História Handcuffs (Larry Stylinson) - Capítulo 58


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
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Palavras 2.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 58 - Vocês não.


Flashback

Stanley tremia, ao que andava em direção a sala de MacAteer. Seu corpo borbulhava com uma mistura perigosa de animação, ansiedade, medo de ser pego na mentira e desejo por vingança.

Cada batida na porta de madeira pareceu aumentar seus próprios batimentos cardíacos. Engoliu em seco, respirou fundo e girou a maçaneta.

— Com licença, senhor diretor. Não quero que percas seu tempo, então serei direto. Tenho informações sobre alguém que traz drogas para dentro desse colégio. Com tais simples palavras, a cara de tédio de Gerald foi substituída por uma tensa. Movimentando os dedos bruscamente, chamou-o para dentro do cômodo. Rápido.

— Louis Tomlinson. Ele me ofereceu algumas drogas, eu recusei e ele me ameaçou. Disse que me incriminaria se eu abrisse a boca, porém tive a coragem de vir denunciá-lo. Entendo a preocupação do senhor em manter esse colégio livre dessas coisas, por isso deixei o egoísmo de lado e resolvi arriscar que acreditasses em mim.

O diretor respirou fundo e arrancou os óculos do rosto. Passou a mão pela têmpora; a dor de cabeça triplicava a cada segundo. Olhou para Stanley em uma careta e perguntou: — Você acha que ele é a mesma pessoa que trouxe as drogas que causaram a overdose de Aiden?

Stanley parou, conflituoso. Queria a expulsão de Tomlinson, mas talvez não ferrar tanto assim com a sua vida. Talvez.

— Eu... Não...Sei....

Mais um suspiro vindo do diretor. Continuou o pensamento: — Aiden era um aluno irrelevante. O que me preocupa é que o traficante acabe infectando alunos com pais importantes e isso vire um processo contra o colégio. Contra mim.

Fim do Flashback

Harry, encostado na cadeira que ficava de frente para a mesa de MacAteer, pensava sobre como a vida era insana. Sentia como se fosse ontem que estivesse ali, no mesmo lugar, recebendo as “boas vindas”. E, agora, era interrogado como um criminoso. Provavelmente prestes a ser expulso.

— Então, mesmo sabendo que é contra as regras, você decidiu trazer o telefone móvel da sua casa consigo?

— Celular. Chama-se celular. — Corrigiu-o, barbarizado. — O senhor sabe como é, vícios... — Deu de ombros, tentando parecer tranquilo, mas o órgão no seu peito bombeava o sangue de forma agitada.

Harry temia ser separado de Louis. O garoto de olhos azuis era tudo o que passava pela sua mente desde o ocorrido no dia anterior. A imagem dele chorando pisoteava seu coração com mais força do que um milhão de pés de MacAteer conseguiria. E olha que a situação da tela de seu celular era irrecuperável.

— Irei chamar sua mãe. Pode sair. — Dispensou-o.

Do outro lado da porta, Zayn, Liam, Niall, Caleb e Louis esperavam pelo cacheado.

Malik, como não estava no quarto na hora, se livrou do problema; pois manteve seu celular muito bem escondido consigo. Liam, por outro lado, mesmo se estivesse no quarto, estaria longe de problemas: conseguia seguir as regras com facilidade. Ou melhor, havia se acostumado.

Enquanto Niall e Caleb também foram interrogados, mas tudo ficou bem. O loiro levou uma séria reclamação por trazer o frigobar sem consentimento do diretor, mas depois de explicar que os pais tinham se separado e mudado de casa — de forma que nenhum dos dois havia espaço para o objeto em suas respectivas casas novas —, Horan pensou que estaria tudo bem em trazê-lo para si. O que era tudo verdade. E, por último, Caleb, assim como Liam, estava dentro das regras. Só fora chamado por força do hábito de Gerald.

Agora, com Harry do lado de fora, era vez de Louis. Styles foi diretamente nele e deu-lhe um abraço apertado, sussurrando que tudo ficaria bem. Que eles dariam um jeito.

Com a quebra do abraço, Louis acenou fraco para os amigos e finalmente entrou na sala fria. Levara muita tensão consigo, mas também deixara bastante com os meninos. Por minutos, não falaram nada entre si; cada um ficou preso em sua própria mente.

— Ele disse que vai ligar para a minha mãe. — Styles rompeu o silêncio com sua voz trêmula. — Isso que me preocupa. Porque, sem dúvidas, ela vai querer me tirar daqui. E, é ridículo não querer que assim ela faça, mas vocês entendem o motivo de eu não sair desse lugar. — Os meninos concordaram.

— A única coisa boa, até agora, é que ele permitiu que mantivéssemos o frigobar. Pelo menos até ele arrumar um novo lugar para ele. — Niall tentou ser otimista, mas não conseguiu. Bufou. 

— Deixe-me adivinhar: o velho já está separando um espacinho em sua sala macabra para ele. — Zayn debochou, ácido.

— Não importa o que aconteça, nós devemos continuar procurando provas...  — Liam abaixou o tom de voz. — Para incriminá-lo. Não podemos deixar que ele se safe de tudo o que fez e está fazendo com todos os alunos que passaram por aqui.

À noite, por não conseguirem dormir, Harry, Niall e Caleb atualizaram os outros três meninos sobre a conclusão que chegaram em relação ao caráter de MacAteer.

— Yeah. Esse lugar está cheio de testemunhas. — Malik o apoiou.

— Mas é arriscado sair perguntando às pessoas. Mais do que testemunhas, há traidores. — Harry rebateu com o punho fechado. — Pessoas ruins.

— Foi Stanley, não foi? — Niall mudou de assunto, mas não tanto. — Que fez tudo isso contra Louis? Só pode ter sido ele...

Era um consenso de que sim. Óbvio.

A frustração entrelaçada com raiva permeava por entre eles, ganhando força por causa dos dois indivíduos responsáveis pela infelicidade geral.

— Pessoas infelizes realmente têm esse poder de destruir os outros, não é? — Harry desabafou.

— Elas têm o poder, de fato. Mas não podemos nos esquecer que o nosso é muito mais forte. — Niall disse. — Nós temos uns aos outros. Nós lutamos juntos, não importa contra o que seja. Ou quem. Nós iremos superar isso.

Os meninos encontraram conforto na determinação do loiro. Pelo menos, até a volta de Louis. Com os olhos vermelhos e o rosto molhado, pelo qual as mãos desesperadas passeavam, tentando enxugar as lágrimas.— Stanley conseguiu o que queria. — Contornou o corpo com os próprios braços, congelado no lugar; dois passos à frente a porta de madeira.

Harry correu até ele e o segurou apertado, como se dependesse disso para ele não ir embora. — Se você irá voltar para Londres, eu também vou.

Um por um, os outros meninos se juntaram ao abraço e permaneceram assim por um bom tempo, mas que não parecera nem um pouco suficiente.

(...)

Tomlinson colocou uma música para tocar. Estava ajoelhado no chão e, ao seu redor, suas roupas dobradas. Colocava uma por uma dentro da mala, com cuidado, para caber tudo. Seu primeiro instinto foi jogar tudo lá dentro, com pura raiva, mas como ela não fechou, estava tendo agora que refazer o trabalho.

Todos eles acompanhavam a letra da canção, cantando em conjunto, enquanto ajudavam o de olhos azuis a fazer a mala. Por mais triste que a situação fosse, eles sabiam que precisavam ser fortes. Até porque, no momento, não havia mais nada que pudessem fazer.

Até tentaram protestar sobre a injustiça, foram a MacAteer e disseram que Stanley estava mentindo, porém não adiantou. O diretor queria alguém para culpar e ele havia conseguido. Parecia que nada iria mudar sua cabeça.

— Minha mãe não se importaria se você morasse com a gente. — Styles disse, entregando-lhe o cachecol que Tomlinson tinha esquecido.

— Harry, você sabe que eu não posso aceitar isso.

— Nós arrumamos qualquer emprego e alugamos algum lugar. A gente dá um jeito. — Aquela era a décima ideia que o cacheado dava.

— Essa é a última coisa que eu quero. Arruinar sua vida. — Louis enfiou o cachecol no cantinho da mala que sobrara. Começara a fechar o zíper. — Eu sei que você quer estudar inglês na faculdade, Harry. Então assim você vai fazer. — Terminou o que fazia. — Eu irei te esperar, mesmo que seja de longe.

— Não... — Styles não podia argumentar contra. Louis o conhecia bem demais; sabia das suas vontades e sonhos. De fazer doutorado, dar aulas em uma boa instituição. Mentir agora seria ridículo.

A música parou pois o celular de Zayn descarregou. O CD player que Tomlinson ganhara de aniversário já estava dentro da mala fechada.

— MacAteer disse que eu só precisaria ir embora amanhã. Porque está ficando tarde e ele ainda não conseguiu falar com o meu pai. Aparentemente, não pode me jogar do lado de fora antes de falar com o outro, que também me jogou do lado de fora. Será que eu não deveria ter nascido um ser humano, mas sim uma bola de ping pong? — Bufou.

Apesar dos pesares, Harry sorriu. Estendeu-lhe a mão e o levantou do chão, trazendo para perto de si. — Eu te amo. — Deu um selinho nos seus lábios avermelhados e afastou o rosto um pouquinho, para encarar seus olhos. — Muito.

— Eu te amo. — Havia felicidade nos olhos azuis, mas também medo.

(...)

No outro dia...

Nenhum deles conseguiu tirar ao menos um cochilo. Passaram mais uma noite inteira em claro, conversando, brincando, aproveitando enquanto todos ainda estavam juntos. E, tentaram ao máximo não falar os assuntos pesados. Tentaram fingir, por algumas horas, que nada de ruim tinha acontecido.

Mas agora, com a chegada do novo dia, era hora de encarar a parte difícil. Inevitavelmente.

Daimian entrou de maneira abrupta no quarto, como se querendo pegá-los fazendo algo errado. Para seu azar, os meninos estavam apenas conversando. E também, ao mesmo tempo, era quase impossível que o homem conseguisse piorar a situação.

— Harry Styles! — Seu tom de voz muito mais alto que o necessário incomodou os ouvidos de todos os presentes. E as cabeças doloridas. — Sua mãe está aqui. MacAteer está lhe chamando.

Ponto de vista de Anne

Passar uma hora ouvindo um narcisista falar de todas as suas conquistas e de seu “nobre” trabalho de “salvar jovens perdidos” foi como tortura. Ele, pela sua forma de pensar, parecia viver em uma bolha distante da realidade. Do resto do mundo. Como se, preso aqui numa pequena cidade irlandesa, tivesse se desconectado de toda a civilização. Não tendo assim uma gota de bom senso.

E, pelo visto, queria fazer o mesmo com os alunos. Já que fez questão de enfatizar várias e várias vezes que Harry trouxera consigo um celular e de como isso era um absurdo. Em instante nenhum ele perguntou o motivo, ou pensou fora da caixa empoeirada e velha onde suas ideias estavam guardadas.

Mas, de qualquer forma, eu estou longe de querer qualquer tipo de discussão com esse homem. Na verdade, por mim, Harry estaria comigo em Londres, perto de mim. Sem precisar estar lidando com tantas restrições desnecessárias.

Porém, diferente de MacAteer, eu entendo o lado do meu filho. Ele criou laços dentro desse lugar. Forçá-lo a partir, quebrando-os, seria um pecado.

— Da última vez que eu estivesse aqui, eu garanti ao senhor que se meu filho trouxesse mais qualquer tipo de problema, eu iria tirá-lo daqui. Todavia, por mais que eu dê muito valor à minha palavra, espero que lhe dê outra chance. Tenho certeza que ele dará o seu melhor para seguir cada uma das regras. Ele gosta muito daqui. — Descruzei as pernas; meus pés estavam ficando dormentes pelo longo período de tempo na mesma posição.

Não consegui ler sua expressão com certeza, mas MacAteer parecia conflituoso. Como se estivesse numa batalha interna de como proceder com a situação. Se ele precisaria de um convencimento mais forte, não conseguiria de mim. Por mais que eu quisesse a felicidade de Harry, a sensação ruim sobre esse colégio prevalecia.

Falando nele, finalmente chegou depois de chamado. Veio lentamente até nós, sem falar uma palavra. Deu-me um abraço apertado, tão carinhoso quanto sempre fora.

— Estava com saudades. — Sussurrou apenas para mim. Sorri largo e nada disse, pois ele sabia muito bem que era mútuo.

— Então... — MacAteer começou. Styles não o olhava. — Você quer realmente ficar aqui, Harry? Porque se sim, precisas fazer por merecer, se não- — Teve a fala interrompida.

— Não. — Encarou-o. — Não quero. — Virou-se para mim. — Posso voltar hoje mesmo para casa com a senhora.

— Algo... Algo aconteceu? — Um lampejo de preocupação encheu meu peito por essa resposta inesperada.

— Hm... — Harry pareceu pensativo; tinha algo que ele queria me dizer, mas nada mais saía de sua boca.

O telefone fixo que repousava sobre a larga mesa de madeira do diretor começou a tocar, interrompendo a conversa.

— Com licença... — O diretor pareceu sem graça. Pela primeira vez. — Alô? Sim. Certo, sr. Tomlinson. Entendo.

Ponto de vista de Harry

Meu coração quase pulou para fora ao ouvir “Tomlinson”. De repente ficou difícil de respirar e raciocinar. Pisquei várias vezes, tentando recuperar o foco da minha visão que começara a girar.

— Posso ligar para o senhor mais tarde? Não, com certeza. Não se preocupe. — MacAteer finalizou a chamada. Porém, não soltou o aparelho; pelo contrário, discou outro número com rapidez. — Derry, não precisa mais vir buscá-lo. Tomlinson continuará aqui.

(...)

No quarto...

— Eu disse que a fechadura da porta foi ideia minha. Então, indiretamente, só afirmou que eu era o culpado pela maconha. Pior que é, faz sentido. — Louis falava com Niall, cada um deitado nas próprias camas.

O loiro não foi para a aula. Como tinha o histórico de faltas tão branco quanto neve, optou por ficar com o seu amigo. Os outros meninos, por outro lado, não estavam na mesma situação. Então, depois de prolongarem o máximo que puderam na despedida, tiveram que seguir para as aulas do dia.

— Stanley vai ter o que merece. De um jeito ou de outro.

Tomlinson nunca ouvira Horan falando daquela forma. Apesar da surpresa inicial, ficou preocupado. A última coisa que queria era que o amigo se envolvesse em qualquer besteira por sua culpa.

 — Nialler, deixa isso para lá. Não gaste tempo com esse tipo de pessoa, não vale a pena. O carma é real. Não precisamos intervir.

A surpresa pela mudança também foi sentida por Niall. Mas, de uma forma positiva. Tinha notado antes o quanto o de olhos azuis havia amadurecido, mas não conseguia se acostumar. Ele cresceu rápido demais.

— É verdade.

Em sincronia, um Harry energético adentra o local, com uma expressão de alguém que viu a morte e voltou à vida. Os meninos, antes deitados, se levantaram de imediato, na dúvida se ele trazia uma notícia boa ou ruim.

Louis!!!! — Foi pulando até ele e continuou fazendo isso mesmo estando abraçado com o mesmo, fazendo-o pular consigo. — Você não vai a lugar nenhum!

— O que você fez, Styles? — Perguntou, desconfiado, com o sorriso já aparecendo no rosto abatido pelas duas noites mal dormidas.

Harry explicou a ligação que ouviu quando estava na sala de MacAteer. Também fez questão de citar o aperto que passou ao dizer para a mãe que queria ir embora e do nada mudou de ideia. Que, por muito pouco, iria realmente voltar a Londres, pois de fato, Anne ficara preocupada com essas mudanças repentinas.

— Meu pai não me querer em Londres não é surpresa nenhuma, eu só não entendo como ele conseguiu convencer o diretor... — Styles parou de pular e eles refletiram por um segundo. —... Conhecendo ele, deve ter feito um empréstimo gordo no banco para depositar na conta bancária de Gerald. — Louis adicionou com uma careta.

— Não importa! — Niall lembrou-os. Foi sua vez de correr até os dois e os puxar para um abraço forte. — Fodam-se todos eles! Estaremos juntos até o final desse ano merda e isso é a única coisa que importa no mundo agora!

Harry e Louis riram do quanto aquilo não parecia com algo que o loiro diria.

— Eu realmente sou um péssimo exemplo para você, não é? — Tomlinson perguntou, acariciando os fios lisos de Horan para o lado.

— Talvez. — Sorriu de lado. — Ou talvez eu não seja um tão bom assim.

(...)

Na hora do jantar, os meninos não tiravam os sorrisos dos rostos ao que andavam pelo pátio, até a parte onde a comida era entregue. Andavam como campeões, pois assim era como estavam se sentindo.

Quando Louis tocou na bandeja para pegar comida, junto aos amigos, um dos ajudantes de Daimian foi rápido em intervir: — Vocês não.

— Não o quê? — Niall perguntou com o estômago roncando.

— MacAteer deu ordem de não servi-los nos próximos dias. — Respondeu-lhe, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. — Podem pegar água, se quiserem. — Apontou para os bebedouros. — Mas apenas isso.

— Isso é brincadeira, né? — Foi a vez de Zayn de perguntar. Mas a cara do responsável pela cozinha naquele dia era bem clara. 

É, eles não seriam expulsos. Mas o diretor faria eles desejarem que tivessem sido.



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