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História HANDS TO MYSELF — taeny - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Capítulo 27: beijos roubados


Tiffany cancelou o piquenique com Taeyeon e pediu para que ela a encontrasse em seu apartamento. De primeira, ela não explicou o motivo precisamente, apenas disse que estava muito cansada e queria estar em um lugar que se sentisse realmente segura. Apesar das poucas palavras, a Kim já sabia sobre o que se tratava e não hesitou em se preparar para a possível confissão de Hwang sobre o seu passado com Lee Changsub.


Taeyeon escolheu roupas leves, nada mais que uma calça solta e uma blusa, além de seu sobretudo. Ela pegaria um ônibus até o centro comercial da cidade, que era onde se localizava o arranha-céu em que Tiffany morava. Colocou seu óculos ao rosto e aproveitou que o sol estava baixo para caminhar.


O motor alto do Opala anunciou a presença atrás de Taeyeon, que se virou e semicerrou os olhos para Jessica. A policial estava com os cabelos soltos dessa vez, sem mudar a carranca e a descrença por estar trabalhando num dia bom daqueles para ficar em casa inventando receitinhas durante a tarde. 


— Veio me dar uma carona?! — perguntou Taeyeon animada.


— Não, vim asfaltar a rua, pode continuar caminhando, eu vou logo atrás.


— Não seja grosseira! — disse Taeyeon. — Estou indo para a casa da Tiffany, poderia me dar uma carona e aproveitar para verificar o prédio dela... Sei lá, escoltar quem realmente possa estar correndo perigo.


— Tudo bem, entra aí — Taeyeon deu a volta no carro e entrou pelo lado do passageiro, pondo o cinto de segurança. 


Jessica deu partida e seguiu pelas simples coordenadas dadas por Taeyeon para a casa de Tiffany. Combinaram de parar pelo menos uma quadra antes para não correrem o risco da empresária vê-las juntas e acabar estragando todo o plano. Durante o percurso, o celular da Kim vibrou, fazendo-a o retirar de sua bolsa e olhar a notificação pelo visor.


Era uma mensagem de Yuri perguntando se o compromisso à tarde estava de pé. Ela também dizia em curtas palavras e abreviações sobre Tiffany e o seu trabalho com a polícia. Jessica a olhou de soslaio e torceu a boca pela atenção recorrente da passageira ao aparelho móvel.


— Você contou para alguém sobre isso?!


— Quem, eu?!


— Não, o Alibaba. Para quem você contou?! 


Taeyeon arregalou os olhos quando o semáforo sinalizou o sinal vermelho e Jessica parou, ficando de lado para a fitar ainda mais séria e furiosa. Considerando a breve força que a Kim presenciou daquela mulher, com todas as suas falas sombrias e armamento espalhado pelo carro, ela teria de falar com muita calma e ter uma boa lábia para não acabar como aqueles que cruzaram o seu caminho.


— Calma... — Taeyeon engoliu em seco quando os ombros de Jung se remexeram como se fosse bater com algo na cabeça dela. — Eu tive de comentar com a minha melhor amiga, mas calma, ela é de confiança.


— Merda, eu sabia que isso não ia dar certo — Jessica voltou a dirigir e a se aproximar do prédio de Tiffany. — Eu disse para Hyelim que você ia dar com a língua nos dentes mas não imaginei que fosse tão rápido.


— Ei! Não é como se ela fosse contar para os quatro cantos do mundo sobre a ajuda que estou prestando para a polícia e sobre Changsub. Estou dizendo que ela é de confiança, então acredite, pare de ser paranoica.


— Não sou paranoica, apenas gosto que cumpram com o que foi acordado. Mas não se preocupe, eu não vou contar para a delegada Woo sobre isso.


— Eu agradeço, seria um alarde à toa.


Seria um alarde à toa — Jessica afinou a voz para zombar da fala de Taeyeon. — Vai, desce do carro.


— Obrigada, chofer!


Taeyeon desceu do carro e bateu a porta. Quando foi acenar para Jessica, deparou-se com esta mesma lhe dando o dedo do meio e zarpando pela esquina. A ruiva só conseguiu rir e imaginar que apesar de rude e rabugenta, Jung seria uma boa companhia enquanto estivesse distante de Yuri ou quando não pudesse tratar de seus assuntos atuais e secretos.


[...]


Tiffany decidiu fazer o piquenique dentro de casa para manter Joohyun segura. Ela não queria correr o risco de ir ao parque e ter o desagrado de encontrar Changsub.


Quando Changsub foi embora do prédio, Tiffany ficou transtornada e com medo de que ele se encontrasse com Yoona e Joohyun. Por sorte, Im pensou mais rápido e levou a pequena para tomar um picolé antes de voltarem para a Young. A secretária deu a desculpa de que era um presente por ter feito um lindo desenho na aula de Arte. 


Tiffany lhe agradeceu por ter feito aquela pequena mas significativa ação para si. Yoona não era apenas a sua secretária e ela não se arrependia de ter lhe dado tal cargo e de sempre reajustar o seu salário para compensar a vida agitada e os surtos frequentes. 


Joohyun percebeu o clima tenso em que a mãe se encontrava; tentou a animar com seus desenhos e suas aventuras infantis na escola, e mesmo com o sorriso que ganhou entre um suspiro e outro, ela conseguia perceber que estava a forçando a ficar animada. Yoona explicou que era apenas dor de cabeça com o artigo que a própria Tiffany estava escrevendo e deixou Hyoyeon levá-la para assistir à sessão de fotos. 


Tiffany contou que se sentiu ameaçada por Changsub e que tinha medo do que ele poderia aprontar. Ela não sabia de todas as nuanças de sua vida, mas entendia que ele poderia ser perigoso. Se não fosse, não estaria no meio das pessoas com as quais estava quando Hwang o conheceu.


Yoona lhe deixou menos apreensiva mas com certeza o assunto estava muito longe do fim. O piquenique que marcou com Taeyeon tinha ido por água abaixo. Ela ficou com medo ao lembrar das palavras de Changsub, imaginou que ele apareceria de supetão e forçaria conversar com Joohyun, deixando-a sem escapatórias. Enquanto na rua, Hwang estaria mais vulnerável, por isso, precisaria se resumir em casa e trabalho, nada mais que isso.


Entre cada uma das delícias à mesa, Joohyun conversava animada sobre ter ficado acordada até muito tarde assistindo desenho com a mãe. Ela contou que pegou no sono depois do segundo filme e que ainda precisava dormir um pouco para recarregar as energias. Depois de comerem, as três foram para o quarto de Hwang. Por lá, Joohyun pegou no sono na ponta da cama enquanto Tiffany permanecia em silêncio a receber as carícias de Taeyeon em seus cabelos úmidos.


— Não quero ser invasiva — iniciou Taeyeon —, mas quer me contar alguma coisa?!


— É complicado...


— Eu tenho tempo.


Hwang suspirou e segurou a mão de Taeyeon, entrelaçando à sua e afagando com o polegar.


— Quando eu tinha o meu blog pessoal que escrevia e cobria eventos, eu precisava de ajuda para erguê-lo e o fazer crescer. Em uma festa, eu conheci um cara. Ele conhecia todas as pessoas influentes de Nova York e foi muito solícito comigo. Encontrar todas essas pessoas que hoje lamberiam o chão por onde eu passo fez com que meu nome se fortalecesse e a Young nascesse. Eu sabia que ele tinha algo de ruim porque essas pessoas que eu conheci pareciam ter medo dele revelar os seus segredos, o tratavam bem até demais. Eu sabia que ele vendia entorpecentes e aceitem um acordo.


— Qual acordo?!


— Ele continuaria me apresentando às pessoas influentes de Nova York enquanto eu mantinha o meu silêncio sobre o seu comércio. Eu pensei mais com a ambição do que com a razão e me deixei levar pelo crescimento do meu nome. Em 99, nós ficamos. Eu estava grávida e ele me deixou, e o pior de tudo é que agora ele voltou.


— O quê?! — Taeyeon se fez de desentendida.


— Sim, ele foi até a Young, me ameaçou e agora quer conhecer Joohyun. Eu sei que ele é o pai dela e que se ele atuar judicialmente, vai conseguir a guarda compartilhada, mas eu não confio nele. Changsub não é um homem direito, eu tenho muita consciência disso agora.


— Mas ele te contou que vendia essas coisas?!


— Ele não precisou me contar nada pois eu vi, ele estava lá, passando saquinhos e enfiando dólares nos bolsos de seu blaser agradecendo pela preferência. Alguns amigos me mandaram ter cuidado com ele por não ter medo de sujar suas mãos de sangue, e eu tenho medo de aceitar esses encontros com Joohyun e deixar que ele faça sabe lá o quê com ela.


— Acha que ele teria intenções além de só querer conhecer a filha?! Porque, sabe, ele pode só querer ficar mais próximo...


— Eu tenho certeza que ele tem segundas intenções. Ele sumiu por cinco anos e voltou do nada com essa história de querer conhecer a filha que ele renegou no primeiro minuto que conseguiu. Não consigo imaginar o que possa ser e isso está me atormentando. Não quero fazer Joohyun sofrer sem saber quem é o seu pai, e também não quero que ela crie toda uma fantasia para quando ele se cansar desse teatro, deixá-la para trás e fugir novamente.


— Por enquanto, eu acho melhor você reduzir as suas saídas. Lembra daquelas férias que você ia tirar?! Bem, as férias de Joohyun também estão próximas e podem coincidir com as suas. Eu sei que pode ser difícil deixar toda a sua rotina de lado por causa de um idiota que decidiu retornar, mas se você o conhece e sabe que é perigoso, então tente se proteger. Vamos evitar nossos programas, eu posso vir aqui sempre que precisar.


— Eu sinto muito por isso, não queria estragar os nossos planos com essa minha paranoia, é que eu realmente quero ter certeza das intenções de Changsub antes de tomar uma decisão.


— Isso não é sobre mim, é sobre a segurança da sua família.


Tiffany deu um sorriso ladino e agradecido, se ajoelhando na cama para ficar de frente à Taeyeon e lhe beijar. Lhe afastou os cabelos longos do rosto e enrolou uma mecha ruiva em seu dedo, afagando a bochecha da Kim com a sua própria bochecha. Hwang retirou o óculos da face da ruiva e aconchegou em seu peito, tendo os braços ao redor de seu corpo.


— Eu fiquei falando sem parar sobre mim e esqueci de perguntar, ainda se sente seguida?!


Taeyeon tinha esquecido daquele detalhe que comentou com Tiffany. Ela tinha a opção de dizer que era loucura de sua cabeça ou brincadeira de mau gosto partida de Yuri. Kwon era o porto seguro da Kim para quando precisasse culpar alguém de alguma trapalhada ou acontecimento.


— Ah! Nunca mais senti isso, acho que era besteira minha...


— Tem certeza?! Acha que isso pode ter a ver com Changsub?!


— Quê?! — Taeyeon forçou a risada. — Claro que não! 


— Tenho medo que ele te descubra e comece a te infernizar.


— Não se preocupe, ele não vai me descobrir, serei discreta.


— Não queria que precisássemos esconder isso. Faz muito tempo que não me sinto viva e animada desse jeito...


— É de cair o cu da bunda mesmo, mas acho que conseguiremos aguentar até que ele seja pre... Que ele suma — Taeyeon respirou fundo por quase ter entregado o jogo da polícia. — Disse que faz tempo que não se sente viva, hum?!


— Será que me precipitei?! — Tiffany olhou para Taeyeon até que ela abaixasse o olhar para a encarar.


— Gosto quando você se precipita. 


— E o que mais você gosta, Taeng?!


— De quando o seu cheiro chega primeiro que você, quando você me manda um SMS com o nome duma música para que eu ouça e comece bem o dia, ou quando você fica surpresa com isso.


— Isso o quê?!


Taeyeon lhe roubou um beijo estalado e fez Tiffany abrir a boca em surpresa, dando um sorriso com os olhos fechados.


— Isso.


— É, eu realmente gosto de beijos roubados...


Joohyun se espreguiçou na ponta da cama e, de olhos fechados, engatinhou e se deitou por entre Tiffany e Taeyeon, se acomodando para que não sentisse frio mesmo com a temperatura que fazia naquele dia. O ar contribuiu para que a Kim perdesse um pouco da hora, mas Yuri entenderia os seus motivos.



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