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História Handsome Father - Frerard - Capítulo 27


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Capítulo 27 - Ieroween


     

     Devo admitir que eu não esperava por tudo isso, não mesmo. A decoração infantil com várias abóboras e monstros me deixa alegre, mais alegre do que deveria já que é a minha festa de dezoito anos.

      Bert me deixa aqui e sai, dizendo que precisa fazer deus sabe o quê. Quando entro e fico prestes a xeretar tudo, escuto em coro um "surpresa". Todos fantasiados de monstros.

     — Uau. — Coloco a mão no peito, fingindo não ter tomado um grande susto.

      — Feliz aniversário, amorzinho. — Minha mãe me entrega algo dobrado. — Vá se vestir. 

    Minha mãe vestida de bruxa me traz para o banheiro e me deixa aqui, quando vejo o que me espera naa minhas mãos, eu sorrio. Uma fantasia com máscara do Frankenstein, porra, que linda.

   Me visto, fico animado pela fantasia. Quando saio do banheiro, encontro meus amigos da banda, conversamos sobre coisas idiotas e sobre minhas piadas de quando eu fosse finalmente fazer meus dezoito. Bem, nada mudou, como eles dizem “ainda sou o caçula da banda”.

     Converso com meus amigos, passo olhos pela casa com a pouca iluminação e vejo Gerard conversando com minha mãe e com o Patty, junto a garota dele. Nosso olhar se cruza e ele sorri ao me ver.

     — E o Frank ficou tão chapado que nem vi o que aconteceu com ele depois. — Ray diz bebendo do seu corpo e chamando a minha atenção.

     — Ah, a polícia me levou. — Rio bebendo o refrigerante que a minha mãe insistiu pra eu beber, de acordo com ela é melhor que álcool.

      Conto a história da festa de ontem e omito algumas partes, eles riem de mim como se nunca tivessem ficado tão chapados quanto. Acabo rindo junto e nos falamos mais, mas eu percebo Gerard sozinho e vejo a oportunidade pra falar com ele.

      Me aproximo dele, Gerard usa uma fantasia do drácula que fica perfeita nele. Sua pele alva contrasta com as roupas escuras com detalhes em vermelho sangue, a maquiagem o deixando mais semelhante à um morto vivo. 

     — Oi… — Chamo sua atenção e ele me olha, retiro a máscara me aproximando mais. — O pessoal me contou que a ideia foi inicialmente sua, é verdade?

     — Ah, bom, na verdade a sua mãe me ajudou muito. — Gerard diz sem jeito.

     — Você sempre me surpreende, é incrível. — Rio e ele sorri tímido. — Eu queria dizer que… bom, eu tamb-

      — Frank, Dottie quer te parabenizar. — Patty me puxa me atrapalhando com Gee, mas não dou um cascudo nele em respeito à Dottie.

      Ela me abraça me parabenizando e conversamos um pouco, minha cabeça fica em Gerard, eu estava quase dizendo que o amava também e o Patrick me faz isso. Bebemos um pouco de álcool longe da minha mãe e percebo a presença de Bert na festa também, vou cumprimentar ele e seu marido, vejo a sua filhinha extremamente fofa e brinco com ela.

    Depois de apresentar Bert pra minha mãe, eu vejo outra oportunidade pra falar com Gerard. Ele brinca com a Cleo e chego com um pirulito pra ela, seus olhos brilham comendo o doce.

     — Tão pequena pra ter três anos. — Ele diz com a garotinha no colo e me olha. — Está gostando?

    — Sim, não poderia ser mais perfeito. — Digo e ele assente me lançando um fraco sorriso, quando penso em perguntar se ele se sente bem, mais uma.

    — Filho, o parabéns, venha. — Senhora Linda me chama e sinaliza para Gerard nos seguir.

    O que será que houve com ele? Queria dizer que amo ele mas parece que o universo conspira contra nós, depois do parabéns é a hora.

     Parabéns são sempre constrangedores para os aniversariantes, não sabendo se devemos bater palmas, cantar junto, ficar quieto ou sei lá. Então eu fico atrás da linda mesa com o bolo extremamente lindo com a cara do Jack, meu desenho preferido de quando criança. 

      Tudo está perfeito, eu tô muito feliz com essa festa, com certeza é melhor do que várias pessoas desconhecidas bêbadas e chatas. A minha família e amigos.

    Depois do parabéns, eu me sinto inspirado para um pequeno agradecimento. Acho que todos merecem depois dessa surpresa.

     — Hoje é meu aniversário e bem, eu quero agradecer todos que estão aqui. — Começo, chamando a atenção de todos. — Não preciso ser falso e mentir, pois eu gostei da presença de todos, sem excessão. — Sorrio e olho Bert. — Eu finalmente tenho dezoito anos agora, e como todos me avisaram, nada mudou além desse número na minha vida. Algumas coisas mudaram… — Olho Gerard e sorrio. — Mas por mais que eu odeia admitir, eu ainda preciso da minha mãe e dos meus amigos, não acho que eu consigo amadurecer sozinho.

    Digo um pouco apavorado e todos aplaudem, assopro a vela, desejando que todos eles estejam sempre comigo. 

     Ignoro o costume de "primeiro pedaço" e deixo com a minha mãe para cortar. Vou até Gerard que observa minha mãe e pego sua mão o surpreendendo. Selo nossos lábios rapidamente.

     — Preciso muito falar com você. — Digo apressado.

     — Frank! — Patty me grita aparecendo com uma case enfeitada com um grande laço. 

  Ele me presenteia com o violão e me obriga a tocar ele, sem ao menos poder agradecer. De repente o violão está reluzente nos meus braços, a correia brilha assim como os meus olhos. 

    Coloco a correia no pescoço apoiando o violão e respirando fundo, todos parecem prestar atenção em mim de repente e eu fico um pouco nervoso. O que eu vou cantar?  

    Os olhos dele me chama a atenção e eu me perco mais ainda na realidade, me perco em seu olhar. Eu quero que ele saiba que eu sinto o mesmo que ele, que eu estou apaixonado e que ele me mudou. Ele mudou a minha vida. É como se eu tivesse nascido no momento em que vi ele. Começo a tocar Bright Eyes.

     

   This is the first day of my life

   Swear I was born right in the doorway

   I went out in the rain, suddenly everything changed

   They're spreading blankets on the beach

   Yours is the first face that I saw

   I think I was blind before I met you

   Don't know where I am, don't know where

   I've been

   But I know where I want to go

         

    Os olhos fixos nos de Gerard, sua boca entreaberta parecendo surpreso com a minha… declaração? Eu amo ele, eu quero que ele saiba que eu amo muito ele.

     Minha voz quase que apressa a música para dizer pra ele, logo a canção é finalizada e eu com delicadeza guardo o violão e vou diretamente até Gerard, ignorando as palmas e elogios.

      — Eu também te amo, Gee. Eu te amo muito. — Digo pegando em suas mãos e o olhando desesperado. — Eu queria dizer mais cedo, mas tudo me atrapalhava e eu quero que saiba. — Digo rapidamente e ele ri, colocando as mãos em meu rosto carinhosamente.

      — Que bom que também me ama. — Ele me beija suavemente e me abraça.

   Me rendo ao seu gostoso abraço e fico abraçado a ele por alguns instantes, a música volta e rio imaginando uma dança. Ele me olha sem entender, eu apenas o beijo de novo.

    Poder pegar em sua mão, ficar abraçado a ele, beijar ele em público, eu posso oficialmente amar Gerard livremente. 

    Eu agradeço meus amigos pela guitarra nova, o Patty pelo violão, minha mãe pelo par de tênis e camisas de banda que eu sempre quis, Bert pela jaqueta de couro incrível e Gerard pelo meu quadro. Meu quadro pintado pelas suas mãos, o que ele fez pensando em mim. Agradeço imensamente por tudo e pela presença de todos, eu me sinto muito feliz por ter eles comigo, mesmo que eu não ganhasse nada material, eu amei ter eles comigo.

   Meus amigos se despedem de mim, amanhã começa o longo dia deles e eu agradeço mais uma vez. Bert e Jeph também se despedem de nós e Cleo me manda vários beijos no ar, ainda um pouco tímida, mas extremamente fofa.

    Damos um jeito na casa e Dottie se mostra muito legal, Patty fez uma boa escolha, definitivamente. Logo já estão todos sem fantasia e aparentemente cansados, mas a noite é uma criança.

      

    — Vamos, filho? — Minha mãe pergunta já com suas coisas em mãos, mas cruzo os braços.

     — Mãe, eu acho que vou ficar. Já sou de maior e sei me cuidar. — Respondo e ela olha Gerard com o olhar de preocupação.

    Os dois parecem conversar telepaticamente como “você vai cuidar do meu garotinho?” e Gerard a olha como quem diz “ele está em boas mãos”. Então ela me abraça me beijando e dizendo mil coisas sobre ser adulto e responsável, enquanto eu me envergonho pela atitude dela, Gerard ri baixinho e concorda com ela.

  Minha mãe se despede pegando um uber e ainda mandando beijos, aceno e Gerard me abraça de lado ainda rindo. Vemos o carro partir e então Patty passa por nós com Dottie.

    — Pra sorte dos dois, eu vou sair com a Dottie. — Ele passa o braço pela cintura dela e logo se aproxima um pouco de nós. — Usem camisinha. — Ele sussurra.

    — Use camisinha também, filhinho. — Gerard diz em alto e bom som, fazendo Patty corar e ficar envergonhado.

    — Pai! — Ele repreende seu pai e sai com Dottie, nos fazendo rir.

    Nós dois entramos, hoje eu quero ficar com Gerard o resto da noite. Eu amo o halloween, e também amo Gerard, quando ele sugere para assistirmos um filme de terror juntos, eu fico mais que animado e nós comemos mais do bolo enquanto assistimos Sexta-feira 13.

    Gerard se aproxima mais de mim ao que o Jason se aproxima dos personagens do filme, suas mãos apertando meus braços e seu rosto quase colado no meu peito. Eu rio achando fofo o seu medo.

    — Ele tá do outro lado da tela. — Sussurro em seu ouvido e ele me olha dando um forçado sorriso.

    — E-eu sei. — Gerard se ajeita e logo um grito vindo da tela o faz se agarrar em mim de novo, me fazendo gargalhar. — Desculpa.

     — Vou te proteger do Jason. — Digo beijando sua cabeça e ele me olha sorrindo.

     — E de qualquer sequestrador?

     — E de qualquer esquilo. — Digo sorrindo e nos beijamos.

   Gerard afaga meus cabelos se ajeitando em mim e ficando no meu colo, ele me abraça forte e sinto o seu perfume gostoso invadir minhas narinas. Seus braços me envolvendo num quente e apaixonado abraço.

     — Eu te amo, Frankie.

      — Eu te amo, Gee. — Ele me olha sorrindo me beija mais uma vez.

    Nós terminamos o filme e dormimos agarrados, eu não consigo mais ficar sem ele, definitivamente eu amo muito ele.

     Gerard Way, eu te amo muito e quero que sejamos um casal, oficialmente um casal de não amigos.



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