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História HANDS TO MYSELF — taeny - Capítulo 27


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Capítulo 27 - Capítulo 26: agente calça aqui


Depois de ser liberada da delegacia, Taeyeon ficou um tanto sem rumo e sem saber como agiria dali para frente. Ela ia pegar um ônibus e ir pra casa já que não tinha estruturas para retornar à escola, todos os seus documentos estavam em seu porta-níquel e ela poderia pegar sua bolsa em outro dia se não recebesse uma escolta digna de filme.


Jessica Jung dirigia um Opala preto em silêncio, com suas mãos firmes no volante e nos lábios um bico maior que o de um pato. Ela permanecia de cenho franzido como se tudo na região lhe desse sono e ânsia. Taeyeon parou para pensar em como deveria ser a vida da policial de acordo com os detalhes do carro.


Jessica tinha o suporte à cintura com uma pistola na direita, que deveria servir para o melhor saque quando necessitasse. Na porta do motorista, um suporte mais escondido, perto da saída de som, com uma pistola do mesmo tamanho da outra. O carro tinha muitos arranhões por dentro e até mesmo uma marca de bala no chão do passageiro. O saquinho para lixo estava cheio de embalagens de chiclete e bitucas de cigarro, mas não pareciam ser da policial.


Ela não tinha os lábios levemente queimados, a voz mais rouca e a respiração em chiado para os cigarros serem seus, mas com certeza ela devia ter algum parceiro que desestressava daquele jeito. Pelo espelho do retrovisor, Taeyeon arregalou os olhos ao ver mais armas em suportes escondidos abaixo do banco. Quando desviou os olhos, percebeu que as orbes escuras de Jessica lhe fitavam e lhe assustaram.


Desviou para a rua novamente com carros mais calmos àquele horário da tarde. Estava tudo muito quieto e Taeyeon não gostava do silêncio. Ela trabalhava com crianças, vivia em uma bagunça generalizada com gritos eufóricos e nenhum descanso, era esquisito estar voltando para casa com aquela calmaria que definitivamente não representava em nada a verdadeira face da policial Jung.


Taeyeon decidiu quebrar o silêncio mesmo que Jessica quisesse continuar calada.


— Então será assim, você vai ficar na minha cola?!


— Eu não queria isso tanto quanto você — respondeu em tom bem baixo.


— Vocês acham mesmo que o tal do Lee Changsub pode tentar algo contra a filha de Tiffany?! Sei lá, eu acho que ele não seria capaz.


— Eu trabalho há 11 anos na polícia. Já vi pessoas acusadas de assassinato, estupro, pedofilia, arrancar a pele de terceiros para fazerem roupas, cozinhar humanos vivos, invadir necrotérios para transar com cadáveres e muita, mas muita gente morta. Policiais são como médicos, chega um tempo que a morte se torna a sua melhor amiga. Depois de viver tudo o que eu vivi, eu não confio nem mesmo na minha sombra pois sei que um dia ela pode me trair.


— Que horror! — disse Taeyeon. — Não consigo imaginar alguém fazendo essas barbarias contra crianças.


— Pois comece os seus exercícios de entendimento. Enquanto você estiver nos ajudando, verá coisas muito piores do que essas que te falei. Vai se acostumando.


Jessica parou na frente da casa de Taeyeon e destravou o carro. Ela deu uma olhada na rua para checar qualquer movimento suspeito, encontrando apenas um rapaz caminhando com as mãos no bolso, cabisbaixo mas com os olhos frenéticos em busca de algo.


— Conhece aquele cara?!


— Não.


— Quer ver uma coisa legal?! — Taeyeon afirmou com a cabeça.


Jessica abriu a porta do carro e apoiou um dos joelhos no banco, sacando seu revólver e apoiando os braços no teto do automóvel. A arma estava travada e ela não faria nada para machucar aquele pobre cidadão.


— EI! VOCÊ AÍ! — o rapaz se virou e ergueu as mãos em sinal de rendição. — VAI PRA ONDE?!


— P-pra casa — disse amedrontado.


— Vem aqui — ele não se moveu. — Vem aqui bem devagar.


Ele foi andando vagarosamente e parou na frente do carro.


— Põe as mãos na cabeça — ele o fez —, agora dá uma reboladinha.


Taeyeon franziu o cenho sem acreditar no que o rapaz estava fazendo.


— Agora canta uh, uh!


— Uh, uh!


— Mais alto, uh, uh!


— UH, UH! 


Jessica gargalhou e guardou sua arma no suporte.


— Argh, qual é, Jessica?! — disse o rapaz revoltado.


— Manda um recado para aquele idiota do teu irmão que está pensando que a gente não sabe que tem rabo preso. Ele é jovem e tem chances de ter um bom futuro, se ele voltar no Brooklyn 16 e eu o encontrar novamente na viela 25, ele nunca mais vai receber minha proteção porque vai ser um cara morto pra mim, entendeu?!


— O que ele fez agora, hein?!


— Repasse o recado. Agora vá, mas vá pra casa!


— Sim, senhora! — o rapaz correu entre tropeços pelo final da rua e depois disso, Taeyeon se retirou do carro.


— Então são essas barbaridades que verem enquanto estiver com você?! Pessoas dando reboladinhas?!


— É, talvez — respondeu bem humorada. — Você tem o número da delegada Woo e tem o meu também, se precisar de alguma coisa, você pode nos ligar a qualquer momento. Qualquer informação é importante.


— Tudo bem, estarei em alerta — Taeyeon bateu a porta do carro e deu a volta por trás dele, entrando em casa e fechando o portão da frente. — Você vai ficar fazendo ronda aqui?!


— Eu sou paga pra salvar a cidade, não para ser babá, entra logo nessa casa e vê se tranca as janelas, você tem um péssimo sistema de segurança — disse Jessica entrando em seu Opala. 


— Como você sabe disso?! — perguntou assustada.


— Tenha um bom fim de tarde, Taeyeon.


Jessica se retirou do local e cerca de cinco minutos depois, uma viatura passou lentamente pela rua a fazer ronda. Eles realmente estavam investindo na segurança de Taeyeon e assumiriam a responsabilidade caso algo lhe acontecesse. 


Assim que entrou em casa, Taeyeon retirou os sapatos e os deixou no móvel de madeira ao hall. Se direcionou para o sofá, retirando seu casaquinho de lã perolado e se espreguiçando. Quando ia ligar a luz do abajur, outra mão acendeu-o e se mostrou acomodada no acolchoado. A Kim soltou um grito estridente e deu passos para trás, com a mão no peito e uma tremenda raiva.


— QUE ÓDIO, YURI! — ela apoiou as mãos no joelho. — Como entrou aqui?!


— Seu sistema de segurança é péssimo — disse Yuri. — Quem era aquela?!


— Ai, você viu... — Taeyeon se jogou na poltrona e revirou os olhos. — Não posso contar.


— Como assim não pode contar?! Até ontem você estava transando com Tiffany Young e agora você arranjou outra bonitona, o que está acontecendo?!


— Não tem nada a ver com isso, não é o que está pensando.


— Não faz ideia do que estou pensando — brincou.


— Mini-empadinhas?!


— É.


— Ai, eu quero muito te contar porque isso vai mudar a minha vida e com certeza eu vou me sentir útil e incrível nesse trabalho mas você é fofoqueira e não vai guardar segredo.


— Taeyeon! Eu não sou fofoqueira — Taeyeon a encarou com descrença. — Okay, eu não sou fofoqueira com os outros, apenas com você. Você é a minha melhor amiga, sabe que pode me contar tudo, eu prometo que não conto nada para ninguém a menos que você comece a correr perigo de morte.


— Promete mesmo?!


— Pela alma da minha mãezinha.


— Tudo bem. Lembra que eu comentei que estava sendo seguida?! Então, era a polícia. 


— Kim Taeyeon, o que você fez para a polícia estar na sua cola?!


— Eu pensei o mesmo quando fui levada para a delegacia, mas não tem nada a ver comigo em si. Resumindo toda a história, o pai da filha de Tiffany tem uma lista imensa de crimes que o mandariam para a cadeia para sempre e ele está de volta. A polícia quer a minha ajuda para saber algo sobre ele, pelo menos para ganhar tempo até acabar duma vez por todas com as merdas que ele faz.


— Meu Deus! Kim Taeyeon será uma super-agente secreta! Já te deram um nome?! Tipo, Agente T, Agente Roupas de Cacura, Agente Calça Caqui?!


— Yuri, isso não é ficção. Você entende que se esse homem se aproximar de Joohyun, ele pode fazer mal pra ela?! Ele está envolvido com o desaparecimento de muitas crianças e se eu tenho algo que possa ajudar a pará-lo eu irei fazer independente do nome que possam me dar.


— Isso é bem pesado mesmo... Quando você começa?!


— Eles não definiram datas, só precisam que eu colete informações o mais breve possível.


— Então aquela mulher era uma policial que te escoltou até em casa?!


— Sim, o nome dela é Jessica Jung.


— Bonita...


— Não é para o teu bico.


— Já entendi.


— Ai, eu preciso relaxar, hoje foi um dia intenso... 


— Vai tomar um banho, vou preparar uma massa pra gente comer — as duas se levantaram juntas.


Yuri seguiu para a cozinha para verificar se tinha os ingredientes necessários para a sua receita e Taeyeon seguiu para o quarto com o objetivo de pegar suas roupas e entrar no banheiro depois. Caminhou para o cômodo seguinte mas antes de entrar, parou na porta e chamou a amiga.


— Agente Calça Caqui?! Sério?!



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