História Handsome Devil (Vkook - Taekook) - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Sonyeondan, Bts, Jeon Jungkook, Jhope, J-hope, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Jungkook, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Min Yoongi, Namjoon, Park Jimin, Rap Monster, Sonyeondan, Suga, Taehyung, Taekook, Vkook, Yoongi
Visualizações 102
Palavras 2.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Fantasia, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLHA QUEM CHEGOU COM CAPITULO NOVO GALERAAAAA
Sempre que eu tiver capítulo novo escrito eu vou postar, por sorte esse saiu muito mais cedo que o esperado e cá estamos 💖💖💖

Capítulo 10 - Take me to church


Fanfic / Fanfiction Handsome Devil (Vkook - Taekook) - Capítulo 10 - Take me to church

Esbarrei em varias pessoas enquanto voltava para a recepção. Acompanhei o Taewoo o máximo que pude, ele iria fazer vários exames de urgência antes de entrar em cirurgia já que o carro o deixou praticamente quebrado.

Me joguei na cadeira e passei a mão pelos meus cabelos, estava extremamente cansado e não conseguia para de pensar no dia difícil que estava tendo. Não é muito agradável ver um acidente acontecendo bem na sua frente e é menos agradável ainda ter que ficar do lado de uma pessoa desmaiada com os ossos torcidos e/ou quebrados.

Tentei descansar um pouco, mas logo o Jin chegou e foi parar na recepção, ele iria ser o responsável por Taewoo enquanto seus familiares não apareciam.

- Kookie! - Jin me deu um abraço forte assim que me viu - Você está bem? Aconteceu alguma coisa com você? Precisa fazer alguns exames?

- Não precisa se preocupar. - Falei me evadindo do abraço que estava se tornando longo demais. - Só tô um pouco cansado.

Jin sentou-se do meu lado e ficou me encarando. Estava mexendo no celular, mas seu olhar me incomodava e finalmente larguei meu aparelho pra saber o que diabos meu irmão queria.

- Finalmente você me deu atenção - Jin falou sorrindo. - Pensei que teria que te chamar, como uma pessoa normal.

Sorri sem graça e o encarei, permitindo que ele falasse. Não sei o que o Jin queria dizer, quer dizer, quando estamos juntos raramente consigo ter um momento de paz onde fico sozinho com meus pensamentos porque ele sempre está falando alguma coisa - Sinceramente, eu não sei de onde ele tira tanto assunto e tanta disposição pra ficar falando. Mas dessa vez eu sentia que tinha algo de estranho, por mais que o Jin fale mais do que uma maritaca, em momentos assim ele me deixaria descansando. 

- Kookie... - Ele ficou sério de repente - Você está realmente bem? Não tem nada mesmo de errado?

- Sim, estou - Fiz uma expressão confusa - Eu sei que você está preocupado com o acidente, mas não aconteceu nada comigo. 

- Eu sei mas... - Ele suspirou - eu sinto que tem alguma coisa de errado, quando penso que foi você quem estava com o Taewoo, me vem um monte de perguntas na minha cabeça e isso me deixa perdido. Eu não quero duvidar de você, mas sempre acabo fazendo isso no final.

O olhar de Jin era um pouco desesperador, ele sempre sabia quando algo de errado estava acontecendo comigo, Ele sabia quando estava mentindo e por mais que acabasse escondendo tudo dos nossos pais, ele cumpria seu papel de irmão mais velho muito bem quando me dava milhares de sermões sobre o quanto era importante eu ser responsável e o quanto isso evitava situações em que eu, obviamente, não queria me meter.

O mais irônico de tudo isso é que preferia mil vezes ouvir seus sermões do que os dos meus pais, Jin sempre era gentil e sempre deixava claro o quanto se importava comigo. Diferente do que eu ouviria da nossa mãe (que em toda reclamação fazia questão de mostrar o quanto o Jin era o filho de ouro).

Argh! Por que ele tinha que ser uma pessoa tão incrível e eu, esse pedaço de bosta ambulante? Tudo bem que temos pais diferentes e isso talvez explique eu ser esse monte de lixo, mas as vezes duvidava que viemos do mesmo útero.

- Hyung... - O encarei sem fazer contato visual - Só ando tendo alguns estresses, não é nada de mais. Seu restaurante é um lugar que dá bastante trabalho, mesmo que os funcionários colaborem, e também não tá sendo muito fácil viver com o Yoongi e...

Opa...

- Hmmm... Quer dizer que você está morando com aquele seu amigo rapper? - Jin sorriu de maneira divertida, sem parecer surpreendido com o que eu acabei de falar. 

- Hã? Que? N-não é nada disso e...

- Eu sei o que aconteceu com o seu antigo apartamento. 

- N-não aconteceu nada....

- Você vai realmente mentindo? Irmãozinho, quando você nasceu, eu já era o primeiro da sala no Jardim de infância e quando você aprendeu a falar, eu já era o primeiro no fundamental. Você quer continuar fingindo que eu sou completamente alheio a tudo? 

Droga! Por que ele tinha que ser assim? Por que ele tinha que me conhecer dessa forma?

- Eu não queria preocupar você. - Baixei a cabeça, culpado. - Já dava trabalho o suficiente, não queria ser mais dependente do que já era. Me desculpa.

- Tudo bem, tudo bem... - Ele me abraçou de lado - Só vou aceitar essas desculpas porque teria feito o mesmo na sua situação. Ao menos não está morando na rua, me tranquiliza saber que você está com alguém responsável.

- Aish! - me desvencilhei de seus braços - Não sou tão irresponsável assim! E pra você que não sabe, a responsabilidade do Yoongi é tudo fingimento porque quando ele não está trabalhando só faz dormir e beber com o Jimin.

- Mas ao menos ele tem trabalho e uma casa. - O encarei meio confuso e irritado. - Merda! Eu não queria soar rude! Enfim... Você realmente achou que eu não iria saber que um prédio caiu em Seul? Você acha que isso não seria notícia? 

- Já falei que não queria preocupar ninguém.

- Você cresceu, mas as vezes tem uma mentalidade tão inocente... Espero que você não minta mais quando surgir algum problema, eu não vou mais esperar você falar alguma coisa, vou dizer direto aos nossos pais e será muito pior. - Ele me encarou sério e engoli seco - Ouviu, mocinho?

- Ouvi, Hyung. 

- Não tem mais nenhum problema, certo? Nenhumzinho? Nem aquilo do restaurante que eu te falei assim que começou a trabalhar?

- Não, não tem nada - Senti um arrepio, a ponto de não conseguir encará-lo de jeito nenhum, nem desviar o olhar adiantava. - Na verdade, o único problema é não achar um aluguel decente e todos os dias acordar com dor na coluna por ter dormido num espaço minúsculo. Tirando isso, está tudo bem. - Yay! Consegui uma desculpa decente!

- Se isso é uma indireta pra conseguir um aumento, pode ir esquecendo... Meu nepotismo tem limites. - Jin falou rindo. 

Conseguimos mudar de assunto, pedi alguma ajuda sobre aluguéis em Seul e isso me deixou menos tenso e me fez esquecer dos problemas reais que estava passando. Dividir um apartamento minúsculo com mais cinco homens era absolutamente nada, perto do todo a confusão que estava poupando meu irmão mais velho.

Conversamos bastante até acabar dormindo enquanto o Jin falava alguma coisa sobre depósitos e reembolsos.

Acordei com um barulho de ambulância, me espreguicei e senti meus ossos estalando, acompanhado de uma dor no pescoço que por um milagre não tinha dado um torcicolo. 

A emergência estava bastante agitada e cheia, então preferi sair de lá e tentar achar algum lugar mais calmo. Jin mandou algumas mensagens avisando que iria buscar o irmão mais velho do Taewoo na estação de metrô ali perto, e que tinha deixado algums trocados no meu casaco pra poder comer algo, já que não sabia se eu tinha dinheiro ou não.

E bom, dinheiro eu tinha, mas quanto mais eu economizar, melhor. 

Fui numa lanchonete qualquer perto do hospital e comi alguma besteira aleatória que não fiz questão de prestar muita atenção no que era. Assim que terminei, voltei, mas não para a sala de espera da emergência e nessa pequena caminhada de tentar achar um lugar com a menor quantidade de pessoas possível, acabei me deparando com uma igreja, daquelas bem simples de hospital, sorri com a ironia e entrei. 

A igreja não era tão grande assim, era bem pequena e tinha uma estátua de buda ao lado de uma cruz. Sentei em um dos bancos bem afastado do centro e fiquei observando aquela decoração esquisita.

- Ao menos eles tentam ser inclusivos aqui. - Tomei meu susto de sempre ao ouvir a voz de V. 

- Nossa, não sabia que insetos podiam ser tão barulhentos. - Falei abanando a mão próximo do meu ouvido. 

- Ha Ha, você é muito engraçadinho Jeon Jungkook. 

- Precisam dedetizar urgente esse lugar, os insetos estão evoluindo a ponto de tentarem conversa. 

De repente V apareceu no banco da frente, me encarando furioso.

- Inseto é a puta que te pariu! - Dei uma gargalhada. 

- Nossa, mas o inseto ficou irritadinho agora. 

- Já falei Jungkook, inseto é a puta que te pariu!

- Primeiro - Fiz sinal de 1 na cara dele - mais respeito com a minha mãe. Ela pode me detestar e até me renegar como filho, mas ainda assim devo respeito. E segundo... Pensei que tinha deixado claro que não queria ver essa sua cara de puta drogada na minha frente.

- Primeiro - Ele imitou os gestos que fiz - Vai tomar no cu. Segundo, você não me falou nada sobre não querer ver essa minha cara linda e maravilhosa. Você apenas falou para eu resolver sozinho, não que não queria me ver. Eu sumi por opção própria.

- Deveria ter continuado sumido então, minha vida estava muito melhor sem você. - Ele deu uma risada alta.

- Não sabia que ver alguém se acidentando na sua frente era mudança de vida. Se for, parabéns Jungkook, você é a pessoa mais bem-sucedida que já conheci.

- Eu te odeio. 

- Ainda bem, porque enemies to lovers sempre foi meu tipo de história favorita. - Bufei, e ele sorria vitorioso. Se pudesse, socava aquele demônio só de raiva, odiava o quanto ele conseguia me provocar. Mas não sou tão violento a esse ponto - Enfim, precisei voltar. Por pouco não sofri alguns castigos de Lulu... Aquela sua briguinha ridícula só me deu estresse. Você não pode me desobedecer, Kookie, muito menos se rebelar contra mim.

- Você queria que eu aceitasse suas implicâncias sem motivo nenhum? 

- Eu não vou discutir isso, você sabe que tenho razão mas não quer admitir. 

- E muito menos eu vou perder meu tempo falando pras paredes... Enfim, o que você veio fazer aqui? Pensei que demônios pegavam fogo quando entravam em igrejas ou coisa do tipo.

- Você acha que se eu tivesse pegado fogo quando entrasse, estaria nesse exato momento falando com você? Eu preciso ser óbvio, falando que isso é só historia muito mal contada?

- Não precisa, já entendi.

- Você é um rapazinho muito esperto - Ele alisou minha cabeça como se eu fosse um animal de estimação - Mas vamos pro que interessa... Vim aqui porque sei que seu amigo viu um demônio antes de ser atropelado. E digo mais, foi esse demônio quem provocou o acidente.

- Como você... Hã? - Fiquei extremamente perdido. - Isso é... Muita informação... 

- Olha, eu não sumi completamente. Eu segui você, eu precisava ficar por perto porque pensava que você iria falar com aquele... Enfim, me senti mais aliviado quando você decidiu seguir o Taewoo, mas percebi que tinha um demônio acompanhando ele e bom... Eu me preocupo com você... - V aprecia sem graça com o que falava, mas ao invés de provocá-lo e zoar, me senti tão sem graça quanto. - Mesmo que não tenha visto nada, lembre-se de que demônios aparecem pra quem eles querem aparecer. Eu o vi porque também sou demônio.

- Por que tudo tem que girar em torno disso? Que saco! - respirei fundo - Mas aparentemente não tenho mesmo como fugir disso... Você acha que esse demônio era o infiltrado?

- Não. Ele era muito fraco, o filho da puta lá consegue se esconder de mim, ele é muito mais poderoso.

- Se um demônio fraco desses consegue provocar um acidente, por que você ainda quer que eu o encontre? Você quer que eu morra, é isso?

- Não vai acontecer nada com você, porra! Quer dizer... eu acho que não...

- Eu amo quando recebo um encorajamento desses, meu deus, isso é maravilhoso, nossa! - falei sarcasticamente. 

- Você vendeu sua alma, isso é nada. - Revirei os olhos.

- Você acha que o Taewoo ainda corre perigo? 

- Provavelmente... Na verdade, um dos motivos de ter aparecido é pra dizer justamente isso. 

- Perai, quer dizer que praticamente estamos perdendo tempo aqui falando besteira? Porra V! por que não avisou antes?

Antes que V abrisse a boca sai correndo até a sala de espera da emergência, fui direto a recepção, mas antes de sequer abrir a boca, ouvi o nome do Taewoo ser pronunciado. Olhei em direção a voz, e um homem muito esquisito conversava com a atendente, que por algum motivo mais estranho ainda o permitiu que fosse ao quarto do estagiário. 

Desisti de falar com as recepcionistas e segui o rapaz estranho. Sentia um arrepio e uma sensação ruim que me deixava levemente nauseado, só de ficar próximo daquele homem tinha a impressão de que todos os males do mundo estavam concentrados do meu lado.

Ele entrou no quarto, que por sorte tinha uma janela de vidro então pude observar o que acontecia - escondido, óbvio. V me acompanhou esse tempo inteiro, ainda que não tivesse prestado atenção nele direito. Ficamos observando o rapaz, que encarava o Taewoo dormindo tranquilamente envolto de aparelhos que o ajudavam a se manter vivo. 

Ele continuou fazendo isso por um bom tempo, até de repente o monitor que mostrava os batimentos começar a apitar loucamente, entrei em desespero e tentei abrir a porta, mas ela estava trancada. Chamei a primeira enfermeira ou médico, não prestei atenção em quem era exatamente, e corri de volta pro quarto. 

A mulher entrou e chamou mais médicos, estava prestes a ouvir o que estava acontecendo quando vi o homem estranho correndo no lado de fora e sem pensar duas vezes, fui atrás dele. 

O segui enquanto entrava em ruas e mais ruas, ele parecia estar tentando fugir de mim ou coisa parecida, mas não me importei e continuei no meu caminho, até chegarmos numa rua completamente estranha. 

Ele entrou num galpão e hesitei um pouco antes de ir de vez, me senti um tanto exposto porque aquele lugar parecia ser grande. Aquela situação me deu um medo terrível, já que somente naquele momento vi que não fiz a coisa mais sensata do universo ao seguir um estranho por um lugar que com toda certeza culminaria na minha morte. 

Encarei V, que ja estava próximo da porta quando percebeu que eu estava paralisado. Ele acabou me arrastando até lá e vimos que a porta estava entreaberta, então, como se não tivesse tomado decisões insensatas o suficiente, espionamos o que acontecia lá dentro. 

Não consegui ver muito, mas consegui ouvir umas vozes e elas citavam Taewoo, era algo como "Acho que fiz o que pediu"? Não entendi bem, minha mente girava e sabia que aquilo era um sinal de que estava entrando em pânico. V me segurava forte, como se quisesse me tranquilizar de alguma forma, mas conforme ouvíamos aquela conversa esquisita, eu ficava mais nervoso. 

As vozes citaram Taewoo varias vezes, pareciam comemorar que algo deu certo, depois começaram a citar Dongyul e em seguida a estagiária desaparecida, Hyejin. 

- Eu acho que são eles - V falou sussurrando. 

- Eles quem? - respondi no mesmo tom de voz.

- Os demônios que ajudam o infiltrado. 

Ouvimos uns gritos de mulher, acabei reconhecendo a voz como a da Hyejin e olhei assustado para o V, que mantinha uma cara séria. Mas do nada o grito parou, junto com as conversas, V me encarou de volta e soltei um "fodeu" quase inaudível.

Tentamos sair da porta e nos esconder, mas assim que me virei, senti uma dor forte na cabeça e minha visão escureceu de repente.


Notas Finais


As informações sobre os pais do Jin e do Jungkook podem estar um pouco confusas, mas mais pra frente vocês vão entender melhor a relação deles ajsjshsjsh só não queria explicar muito bem por enquanto aisjdhe
Espero que eu consiga escrever o próximo capítulo tão rápido quanto esse 😭😭😭


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