História Handle Handle - Capítulo 3


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Palavras 3.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa pelo capítulo grande.

Capítulo 3 - Festa


Fanfic / Fanfiction Handle Handle - Capítulo 3 - Festa

Bem, como eu posso dizer? Aqui estou, andando por esse bairro estranho, com esse cara. De alguma forma me sinto como se estivesse andando com  alguém superior a mim – claro, ele é mais velho, deve ter uns vinte e tantos anos – mas é mais tipo, a diferencia é bem obvia. Sobre ele parecer um mendigo, retiro tudo aquilo, Emmett agora estava usando uma blusa social abotoada preta e uma bermuda cor grafite. O cabelo... porra, como ele fez isso? Eu o vi parar na frente do espelho na sala e começar a bagunçar os fios com os dedos. Foi muito estranho, parecia que ele ia arrancar os fios.  O resultado final ficou perfeito – caralho, eu queria bagunçar meu cabelo e ficar com esse penteado de modelo. Tá um partido no meio, só que ao mesmo tempo de lado e as pontas bagunçadas caindo no rosto, ficou muito um ator de Hollywood – quem em dera eu ser assim.

Confesso, sou vaidoso, isso não é raro, homens são vaidosos, só não tem tanta exigência pra penteado ou roupas – vantagens de ser homem – eu não preciso disso. Bom... esse também é um dos meus incômodos no momento, estou andando com um homem bem bonito, pode soar estranho eu sei.

- Aqui Lipe – Emmett apontou para uma rua.

Lipe de novo. Eu não sei de onde eles tiraram essa intimidade pra me chamarem por um apelido. Mas ok. Eu o segui sem cerimonia, a farmácia ficava mais longe do que eu pensava. E aquele silencio estava me entediando. Eu sei a importância de ser amigo do seu patrão – bem, ele não é meu patrão, mas claramente também tem poder naquela casa, se ele não for com a minha cara pode acabar fazendo o meu trabalho virar um inferno. É melhor criar amizades se não eu posso acabar me ferrando.

“e bonitinho, tome cuidado, não se aproxime dele” as palavras de Brandon cutucavam na minha mente. Eu não sei porquê tanta advertência, o que ele pode fazer comigo?

- Brandon é tão brincalhão,sabe? Ele vive dando medo nas pessoas para elas se afastarem de mim – ele riu irônico – isso é triste, graças a ele não tenho amigo nenhum.

- Eu acho que intendo. Mas você deve ter muitos amigos, quer dizer não é possível, né?

- Você tem?

- Amigos? Sim, no curso que faço.

- Humm... – ele fez um mini bico nos lábios – adoraria conhece-los – declarou ele.

Não seria uma boa ideia você os conhecer. Eu tenho quatro amigos, os meus companheiros de sala, que por algum milagre ainda estou com eles. Sou uma pessoa difícil de manter uma amizade digamos assim. Sabe quando você acaba deixando de ser interessante para uma pessoa? É nesse momento que você não é mais nada pra ela.

- Chegamos – avisou Emmett.

Fui pego de surpresa, quase esbarro nele – seria bem desagradável . Quando entramos na farmácia vi Emmett ir até o farmacêutico  e lhe entrega uma folha. Eles começaram a falar coisas que eu não conseguia ouvir. Escolhi ficar perto da porta, lá dentro tinha ar condicionado eu apenas fiquei olhando quem passava pela porta de vidro. Meus olhos quase pulam das orbitas quando vi Stephane passando a pista vindo pra cá. O que ela faz por aqui? Me distanciei o mais rápido da porta, eu não estou devendo nada se é o que parece, é só que se ela me ver, vai chamar os outros e me obrigar a ajudar em alguma coisa – é só o que eles fazem.

- Ah... Emmett, já terminou?

- Ah, desculpe. Ele não esta achando o remédio.  Está com pressa?

- Um pouco.

Eu juro que vi um pingo de decepção surgir mesmo que por um minutinho no rosto de Emmett, o mesmo  me encarou por um tempo parecendo procurar alguma coisa. Poha, eu não sou obrigado a ficar aqui. Eu tó aqui pra cuidar da irmã dele, não ser o serviçal. Virei o rosto novamente para checar de Stephane ainda estava ali, felizmente – por enquanto – não á vi. Meus ombros caíram em alivio.

- Pronto – disse Emmett  já próximo ao meu rosto. Caralho, que susto.

Saímos da farmácia, eu olhava de um lado para o outro, mas o ser indesejado veio do meu ponto cego.

- Lipe! Mas olha que coincidência boa - disse Mateus. Tanto eu como Emmett nos viramos na direção que veio a voz, não tive tempo de reagir, Mateus me abraçou violentamente pelo pescoço – ae, gente. Olha quem eu encontrei.

Fudeu, como eu esperava, eles só andam em grupo.  Logo o peso no meu corpo aumentou, Jefferson e Carina se juntaram num abraço bem forte. Vi Emmett assistir aquilo tudo bem quieto.

- Gente, eu não tenho tempo pra vocês agora – disse fazendo um pouco de força pra me soltar.

- Como é? Nossa, Lipe, assim você me machuca – dramatizou Carina – tá bom, então a gente não ti chama pra festa do Jo.

Conhecia esse “Jo”, era como chamavam o Josué, um garoto do curso de informática. Lembro muito bem dessa festa, fui  convidado, se não me falha a memoria era hoje, só teria que pagar pra entrar.

- Ei, quem é esse? Esta nos trocando, LIpe? – disse Mateus indicando Emmett que permanecia no canto, me esperando eu acho.

- Nem nos apresenta pro rapaz, como você é rude – disse Carina – ele deve está tendo uma impressão errada de nós – o engraçado é que ela cochichava no meu ouvido, mas certeza que qualquer um ali podia ouvir o que estava falando. Não sei se foi isso, mas Emmett começou a se aproximar de nós, algo está me dizendo que isso é mal sinal.

- Phelipe, pensei que iria me apresentar aos seus amigos – disse Emmett num tom agradável. Estava sorridente, o que houve com o humor desse cara? – Prazer, sou Emmett, eu estava tão ansioso para conhece-los.

-  Eu sou Carina, esses são Mateus e Jefferson – apresentou Carina - E você, conhece o nosso Lipe á quanto tempo? – quis saber Carina, esta bem claro que ficar falado era a minha única opção aqui.

- Eu? O conheço a pouco tempo. Ele esta trabalhando na minha casa. Estávamos na farmácia, mas já estávamos indo, não é, Phelipe? – seu tom era calmo, mas eu conseguia ver uma faísca de impaciência em seus olhos. Quando foi que do nada eu comecei a ser mandado por esse cara? Ele esta dando a impressão que manda em mim – mas... Ouvi vocês falarem de uma festa?

Vi os olhos dos três brilharem ao ouvir aquilo. Não era surpresa, tenho quase certeza  de que era isso que eles faziam naquela região da rua, afinal precisavam de gente para a festa. Vi Jefferson abrir sua bolsa as presas e de lá tirar um panfleto da festa.

- Sim, você ouviu bem. Faremos uma festa beneficente para arrecadar dinheiro para a nossa quadra, se lhe interessar. Você pode ir com o Lipe, se quiser.

- QUE? – saiu por reflexo, mas que filhos bastardos, eu que não vou entrar numa festa  junto com o irmão do cara pra quem trabalho.

Infelizmente não tive tempo de por meus pensamentos em palavras, quando dei por mim, eles já estavam dando tchau e se distanciando  de nós, nem ouvi a resposta de Emmett.  Quando voltamos para a casa dos Toreto faltavam duas horas para Dandara voltar da escola. Isso não era tão difícil, trabalhar como babá  não era tão complicado, pelo menos até agora. Então deixe-me fazer um levantamento de como será minha vida nesse trabalho. Eu terei que acordar cedo e deixar Dandara no colégio, posso fazer qualquer coisa dentro dos horários da menina, serei liberado caso imprevistos pessoais surjam, o horário não compromete os dias que terei que ir para o curso, verei de vez em quando Brendon passar para fazer seus exames em Emmett, a sim, vou ter um tipo de companhia todos os dias da parte de Emmett. Parece que isso foi tudo por hora.

- Então quer dizer que você tem compromisso hoje?  Uma festa ,né? – Emmett pareceu bem intrigado com aquilo – você não tem cara de quem bebe.

- O que? Eu não vou beber, bom... quando me oferecem eu não me importo em beber e além disso eu tenho dezoito anos então não é como se eu não pudesse sair e me divertir até de madrugada – o que eu tô falando? Do nada comecei a dizer tudo que vem na minha mente. Olhei para Emmett para ter certeza de que não havia sido ignorante ou algo do tipo. Pela expressão dele eu acho que não tem problema.

- É, você me convenceu. Que hora que vai começar? Eu posso passar na sua casa e de lá a gente vai pra festa juntos, que tal – ele não perguntou, aquilo foi  algo que já estava decidido. Ok, é visível que esse filhinho de papai tem alguma coisa comigo, nenhum riquinho fica tentando ser seu amiguinho por nada. Isso era sua tática para alguma coisa, bem que o Brendon me avisou.

- Vai começar ás sete, não era necessário me buscar, mas você não deve saber o caminho então...

- Está decidido – ele parecia bem ansioso. Emmett começou a me encarar por um tempo, eu conseguia sentir aqueles olhos me fuzilando por mais que ele disfarçar-se – então... – começou Emmett se aproximando a passos lentos  - Por que não me ajuda a escolher uma roupa pra hoje á noite? Eu não sou muito bom com isso, sabe? – disse por fim me deixando numa posição desconfortável perto da parede.

De fato, que ele não tem bom gosto a gente vê de longe, mas ele é branco, os fios escuros e lisos sem contar que seu rosto não é nem de longe trivial, ele tem um corpo bem esculpido – ou seja, roupa é o de menos comparado a sua aparência. Já eu sou um ogro ambulante.

- Olha a hora – me virei abrindo espaço entre nós – eu tenho que buscar Dandara no colégio – fui até a porta numa velocidade que nem eu pude calcular.

- Eu posso ti levar de carro

- Não, tudo bem, eu gosto de andar – sai daquela casa as presas, se Emmett tá tentando ser uma espécie de amigo, não tá dando resultado, tá querendo ser grudento.

A escola não ficava tão longe no fim das contas. E na verdade não estava nem perto da hora, eu tinha que ficar lá esperando com as outras babás daqueles mini-riquinhos. Criança de rico é fofa, pude ver só por algumas que passavam pelos corredores.

- Ei! Psiu! – ouvi  vindo de algum canto. A mulher ao meu lado quem me indicou e vi uma moça de uniforme domestico, ela acenou confirmando que era ela quem me chamava.  Se alevantou e veio até mim com um sorriso no rosto – ei, você veio buscar a Dandara Toreto, né?

O que mais me surpreendeu foi sua aproximação, eu achando que era outra coisa.

- Hãn... sim, por que?

Quase no mesmo estante que confirmei para quem trabalhava todas as mulheres nos bancos de espera resolveram se aproximar de mim. Meu Deus, o que eu disse?  Todas começaram a falar ao mesmo tempo, não consegui intender uma única palavra de nenhuma delas eu estava concentrado em me livrar daquele sufoco.  Felizmente, para minha sorte, o sinal tocou, ainda sim houve algumas que me avisaram que perguntariam na próxima vez. Eu fiquei perdido naquele enxame de crianças até que uma me agarrou pela frente, era Dandara.

- Que bom que está seguindo  seus horários, Lipe – ela me abraçou forte antes de me puxar pela mão até a saída do colégio – então, meu irmão boboca ti incomodou ? pode dizer a verdade.

- O que? Não, não... só veio um médico .

- Brendon.

- Isso. Fora isso

- Que milagre – Dandara pareceu desconfiar mas não demorou a mudar de assunto.  Ela me deu uma detalhada orientação de como misturava tinhas aquarelas enquanto andávamos até sua casa.

Quando chegamos, a observei fazer suas lições escolares sozinha – francamente, que menina é essa? A única parte que odiei foi quando ela pediu para eu ser sua cobaia num teste de cabelo. Meu cabelo já não é bom e ela pede isso. Logo depois fomos a cozinha e brincamos literalmente de confeiteiros. Nunca imaginei que fosse divertido brincar com uma criança. Ela não parecia ter muitas amigas, foi o que deu a intender quando perguntei como era na sua sala. Só percebi que estava tarde quando Edson chegou em casa, eram seis e meia – POHA, A FESTA – sem falar que Emmett meio que sumiu, só agora percebi isso. Mas eu não tinha muito tempo. Edson não me empalhou muito então eu pude ir bem rápido para casa. Quando cheguei fui tratando de me arrumar.

- Lipe, acho melhor essa roupa aqui – Rosane quem estava escolhendo minhas roupas enquanto que eu tomava um rápido banho.

- Eu não ligo, escolhe qualquer uma.

Tentei fazer aquela bagunça que vi Emmett fazer nos cabelos, mas fiquei parecendo  alguém que tinha levado um choque. Só escovei o cabelo pra trás e pronto. Rosane escolheu uma camiseta longa branca com uma calça skinny  vinho. Até que não foi nada mal. Nem lembrava dessa roupa, eu ganhei no natal passado e cabia perfeitamente, ainda bem que eu não engordei.  Sai com sessenta nos bolsos , encontrei Emmett no caminho, ele vestia uma camiseta básica preta com calça relaxed  de moletom azul-marinho. O cabelo estava num topete bagunçado – mais uma vez um modelo, caralho, mas eu também não estava mal, pelo menos é isso que eu acho.

- Eu me atrasei?

- Não, ainda dar tempo,  demorou pra escolher a roupa? – provavelmente.

- Não, quando você saiu eu fui dormir e só acordei horas depois, tive que me arrumar as pressas, peguei a primeira roupa que apareceu. E fiz esse  penteado, acho que não tá tão mal.

Quando seu colega não faz nada mas acaba ficando mais bonito que você. De alguma forma isso tirou um pouco da minha alto estima. A festa contava com 60 pessoas, eu  não esperava que lotaria. Fomos recebidos por Stephane que estava bem ousada com aquele blusão moletom com o nome “Tokyo” nas mangas de cor cinza e um short azul escuro.

- Phelipe, que bom que pode vim... oi, você seria? – ela descaradamente correu os olhou dos pés a cabeça de Emmett.

- Emmett.

- Emmett... – repetiu Stephane – me chamo Stephane, muito prazer. Espero que goste da festa.

- Obrigado – Emmett deu um pequeno sorriso .

- Fique a vontade para se servir do nosso bufê. Phelipe estamos precisando de você na sala B – avisou ela.

- Ah, ok. Emmett, eu... – não acredito, alguém me salvou, sou péssimo fazendo companhia as pessoas, isso serviu para o meu favor.

- Tá, pode ir – ele pareceu meio metódico pelo tom da voz. Não tive tempo de dizer mais nada no momento seguinte Stephane me puxou e pegamos o corredor para a sala B.

- Por que você mão me apresentou a ele? Poha que gato – exclamou ela.

- Você não disse que estava afim do Arthur?

- Quem é Arthur? – ironizou – compara o Arthur com aquele cara, Phelipe ele é gato...

- Eu intendi na primeira vez que você disse.

- De onde você conhece ele? Nunca o vi pelo bairro.

- Ele é irmão da menina que eu trabalho como babá. 

- Quero que me conte tudo o que sabe dele – queria saber sua reação quando souber que ele tem  epilepsia e arritmia. E indo pra festas, eu diria que ele está caminhando pra morte.

Entramos na sala e Carina deu um grito assustando a mim e a Stephane.

- Eu não sei de quem tenho mais medo, da barata, ou do seu grito Carina – disse Jefferson.

- Veio, a barata parecia um monstro de grande, essa bicha toma anabolizante, é? – Carina subiu numa mesa , estava com um macacão jeans com blusa listrada caída nos ombros – Lipe, ainda bem que você veio.  Jefferson não sabe a senha  do notebook e nem eu.

Foi só pra isso? Fazer o que, né.

- Gente, o Phelipe trouxe um amigo tão gato – Stephane começou. Carina revirou os olhou.

- Mas tu é namoradeira, em? Não pode ver um rabo de calça que já quer. Você não precisa de homem , bicha...

- Eu-que-ro – Stephane parecia tão decidida.

Tivemos que levar o notebook e os discos até a Dj . Só depois que pude aproveitar a festa, me perdi completamente de Emmett, mas não estava me importando, o whisky da festa era tão bom que me dava vontade de beber mais.  E foi o que fiz, meia noite e eu estava no decimo sexto copo.  Já podia sentir a fraqueza nas minhas pernas, andei até um lugar onde a batida da festa não fosse tão intensa, com certeza minha cabeça iria explodir no dia seguinte. Quanto mais eu me distanciava mais sentia sono, vi Emmett observando um quadro que tinha na parede perto da sala A, ele me viu e correu na minha direção.

- Nossa, quanto você bebeu?  - senti sua mão no meu ombro, aquele toque doeu.

- Não muito – disse - só preciso  ficar um pouco em pé.

- Olha isso... Seu cabelo está bem engraçado, sabia?

- É? – eu o vi sorrindo pela minha expressão, que sorriso lindo – você gostou? – o sorriso se desfez – não?

- Gostar não é bem isso, ele ti deixou meio... – eu mal o via, estavam se passando diversos pensamentos na minha cabeça, sono, desejo por mais daquele whisky – sexy ... eu acho que essa é a palavra.

Eu ri com aquilo.

 

- É o que eu achei – disse ele me segurando para eu não cair.

- É mesmo? – joguei meu peso nele, o que diabos eu tenho? – o que mais você acha de mim?

- C-como assim? – eu podia sentir sua respiração, tão quente, seu hálito  tinha uma flagrância mista de whisky e coca cola, que gosto deveria ter?

- Eu ti acho gostoso – saiu sem pensar – você deve ser tão gostoso, droga... você faz parecer tão fácil, toda vez que olho pra você sinto minha alto estima decair, você é um crime a minha alto confiança.

Emmett me encarou por um minuto, me sentia tão solto, podia ser efeito do álcool, eu estava evitando pensar, doía minha cabeça toda vez  que a mexia bruscamente, no entanto, senti  a mão de Emmett de baixo da região do meu rosto, não tive reação alguma, muito menos o afastei no momento que senti o toque dos seus lábios nos meus. Sim, eu estava sendo beijado, ainda por cima por um homem. Foi um beijo lento mas guloso, eu abri bem a boca quando senti sua linha mi adentrando e língua gostosa, quente e delicioso. Passei meus braços pelo seu pescoço e senti os seus deslizando pela minha cintura. Minhas costas estavam pressionadas na parede,  ficamos naquele beijo até nosso pulmão não aguentar. Quando nos separamos para pegar folego eu dei uma leve olhada na sua expressão, Emmett estava corado, poha, ele realmente era gostoso. Não tardou para voltarmos com o beijo, dessa vez mais intenso e necessitado, não me lembro de ser beijado dessa forma, não namorei muitas garotas, mas mesmo assim, aquela boca junto com o álcool estavam me deixando louco.

- Então é esse seu sabor? – eu me sentia leve, sabia que iria perder a consciência uma hora, eu só não queria que fosse agora – você é mesmo... gostoso... – foi a ultima coisa de que me lembro antes de me entregar ao sono.



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