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História HANDS TO MYSELF — taeny - Capítulo 29


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Notas do Autor


vai ter yulsic sim.

Capítulo 29 - Capítulo 28: o bom olfato de yuri


Taeyeon saiu da casa de Tiffany ainda no início da tarde. Ela se encaminhou para o ponto de ônibus, do outro lado da rua, e olhou em seu relógio de pulso o horário. O próximo passaria dali a dez minutos, o que lhe permitia uma quantidade menor de xingamentos vindos de Yuri por ter demorado.


Em sua bolsa, o seu celular vibrou com um SMS. Pelo visor, ela leu "dê cinco passos e entre na primeira rua à direita". Taeyeon ficaria assustada se a mensagem não tivesse sido encaminhada por Jessica. Seriam longos dias convivendo com os enigmas da policial até que prendessem Lee Changsub.


Taeyeon fez o que lhe foi recomendado. Deu cinco passos e entrou na rua, onde o Opala estava estacionado com todos os vidros fechados. A Kim entrou no carro e se arrepiou com o frio vindo do ar condicionado, fora Jessica que estava de óculos escuro e o som no volume máximo. Jessica Jung era um conjunto de enigmas que quanto mais tenta desvendá-la, mais confuso é o resultado.


— Você vai ficar me levando pra lá e pra cá o dia inteiro, para onde eu for?! Isso não é discrição!


— This love has taken its toll on me, said goodbye too many times before — cantarolou Jessica ao ritmo da música.


— Ei, eu estou falando com você, será q...


— And her heart is breaking in front of me, I have no choice 'cause I won't say goodbye, anymore, woah, woah, woah!


— JESSICA! — Taeyeon desligou o som do carro.


— Ei!


— Você é muito esquisita, sabia?!


— Sim, eu sei.


— Eu podia ir pra casa de ônibus ou chamar um táxi. Você não precisa fazer papel de chofer, eu já sou bem grandinha, caso não tenha percebido.


Jessica a olhou de cima a baixo e ligou novamente o som, dessa vez em um tom mais baixo.


— Você pode ter a idade que for, sei muito bem com o que estamos lidando e eu não vou deixar que nenhum sangue seja derramado além do de Changsub, posso parecer exagerada, mas eu já vivi isso uma vez, com uma pessoa que dizia o mesmo que você, e eu deixei-a ter um pouco mais de liberdade de acordo com a vida que levava antes de interferimos e o resultado não foi nada bom.


— O que aconteceu com essa pessoa?!


— Posso te levar na lápide dela, se quiser.


Taeyeon negou com a cabeça, ficando calada durante a primeira parte do percurso e começando a ver pelo melhor lado da situação. Pelo menos agora ela poderia ser levada para todos os cantos em um carro com ar condicionado sem pagar, fora a proteção que recebia de uma agente rabugenta e divertida quando queria.


Enquanto dirigia, Jessica balançava os ombros e cantava de acordo com as músicas que eram colocadas no programa de rádio. Ela se divertia sozinha enquanto Taeyeon gargalhava com suas coreografias improvisadas e bem articuladas. Quiçá depois de bons cinco minutos, ela lembrou-se que era uma policial e que estava em uma operação.


— Stephanie lhe disse algo?!


— Ela me contou brevemente como conheceu Lee Changsub. Talvez o que ela me disse já esteja nos relatórios de vocês, mas ela me disse que ele era uma pessoa bem influente, ele vendia entorpecentes em festas e eventos para a alta sociedade. Essas pessoas o tratavam como deus porque ele sabia de todos os seus podres. Tiffany sabia que ele vendia isso mas precisava de reconhecimento para a sua revista, ela não o entregava para a polícia e ele a apresentava para esse pessoal.


— É, eu já imaginava.


— Ela engravidou, contou para ele, e essa parte vocês já sabem. Para ela, Changsub fugiu da responsabilidade de ser pai, ela não sabe da outra parte. Ele esteve na Young e a ameaçou, ele pode atuar judicialmente pela guarda da criança, isso é apenas uma suposição por enquanto mas Tiffany já está transtornada. Vocês têm que fazer alguma coisa.


— Apesar de pai da criança, ele ainda representa uma ameaça, mas precisamos de uma prova mais concreta sobre apresentar perigo para as duas, pelo menos para formularmos uma medida protetiva para elas. Eu sei, é surreal precisar provar que um traficante assassino seja perigoso, mas enquanto temos apenas relatos e provas rasas, ele é um cidadão livre na América.


— E o que você tem em mente??


— Montar uma pequena emboscada. Eu preciso pegá-lo em flagrante de algo que o faça levar pelo menos uma multa, se atuarmos com a medida protetiva, ele pode usar isso em tribunal para dizer que Stephanie inventou para afastá-lo de Joohyun.


— E eu achando que trabalhar com crianças era complicado...


Jessica parou na frente da casa de Taeyeon e destravou o carro para a liberar.


— Não quer entrar para comer um bolinho?!


— Tenho muito a fazer.


— Ah, vai! Só uma água então?!


Jessica revirou os olhos e retirou o óculos escuro do rosto, retirando a chave da ignição e saindo do automóvel. Deu uma pequena olhada na região para verificar possíveis suspeitos e seguiu a anfitriã, que destrancou a escura casa e lhe deu passagem para entrar.


Da cozinha, uma silhueta surgiu em meio ao escuro, o que fez Jessica sacar o seu revólver e destravá-lo, com o dedo no gatilho e um dos olhos fechado para melhor precisão caso necessitasse atirar.


— Mãos acima da cabeça! — ordenou Jessica.


O pote de sorvete caiu ao chão assim que Taeyeon acendeu a luz e gargalhou. Yuri estava com os lábios sujos com sorvete sabor morango, com as mãos erguidas em sinal de rendição e assustada por ver um revólver tão brilhante apontado para si.


— Meu Deus, ela é ainda mais sexy segurando essa arma. Olha, se você quiser me bater com isso, eu deixo, tá?!


— Yuri! — Taeyeon segurou o pulso de Jessica e o abaixou. — Não se preocupe, essa é uma amiga minha, Yuri.


— A que sabe de tudo?! — Jessica segurou o revólver com a outra mão, ainda mirando em Yuri.


— Sim, ela é a que sab... Abaixa a droga dessa arma!


Jessica abaixou o revólver, com o cenho franzido a encarar Yuri. Guardou o objeto em seu suporte e tentou fazer Kwon desviar o olhar, mas esta não parava de sorrir em sua direção.


— Manda ela parar de me olhar, está me assustando — sussurrou Jessica para Taeyeon.


— Oi, eu sou a Yuri, mas pode me chamar do que você quiser. Sei lá, se você quiser me chamar de cocô e me bater eu direi obrigada.


— Ela é mentalmente estável?! — perguntou Jessica.


— Nem um pouco — Taeyeon se agachou para pegar o pote de sorvete e o colocar de volta no congelador.


— Então você é policial, certo?! — disse Yuri se aproximando e remexendo o distintivo de Jessica. — Jung... É chique, não acha?!


— Não — disse Jessica dando tapinhas nas mãos de Yuri. 


— Será que você poderia me algemar e me chamar de idiota?!


— Taeyeon, eu estou indo embora.


— Não, espera! Yuri, pare de assustar a visita — Taeyeon voltou da cozinha com um copo de água para a Jung.


Num gole rápido, Jessica terminou a sua água e deixou em cima da bancada. Enfiou as mãos nos bolsos e tentou esconder a vermelhidão em suas bochechas ocasionadas pelo olhar fixo de Yuri.


— Eu acho melhor ir, agora é sério. Tenho muito a fazer e preciso repassar o que me disse para a delegada Woo. Se precisar, você tem o meu número.


— Tudo bem, eu lhe alertarei se tiver novidades.


— Eu te levo até a porta! — disse Yuri caminhando entre pulinhos, abrindo a limiar e esperando que a policial passasse.


Jessica manteve sua expressão séria, sem se despedir de Taeyeon, e encaminhou-se para a porta da frente, passando por Yuri e evitando o contato visual. Entretanto, foi um pouco difícil, já que o sorriso largo em sinal de adeus fez Jung soltou um riso nasalado. 


— A casa não é minha, mas volte sempre que quiser — disse Yuri.


— Não se preocupe, eu voltarei.


Yuri ficou assistindo a policial caminhar em seu porte mais marrento possível antes só visto em seus filmes favoritos. Jung adentrou ao carro e colocou novamente o seu óculos escuro, partindo em seu Opala sem deixar rastro.


Kwon fechou a porta e se voltou para a amiga, sorrindo e balançando os braços em animação.


— Você nem sabe se ela gosta de mulheres.


— Sapatona, eu sinto o cheiro de longe — disse Yuri como se realmente farejasse algo.


— Vai investir?!


— Eu não sei, mas eu quero que você me ajude a cometer um crime, eu não descansarei até essa mulher me prender.



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