História Hands - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Lee Jihun "Woozi"
Tags 2woo, Wonhoon
Visualizações 53
Palavras 3.548
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


a yasmin perguntou no twitter que música eu associo com wonhoon e eu disse 505, daí eu plotei isso aqui. tem mais outras 800 referências a músicas de arctic monkeys, pois sou muito cadelinha deles. ah e "with your hands between your thighs" é sobre masturbação, sim, e ninguém me convence do contrário

Capítulo 1 - Capítulo Único


O carro tinha cheiro de cigarro. O cigarro tinha o filtro borrado de sangue.

Wonwoo tragou mais uma vez, uma mão ticando as cinzas pela janela e a outra conduzindo o volante. O torso suado e sujo jazia nu dentro da jaqueta de couro, arrepiando-se de tempos em tempos com a brisa que entrava, e o corte no supercílio ardia como pimenta. Sorriu de soslaio ao pisar mais fundo no acelerador. Queria vê-lo logo.

Jihoon.

No rádio, sua música favorita veio de repente, àquela hora da madrugada. Wonwoo mirou o relógio no painel. Três da manhã. Calculou que faltava um terço da viagem de quarenta e cinco minutos até a casa dele, porém estava tão ansioso que na verdade parecia estar naquele trajeto havia sete horas.

Deu uma última tragada e esmagou o cigarro contra a porta do carro, certificando-se de que estava bem apagado. Soltou-o no vento. Trocou a mão da condução e alcançou o celular no banco do passageiro, discando ligeiro o número que sua mente nunca esqueceria. Ele atendeu no primeiro toque. Wonwoo ouviu a respiração leve do outro lado da linha.

— Deixe a porta destrancada.

Não esperou resposta. Desligou. Jogou o celular no banco ao lado novamente.

As mãos ainda estavam enroladas com bandanas originalmente brancas, agora com pontos vermelhos onde os nós dos dedos estavam apertados. Jihoon reclamaria delas. Wonwoo mordeu o lábio com o pensamento, arrependendo-se amargamente devido ao corte na lateral, aquele que havia sujado o cigarro e o deixado com um sabor duvidoso. Estava mais do que ansioso. Irritado, exatamente.

As ruas vazias o permitiram fazer algumas gracinhas e seu pneu cantou quando estacionou às pressas à frente do prédio de Jihoon. O porteiro, segurando o peito de susto, reconheceu-o de longe e balançou a cabeça em desaprovação quando Wonwoo passou pela recepção, mas Wonwoo sorriu para ele. Não era a primeira vez que aparecia ali naquele estado e sabia que o senhor sentia algum tipo de empatia por si. Subiu as escadas aos pulos, logo chegando ao seu destino.

Quinto andar, apartamento quinhentos e cinco. Five-oh-five, como gostava de chamar.

Segurou a maçaneta, abrindo a porta devagar. Realmente destrancada. Sorriu contido. Sentiu os joelhos vacilarem quando finalmente colocou os olhos nele. Estava no sofá, segurando uma xícara azul. Provavelmente café com canela. O cabelo preto e reluzente caía pela testa e ele vestia um blusão branco, parecia confortável. Wonwoo suspeitava de que não estivesse usando nada além daquilo. Suspirou.

Jihoon.

— Vai acabar se matando. – Foi o que deixou os lábios dele quando Wonwoo fechou a porta atrás de si. Riu soprado e caminhou a passos lentos até o corpo infinitamente menor que jazia no sofá, agachando-se à frente dele.

Nah, eu mais bato do que apanho. – Wonwoo respondeu com desdém. Apanhou a caneca das mãos dele e repousou-a na mesa de centro. A destra logo depois rumou para a coxa roliça e leitosa, apertando-a com apreço. Jihoon gemeu baixinho, abrindo levemente as pernas em reflexo. Apenas um pouco mais, quase imperceptível se Wonwoo não o conhecesse tão bem. O toque prosseguiu por mais alguns segundos e Wonwoo se inclinou para frente, deixando um beijinho na parte interna da coxa, sujando-a de sangue. Jihoon choramingou de maneira contida e ondulou o quadril contra o sofá.

Ele estava começando a ficar excitado.

Wonwoo se levantou apenas para se sentar ao lado de Jihoon no sofá logo depois. Espalhou as pernas para recebê-lo em seu colo.

Jihoon estremeceu ao sentir o jeans duro de Wonwoo em contato com sua intimidade exposta. Ele cheirava a sangue, suor, fumaça e desodorante masculino. Tinha cheiro de homem. Sentiu o pau dar a primeira fisgada. As mãos dele o seguravam pelos quadris, vez ou outra apertando a carne das nádegas e coxas. Jihoon engoliu em seco quando o encarou e leu nos orbes dele um desespero implícito. Velado. Escondido. Como a maioria das coisas que ele fazia.

O beijo veio molhado e cheio de dente, com gosto de saudade e perigo. As mãos de Jihoon se embrenharam no cabelo negro e suado da nuca de Wonwoo enquanto ele exercia todo autocontrole que tinha para não rasgar a única peça de roupa que Jihoon usava. Separaram-se quando Wonwoo choramingou.

— Maldito seja esse corte. – Vociferou. – Tá ardendo como o inferno, não deu pra aguentar.

Jihoon o selou novamente só para ganhar uma careta de desconforto. Riu nasalado.

— Ninguém mandou lutar por dinheiro, Jeon Wonwoo.

Wonwoo deu um tapa na bunda de Jihoon. Ele resmungou.

— Salário de meio período em café e biblioteca não paga a faculdade de ninguém, Lee Jihoon. E eu não tenho paciência.

Jihoon desenrolou uma das bandanas nas mãos de Wonwoo e usou-a para limpar o corte no supercílio. Wonwoo grunhiu.

— Eu me pergunto como você vai lidar com seus alunos se não tem paciência pra nada.

Wonwoo reclamou novamente quando Jihoon apertou o corte e extraiu dele uns grãozinhos de areia.

— Hm, é diferente. Além do mais, eu não estaria indo dar minha cara a tapa, literalmente, toda semana se não amasse o que vou fazer. É um saco quando seus pais te largam só porque você não quis fazer medicina, sabe...

Jihoon se mexeu no colo de Wonwoo e retirou a jaqueta de couro dele, repousando-a no encosto do sofá. Além de suado e esfolado aqui e ali, ele estava coberto de fuligem.

— É, eu sei. Mas que merda é essa, Wonwoo? Onde você foi brigar hoje, num galinheiro? – Jihoon ralhou. Wonwoo riu, alcançando o bolso da jaqueta em busca de outro cigarro e do isqueiro. – Esquece, eu não quero saber... falando dos seus pais, sua mãe ligou mais cedo. Perguntou onde você tava.

Wonwoo acendeu o cigarro e fechou o isqueiro, jogando-o em qualquer lugar no sofá. Só não podia esquecer onde, não queria perder. Era uma caveira bonita.

— Ah, é? – Deu uma tragada. Virou o rosto e soprou a fumaça. – E o que você disse?

— A verdade.

Wonwoo gargalhou.

— Você precisa parar de sair por aí falando pra minha mãe que o filho dela surra uns caras pra pagar a faculdade que ela se recusou.

Jihoon observou Wonwoo fumar por uns segundos. Odiava cigarro, odiava que ele fumasse e odiava ainda mais admitir que ele ficava muito gostoso fumando. Garoto dos infernos. O pomo de Adão dele subiu e desceu quando ele engoliu depois de soprar a fumaça e Jihoon umedeceu os lábios.

— Não é como se ela tivesse acreditado. Aliás, ninguém acreditaria. O estudantezinho cult e engomadinho de literatura que anda por aí carregando um bisturi afanado do laboratório da universidade e quebra uns narizes pra ganhar a vida... poético, até.

Wonwoo sorriu, limpando com a língua o corte no canto da boca. Deitou a cabeça no encosto do sofá e fechou os olhos. Pegou a mão de Jihoon, que o observava com curiosidade, e a colocou em seu pescoço. Sugou o cigarro.

— Aperta.

Os dedos de Jihoon se fecharam com mais precisão e a leve pressão veio, acompanhada do sopro de fumaça que deixou seus lábios. A mão que ainda estava no quadril de Jihoon adentrou o blusão, sentindo diretamente a pele fervente dele.

— Mais forte. – Um sussurro e uma tragada.

Jihoon obedeceu e Wonwoo gemeu, a sensação do fluxo sanguíneo sendo interrompido e causando um pulsar sutil na cabeça o entorpecendo. Tragou de novo. Jihoon ondulou o baixo ventre contra seu jeans um par de vezes. A mão em seu pescoço sumiu, sendo substituída pelos lábios dele. A língua de Jihoon contornava suas veias saltadas, levando consigo o suor e a sanidade de Wonwoo.

— Pode marcar... – Mais um sussurro, mais uma tragada. Jihoon fechou os olhos e sugou a pele com vontade. Parecia faminto. Pouco se importava com o gosto salgado, só queria atender o desejo de Wonwoo. Uma ordem. Afastou-se intoxicado e limpou a saliva que escorria pelo canto da boca.

— O que deu em você hoje, hein? – A voz rouca de Jihoon perguntou. Tombou a cabeça para o lado, admirando o trabalho na pele de Wonwoo. Seu olhar tinha uma centelha de orgulho e outra de paixão, esta que queimava silenciosamente.

When you look at me like that, my darling, what did you expect?

— Gosto da sensação de ser seu. – Wonwoo respondeu, dando de ombros. Simplista. Óbvio. – O negócio, Lee Jihoon...

I’d probably still adore you with your hands around my neck

— É que eu provavelmente ainda te adoraria mesmo com essas malditas mãozinhas bonitas em volta do meu pescoço. – Wonwoo tragou. Segurou a fumaça. – Não dou a mínima se eu morrer pelas suas mãos.

Jihoon grunhiu. Juntou os lábios aos de Wonwoo com uma fome renovada, um fervor exigente e explícito. Impaciente. Não se importou com o assopro de fumaça em sua boca, não se importou com o torso sujo dele em contato com sua roupa branca e límpida, não se importou com o gosto metálico de sangue nos lábios dele. A língua quente serpenteando pela sua e lhe roubando a dignidade era seu único foco.

A mão sem bandana que havia permanecido no quadril de Jihoon apertou toda carne disponível ali por algum tempo, saboreando com o tato a textura macia e viciante da pele. Ele recomeçou os movimentos com o quadril contra seu jeans. A mão ainda enfaixada segurava o cigarro entre o indicador e o dedo do meio enquanto Wonwoo gastava sua energia beijando aquela boca doce, aquele poço de pecado. Jihoon a esse ponto estava praticamente se fodendo em Wonwoo por cima das roupas. Um toque específico da glande dele contra a fábrica áspera do jeans o provocou um gemido no fundo da garganta e ele se separou dos lábios de Wonwoo.

O rosto dele estava corado, quente. Nos olhos, ele carregava um desafio, uma dúvida. Como se perguntasse se Wonwoo seria dele no dia seguinte ou apenas naquela madrugada. Wonwoo tinha certeza de que a resposta estava estampada na sua cara de tapado: seria de Jihoon até que ele enjoasse. E mesmo depois, ainda seria dele em dor e segredo.

Jihoon, sustentando seu olhar, escorregou por entre suas pernas. Wonwoo sugou o cigarro. As mãos perfeitas desfizeram a fivela de seu cinto. Wonwoo ergueu o quadril para facilitar. Jihoon puxou o jeans e a boxer preta só até seu membro consideravelmente ereto saltar para fora. Wonwoo gemeu ao soltar a fumaça, acomodando-se melhor e abrindo mais as pernas.

Quando Jihoon o engoliu de uma vez, assim, sem preparação, Wonwoo quase desfez o cigarro com uma mordida. Levou a mão livre até os cabelos negros dele, apertando os fios entre os dedos, apreciando a maciez. Deleitava-se com como ele sentia prazer em se engasgar na sua extensão, com como ele gostava de mantê-lo na boca até o maxilar ficar dormente, até não restar mais lágrimas para descer pelas bochechas. Wonwoo achava que Jihoon ficava lindo daquele jeito. Tragou uma última vez quando ele finalmente decidiu se mover, estimulando sua glande com a língua em movimentos circulares. Era quente, úmido, macio. Extremamente prazeroso.

Jihoon se regozijava dos movimentos lentos, devotos, relaxados. Engoliu Wonwoo mais uma vez, encostando o nariz na pele da pélvis. Escutou um gemido mais alto, incontido, e seu couro cabeludo repuxou. Abandonou o membro teso com um estalo molhado, saliva escorrendo pelo queixo. Não fez muita questão de limpar.

— Como você me quer hoje? – Rouco e inconstante, ele perguntou. Wonwoo apagou o cigarro na mão ainda enfaixada e jogou o toco no chão. Por incrível que parecesse, Jihoon nem deu atenção. Levantou-se, ficando de frente para ele. Limpou o queixo dele com as costas da bandana. Jihoon sentiu o cheiro do sangue no pano. Gemeu. Wonwoo sorriu ladino. Acenou com a cabeça em direção à cama.

In my imagination you’re waiting lying on your side

— Na cama. De lado.

Jihoon saiu de seu campo de visão e Wonwoo ouviu um farfalhar às suas costas. Soube que ele havia obedecido. Passou uma mão por entre os cabelos, desenfaixou a outra. Jogou a bandana suja no sofá.

With your hands between your thighs

— Se toca pra mim.

Wonwoo se virou, fitando a figura pequena na cama. Jihoon apoiava a cabeça na mão esquerda enquanto o encarava de volta, rendido. Parecia relaxado demais para ser verdade. Ao ouvir o comando, ele dobrou a perna direita e repousou o calcanhar na cama, ficando parcialmente exposto. Wonwoo umedeceu os lábios, os olhos acompanhando a mão direita de Jihoon passear pela coxa pálida e chegar ao membro desperto. Suspirou, o sangue borbulhando em antecipação.

And a smile

Jihoon suprimiu um gemidinho em meio a um sorriso sacana quando os dedos circundaram a glande, descendo lentamente e espalhando o pré-gozo por toda sua extensão. Pulsou na própria mão, o baixo ventre espasmando por finalmente estar sendo tocado. Subiu pelo membro novamente e virou o punho uma vez. Foi impossível conter o gemido. Fechou os olhos e mordeu os lábios, focado demais nos movimentos que fazia em si mesmo. Ouviu ao longe Wonwoo terminar de se despir e chutar as calças para algum lugar. Ele estava estranhamente paciente naquela noite. Sabia que ele o observava e a sensação era alucinante. Aumentou o ritmo de sua mão. Ainda de olhos fechados, praticamente miou quando sentiu a cama afundar à sua frente e uma mão ocupar lugar sobre a sua. Aquela era sua deixa. Desvencilhou-se do toque.

Wonwoo não precisava de bebida, não precisava de droga. Jihoon o proporcionava todas as sensações de estar bêbado e drogado. Entorpecido. E de graça. Apertou o polegar contra a fenda dele só para ter o prazer de vê-lo derreter sobre a cama, entregue, solicito, maleável. Agora deitado de costas e com as pernas abertas, prontas para receber Wonwoo entre elas, era quando ele ficava mais bonito. Wonwoo se encaixou no espaço reservado para si, ainda com a mão no pau de Jihoon, acariciando-o da maneira que mais lhe aprazia. Gostava da ideia de fazê-lo esperar pelo orgasmo, construindo-o aos poucos. Além disso, ele tinha um pau bonito. Era prazeroso olhar para a glande vermelha, abusada e brilhante de pré-gozo, para a extensão rosada com algumas poucas veias saltadas. A boca de Wonwoo salivou.

Jihoon abriu os olhos, gemendo em cascata, a vozinha rouca e aguda provocando coisas em Wonwoo. Mordeu o lábio inferior, agarrando o lençol e se deixando levar pela sensação da mão em seu membro. Wonwoo era um filho da puta. Jihoon devorou com os olhos a figura à sua frente; a pele bronzeada, quase dourada, os músculos do peito, dos braços, do abdômen, todos contraídos de tensão. Gemeu mais alto ao vê-lo se abaixar e sugar a pele de sua virilha, logo descendo para as bolas.

— Wonwoo... – Chamou baixinho, necessitado. Abriu mais as pernas. Engasgou em um gemido quando ele sugou mais forte e apertou a fenda em seu membro novamente. Miou. Enfiou a mão embaixo do travesseiro, ainda gemendo, em busca do vidrinho de lubrificante. Jogou-o ao lado da cabeça de Wonwoo e choramingou insatisfeito quando ele parou com os toques e tirou a boca de si. Ele ergueu uma sobrancelha, limpando os cantos da boca.

— Não era isso que você queria? – Wonwoo perguntou ao espalhar uma boa quantidade de lubrificante nos dedos e esfrega-los para aquecer. – Tenho que parar de chamar esse lugar de five-oh-five.

Jihoon segurou uma das coxas contra o peito. Arfou quando Wonwoo introduziu o indicador.

— Você só me faz bem. É o meu oásis. – Continuou e movimentou o primeiro dedo, sentindo os músculos de Jihoon cederem aos poucos. – Eu só quero ser seu. – Introduziu o segundo. Jihoon gemeu seu nome novamente. Wonwoo, enquanto ainda o tesourava, aproximou-se do rosto dele. – E talvez eu já esteja ocupado demais sendo.

Jihoon o beijou com uma vontade que nunca havia visto. Algo no modo como ele resvalava a língua sobre a sua dizia que talvez ele também estivesse ocupado demais sendo seu para se entregar a outro alguém. O quadril dele começou a se mexer lentamente, indo de encontro aos seus dedos, ansioso por mais. Ele gemeu em sua boca, mordeu e puxou seu lábio inferior ao se afastar, ainda gemendo.

Wonwoo grunhiu. O olhar de Jihoon dizia muito mais do que a boca jamais seria capaz de expressar. Apressado, retirou os dedos dele e apertou o tubinho de lubrificante na mão, bombeando-se algumas vezes para espalhar o líquido. Quando achou suficiente, encostou-se à cabeceira ao lado de Jihoon. Deu duas batidinhas na coxa esquerda.

— Senta e rebola pra mim.

Jihoon se arrepiou com o quase sussurro. Quis chorar de tesão, o pau reclamando em um repuxo. Passou a língua pelos lábios ao se ajeitar sobre as pernas de Wonwoo, alinhando o membro dele com sua entrada. Mãos maculadas, porém delicadas e possessivas, seguraram seu quadril farto e a cintura fina enquanto ele descia com cuidado, revirando os olhos ao senti-lo resvalar em sua próstata.

Quando já estava totalmente dentro do corpo menor, Wonwoo finalmente arrancou o blusão branco – agora nem tanto assim – que ele vestia. Queria ver a pele resplandecente e orvalhada de suor, queria tocar, beijar, marcar. Os braços em volta de seu pescoço vacilaram quando Jihoon se moveu pela primeira vez. Subiu. Desceu. Gemeu. Wonwoo sorriu de prazer olhando para os olhos fechados e o cenho franzido dele, a boquinha entreaberta, as bochechas coradas. O pau pulsou dentro de Jihoon. Depois de pouco tempo, ele havia criado um ritmo regular e cadenciado, flexionando as coxas enormes que vez ou outra Wonwoo apertava.

Jihoon sentou com mais força assim que sentiu lábios em seu pescoço. Vieram acompanhados de um tapa estalado na coxa esquerda e o impulso do quadril de Wonwoo contra o seu. Ele queria mais. Mais contato, mais prazer, mais barulho de pele batendo na pele. Mais Jihoon.

O filho da puta mais bonito em que Wonwoo já havia colocado os olhos. Ficava lindo todo molhado da chuva que pegava cruzando o campus do prédio de música até o de literatura só para ter a satisfação de ir para a casa de mãos dadas com Wonwoo ou quando ia para a cama todo manhoso e sonolento em uma manhã de domingo procurar abrigo nos braços de Wonwoo depois de uma noite inteira em claro fazendo algum trabalho da faculdade. Ficava ainda mais lindo como estava agora, a pele branca banhada pelo luar que entrava pelas janelas, pois as luzes nunca haviam sido acesas, e o nome de Wonwoo escorregando pela língua como se fosse uma oração.

Wonwoo roubou dele um beijo em meio a uma estocada precisa, que acertou em cheio a próstata. Jihoon miou em sua boca, virando pudim em seus braços. Separaram-se com saliva espalhada nos cantos da boca, o lábio inferior de Jihoon particularmente molhado e brilhante. Ele se inclinou para trás e apoiou as mãos nas coxas de Wonwoo. Estava ofegante, o peito se movendo com sofreguidão. Cansado. Wonwoo grunhiu e sorriu. Gostava de fazê-lo trabalhar para gozar. Ele não mais sentava em seu membro, agora apenas rebolava para frente e para trás em um ritmo perfeito para que a próstata fosse atingida toda maldita vez. O pau rosado dele balançava contra o abdômen de Wonwoo, deixando-o com água na boca. Era uma visão e tanto. Gemeu um pouco mais alto.

— Won... woo... hm... – Jihoon se contorceu de prazer quando as mãos atrevidas de Wonwoo soltaram sua cintura; a esquerda indo brincar com seu mamilo e a direita envolvendo sua glande. Agora, ao mesmo tempo em que rebolava no membro dele, estocava na mão em torno de si. – Eu... ah, porra...

Wonwoo usualmente era bastante vocal na hora do sexo, mas naquela madrugada em especial tudo que ele queria era satisfazer Jihoon. Sua mente girava em torno dele. Seu coração batia por ele.

Jihoon.

— Goza. – Wonwoo disse e gemeu, sentindo as contrações em seu pau o trazendo cada vez mais para perto do ápice. – Dá pra mim.

Jihoon, meio gritando, meio choramingando, desfez-se em sua mão. Wonwoo rosnou, sujando o interior dele logo em seguida. O torso dele veio de encontro ao seu, exausto, satisfeito. Ele lhe abraçou pelo pescoço outra vez, escorando a cabeça em seu ombro e respirando pesado. Wonwoo ouviu seu nome ser sussurrado. Deu um beijinho na curvatura entre o pescoço e o ombro dele.

— Vem morar comigo. – Foi o que deixou os lábios de Jihoon quando recuperou o fôlego. Wonwoo deu uma risadinha, acariciando as costas dele com os dedos finos.

— Eu moro a duas quadras daqui, não é tão longe.

— E pra que morar a duas quadras daqui se você pode morar aqui? Você já passa mais tempo aqui do que lá mesmo, nem vai fazer muita diferença.

Wonwoo afastou o rosto de Jihoon de seu ombro apenas para encará-lo. Novamente, o olhar dele dizia muito mais do que a boca jamais seria capaz de expressar. Uma súplica que ele nunca faria explicitamente. Era orgulhoso demais para isso. Wonwoo sorriu e selou os lábios à sua frente de forma casta e despretensiosa enquanto ele dedilhava os cortes em seu rosto, limpando deles o suor que os fazia arder um pouco.

— Primeiro a gente toma um banho, depois eu dou a sua resposta.

Jihoon sorriu, já sabendo qual seria. Conhecia Wonwoo de cabo a rabo e sabia que ele era um vendido quando se tratava de si.

Middle of adventure, such a perfect place to start

Além do mais, eles já estavam no meio da aventura mesmo… era um lugar perfeito para começar.


Notas Finais


sim, eu tenho uma tara pelas mãos do jihoon

gritem comigo no twitter: https://twitter.com/wonunonu


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