.

Quando se juntava todos os fatos separados, Gerald MacAteer conseguia ser alguém pior do que eles já imaginaram. E só agora, que realmente pararam para pensar no assunto, junto, os três garotos perceberam.

— Ele claramente abusa do poder que tem. — Harry voltou a falar. — E suas falas são sempre resumidas na criação de uma nova geração. De uma “melhor” que a atual, que respeite os “antigos e corretos costumes”. — O cacheado fazia aspas com os dedos ao que falava. — Perto da sala dele tem um quadro bastante peculiar, eu notei assim que cheguei aqui... Eu vi algo parecido numa das aulas de História do meu antigo colégio e a interpretação da minha professora era de uma metáfora nazista.

Niall poderia vomitar com tudo aquilo. A sensação de impotência também não ficava muito atrás.

— As nossas aulas de História... — Horan suspirou. — Elas abordam a situação da Segunda Guerra Mundial de forma diferente, né?

— Sim! — Dos três, Styles era o mais exasperado. — O que caralhos foi aquilo sobre o holocausto nunca ter existido?! Pelo amor de tudo que é mais sagrado...

— Também não vamos esquecer-nos do quão homofóbico ele é. — Caleb adicionou. — Não sei se vocês sabem, mas a quantidade de alunos expulsos por apenas não ser hétero é gritante. Nós precisamos tomar muito cuidado com isso.

— Há algo de ruim que MacAteer não seja? — O loiro perguntou, tristonho, fazendo uma lista mental com todos aqueles problemas, procurando algo de bom. Uma última faísca de esperança.

— Provavelmente não. — Os olhos verdes de Harry piscaram devagar. — Você se lembra de quando me falou que quando ele virou diretor, todas as mulheres que costumavam trabalhar aqui se demitiram? Ele deve ter feito de tudo para se livrar delas... Machista com todas as letras.

— E racista. — Caleb disse em um sussurro. — Quero dizer, não deve ser coincidência só ter gente branca aqui. E faz total sentido, se ele realmente for neonazista... — Cada vez que essa palavra era pronunciada, o clima parecia ficar mais pesado.

— A gente precisa fazer alguma coisa. — A atitude adormecida de Horan despertou. — Ainda mais agora, que tem tanto aluno entrando nesse colégio. Não podemos deixar que ele consiga fazer lavagem cerebral em tantos jovens; moldá-los dessa forma nojenta.

 — Mas o quê? — Styles questionou. — Não podemos chamar a polícia sem provas concretas. Eles não iriam acreditar num bando de adolescentes de um internato nos confins da Irlanda. E, se não formos convincentes o suficiente, é provável que seremos mandados, na mesma hora, para casa.

— Vamos pesquisar alternativas. O que fazer. Ou pode ser que tenha algo na internet que nos ajude a depor contra ele. Não sei. Mas já aconteceu coisa errada demais para esse lugar continuar existindo. — A fala cortada e apressada de Niall demonstrava a velocidade dos pensamentos que eram transmitidos pelos seus neurônios. Não apenas ele, como também os outros dois, agitados, se juntaram no canto do quarto e começaram a navegar na internet pelo celular do cacheado.

Por ironia, MacAteer que era o algemadoao passado. E o maior medo dos meninos, agora, era de não serem capazes de fazer algo contra essas algemas.

Louis, tendo finalmente chegado ao quarto, abriu a porta de maneira silenciosa. Sua postura tranquila foi alterada pela surpresa de ver os três garotos muito próximos uns dos outros e parecendo obcecados com algo; como se fizessem parte de uma seita só deles. Limpou a garganta, tentando chamar a atenção deles para si. Em resposta, recebeu apenas alguns olhares interrogativos, esperando que o de olhos azuis explicasse o motivo de estar os interrompendo. Tomlinson, divertido, perguntou: — O que vocês estão tramando agora?

— Você tem tempo? — Harry respondeu com uma pergunta, rápido como um relâmpago.

— Ãn... — Tomlinson andou lentamente até as suas coisas, para pegar o livro de Finn. — Finn está me esperando. — Apontou para porta, a qual o garoto mais novo os observava, tímido. Abaixou-se para alcançar a larga bolsa que guardava embaixo da cama. Encontrou o que procurava, sem perceber nada de diferente.

Os meninos cumprimentaram Finn vagamente e voltaram à busca silenciosa que faziam. Embora não tivessem encontrado ainda nada promissor, a chama da determinação estava forte.

— Eu juro que se tudo isso for por causa de um pornô, obrigarei todos vocês, quando sairmos daqui, a fazerem terapia. Em conjunto. — Fuzilou-os, antes de fechar a porta e sair.

— É provável que precisemos. — Niall sussurrou. — Mas infelizmente não por esse motivo.

No corredor, Louis e Finn se sentaram no chão, encostados na parede.

— Eles não costumam ser tão estranhos assim. Mas, às vezes, acontece. — Tomlinson brincou, tentando suavizar o clima meio estranho que ficara.

— Tudo bem. — O de olhos castanhos sorriu, coçando a nuca. Desceu o olhar até o livro que Louis o estendia. — Você conseguiu terminá-lo de verdade? Porque se não, podes ficar com ele por mais tempo.

— Terminei. — Só então Finn pegou-o. — Eu aprendi a ler muito rápido. E, não irei mentir, estava ansioso para devolvê-lo. — Encarou a parede por segundos, pensativo. — Tu não me dissesses que era um presente especial, então quando eu vi a dedicatória, fiquei com medo de estragá-lo de alguma forma.

— Hã? — O segundo garoto demonstrou confusão tanto na fala quanto na expressão, como se Tomlinson estivesse falando outra língua.

— É um presente dos seus pais, não?

— Ah, sim... Mas não é nada demais. — Deu de ombros. — Só um presente de aniversário.

— Vocês não se davam bem? — Louis perguntou, mesmo não acreditando que aquele fosse o caso; apenas queria entender melhor.

— Nós nos damos ótimo. — Percebeu que pareceu ter feito descaso com o presente dos pais. — Eu me expressei mal. Na verdade, o motivo de eu estar aqui no colégio é para fugir um pouco da superproteção deles. Você não imagina o quanto eu insisti.

— Ok... — Louis não disfarçou o quanto não esperava por aquele motivo. —... Então este é o momento em que eu te digo a coisa mais sábia que já falei até agora: Saia daqui o mais cedo possível. Corra de volta para a casa dos seus pais, você estará a salvo lá.

Finn riu. — Esse lugar é mal assombrado e ninguém me disse?

— Pior.

Como se estivesse provando, um MacAteer furioso apareceu no início do corredor. Aquilo não era bom sinal. O homem não costumava sair do conforto de sua sala, a menos que fosse algo sério.

— Vá pro seu quarto. Agora. Conversamos depois. — Louis pediu, mas saiu como uma ordem. Ambos se levantaram apressados, porém Finn obedeceu e entrou por uma das portas, enquanto o de olhos azuis esperou, parado, pelo pior.

— Parando para pensar, não é uma surpresa que seja você. — Gerald disse com desprezo, frente a frente com um Louis confuso.

— S-sinto muito, mas não tenho a menor ideia do que voc- o senhor está falando. — Gaguejou, enquanto arrumava a postura. Geralmente não costumava ser submisso em confrontos, entretanto fora pego de surpresa, com a guarda baixa.

— Eu irei verificar suas coisas pessoalmente, traficantezinho. — MacAteer foi em direção ao quarto e, com a mão na maçaneta, Tomlinson o interrompeu.

— Deve ter algum engano... — A voz falhou. — O que quer que seja isso, eu não tenho nada a ver. Estou ocupado demais estudando para provas inúteis para vender drogas. E, também, não vamos esquecer o fato de eu não ter uma moeda. Traficantes normalmente são ricos, huh?

Na metade de sua fala, Gerald já havia colocado o primeiro pé dentro do quarto — ignorando com sucesso o que saía da boca de Tomlinson.

— Louis, você pode vir agora? — Harry perguntou, sem perceber que não se tratava do seu namorado.

Pelas passadas duras e pesadas, os meninos logo perderam a distração. Com os rostos pálidos e queixos caídos até o chão, avistaram a silhueta inconfundível do homem. O qual só possuía olhos para o celular em mãos do cacheado.

— Ora, ora, ora... — Cruzou os braços, quase que satisfeito. Olhou em volta, percebendo também o frigobar escondido em um dos cantos do cômodo.  — Nunca vi tantas infrações em um único quarto. — Falou quando foi olhar em direção a Louis e acabou notando a fechadura diferente na porta. — Vocês não estão com sorte hoje. — Seguiu até a frente de Styles e estendeu a mão grosseira, apanhando o aparelho de celular. — Mas, sorriam, porque há alguém em uma pior situação.

O celular, que ainda estava aceso, foi jogado no chão com violência. E, com apenas dois pisões, teve a tela totalmente rachada.

— O celular? — Niall perguntou, cheio de ódio.

A resposta foi dada quando, em questões de segundos, Gerald percebeu a bolsa embaixo da cama de Louis e a levantou no ar. Virou-a de cabeça para baixo, de forma que todo seu conteúdo caísse no chão e, no meio daquilo, encontrou o que procurava.

A prova do crime: Um pequeno saquinho de maconha.

Tomlinson, encostado no portal da porta, travou. Sabia que aquilo foi implantado e também por quem, mas também era de seu conhecimento que não havia nada que pudesse fazer. O sentimento de injustiça queria gritar e dizer que era inocente, mas o pessimismo o fez aceitar de que, agora, nada mais adiantava. Seria expulso, perderia contato com Harry e também, o rumo da sua vida.

Com as lágrimas começando a escorrer pelo rosto juvenil, encarou seus amigos, que possuíam a mesma expressão de choque.

 



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