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História Handsome Father - Frerard - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Primeiramente, oi. Seguidamente, hoje é aniversário de duas pessoas importantes pra mim, uma delas me ajudou a escrever essa linda história que vocês tanto amam, sim, minha praticamente CO-AUTORA.
 
  Infelizmente chega uma parte da história que eu não escrevo mais com ela então bem, se gostaram de tudo que leram até aqui, foi graças à eu e ela, as duas. Essa história não teria progredido sem ela.    Então, obrigada e feliz aniversário, @Ieropotter

Capítulo 28 - O esquilo roubou o cano


P. O. V. Gerard



   Frank fez dezoito anos, mas claro que eu sempre soube que com dezoito anos as coisas não mudavam, só para pior em certos pontos.


    Troco de canal tentando encontrar algum programa legal antes de voltar a trabalhar no novo livro, mas Frank tenta a todo custo focar a minha atenção nele. 


     — Você tá tão lindo hoje. — Ele beija a minha bochecha mexendo no meu cabelo e tentando me tirar o controle remoto.


     — Você disse isso vinte vezes nos últimos dez minutos. — Digo voltando a minha atenção pra ele. 


     — É porque é verdade. — Ele diz e sorrio sem graça, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. — E eu amo te deixar assim, todo tímido.


    Frank me beija, me deixando mais aliviado por não ter que responder ao seu "elogio", mas suas segundas intenções começam a aparecer. Ele me puxa pra cima dele, nos deitando no sofá e tenta retirar minha camiseta, mas seguro sua mão desfazendo nosso beijo e me sentando. 


     — Meu horário de almoço acabou. — Digo provavelmente igual um tomate e me levanto saindo depressa da sala.



   Eu preciso falar com o Bert, ele deve saber como me ajudar em relação a tudo isso. Eu quero isso tanto quanto o Frank, mas não sei, acho que preciso da opinião e ajuda do Bert.


      …



     — Então você quer transar com ele mas ainda fica com receio?  — Bert bebe o café e eu bebo o meu assentindo.


     — Não sei, eu só sei que ele está sempre tentando alguma coisa. A semana inteira eu ando evitando que as coisas fiquem mais intensas. — Coloco a xícara de volta no pires. — O que eu faço?


     — Se vocês fossem namorados, acha que se sentiria mais à vontade pra realizar o seu grande, supremo e prazeroso desejo? — Bert pergunta me deixando constrangido e provavelmente coro.


      — Bert! — Repreendo ele, que ri voltando a beber do café. — Mas talvez sim. 


      — Então peça ele em namoro, vocês se amam, querem transar e isso é tudo. — Ele me diz e começo a pensar. — Planeja e amanhã você faz uma coisa bem gay, e depois me conta, eu amo coisas gays.


     Bert e eu conversamos mais um pouco sobre como eu faria isso, ele me ajuda com algumas coisas e eu agradeço.


    






 

     P. O. V. Frank


  

     Depois de passar uma semana inteira pensando, chego a conclusão de que quero namorar o Gee, então eu preciso pedir isso, né?


     — Patty, e se eu pedisse o seu pai em namoro? — Pergunto o cutucando. — Até você e a Dottie estão namorando.


      — Então pede, sei lá. — Ele responde parafusando seu skate.


      — Não seja chato comigo. — Empurro ele o derrubando no chão com o Skate. — Ops… — Rio.

    

     — Seu… vou te matar! — Ele se levanta deixando o skate na calçada e eu corro dele.


    No final acabamos brincando e damos trégua, no fim das contas, não mudamos muito, mesmo eu estando com seu pai. Nos sentamos na calçada novamente.


      — Pede ele em namoro. — Patty me aconselha pegando o skate novamente. — Eu e a Dottie estamos quase lá. 


     — Eu e o Gee-


     — Não quero saber, sério, isso é muito estranho. — Ele tapa os ouvidos e rio.


     — Tudo bem, filhinho. — Bagunço seu cabelo e ele fica bravo, eu rio.


    Depois de andarmos um pouco de skate e conversar sobre coisas de meninos, aviso a minha mãe que vou passar na casa do Patty e ela ao telefone só acena. Quero ver o Gee, eu quero passar mais um dia com ele e dizer que amo ele demais.


     Quando chego com Patty em sua casa, ele me olha com aquela cara de sempre e dá tapinhas nas minhas costas subindo direto pro seu quarto.


     Caminho até a cozinha e não encontro Gerard, vou até o quintal dos fundos e o encontro plantando uma muda. Ele usa um shorts jeans junto com uma regata, o sol um pouco forte faz ele passar a mão livre na testa, se livrando do suor.


      — Uau. — Chamo sua atenção e ele sorri trazendo os olhos até mim. — Que dia quente. — Sorrio me aproximando.


      — Bobo. — Ele ri e termina de plantar a muda no vasinho. — Veio me visitar? 


      — Acho que sim… — Desço meus olhos pra suas coxas e umideço os lábios com a língua. — Quer que eu te ajude? 


       — Pode começar parando de me olhar como se eu fosse a chapeuzinho vermelho e você tivesse prestes a engolir. — Ele ri e eu fico sem jeito. 


      — Desculpa. — Peço sorrindo e ele vem até mim me dando um breve selinho. 


      — Quer uma limonada? 


      — Claro, babe. — Respondo animado e ele tira as luvas que usa para o jardim e segue pra dentro, faço o mesmo.


    Nós tomamos a limonada suave e eu apoio o rosto nas mãos o admirando, seus traços não poderiam ser mais perfeitos.


       — Você é tão lindo, sabia disso? — Pergunto e ele ri deixando o copo na mesa. — Mas além da sua aparência física, tudo seu é lindo, não sei o que você viu em mim.


    Minha cara de bobo apaixonado sempre entrega tudo, mas às vezes eu só quero dizer as bobagens da minha cabeça e ver ele corar desse jeito fofo.


   — Eu vejo muito em você, Frankie. — Ele diz desviando o olhar do meu.


   — Eu te amo, muito. — Digo me levantando.


    — Também te amo, mas… — Não deixo ele terminar e quase que atravesso a mesa beijando ele.


     Corto suas palavras com a minha língua e me sento em seu colo o beijando mais intensamente. Tento agilizar as coisas colocando uma mão entre suas pernas, mas ele me segura, saindo da cadeira e me tirando junto.


     — H-hora de você ir. — Ele diz nervoso e sorrio. — Vamos.


    Gerard pega a minha mão me conduzindo até a porta de entrada e eu me divirto com seu desespero. Mesmo não conseguindo nada mais que uns beijos, eu gosto de sempre o ver e deixar ele assim.


     Minha meta ainda é ter Gerard Way e seu corpo perfeito. 



   …



    O dia amanhece melhor do que os outros, meu humor me favorece eu levanto da cama com empolgação, diferente dos outros dias. 


    Beijo minha mãe a abraçando e Linda ri, ela prepara o café da manhã de bom humor também.


     — Parece que alguém acordou com um passarinho na janela. — Ela diz e rio balançando a cabeça em negação. — Sonhou com Gerard, foi?


     — Nem preciso dormir pra sonhar com ele, mãe. — Digo me debruçando sobre a mesa. — Acho que tô muito apaixonado, eu tenho mesmo que ir pra escola? — Pergunto preguiçoso e ela ri.


    — Sim, Gerard não iria gostar se você não fosse. — Ela diz tentando me convencer, mas só de pensar que ele não irá gostar, eu já aceito mentalmente.


    Tomo meu café da manhã e subo pra tomar banho e me arrumar, Gerard resolveu que todo dia vai passar pra me buscar e levar até a escola. Eu não odeio esse fato, mas não gosto de ser um incômodo ou algo do tipo.


      Me olho no espelho, meu cabelo crescendo me incomoda um pouco, abro a gaveta da pia e pego a tesoura pontuda, prestes a fazer qualquer droga.


     Começo a cortar meus fios de cabelo e deixando um corte legal, tirando mais dos lados e fazendo a parte de cima se transformar em um pequeno moicano, com o gel eu ajeito depois de cortar e sorrio. 


 — Querido, Gerard já está lá fora. — Minha mãe grita do final da escada e me apresso pra pegar minha mochila e descer as escadas. — O que fez no cabelo? — Ela pergunta olhando surpresa pro meu novo corte e beijo sua bochecha.


    — Mudanças. — Digo acenando e saio de casa, vendo o carro estacionado em frente à nossa casa.


     Apresso o passo a fim de chegar no carro rápido. Entro me sentando na parte da frente e Patty enfia a cabeça entre Gerard e eu, com os olhos grudados no meu curto moicano e sorrindo feito bobo.


    — Que legal, quando fez isso? — Ele pergunta e rio.


    — Agora…


    — Gostei. — Ele volta a ficar no banco de trás e Gerard me olha sorrindo e analisando meu corte.


    — Ficou lindo. — Ele diz e eu sorrio sem jeito desviando o olhar.


     — Obrigado. — Respondo e ele dá partida.


   Gerard nos deixa na escola, recebo um selinho rápido me deixando ainda mais sorridente mas logo sou obrigado a sair do carro, com Patty puxando a minha mochila. 


   A manhã naquele colégio passa como uma eternidade, quando penso que a hora de ver Gerard está chegando, ainda é a segunda aula e eu tenho que suportar essas pessoas chatas que vivem falando de mim até na minha cara.


    Quando a última aula chega, eu consigo ver a esperança voltar. Depois que bate o sinal e todos saem da sala, eu pego o meu material apressado e uma garota se encosta na mesa do lado.


    — Gostei do cabelo, Frank. — Ela diz com um sorriso tímido.


    — Ah, valeu. — Ajeito a mochila nas costas.


     — Quer ir na lanchonete com uns amigos e eu? — Ela pergunta ajeitando a saia e olho pra saída já desesperado.


    — Tenho compromisso, desculpa. — Passo por ela. — Até mais.


     — Tchau. — Ela grita de volta.


    Quando chego no portão, não vejo o carro de Gerard. Patty me cutuca e o olho, procurando por seu pai atrás dele.


     — Cadê o Gee? — Pergunto e ele ri.


     — Hoje você e eu vamos sair como melhores amigos sozinhos, nos divertir e tudo mais. — Ele diz suspeito e cerro os olhos.


     — Brigou com a Dottie? — Pergunto desconfiado e ele ri passando o braço por meu ombro e andando comigo. 


     — Sabe, as pessoas precisam de espaço às vezes, respirar… sabe. — Patty me convence e acabamos por ter nosso dia dos garotos como nos velhos tempos.


     O dia se torna um pouco cansativo e eu agradeço mentalmente por nenhum trabalho, mesmo que quisesse mais dinheiro possível pra poder mimar o Gee o tanto que ele merece.


    Patrick me deixa em casa e eu agradeço por finalmente poder me sentar e descansar, parece que meus dezoito chegaram com muita exaustão e cansaço, eu era tão energético, o que aconteceu?


  Tomo um banho que era pra ser rápido, mas acaba demorando mais um pouco. Ao sair com a toalha na cintura, meu celular vibra na cama e eu vou até ele, esperando que não seja alguém me importunando bem agora. Desbloqueio a tela e vejo o contato de Gerard me mandando algumas mensagens.


    “Socorro, Frank. Me ajuda!!!”


     Caminho até a cômoda preocupado e mando algo como “O que houve? Você está bem?”.


    “Não, vem rápido…”


     Visto uma calça de moletom e uma camiseta qualquer, sendo a primeira coisa nas gavetas. Coloco o celular no bolso e pego minha carteira, desço as escadas quase que voando, aviso minha mãe que volto logo e saio pra pegar a minha bicicleta.


   Pedalo como se estivesse em um racha de bikes e em quase cinco minutos já estou na frente da casa dos Way. Tiro o celular do bolso analisando a nova mensagem e franzo o cenho sem entender.


   “O esquilo roubou o cano”


   Deixo a bike encostada na pequena escada da entrada olhando o celular sem entender, isso foi um código?


    Bato na porta e já entro, dando de cara com Gerard com uma expressão mais suave do que a que eu esperava.


     — Você tá bem? Tem alguém aqui? — Olho em volta notando tudo escuro.


      — Não. — Ele ri nervoso. — Só queria te fazer uma surpresa, desculpa.


  Solto o ar, colocando a mão no peito e ficando mais aliviado. Ele quase me matou de susto, com aquela mensagem desesperadora.


      — Surpresa? — Pergunto tentando me acalmar e ele pega a minha mão me levando até a sala. 


     Quando chegamos nela, fico boquiaberto. Pisca-piscas de led fazendo a iluminação do lugar, na mesa de centro há velas e pizza. A mesma marca de vinho de quando nos conhecemos, uma nostalgia me invade e eu sorrio achando tudo aquilo lindo. 


    Quando penso que acabou, vejo uma cama improvisada e enfeitada não muito longe da mesinha, quase choro vendo tudo isso.


     — É pra mim? — Pergunto ainda olhando o cenário.


     — Você merece. — Gerard vira meu rosto pra ele e me beija de modo suave e viciante. — Fiz pizza, receita italiana.


   — Vamos comer. — Digo e ele ri.


   Me aproximo da pequena mesa e me ajoelho sentindo o cheiro maravilhoso da pizza, espero ele me servir e como animado, confesso que tava meio faminto de qualquer jeito.


    Tento não parecer um canibal comendo, Gerard ri e paro de comer o olhando. 


    — Gostou? — Ele pergunta e assinto sorrindo. — Vou colocar música.


    Gerard tira o controle de algum lugar que não presto atenção e liga o rádio, começando a tocar Love Demon. Engulo o restante da pizza e o olho voltar e se sentar do meu lado dessa vez.


     Sinto meu coração acelerar um pouco, seu olhar se torna penetrante e eu começo a pensar sobre tudo isso. Minha voz saindo do rádio me deixa um pouco confuso.


     — Frank… — Gerard começa e eu presto atenção, meu coração acelerando. — Desde que eu te vi, eu soube que você não seria só mais um garoto que eu vi quando busquei o Patty, vocês não eram amigos, mas eu me sentia culpado por me sentir tão atraído por você.


      — Então eu não conhecia o Patty? Nem você? — Interrompo Gerard e ele sorri balançando a cabeça negativamente. — Você se apaixonou primeiro que eu?


      — Eu não sabia, mas sim, eu me apaixonei desde o momento que te vi no meio daqueles garotos imitando uma roda de mosh. — Ele ri mas eu fico ainda perplexo. — Agora eu tô apaixonado por tudo em você, eu não consigo mais me ver sem você e toda noite eu penso se você está bem, é tudo muito estranho, mas bom. — Ele sorri tímido e suspira, me fazendo suspirar também, não consigo dizer nada. 


    E de repente ele leva a mão até seu bolso, fico observando com a respiração fora do ritmo e de repente uma caixinha com formato de coração. Pisco várias vezes, ele abre a caixinha na minha frente.

     

      — Frankie, você aceita namorar comigo?



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