História Hangover - Capítulo 2


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Eren Jaeger, Erwin Smith, Farlan Church, Hange Zoë, Historia Reiss, Isabel Magnolia, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Petra Ral, Sasha Braus, Ymir
Tags Bebidas, Filhos, Maiden, Ressaca, Rivamika, Romance, Snk
Visualizações 102
Palavras 1.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei?



:3

Capítulo 2 - Consequências de uma Tempestade


A mulher estava empurrando um carrinho em direção a uma sala clara. Ela já estava me empurrando a alguns minutos, sempre virando de corredor em corredor. Eu sentia uma terrível dor de cabeça, tanto que achei que isso poderia ser letal no meu caso de agora. Eu estava toda suja de sangue, e mal respirava. As dores se espalharam pelo meu corpo. Duas pessoas vieram correndo do meu lado, limpando meus ferimentos abertos. O pano suave passando pela minha testa e pelo meu braço, isso ardia toda minha pele. Ameaçei desmaiar por um segundo.

— Ela acordou. — ouvi uma voz.

— Cuidem dela na sala 129. — o mesmo cara que estava falando, injetou uma agulha com soro no meu braço, e minha cabeça rodou, rodou e rodou, até que sinto duas mãos segurar meu rosto, insistindo em me deixar acordada.

— Fique acordada, por favor Srta. Mikasa. — ela esperou meu sinal de consciência.

— S-s-im — falei. Minha garganta rasgou com o esforço. —... mi-minha pern-a... Não sinto minha... Minha perna...

Com pouca força, tentei tocar minha perna, mas não me senti tocada. Tateei o colchão em busca da minha perna que deveria estar ali em baixo.

— Não se mova. Você não está em condições. Fique parada, por favor. — enfim pararam de movimentar a maca, e um homem que eu conhecia muito bem se aproximou. Ele era o homem que tinha cuidado do meu pai antes de ele morrer.

— Olá, Mikasa, onde mais sente dores? — ele estava rapidamente cuidando dos meus ferimentos. Ele tirou o colar cervical do meu pescoço, dando a uma mulher que saiu da sala com o colar em mãos. Senti toda a minha coluna desabar no colchão duro. Eu estava dolorida ainda mais por causa desse negócio que parecia estar a bastante tempo no meu pescoço. Eu estava quente, mas eu tinha muito frio. Tinha quase certeza que tinha pegado uma fébre nessa noite.

Minha vista foi ficando escura, e meus olhos já doíam depois de tanto esforço. O doutor me olhou, e sem conseguir ficar mais acordada, eu fechei meus olhos.

 

Logo quando acordei, era o dia seguinte. Estava de dia, e quem estava ao meu lado era aquele homem que estava na praia. Ele vestia roupas de medico e lia um livro, sentado em uma poltrona azul marinho da sala. Ele bebia um pouco de whisky em um copo descartável. O cheiro dele era de luvas de borracha e de pimenta, e não parecia ser seus perfume. O cheiro entrava pela porta meio aberta. Me sentei. Ele abaixou o livro e olhou pra mim, porém nenhum de nós falou nada. O olhar vazio dele me encarava, não consegui ver nenhum segnificado daqueles olhos tomados pela escuridão. Seus olhos não se ocupavam em vagar pela extensão do lugar. Ele me encarou por um longo tempo.

Na noite passada...

— Ah, bom dia senhorita. Vejo que está muito bem acordada. — uma enfermeira abriu a porta. Eu tinha ouvido sua voz no corredor, então não tinha sido tão de surpresa. Junto com sigo, ela trazia um carrinho com comida. Parecia estar levando café da manhã para todos os pacientes. Eu assenti em agradecimento. Ela colocou um sopa de lentilha e batata na mesinha que ela mesmo armou. Eu observei tudo em silêncio. — bem, por hoje, você irá comer apenas coisas saudáveis e que sejam fácies de comer. Ficamos sabendo que você anda fumando muito, isso tem lhe deixado muito fraca senhorita! — recebi uma repreensão, mas ela não deixou de ser amigável comigo em seu tom de voz.

— Desculpe. — murmurei. Peguei a colher de plástico e comecei a mexer na sopa, sem um pingo de vontade de comer.

— Muito bem. Irei agora no quarto ao lado. O Senhor Levi irá ficar com você agora. Ele foi quem chamou a ambulância e te socorreu. Ele trabalha aqui no hospital também. — ela piscou um olho, já empurrando o carrinho em direção a porta. — O Doutor Flyud já vem lhe ver. Enquanto isso lhe deixamos no mais confortável possível. Temos livros, televisão caso esteja entediada. E pode me chamar apertando a campainha! Estou sempre nesse corredor e venho daqui a três horas para ver como você está! Já vou indo! — ela deslizou para fora da sala e fechou a porta com suavidade. Fiquei de cabeça baixa. O ar estava bem frio e eu sentia minha temperatura baixar, ficando tonta novamente. 

Larguei a colher, minha visão escureceu por alguns segundos. Luzes coloridas foram abrindo um buraco, de luz laranja, até que tudo voltou ao normal. Quando minha visão se ajustou, aquele homem estava na minha frente, arrastando os passos, calmo. Ele desmonstrava sabedoria perante mim, ficando totalmente desprotegida de repente.

— Você está desnutrida, precisa comer. — ele falou. Tentando fazer eu levar a colher a boca. — há quanto tempo não tem comido direito?

— Duas semanas. — respondi. — não tive muito tempo pra isso.

— Pois bem, coma.

Olhei armagurada para a comida. As verduras borbulharam no molho, as folhas do brócolis derretendo, ficando mucha.

— Não está conseguindo comer? — indagou pra mim.

— Nem um pouco. — falei. — quanto mais eu olho, sinto que vou vomitar.

— Então, olhar é o problema? — disse ele. Logo pegou a colher e a preencheu com molho, apenas molho. Ele levantou a colher, com cuidado pra não deixar cair, e me deu na boca. Foi impossível de negar o gesto dele, mas fiquei sem graça, e hesitante, abri a boca. Ele deixou a colher na minha boca enquanto eu comia, e logo tirou, encarando minha reação. Fiz careta.— e que tal assim?

Com a mão livre, ele tampou meus olhos. Sua mão fria tinha cheiro de menta e remédio.

— Abra a boca. — pediu ele. Lentamente separei os lábios, e com cautela, ele encheu minha boca. O gosto não foi tão ruim, porque eu não sabia o que era, apenas comi, mas desceu cortando minha garganta. Ficou uma leve ardência logo depois. — melhor?

Assenti, ele continuou me alimentando. Eu estava até curtindo, quando começei a ouvir o raspar do prato. Ele tirou a mão dos meus olhos, e quando minha visão se ajustou na claridade, o homem já estava um pouco afastado.

— Então, o que foi que eu comi? — perguntei.

— Rúcula, cebola, Abóbora, espinafre, brócolis, tomate e cebolinha. — disse ele, parecendo mesmo que tinha decorado o que eu estava comendo. Me surpreendeu o gosto de cada verdura, que muitos eu nunca havia comido, mas alguns outros eu detestava. — se você não olhar, não vai saber o que come. E talvez nem perceba. É um... Truque, que eu uso bastante com a minha filha. — ele falou, e me pareceu animado quando se refere a palavra filha.

— Quantos anos tem a sua filha? — perguntei.

— Vai fazer três anos mês que vêm. — o homem se sentou na poltrona novamente. — e quanto a sua perna, parece que você quebrou. Na ambulância, com pouco racionio, gastou toda a garganta gritando por causa da perna. — não me envergonhei com o que ele disse. Nós dois estávamos sérios. — a onda bateu bem forte, e você bateu bruscamente contra a areia. Sua perna não suportou o peso e acabou quebrando. Dei uma olhadinha no seu braço, mas apenas irá ficar inchado. O resto não precisa se preocupar. Ah, e já deram ponto no ferimentos no seu queixo e na sua testa. Você bateu em uma pedra e mordeu o próprio queixo. — quando ele terminou de falar, contando tudo o que tinha acontecido comigo naquela noite, virou o copo de whisky e o deixou no braço da poltrona.

— Foi feio. — comentei, mesmo sem entender em como uma onda podia ter me feito tantos danos.

— Ao que parece, o contato brusco com o chão foi mais forte do que a onda. A onda apenas te derrubou, mas você bateu a cabeça muito forte. Quando te socorri, você mal conseguia olhar pra algum lugar fixamente, e nem falar nada. — o homem pareceu se lembrar.

— Sério? Eu não me lembro disso.

— Não foi nada demais também. Depois eu apenas te carreguei até de baixo de uma barraca, pois estava chovendo muito ainda. Depois telefonei para ambulância. Eles não demoraram muito, mas eu achei que você já tinha morrido pela quantidade de sangue que estava saindo da sua testa. Mas fico feliz em saber que já está bem.

Movi meu braço, sentindo forte dores ao tencionar meu músculos.

— Não totalmente bem, nem recuperada. Mas já estou um pouco melhor. Acho que se você não estivesse lá naquela hora, possivelmente eu teria morrido mesmo. — falei. — obrigada.

Ele deu de ombros.

— Acredito que morrer não era o que pretendia naquela noite, não é mesmo? — e ele me olhou. Os olhos azuis e apagados. Não tinha brilho nenhum ali.

— Não. Não era o que pretendia.

Ele pegou uma sacola.

— Hm. De qualquer forma, na ambulância eles rasgaram seu vestido, então trouxe uma roupa mais adequada do que esse roupão de hospital. Trouxe seus sapatos também.

Dá sacola ele tirou um vestido laranja, com uma cinta florida. Quando ele tirou os sapatos, o salto estava concertado.

— Você pediu pra arrumarem?

— Não. Eu arrumei sozinho. Voltei hoje lá na praia pra pegá-los pra você. — disse. — Eles são bonitos.

— Obrigada, de novo. Mas que horas são exatamente?

Na sala não tinha relógio, então o homem tirou seu celular mordeno do bolso e ficou olhando a tela.

— Duas horas. — e guardou o celular.

— Dormi pela metade de um dia?

— Ao que parece. — respondeu-me, e logo assentiu. Eu não me preocupei tanto assim, até porquê, agora eu não tinha mais obrigações.

Ele caminhou em direção a porta.

— Bem, agora tenho que ir, ao que parece, meu turno já vai começar. — disse.

— Ah, tudo bem. Foi um prazer te conhecer, hã...?

— Levi. — ele disse.

— Foi um prazer te conhecer, Levi. — eu falei.

— Igualmente Mikasa. Com licença.

Levi deixou o lugar, mas não fechou a porta, apenas encostou de leve, deixando assim, eu ter uma ideia da movimentação de como estava o outro lado. Algumas pessoas passavam por aqui, e mais nada. Uma mulher entrou, era a terceira vez que ela entrava aqui pelo dia, e me deu um remédio para dormir. Ela me ajudou a me encostar no travesseiro, e saiu, me deixando ali, apagando aos poucos.


Notas Finais


Cheguei rápido? u.u
Qualquer erro ou contradição me avisem nós comentários, por favor <33

Então, eu vi um homem, em um restaurante usar esse truque pra fazer a filha dele comer, eu fiquei bem impressionada com aquele pai! A filha dele comeu tudinho. Ela não queria comer macarrão com molho, então o pai dela disse que trocou o prato, tampou os olhos dela e começou a ajudá-la. Aquele cara me inspirou, de vdd!

Bem, quem acompanha minhas outras fanfics, sabe q eu posto uma vez por semana Doll House, então como não postei na semana passada, vou tentar postar dois pra compensar, nessa semana. Mas não é certeza que vou postar.

O que estão achando hein? :3


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